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“Qual o mais importante atributo de um ator de sucesso? 1.Talento. 2.Sorte. 3.Resistência”. Segundo Laurence Olivier (1989, p.202 ): Confissões de um Ator – segundo Leonn, (2011).


“O ator emotiva o público! Um ator sem alma, com ofício... É como o Teatro sem o público”, (Lúcio Leonn, 1989).

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Entre o Manual do Ator e a Teoria da Arte/Teatro: pontos convergentes de leituras e estudos relevantes para um pensamento construtivo em cena...

e à formação pessoal/profissional de intérprete/educador.
por Lúcio José de Azevêdo Lucena

"O teatro não nos tira do âmbito humano. Mesmo as divas tropeçam em cena, sofrem acessos de tosse, esquecem o texto e temem não dar conta do recado”. Fernanda Montenegro. In: Revista Bravo! Maio/2009.p.28.

Foto de "Viver sem Tempos Mortos". Monólogo sobre Simone de Beauvoir. Direção: Felipe Hirsch. Direção de arte: Daniela Thomas. Com Fernanda Montenegro. Imagem reprodução/revista.

R e s e n h a

Considerando meus estudos e leitura enquanto pesquisador, por ora re/apresento a vocês o Livro, de: STANISLAVSKI, Constantin. Manual do Ator/C. Stanistavski: [trad. Jefferson Luís Camargo: Revisão de tradução João Azenha Jr.]. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 169p.

E, levando em consideração meus pontos levantados, bem abaixo, via leituras consonantes com o segundo Texto–Módulo 8: Teoria da Arte/Teatro, Freire, Luis Antonio. Ribeiro, José Mauro; Santana, Arão Paranaguá de. Brasília; LGE EDITORA, 2008. 48p.

Logo, identifico que: o primeiro texto nos traz tudo que Stanilavski afirmou, com suas próprias palavras, sobre as diversas facetas da arte à qual se dedicou de corpo e alma durante toda a sua vida. Manual do Ator, de A a V – seus ensinamentos. Parte do material – extratos de livros já publicados - encontra-se traduzidos pela primeira vez. Outrora, o livro busca estimular e pôr em pratica inúmeros tópicos sobre a arte dramática e o conhecido método (na obra é um estudo condensado), de Stanilavski.

Em resumo: conceitua, A-de Ação: (1.ações físicas; 2.as ações criam a vida física de um papel; 3.padrões de ações físicas). C-Caracterização e Transformação. D-Disciplina. T-Treino do Corpo. U-Unidades/Episódios etc. Por fim, V-de Voz. Para exemplificar aqui alguns conceitos.

Por outro lado, o segundo Texto, nos apresenta uma viagem pelo conceito de Teatro e pelos períodos relevantes e históricos de diversos ou, marcantes estilos teatrais - confluentes à teoria da Arte hoje. Com enfoque via Ciências e de análises do fenômeno teatral; a discutir às formas espetaculares e de fundamentos de recepção e pedagogia do apreciador, em plena era contemporânea.

No seu cerne discute Tópicos, como: O CONCEITO DE TEATRO – “o texto, escrito ou improvisado; a concepção cênica do texto, ou encenação; a interpretação, que é a criação na sua forma física; a concepção visual e espacial do espetáculo, ou cenografia e, finalmente, o público, sem o qual o ato criador não teria nenhum sentido.”

Abrem caminhos questionadores e reflexivos à: Analise do Fenômeno Teatral: alguns princípios (recepção do espetáculo-análise do texto e poética da cena); Primeira Linha do Tempo: o teatral e o dramático/o primado e a poética/desdobramento do drama/ gênese e desenvolvimento da encenação moderna/ o pós-dramático. Segunda Linha do Tempo: o espaço teatral e a tipologia cênica/Período greco-romano/Séculos 15 a 19; Análise das Formas Espetaculares/A contribuição da etnocenologia/Noções de Recepção e Pedagogia do Espectador/recepção no teatro/Por uma pedagogia do espectador.

Relatos de Jorge Luis Borges; ou a revisita: “A Poética”, de Aristóteles. Traz a contribuição ainda, de Bertolt Brecht perante a cena e perante tudo que ela representa. Dentre outros pensadores, educadores e pesquisadores teatrais.

– Segue os seguintes Trechos em importância de Leitura e sua análise, abaixo:

“(...) o debate sobre teoria da arte assume, hoje, uma importância inquestionável, pois, se muitos afirmam que vivemos a era do conhecimento, nós professores sabemos que esta se caracteriza por ser uma época com informação circulante demais e conhecimento digerido de menos, (...) faz-se necessário verificar como e por que o conhecimento teórico vem contribuindo para a área da pedagogia teatral. È preciso antever, portanto, quais são as possibilidades que se apresentam para a ação didática na escola e na comunidade”, (p.9).

“(...) verificamos que a idéia de teatro articula-se ao conceito de visão e a uma perspectiva crítica acerca das coisas do mundo, pressupondo a presença do espectador”, (p.13).

“(...) no pensamento desse teatrólogo (Brecht) o público passa a ser produtor de sentido e também ente constitutivo do processo criativo”, (p.14).

“(...) a teoria da arte é uma ferramenta fundamental para o ensino escolar dessa matéria”, (p.19).
”Para Aristóteles, o teatro não imita os fatos, mas as idéias (...) a poética acