sábado, 23 de julho de 2011

A Tentativa de engessamento da Cultura Popular: reflexões minhas, a partir da citação de Alberto Tibaji

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)
“Trazer, dentro do ambiente do popular (...) o reconhecimento de técnicas implica em questionar a ideia de espontaneidade tão presente em certas interpretações do popular tanto por parte dos criadores quanto por parte dos intelectuais. Por sua vez isso implica, do ponto de vista ético, numa questão de direitos de cidadania bastante complexa.”² (Alberto Tibaji)

Imagem(acervo pessoal): Santo São João\Deputado & Anjinho da Coroação- Bastidores em Quixadá-CE - média metragem
O Auto da Camisinha,2009
A cultura de manifestação popular se faz e estar presente entre nós ((populares)\criadores\intelectuais) e seus fazedores, pela característica da espontaneidade. Logo, no momento da recepção as manifestações de caráter populares costumam ser orgânicas. As técnicas cotidianas do corpo tendem à comunicação; as do virtuosismo, a provocar assombro. As técnicas extracotidiana tendem à informação: literalmente põem-em-forma o corpo, tornando-o o artístico\artificial, porém crível. Nisso consiste a diferença essencial que o separa das técnicas que o transforma no corpo “incrível” do acrobata e do virtuoso, (Eugenio Barba, 2009:35)¹. Grifos do autor.
No entanto, já se sabe que, é por meio de costumes e pés na tradição, que o que é criado, fato folclórico, é manifestação popular e de funcionalidade. Mas é preciso implementar fundos de políticas públicas culturais para perceber valor relacional de movimentos de cultura; a cultura popular traz em seu bojo ideias, fé e valores de pertencimento em coletivo; aceitação e dinamicidade presente em cada bando étnico, movente. E, não é o caso de “reconhecimento” ou de atribuir técnicas ou de aplicação de políticas públicas culturais para ser legitimado tal fazer popular; seus grupos e membros brincantes de tradição em ambiente popular. É uma questão de participação voluntária, coletiva e de vitalidade social.
Outra abordagem, quanto à questão do ponto de vista ético da citação acima, que quer nos alertar trata da relação entre a cultura popular e de práticas de seus brincantes, no que concernem seus direitos. Aponto que, o autor propõe primeiramente, o respeito e de fazer jus às ações em arte e cultura Brasil a fora; segundo, que eles deveriam ser ouvidos pelos agentes públicos sobre os editais; terceiro: acontecer espaços para diálogo mútuo entre as comunidades de cultura tradicional e de encontros sobre as leis e criação de fomento (cultura popular) e, quarto: solidariedade (registros, apoios e parcerias): à memória viva, às manifestações de cultura popular e aos bens imateriais. Trata-se de questão de ética (cultural) e de políticas, (regional\não-partidárias\menos amigável).
Portanto, Alberto Tibaji estabelece que a cultura popular não deva ser base aliada da técnica, como possibilidade de sobrevivência, manutenção e fomento ao “corpo virtuoso”. Mas, no pensar de Barba (indicação\fundamentação primeiro parágrafo acima): um corpo em estado puro. (Grifos meus)
A busca na perspectiva da espontaneidade das manifestações tradições está na preservação também, de nossas raízes étnico-culturais. E não, na tentativa de engessamento por parte de políticas públicas voltadas para a Cultura Popular via editais.

Palavras chave:

Noção de Cultura\Políticas Públicas de Culturas\Pluralidade Cultural\Teatro Cômico\Cultura Popular\Contemporaneidade\ A. Tibaj (UFSJ).

_________________________
¹ Eugenio Barba. A Canoa de Papel: Tratado da Antropologia Teatral\Eugenio Barba; tradução de Patrícia Alves Braga. - Brasília: Teatro Caleidoscópio, 2009. 280p.].
²"Teatro, valor e pluralidade cultural: rumo a uma política e a uma estética do popular"*

*Resenha crítica do artigo "Teatro, valor e pluralidade", de A. Tibaj: http://notasdator.blogspot.com/2011/08/resenha-critica-do-artigo-teatro-valor.html
Parte disponível em:
http://www.unirio.br/teatrocomico/textos/sem2010_resumo00_pluralidade_cultural.pdf)


Universidade de Brasília (UnB)|Instituto de Arte(IdA)

disciplina Arte e Cultura Popular
Professora Luciana Hartmann
***

*Trailer Filme de Clébio Ribeiro, "O Auto da Camisinha".

*Bastidores do Filme em programa de TV.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

(UnB), Nelson Rodrigues e Eu: compromissos essenciais (literário) duma Longa Jornada Noite Adentro

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

1) o papel do arte-educador para a sociedade
2) a importância da arte na escola
3) processo criativo, montagem de espetáculo e trabalho em equipe



"O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Nossa tragédia é que não temos o mínimo de auto-estima./Qualquer indivíduo é mais importante do que a Via Láctea." Nelson Rodrigues, (23.08.1912 - 21\12\1980).



Imagem (acervo pessoal): arquétipo "O Mito de Narciso",

ensaio "A Caminho da Tarde". Cia. do Ator Livre

Teatro Universitário Sala anexa - agosto/2009

O excerto escolhido acima, no dizer de Nelson Rodrigues reflete bem (mal) a vida e a arte (teatral), de brasileiros\artistas. Muitas vezes, o ego exacerbado vai de encontro à própria obra e contra a vida pessoal de alguns e de outros. A criação encontra-se no vazio. E, o que se cria ou o que se almeja na vida, positivamente, é resultado de muito esforço, humildade, trabalho, conquistas, dedicação, disciplina, vocação, lutas com ou, sem batalhas. Experiências edificantes.

No entanto, pode-se também conseguir em vida o que se deseja em pleno exercício do egoísmo. Logo, aventurar-se e completamente desnudo ao desconhecido fragiliza o ser humano e pode condicionar (aos brasileiros\artistas), o mito de Narciso. Querer ser e ter em si mesmo cegamente o Todo. Outra ocultar-se em Vida, ora a desaparecer na Arte para aparecer diante da sociedade, (que sinaliza querer ser justa e igualitária), ora, da crítica pessoal, é dilema inevitável: sucumbir aos problemas do ego; traço convergente da própria persona. Ou, do desejo de ser artista reconhecido, plenamente. É situação de dualidade. E, para não ser trágico perante si mesmo e nem cair em imagem depreciativa, o ser humano deve controlar sua personalidade. Lutar contra o próprio ego, sempre a favor da vida (relação\coletiva) e da criação (o devir). De torna-se especial porque se deu ao esforço da alma; ser simples e não, vítima de percursos individuais malsucedidos.

Surge então, o papel do arte-educador para a sociedade, de ser aquele corresponsável pela alfabetização\estética, de mediar junto a seus alunos o processo permanente de ensino-aprendizagem e das experiências individuais de cada ser; organizar a vida escolar via corpo discente por meio do campo da didática; conhecer para agir junto aos pressupostos teóricos em arte-educação\Teatro;adequação de currículo em Arte\teatro à realidade da comunidade; planejamentos e planos de aula, sempre aliando o seu saber-fazer às linguagem artísticas; da disciplina em estudos (Escola) e da sua formação pessoal (empírica) e profissional (acadêmica\continua e em serviço.); levar à frente o seu “saber-ser-fazer”, conforme a conjuntura vigente(formação).


Imagem (acervo pessoal): Teatro Aplicado-ano III. Alunos\as da Emeif Herbert de Souza, em jogos teatrais. Conceito: ação, 2010.

Outro ponto importante no que diz respeito à arte-educador corresponde a sua postura em ser crítico diante, da: vida – educação - cultura (popular\erudita\de massas\midiáticas) – sociedade - das obras de artes - de artistas ou fazedores de artes locais\nacionais ou estrangeiros. E, pede-se que seu gosto artístico e pessoal deva estar afinado com o Todo. Um arte\educador é sempre formador de opinião, (não somente em Arte). Para isso, sua avaliação seja ela pessoal, apreciar produtos estéticos ou, da disciplina\linguagem docente, é sempre criteriosa em esboçar sensibilidade; mobilizar os alunos (as) a aferirem elementos constitutivos numa arte pelos seus sensos críticos e poéticos - processos artísticos de descobertas, erros e acertos por experiências mútuas -, é a busca da autonomia e educar sujeitos proativos para existência.

Sobre a importância da arte na escola é porque procura encorajar seus alunos(as) a ver um mundo e o Outro por uma porta, sala, quarto, muro, janela menos indiscreta e excludente; não apresenta sentidos óbvios, nem tampouco de irresponsabilidade por partes de seus segmentos escolares (arte-educadores\alunos). Há conteúdo curricular para ensinar e apreender. Conhecer para expressar fazendo! Quadrados não são quadrados, podem ser pontos, linhas (cheias e finas). Um homem da esquina com suas esquisitices e neuroses pode ser o personagem psicológico das peças de Nelson, em conflito dramático. A vizinha caminha em movimentos saltitantes como se dançasse. O bater da janela é desagradável aos ouvidos. O enquadramento da tela está descentralizado.

Imagem (idem): Teatro Aplicado-Ano I. Alunos\as da Emeif Herbert de Souza, 2008.

A arte na escola tem a intenção obrigatória e interdisciplinar com demais conhecimentos da vida social e de disciplinas (extra)curriculares, em diversos níveis e modalidades de ensino da Educação Básica. Para isso o arte-educador torna-se mais uma vez corresponsável por esse Encontro Estético. De trabalhar e oferecer diversas linguagens artísticas, polivalentemente? Porém, antenado com sua formação em arte. Então, a sensibilidade desperta o prazer condicionado a uma beleza individual que se encontra; consubstancia e transgride em outras possibilidades de visões experimentais.

Levando em conta o processo criativo, é sempre algo inesperado, a tomar corpo e “forma”; inquietações, desejos, mistérios, ocultações e frustrações, sentidos efêmeros, que ao ser concebido, consequentemente tudo se esvai e permanece a perfeição pelo árduo trabalho de encontro\desencontro de seres em comunhão ou solidão de outrora. A obra de arte se presentifica em conjunto de elementos a impressão dos olhos do público.

A Criação de Davi, Capela Sistina, reprodução.


A Ação Criativa nunca é a mesma, não se sabe como chegar ao produto final; mas exige-se todo o preparo empírico ou do desdobramento em conhecimento científico, de recursos instrumentais, para começar o devir.
Tanto que numa montagem de espetáculo devem ser respeitadas e criadas junto ao trabalho de equipe todas as etapas de componentes essenciais para o fenômeno da cena (concepção de espetáculo) acontecer em estado de recepção. Uma atividade teórica e planejada por todos em espaço\tempo e funções distintas e (re)definidas, que posterior se fundirá a criação (diretor atores\atrizes, maquiadores etc.) e outros elementos da representação ditos técnicos, a saber: iluminação, figurino, cenário, maquiagem, sonoplastia etc.

Imagem, (acervo pessoal): Espetáculo “Os Olhos de Bette Davis”, texto do cearense Ricardo André Bessa. Teatro Arena Aldeota. No elenco, encabeçado por Ivanilde Rodrigues no papel principal, os atores Marta Vasconcelos, Hiroldo Serra, Lúcio Leonn e Geraldo Pontes. Grupo Comédia Cearense. Direção e figurino: Ricardo André Bessa- agosto 2008


Por fim, reaparece outra vez o trabalho de equipe em ritmo de respeito e solidariedade uns com a arte dos outros. A desenvolver suas atribuições em momento único e efêmero. O que é o Espetáculo? Uma Via Láctea! Um corpo uníssono, ao mesmo tempo plural de pessoas-estrelas, que desaparecem da cena - no escuro - no apagar junto ao refletores.

Universidade de Brasília(UnB)\Instituto de Arte(IdA)
Disciplina: Processos de Encenação
Profª Formadora: Gisele Carmézz

p.s.: "Longa Jornada Noite Adentro", leva o título da peça de Eugene O’Neill - unanimemente considerada obra-prima da dramaturgia do Século 20.

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre a fotografia da sombra e fotografia em pose de escultura clássica

Atividade 2
Fotografei em câmera do celular a minha sombra, amparando-se no "teste da sombra" a que se refere EUGENIO Barba, no texto "Oposição".

"(...) Por meio d’A Arte Secreta do Ator: Dicionário de Antropologia Teatral à preparação do ator pode-se analisar, brevemente aqui, dois níveis do Corpo: Oposição (lei do “sim” e “não”) e Pré-expressividade (a modelação da qualidade da própria existência cênica.). Do primeiro em análise, a dança das oposições (essência do movimento cênico baseado em contrastes – ao que, mais tarde Meyerhold chamou de biomecânica), em primeira análise consiste a base sobre a qual os atores constroem e desenvolvem todas suas ações (antecipação\ação\ reação\velocidade\ação rápida\impacto). O Corpo em cena, descendente por geração do contexto da tradição histórico-cultural de seus atores-bailarinos orientais - na qualidade de pertencimento, de sua despersonalização e na busca de maturidade artística (...)." Disponível em> http://notasdator.blogspot.com/2010/03/considerando-bibliografia-indicada-arte.html

Figura A

Figura A\B – meio corpo-notam-se meu pé direito na base inicial da imagem como ponto inicial de projeção das figura; assim como o cordão de roupas em diagonal. (Imagem quintal do meu flat).

Figura B
Oposição
onde cada ação é iniciada na direção oposta à qual se dirige, como na Ópera de Pequim. O termo hippari hai (japonês) significa puxar para você alguém que por sua vez lhe puxa. No corpo do ator esta oposição encontra-se entre a parte superior e a inferior e entre a anterior e a posterior. Em Bali, os atores-bailarinos constroem a sua presença cênica através da dança das aposições entre o forte, duro, vigor (Keras) e o delicado, suave, terno (Manis). Na Índia, o princípio da oposição é chamado tribhangi, que significa três arcos e tem a forma de um "S" (cabeça, tronco, pernas). Esta oposição acontece também através do trabalho com a resistência; por exemplo, ao ir para frente, o corpo é puxado para trás; ao ir para trás, o corpo é puxado para frente; ao descer, o corpo é puxado para cima, e assim, com cada parte do corpo, com as pequenas partes. A oposição entre uma força que empurra a ação e outra que a retém - uma série de regras que contrapõem uma energia usada no espaço a uma energia usada no tempo, é como se a ação não terminasse ali onde o gesto se detém no espaço, mas continuasse muito mais além.


-Fotografei-me na mesma pose da escultura abaixo, prestando atenção em todos
os detalhes (posição dos membros, ângulo da cabeça, posição dos pés etc).

Discóbolo (Lançador de discos) é uma famosa estátua do escultor grego Míron - produzida em torno de 455 a.C - que representa um atleta momentos antes de lançar um disco. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Disc%C3%B3bolo). Míron representa o corpo em seu momento de máxima tensão; esse esforço, porém, não é refletido na face do atleta.


(Imagem B)
















(Imagem A)















A base dos pés e o braço direito do campo visual (ângulo da câmera), ficou mais bem projetada na imagem A. Enquanto que, o tronco e a cabeça em imagem B - ficaram semelhantes e “bem delineadas” em comparação à estátua clássica “Lançador de Discos”.

Por isso, o apreciar das duas imagens e de comparação entre uma e outra em favor da imagem ideal (escolhida).Também percebemos sombras.
Para a base necessitei de muito equilíbrio de eixo (coluna e membros inferiores) e do aparelho respiratório em controle. (Fotografia na cozinha de minha casa).

Fontes indicativas

Considerando a bibliografia indicada (A Arte do Ator: Gesto e Corpo e: A Arte Secreta do Ator: Dicionário de Antropologia Teatral): Discorra sobre a importância da preparação corporal do ator teatral. Disponível em:


Eugênio Barba | Teatro Antropológico. Disponível em:
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Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Laboratório de Teatro 3
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-leonn
Professora Felícia Johansson
07/03/10- (UnB)


Árvore... TEATRO DO OPRIMIDO: Um belo organograma teatral

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

"O cajueiro é planta típica da região norte e do nordeste. Uma planta em que se pode tirar muito proveitos... De (natal): reservado à época de paz; do renascimento e do perdão, acolhimento."(LEONN)
Imageticamente, é a árvore do Teatro do Oprimido, que tem em um de seus cernes principais: o Teatro Fórum (que deriva em galhos frondosos à esquerda, o Teatro Legislativo e à direita, o galho frondoso do Teatro Invisível e, no galho acima, percebemos as Ações Concretas Continuadas em Teatro); ainda, em seu cerne principal, vemos o Teatro-Imagem (no segundo ramo à esquerda inferior, deriva, o Teatro Jornal e do ramo à direita visitamos, o Arco-Íris do Desejo; e, a seguir à base da essência central da árvore, os jogos.
Suas raízes são compostas e fundadas de: palavra; som e imagem.
São troncos e galhos duma Árvore interdependente entre si. Mas, perpassam,também em conexão; a integrar um fluxo; a formar verdadeiramente, a Estética do T a o troncoeatro do Oprimido (método teatral).
Em que por meio do Teatro do Oprimido, todos possam comungar um Teatro com Ética e Solidariedade.
Por fim, em seu entorno, acima da Árvore, a figura do pássaro( o multiplicador) em organização e multiplicação em rede. Ainda, em entorno da Árvore, (à esquerda), a fundamentação pela Filosofia e História, no entrono à direita, calcada pela Política e Participação de todos.


(IMAGEM): O maior cajueiro do mundo está localizado no distrito de Pirangi do Norte, município de Parnamirim. A árvore cobre uma área de aproximadamente 7500 m2, com um perímetro de aproximadamente 500 m. O cajueiro foi plantado em 1888, por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.

Análise do Figurino de Flávio Phebo: espetáculo, “A Valsa Proibida” (Ano 2010/2011)

Por Lúcio José de Azevedo Lucena- Lúcio Leonn

“O ator escolhe o figurino em função da máscara e em função da personagem (...). Busquem dar um bom acabamento aos seus figurinos. Eles podem ser seus amigos. Tornam-se seus inimigos se forem malfeitos, se não se sustentarem. As cabeças, por exemplo, devem ser bem acabadas, cobertas, sem cabelos aparentes. Com a pele nua é difícil utilizar as máscaras. As mãos, os pés são realistas.” (Josette Féral (2010): segundo Ariane Mnouchkine. [In: Encontros com Ariane Mnouchkine: erguendo um monumento ao efêmero. Subtópicos: Para a Máscara e a Personagem. Para o Figurino, (1988, p.61-62): Um Estágio no (Théâtre du) Soleil - Uma Extraordinária Lição de Teatro - segundo Lucena (2010).

Fonte Comédia Cearense \Adaptacão minha
Nome do espetáculo
“A Valsa Proibida”, opereta de Paurillo Barroso – diálogos cênicos de Silvano Serra. Produção grupo Comédia Cearense (Fortaleza-Ce). Direção geral Haroldo Serra. Música, teatro, balé e, sobretudo beleza plástica são elementos que compõem a opereta A Valsa Proibida, tradicional espetáculo cearense. Quase vinte anos após sua última exibição (1990) e após quase 70 anos da estréia, a Valsa Proibida é um grande resgate da arte do Estado em 2010. A execução musical ficou a cargo da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho.

Nome do figurinista
Cenários e figurinos de Flávio Phebo (1929-1986). Natural de Fortaleza (Ceará). Figura das mais importantes do teatro brasileiro. Começou como ator no conjunto do cearense Waldemar Garcia, em 1949. Antes, Ele, ainda, fez parte do grupo Sociedade Cearense de Artes Plasticas (SCAP), onde marcou sua presença como membro e artista plástico em Salão de Pintura (III Salão de Abril,1947). Segundo Estrigas (1983): Flávio Phebo radicou-se em S. Paulo onde se situou muito bem como cenarista e decorador”, (Os artistas da SCAP, p.32). E, passou a figurinista em 1950. Consagrou-se como cenógrafo, figurinista e decorador, tendo recebido importantes prêmios Molière e Coruja, entre outros. Seguindo o diretor teatral e historiador cearense Marcelo Costa (1994), não se sabe se como cenógrafo ou figurinista Flávio era melhor. Tanto que se atribui a retomada de tradição de grandes cenógrafos na história do teatro cearense a Phebo, autor de cenários e figurinos das superproduções do grupo como “A Valsa Proibida” (1965\1984\1990\2010/2011), - “Um dos pontos altos da montagem foram os cenários e figurinos aplaudidos a cena aberta em todas as apresentações.” (Serra (2002): apud Lucena (2010)
Fonte de Imagens da Comédia Cearense
figurinos de Flávio Phebo
A que tipo de público se dirige
Especificamente, ao teatro de gênero adulto

Em que local foi apresentado
Palco principal do Theatro José de Alencar (TJA), durante o mês de agosto e setembro de 2010. Fortaleza-Ce.

Qual a relação do figurino com o texto dramático
Em vestir uma classe social elevada (príncipe\princesa, rei, conde, damas, general, oficiais, etc.) e classe emergente: plebeus, bailarinas, garçonetes, criadas, convidados, escravas rajas, califas orientais, etc. Contribuir com a sinopse que traz a história ambientada em boa parte no Reino da Morgôvia, onde o príncipe Frederico Augusto se apaixona por Mitz, uma jovem muito bonita e talentosa. Mitz compõe uma valsa que fala do seu amor por Fred. Porém o rei, sabendo desse romance, resolve proibir a execução, tornando-a “VALSA PROIBIDA”.

Qual a relação do figurino com a proposta de encenação escolhida
Figurinos de época volumosos, de cores quentes e frias. Segue do mais simples figurino como o da garçonete ao bem trabalhado da princesa Radiá – relaciona-se com uma opereta narrativa em três atos. Sendo o terceiro ato dividido em dois quadros. Seguindo a classificação adotada por Marcel Martin e Gérard (texto de Francisco Araujo Costa- “O figurino como elemento essencial da narrativa”, 2002) pode ser classificado na categoria de figurino: para-realista. Percebe-se ainda, (acordo com o texto de Costa) em se tratando de espaço-tempo, o figurino ao mesmo tempo é de modo sincrônico e diacrônico.
(Personagens: príncipe Federico e Mitz - Primeiro Ato)
Qual a importância do figurino como elemento da encenação
Em atender a música orquestrada e cantada ao vivo pelos intérpretes; o teatro (diálogos cênicos entre as cenas) e a dança (ballet- momento festivo); os cenários: as situações ambientadas no texto. No primeiro ato – jardim. Fachada da casa e um café-concerto de Mitz - ambiente alegre e festivo (reino da Morgôvia). No segundo ato se passa em Radjuba (no oriente, “terrace” do palácio da Princesa Radiá) e no terceiro ato - desenrola-se no Reino de Morgôvia (Vestíbulo do Palácio do Rei Morgôvia e salão de honra; escadaria do palácio).

Qual a relação do figurino com os demais elementos da encenação
Possibilidade e mudança de ambientes (espaço e tempo) pelo elemento de iluminação (dia-noite-dia-noite\foco de canhão) e de cenários (café-concerto\Radjuba\palacete do rei); atribuir caracteres e status social entre os personagens. Figurino com a maquiagem e penteados femininos\da noite\dia acentuados. Acessórios e uso como suporte de vestidos de damas (chapéus, sobrinhas); lenços na cabeça das garçonetes etc. Em texto (2010): “Linguagem do Vestuário Teatral” denomina-se como objeto de caráter vestual, a fazer parte de um simbolismo.

Existe uma palheta de cores definida? Algum figurino se destaca desta palheta
Existe, sim. Pela perspectiva via simbologia das cores (seguindo - texto Estudo das Cores); “ressaltam algum traço simbólico ou estilístico do figurino” do espetáculo em análise percebe-se: 1º Ato, predominam os figurinos de cor Rosa e o Branco (cores quentes e neutras). Do 2º Ato é a cor azul do figurino (cores frias) que se destaca e no 3º Ato: figurinos de cor marrom, o prateado, o salmão e o dourado. Os figurinos de cor Rosa se destacam desta palheta.
As Damas- 1º Ato
Qual o tipo de manufatura do figurino? Existe uma forma clara com relação às texturas e formas
Confeccionados e utilizados pelo uso de máquina e costura manual e, além do acabamento (forro e enchimento, roupa de baixo, lapela de camisas etc.) em costura manual (laços de fitas, rendas, bordados em predarias); receberam pintura em ornamentos (spray de cor dourado) os figurinos masculinos de oficiais, em suas estampas ornamentos. Figurinos de manufatura leves (tecidos de seda pura, tafetá, rendas, organza, (brim), algodão, nylon, cetim, tergal, poliéster, etc.; comprados já tingidos, industrialmente.) e, quanto ao resultado final, alguns figurinos femininos em composição volumosos - manufaturados em cortes, a partir de croquis desenhos originais de Flávio Phebo. Há cortes em formas curvas, retas, diagonais; em linhas abstratas e padronizadas (coronéis, oficiais, rei, príncipe e princesa, ministros etc. Houve divisão de serviços: os figurinos de confecção masculina a cargo de um alfaiate e das femininas duas costureiras; além de uma supervisora e de contar com quatro aderecistas (chapéus, luvas, plumagens etc.), segundo escrito em folder do espetáculo.

Aderecistas – Renata Alves, Harolmisa Serra e Fátima Aragão
Supervisão de figurinos – Hiramisa Serra

Confecção de figurinos femininos – Sulamita e Vera Mônica.
Confecção de figurinos masculinos – Bento

Camareira – Maria Cleide
personagens Coronel Flofô e  e Sachia de karetantã

O figurino desempenha uma função simbólica
Não. O figurino d’A Valsa Proibida não desempenha uma função simbólica junto aos personagens\dramaturgia\ encenação.

O figurino resolve problemas práticos da encenação
Sim. Atrizes\bailarinas junto com os figurinos que usam como personagens de Damas durante o primeiro ato podem trocar e vestir seus figurinos para dançarem como escravas baiadeiras no segundo ato e as mesmas, no desenrolar do terceiro ato (1º quadro), trocam a dançarem o bailado (ballet) e assim, no final do terceiro ato (2º quadro); um casal entra para dançar uma dança típica. Outro, a farda dos personagens: PRINCIPE (cor azul-claro) e do Coronel de 3ª linha (todo azul marinho); SAE à roupa de cima, mas permanece a calça (cor branca do príncipe) sobre a mesma da cena anterior, diferenciando-se da cor e não padrão de corte e estilo. Encontro tal resposta ao pensamento meu, ao texto Linguagem do Vestuário Teatral, por Janice Ghisleri (2010), que diz o seguinte: “(...) O vestuário militar não possui variante, pode somente identificar qual o segmento militar é pertencente e as patentes, mas os trajes civis possuem inúmeras variações desde a cor dos tecidos, escolha da camisa, forma dos sapatos (...). Assim os personagens trajes civis oficiais de 1ª linha (cor: o roxo), permanecem com o mesmo figurino, durante o espetáculo.
(personagens: as Garçonetes, Mitz (C) -1º Ato) 
Existem trocas de figurino. Qual sua função
Sim. Divisão de espaço ambiente (lugar) e de tempo (narrativa): mudança de cenários. Danças \músicas. Tornar o ambiente alegre e festivo. Modificar e mostrar a transição de status de personagens (a personagem Mitz torna-se princesa e casa-se com Fred\o personagem Cel. Floflô de 3ª linha passa a oficial de 1ª); de tempo e lugar.

Existem relações entre os figurinos? Elas ajudam a relações entre as personagens
Sim. Distinção de grupo e classe social (determinados tipos de grupos). Ajudam a relações entre as personagens: príncipe\princesa (plebéia), rei, conde, damas, general, classe de oficiais de 1ª linha, plebeus, bailarinas, garçonetes, criadas, convidados, escravas orientais, rajas califas e ministros.

Qual a relação dos figurinos com o corpo dos atores e das personagens
Acentuar cinturas, busto, estética corporal etc. Ainda, seguindo a Linguagem do Vestuário Teatral (Janice Ghisleri), os figurinos da peça sob análise minha são figurinos característicos (glamour), “salientam o corpo, descrevem a personalidade e estilo (...). A roupa faz transparecer sentimentos (...), posição social, épocas e lugares” na opereta; além de atribuir: leveza e abertura de movimentos ao dançar; condiciona um comportamento gestual e físico de personagens em determinada época do texto\ambientes. Ainda sob a ótica de seu texto, “corresponde a função real”, no que diz respeito também, ao figurino da “dança da baiadeiras” (terceiro ato do 1º quadro) e pas de deux (terceiro ato do 2º quadro). Por fim, Janice Ghisleri (2010), sinaliza: “(...) um traje para dançar, serve efetivamente para dançar e expõe a dança de um modo estável e é legível para todos que estão analisando a cena proposta e captam o significado daquela roupa.”


“A Valsa Proibida” *2010, opereta de Paurillo Barroso – I Ato  – Cenários e figurinos – Flávio Phebo
Vide vídeo: 
 _________
Fonte consultada:
COSTA, Francisco Araújo da. O figurino como elemento essencial da narrativa.
Disponível em www.pucrs.br/uni/poa/famecos/imagina/edicao-8/araujosed8.pdf. Acesso em 10 set. 2010.

COSTA, Marcelo Farias. Panorama do Teatro Cearense. Fortaleza: Multigraf Editora, 1994.

ESTRIGAS (Nilo de Brito Firmeza). A Fase Renovadora na Arte Cearense. Fortaleza, Edições Universidade Federal do Ceará, 1983.

FÉRAL, Josette. Encontros com Ariane Mnouchkine - Erguendo um monumento ao efêmero. São Paulo: Editora SENAC, 2010.

GHISLERI, Janice. Linguagem do vestuário teatral. Disponível em www.artes.com. Acesso em 10 set. 2010

LUCENA, Lúcio José de Azevêdo (Lúcio Leonn). Outro Palco Brasileiro: A Comédia Cearense (Redação e org.). Artigo (inédito) escrito para fins de conclusão da disciplina\Módulo História do Teatro no Brasil. Curso Licenciatura em Teatro - Programa Pró-Licenciatura da Universidade de Brasília (UnB) \ Instituto de Artes (IdA). Tendo como docente formadora Profa. Ms Rosimeire Gonçalves dos Santos. Brasilia, DF\Fortaleza, CE: 2010. 22p.
                                                          
                                                                  ***
Imagens (BASTIDORES)
Acervo do grupo Comédia Cearense (2010)



(Figurino e adereços de Flávio Phebo, sob a supervisão artística da atriz\figurinista Hiramisa Serra. Prova de figurinoTeatro Arena Aldeota, 2010)

Universidade de Brasilia (UnB)
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura (UnB/UNIR/MEC)
Módulo Suporte Cênico
Aluno\professor Lúcio José de Azevêdo Lucena
Atividade da Semana 1- Análise e Pesquisa Figurino\Espetáculo
Professora Cecilia Borges.


Ele, ainda, fez parte do grupo Sociedade Cearense de Artes Plasticas (SCAP), onde marcou sua presença como membro e artista plástico em Salão de Pintura (III Salão de Abril,1947). Segundo Estrigas (1983)Flávio Phebo radicou-se em S. Paulo onde se situou muito bem como cenarista e decorador” (Os artistas da SCAP, p.32).  IMAGEM:  Estrigas (Nilo de Brito Firmeza). "A Fase Renovadora na Arte Cearense". Fortaleza, Edições Universidade Federal do Ceará, 1983. [Registro Iconográfico ]: reprodução minha, 2017.
Veja também:

Projeto de figurino parte teórica - Texto, “O Judas em Sábado de Aleluia”, de Martins Pena\Projeto de figurino parte teórica DISPONÍVEL http://notasdator.blogspot.com.br/2013/10/projeto-de-figurino-parte-teorica-texto.html

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estágio Curricular Supervisionado em Teatro 3 - Universidade de Brasília (UnB)\Instituto de Arte(IdA)


Individual (Análise crítica do processo de regência)


Proponente aluno-Professor Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn, (UnB)


















1. TÍTULO

Oficina de Informação Teatral e Introdução à Interpretação Cênica

2. TEMA

Diversidade cultural: [gênero\etnia racial\religiosidade]

(...)

4. ESCOLA

Casa da Comédia Cearense (Ponto de Cultura): cidade Fortaleza-CE.


APRESENTAÇÃO DO TRABALHO


A presente Oficina de Teatro: informação teatral e introdução à interpretação cênica visou trabalhar os pressupostos teórico-práticos e de introdução a interpretação cênica junto a candidatos\alunos do ensino médio na Casa da Comédia Cearense (ponto de cultura, bairro Rodolfo Teófilo), a fim de compor avaliações finais e exercitar teorias e práticas implementadas a partir de disciplinas: Laboratório de Teatro 2 e 3; Estágio Supervisionado em Teatro 2 e da disciplina Pedagogia do Teatro I; por fim, da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado em Teatro 3, ofertadas pelo curso/Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura/Curso Teatro – Modalidade a Distância - Ministério da Educação e Universidade de Brasília (UnB)/Instituto de Arte(IdA).

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"O artista a cada novo trabalho, refaz, sempre, a maior de todas as jornadas míticas: a jornada do herói, p.19." (Lúcio Leonn apud Antunes Filho. In: Criação no CPT - Antunes Filho.). "Prêt-à-porter 1, 2, 3, 4, 5..." Segundo, RICARDO MUNIZ FERNANDES (ORG.), 2004.



5. JUSTIFICATIVA

Uma proposta pedagógica em informação teatral e de introdução à interpretação Cênica - A Oficina de Teatro – tem com base principal apresentar os principais teóricos e pensadores contemporâneos do Teatro, tendo como perspectiva a formação de grupo teatral na comunidade escolar. Como também, visará praticar o corpo e a voz por meio da linguagem teatral em exercícios propostos; da iniciação às vertentes de cena Brechtiana; Stanilavskiana, das “leis” do teatro, na perspectiva da diretora Ariane Mnouchkine (Théâtre du Soleil, Paris) e da importância de Rudolf Von Laban (estudo teórico e prático sobre os fatores de movimento e características temporais–espacial–energéticas), no Teatro.

Uma oficina de Teatro em ambiente escolar é de suma importância porque abre caminhos para despertar o talento criativo por meio de habilidades e competências na área teatral (atuação, criação de textos, cenografia, maquiagem, direção cênica etc.); de ambiência no campo de conhecimento dos elementos teatrais na cidade de Fortaleza (Ceará).

Contudo, observa-se que a maior parte das escolas não está preparada para estimular a criatividade. Práticas educacionais variadas, comuns no sistema tradicional de ensino, tendem a reduzir a capacidade de criar do aluno para níveis muito aquém de suas reais possibilidades. Alunos de diversos níveis do sistema educacional não vêm sendo preparados para pensar de forma criativa e independente, tampouco instigados a apresentar traços de personalidade como autoconfiança, iniciativa e persistência, que favorecem um melhor aproveitamento do potencial para criar (Segundo VIRGOLIM & ALENCAR, 2007, p.9): por que estudar temas como criatividade e superdotação?).

Além disso, possibilita estabelecer uma conexão transdisciplinar com atividades da Escola: apresentação de peças em reunião de pais e mestres; convivência harmônica alunos-professor em atividades pedagógicas por disciplinas; autonomia e mediação de sujeitos proativos.

O projeto também busca, via prática teatral, compreender a diversidade cultural brasileira (gênero\etnia-racial\ crenças, etc..), por meio de leituras de mensagens iniciais nas aulas; de discussão sobre igualdade, diversidade e inclusão; procedendo toda às atividades da Oficina em grupo\dupla\individual\leitura de textos\peças etc. Pois, educar na diversidade – um dos objetivos específicos do presente projeto – é desenvolver práticas inclusivas de ensino\aprendizagem a fim de combater a exclusão e responder à diversidade de estilos de aprendizagens nas salas de aula. (In: LUCENA, Lúcio José de Azevedo (2007). Projeto Político Pedagógico, sob enfoque: Educação Inclusiva, O Currículo (universalização), Arte e sociedade plural \ Sob qual enfoque pedagógico devemos reestruturar o currículo (conteúdo programático) (...) e, como repensar a estrutura física da Escola de forma que garanta o atendimento e a promoção de uma educação mais inclusiva? (combate a discriminação, criança e adolescente, direitos humanos, idoso, igualdade racial, mulher e portador de deficiência.).).

Almeja-se, como parte dos resultados deste projeto, o cultivo da não-violência e de valores (ética\justiça\respeito\diálogo\solidariedade\etc.), nas diversas esferas de vida dos educandos. Da maior permanência dos estudantes na escola - inseridos em atividades teatrais; a participação voluntária da comunidade (apreciação\recepção de peças) e da escola nas diversas ações socioteatrais (estudos teórico-práticos\práticos, encenação temática, ensaios etc.); o maior uso de espaços pedagógicos da escola (biblioteca\pátio\quadra etc.); estas são ações sociopedagógicas que sinalizam para estimular a cultura de paz e de combate à violência social.

Assim, o educador poderá lançar mão de metodologias que possibilitem ao educando desenvolver uma postura crítica acerca do acontecimento teatral e da realidade cultural, (Texto–Módulo 8: Teoria da Arte/Teatro, Freire, Luis Antonio. Ribeiro, José Mauro; Santana, Arão Paranaguá de. Brasília; LGE EDITORA, 2008, (p.46).). Porque, por meio da apresentação da Proposta, metodologicamente, percebe-se a necessidade de implementar a prática teatral na comunidade escolar supracitada via criação de grupos e de vivências em atividades teatrais; de trabalhar e desenvolver a liderança individual e coletiva (protagonismo juvenil).

O Teatro é uma das artes que mais redimensiona o papel do ser humano na perspectiva física\espiritual\artística e, intelectualmente. Nesse sentido, para que o talento criativo seja corretamente identificado, estimulado e potencializado ao máximo em nossos jovens, é necessário atentarmos para o papel fundamental da escola nesse processo (Virgolim, idem, p. 159): capítulo 8 – uma proposta para o desenvolvimento da criatividade na escola, segundo o modelo de Joseph Renzulli). Pois, cabe a escola oportunizar numa possibilidade educativa e de prática artística, tal processo de ensino\aprendizagem.

Por um lado, possibilita-se, por meio da prática teatral, a percepção de si e do outro, a sensibilidade gerada pela convivência no coletivo e a aceitação do outro, buscando-se obter, conseqüentemente, um rendimento institucional satisfatório.

Por outro, busca-se alcançar o baixo índice de evasão por disciplinas\séries\estudos, interdiciplinarmente, de alunos matriculados na escola regular (candidatos contemplados pela oficina teatral, 1ª\2ª série do Ensino Médio).

O trabalho a ser desenvolvido no presente projeto também tem o intuito de gerar espaço do saber e do desenvolvimento pessoal salutar, ao compartilhar habilidades e competências pelo fazer teatral.

Percebe-se que, questões de gênero, raça, orientação sexual e classe social são fatores que influenciam no grau de exclusão. Desigualdades estas que se acentuam na medida em que nos aproximamos do ser atingido pela pobreza, seja ele negro, mulher, indígena, homossexual ou pessoa com deficiência, (Curso de Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2ª etapa)\Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/MEC, 2007). Portanto, o trabalho teatral a ser desenvolvido por esse projeto possibilitará trabalhar, brevemente, com esses temas supracitados, buscando superar as situações de exclusão por meio de leitura de textos indicados; de jogos de improvisação\interpretação teatrais livres e\ou direcionadas; de debates, por fim, de questionamentos reflexivos no inicio\meio e final de cada aula planejada\temática.

6. REFERENCIAL TEÓRICO

São referenciais para o desenvolvimento da cultura cênica desse projeto na sala de aula e para a prática teatral (movimento de corpo e voz) Brecht, Stanislavski e Mnouchkine, como mencionados antes, além de Laban.

Logo, em Brecht, o educando encontra o ator-épico, que se revela e se conduz em cena como estrato social; é narrador/testemunha e causador dum “espaço não-ilusionista”. O ator épico deve decorar seu papel sob qual a razão da sua surpresa [admiração\revelação] e, em que momento contestou os fatos; situações de crítica à cena\texto. Portanto, ele descobre, revela e sugere o Texto como uma citação ou, outrora, um enunciado de fala ou da próxima cena a seguir – um quadro parcial dos acontecimentos em movimentos constantes. Já o gesto deve ser básico – como uma cópia, embora, de caráter material de um gesto humano.

Bertolt Brecht admite a presença da emoção em seu teatro e toda obra, desde que tais emoções venham carregadas de sentidos racionais; que alavanquem a dialética do sujeito operante ou, mobilizem em conhecimento científico UMA CAUSA - como uma força geradora e motriz de decisões.

Por outra vertente teatral, Stanislavski, determina um “espaço de verdade”, pela “fé cênica” e das ações físicas (antes testadas pelos atores, em ensaios e, durante atuação/platéia.). O ator-educando deve “pesquisar seus movimentos” (ações); além de conhecer o contexto de seus atos, poderem guiarse “não por uma infinidade de detalhes, mas por aquelas unidades importantes que assinalam a trilha criadora certa.” São as pequenas ações, pequenas nos elementos de comportamento, mas realmente as pequenas coisas, que se firmam na abordagem Stanilavskiana para um ator criativo (Lucena, 2009. “Uma abordagem Stanilavskiana para um ator criativo”.). Enxerto meu.

Além de noções sobre as leis do Teatro, segundo o teatro de Ariane Mnouchkine (Le Théâtre du Soleil): O ator deve inicialmente escutar, em seguida saber parar, calar-se, aceitar a imobilidade. Estar presente”; princípios caros à própria Ariane Mnouchkine; mestre da cena.

Por fim, Rudolf Von Laban e o estudo de movimento seguem-se em aulas para introduzir o educando aos estudos práticos e teóricos sobre os fatores de movimentos (espaços\planos\ações básicas e suas características temporais–espacial–energéticas) - sob perspectiva teórico-prática. Conclusão, Laban considerou Os fatores do movimento como referenciais básicos para composição, percepção, análise e notação dos movimentos.

Este projeto na linguagem teatro é importante porque busca proporcionar ao educando uma experiência teórica e prática no fazer teatral (modo introdutório\informativo).


(...)


8. OBJETIVO

Pretende-se desenvolver o potencial expressivo e criativo dos alunos, por meio de técnicas teatrais, com: jogos dramático-teatrais (Reverbel\Spolin); prática de interpretação\improvisação livre e direcionadas via peças\textos; uso de técnicas de interpretação\corporais (Laban\Brecht\Stanislavski\Mnouchkine) e vocais (imagens vogais\exercícios para colocação da voz\ exercício de emissão vocal etc.); que por ora são fundamentos e vivências que englobam a consciência corporal; vocal e cênica, bem como a expressão de si mesmo na experiência de teatro aplicado.

Busca-se, sobretudo ampliar um espaço de convivência, e da introdução à (in)formação\interpretação de atores\atrizes em cena e de criação de grupo teatral. Além de implementar a prática teatral na comunidade escolar e visar a criação de grupos e de vivências em atividades teatrais; de respeito às diversidades culturais, por assuntos temáticos (homem\mulher\multiculturalismo\gênero sexual etc.), em análises, leituras e práticas de textos em debates.


(...)

3. Análises críticas e reflexões sobre o processo

Em análises críticas e reflexões acerca do processo de aplicação do Estágio Curricular Supervisionado em Teatro 3 via disciplina, contaram de minha parte:sorte e garra para conciliar todas essas demandas”, no dizer da professora-tutora orientadora, Rayssa Aguiar Borges. Dois expedientes de trabalho (manhã\tarde), como professor de arte\teatro e à noite 3ª e 5ª feiras, ensaios do grupo e também estudos, Pró-Licenciatura; além de permanecer em cartaz com espetáculos, nos finais de semana no Teatro Arena Aldeota.

No início foi difícil, conciliar três turnos, para cumprir a aplicação do estágio 3; tive de diminuir o ritmo de aprendizagem na Plataforma AVA, sem quase acessar fóruns da disciplina do estágio 3 e\ou realizar atividades de demais disciplinas (arte e cultura popular; processo de encenação, pedagogia do teatro 2.), comprometendo assim, o semestre em atrasos.

No entanto, o Estágio 3 se realizou sob presença constante do orientador de estágio 3, Prof. Esp. Hiroldo Serra e de 30 alunos candidatos, turno noite, no estabelecimento de ensino, (casa da comédia cearense), das 19h às 21h30min (2ª\4ª e 6ª-feiras). E, atenção virtual da tutoria via fóruns, para com meu projeto oficina de informação teatral e introdução à interpretação cênica e de Estágio Curricular Supervisionado em Teatro 3.

A Oficina seguiu com pesquisa e vivência ao universo de cada Aula. E, sob exigência de muito trabalho teatral, de responsabilidade e respeito, em que cada detalhe foi atentamente visto, quer seja nos gestos, no olhar, quer na forma de colocar o texto\voz, de cada aluno (a) nos exercícios ou na preparação do corpo\voz, em preparação individual ou coletiva foram mediadas e conduzidas sob docência artística. No que diz respeito o que funcionaram: as mensagens temáticas sobre a diversidade cultural se tornaram cotidianas e “dias de suspenses” sobre o tema de cada aula seguinte, em debate. Os exercícios de vozes e prática corporais, principalmente, a Voz e bionergia\imagens e emissão das vogais; os exercícios de conhecimento espacial\planos de movimentos; a Análise e construção de texto (Esquema de Criação de Textos); a Análise e construção de personagem (Lírico\Épico\Dramático); as noções básicas sobre os teóricos do teatro (Stanislavski\Brecht\Mnouchkine\Laban); da vivência a marcação orgânica e a prática de levantamentos de marcações direcionadas de cenas (improvisação\interpretação); da Prática Teatral - O Corpo (corpo biológico\corpo arquitetônico) surtiu comportamentos corporais\vocais e cênicos para condicionamento de aprendizagem e fixação de conhecimento artístico futuro, no percurso teatral\subjetivo de cada adolescente em desenvolvimento; por fim, o encaixe e a repetição ou continuação de conhecimento de aulas anteriores, em aulas sucessivas, foi um ganho de cunho pedagógico (ensino) e de contínua aprendizagem aos alunos\as.

O que não funcionaram, atividades organizacionais, como: cadastro de alunos (questionário – ou, duas cartolinas de cor branca\dois pincéis atômicos de cor azul\vermelho e uma caixa de clipe-tamanho médio, para crachá de alunos), em 1ª aula, todos eram familiares aos outros, sem necessidade de tal ação. Uma cortina grande para o espaço físico, que contribui pouco, quanto ao quesito de iluminação; comprometendo o registro fotográfico e audiovisual para o Estágio e, de recurso didático: duas vendas de tecidos para os olhos, (exercício de concentração auditiva foi permutado por outros em aulas do conteúdo planejado.

O que faria diferente se fosse realizar o estágio, novamente: atenderia o grupo de alunos (30) a realizar aulas temáticas por dias (10 alunos as segundas, 10 as quartas feiras... e, a partir da 5ª aula com todos); e; quanto à 9ª aula caracterização de personagem: indumentária\acessórios\maquiagem, seria prático com espetáculo ao invés de teórico (com recursos de figurinos customizados, acessórios e suporte de maquilagens.).

Por fim, como avaliaria o processo, fiquei a vontade! Tanto que, me indaguei (mentalmente) no final de tudo, a procurar levantar questões subjetivas acerca da Oficina sem precisa ser eloquente ou racional; a seguir impressão pessoal e memória de aulas; atribuir-me notações, ou questões, que os alunos julgarem para mim, como ponto de avaliação em posição de estagiário docente. Meus pensamentos questionaram-me, intelectualmente: - quais aspectos importantes os aluno(as) encontraram nas aulas da oficina (sobre o corpo\a voz\informação teatral e prática)? - o que apreenderam durante o processo? - o que se maturou em aprendizagem? quais foram suas dúvidas que não foram sanadas hoje ou não tiveram\permanecem? - a turma e\ou aluno(as) contribuíram para o andamento satisfatório das aulas? - como? - o que o\a aluna ouviu dizer de seu colega de turma ao relatar sobre minhas aulas\conteúdos?

Conclusão: o que escrevi acima se tornou respostas subjetivas, em formato de perguntas objetivas do Estágio para mim. Viva a Vida! Viva o Teatro!


4. Considerações finais

Da Oficina de Teatro e da viabilização da prática\teoria de corpo\voz por meio de exercício proposto em ambiência escolar (Casa da Comédia Cearense) procurou indicar uma alternativa em vivência de aprendizagem cultural e teatral junto ao cotidiano da escola e da vida dos educandos, nível de ensino\aprendizagem satisfatória; de iniciá-los na arte da informação e de introdução ao Teatro. E, de avultar mudanças de atitudes perante o ensino e aprendizagem da escola em curso.

Ao utilizar os pensadores contemporâneos do teatro e de desdobramentos de cenas\espaços\ideias via exercícios pedagógicos do corpo e da voz em trabalho de grupo proporcionou também aos educandos, uma rica experiência estético-teatral; e teve como objetivo principal, a perspectiva de formação de grupo teatral, em servir a comunidade escolar\entorno do bairro Rodolfo Teófilo.

No que diz respeito à diversidade cultural numa última abordagem (individualizada) foi a de distribuir o primeiro desenho (1ª aula) para avaliação comparativa sobre como a pessoa mudou; sua maneira de se ver e de aceitar-se a si e o outro, a partir de trabalhos desenvolvidos na Oficina (inclusão pessoal).

Outro enfoque de resultado seria um Exercício teatral\Apresentação de uma peça curta, como término de oficina (preferência uma das peças didáticas de Brecht). Que não se consolidou em nível de apresentação à plateia, mas de exercício aos alunos (as) da oficina.

Sobre a auto-avaliação do processo, estabeleço uma nota 09, porque cumpriu em atender a demanda de corpo e voz via Oficina\projeto, (para com os alunos\comunidade); além de estabelecer com corpo discente: vários diálogos reflexivos, informativos e práticos - sobre a importância da instrumentalização do Corpo – querem seja biológico (vida pessoal) querem seja arquitetônico (cena teatral). Pois, tornou-se mais um espaço de vivência pessoal, em que cada aluno(a) percebeu e superaram seus limites em uso de técnicas nos exercícios de interpretação e\ou improvisação, nos trechos de peças curtas etc.; sob supervisão de orientador e da aplicação de nova programação de aulas, em processo de ensino-aprendizagem pela prática do estágio teatral (conteúdo programático); portanto, aliando assim, a formação docente do professor-regente via Estágio Curricular Supervisionado em Teatro. E, do contato imersivo de alunos com o universo da lógica teatral. Mesmo que de maneira básica, quanto ao ensino\estudo, todos apreenderam uma lição de vida; de imaginarem a cena teatral sob perspectiva de trabalho coletivo e subjetivo; com enfoque de formação profissional da pessoa humana em contínua aprendizagem; a sinalizar alma de alunos-artistas; ou, de seres reflexivos - sobre o valor social e estético do Teatro - seus diversos\atuais temas de estudos e\ou abordagens de conhecimento (empírico\científico), que ao longo da realização da Oficina foram experienciados.

Por fim, são ações de cultura e de mais tempo na escola, via linguagem Teatro, que redimensiona o papel da escola, modifica a vida das pessoas para um mundo mais igualitário e socialmente justo. Viva a Vida! Viva o Teatro!


5. Bibliografia

(projeto)

Fábulas e Adivinhações\Sylvio Luiz Panza. Editora – São Paulo: FTD, 1997. (Ecologia em quadrinhos). 38p.

Talento Criativo: expressão em múltiplos contextos / Angela M. R. Virgolim (org.) – Brasília; Editora Universidade de Brasília (UnB), 2007;197p.


Documentos de acesso digital

BREVE A DISCUTIR BERTOLD BRECHT. Estranhamento em Brecht, em textos de estudos e a peça Mãe Coragem. Disponível em: http://ciadoatorlivre.blogspot.com/2010/08/breve-discutir-bertold-brecht.html Acesso: novembro de 2010.


Entre o Manual do Ator e a Teoria da Arte\Teatro: Pontos convergentes de leituras e estudos relevantes para um pensamento construtivo em cena... Disponível em: <http://ciadoatorlivre.blogspot.com/2010/08/resenha.html> Acesso: novembro de 2010.


[Li]a (do encontro 2º sigo), pergunta-me: Lúcio Leonn, para você ator tem de ter talento? E, o que consistiria talento? Disponível em:Acesso: maio de 2011.


O espaço de atuação determina o modo de como pensamos o Teatro; Sobre o pensamento do ator - Disponível em: <http://ciadoatorlivre.blogspot.com/2010/08/sobre-o-pensamento-do-ator.html> Acesso: novembro de 2010.


Parte: Projeto Político Pedagógico, sob enfoque: Educação Inclusiva, O Currículo (universalização), Arte e sociedade plural. Autor Lúcio José de Azevêdo Lucena (LÚCIO LEONN). Disponível em: Acesso: maio de 2011.

Uma abordagem Stanilavskiana para um ator criativo. Disponível em:< http://ciadoatorlivre.blogspot.com/2010/08/uma-abordagem-stanilavskiana-para-um.html>Acesso: novembro de 2010.


Periódicos

(projeto\oficina)

Arquivo pessoal e experiência do ator (artista-educador) Lúcio Leonn em: Oficina Théâtre du Soleil, com Maurice Durozier (1988\2008 e 2010); Curso de Arte Dramática (CAD-1991-1994) da Universidade Federal do Ceará (UFC);Curso Colégio de Direção Teatral (CDT-1996-1999), Instituto Dragão do Mar; Curso O Ator e a Voz (CDT-1998), com Maria Karadja (Rússia), Rose Gonçalves (UNIRIO) Jacov Hillel (EAD\USP): cópia da apostila-Teatro, da Abril Cultural.\Texto sobre estudo de texto: a) peça b) cena c)personagem; trecho da peças, de Bertold Brecht: “O Maligno Baal; “Aquele que diz sim e Aquele que diz não”; “A exceção e a regra” (cena 9 – julgamento); trecho da peça “Romeu e Julieta” (Ato II-CENA II), de Shakespeare; texto sobre Igual\Desigual, de Carlos Drummond de Andrade. Curso Dança e Pensamento (2007-2009) Vila das Artes\Parceria Universidade Federal do Ceará (UFC).


(Oficina\proposição bibliográfica para corpo discente)

-Féral, Josette. Encontros com Ariane Mnouchkine. São Paulo: Editora SENAC, 2010.

-Laban, Rudolf Von. “Domínio do Movimento” –Ed. Summus (Edição organizada por Lisa Ullmann): 1978.

-Rosenfeld, Anatol. O Teatro Épico. SP: Editôra Perspectiva, 1985.

-Reverbel, Olga. “Um Caminho do Teatro na Escola”. Editora Scipione. São Paulo: 1989.

-Stanislavski, Constantin. A Construção da Personagem. Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 1989.

__________, Constantin. A Preparação do Ator. Rio de Ja-neiro, Ed. Civilização Brasileira, 1982.

-SPOLIN,Viola. Improvisação para o teatro / Viola Spolin; [tradução e revisão Ingrind Koudela e Eduardo José de Almeida Amos]. - São Paulo: Perspectiva, 2006. - (Estudos; 62 / dirigida por J. Guinsburg.).


Proposição bibliográfica

(corpo discente: oficina)

1. Kusnet, Eugênio. Ator e Método. Rio de Janeiro, Serviço Nacional de Teatro - Ministério.

2. Roubine, Jean-Jacques. A Arte do Ator. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editores, 1987.

3. Stanislavski, Constantin. A Criação de um Papel. Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 1990.

4. Stokoe, P. & Harf, R. Expressão corporal na Pré-Escola. Tradução de beatriz A. Cannabrava. São Paulo: Summus, 1987.

5. SANTOS, Vera Lúcia Bertoni dos. Brincadeira e conhecimento: do faz-de-conta à representação Teatral. Porto Alegre: Mediação, 2002. – (Cadernos Educação e Arte).

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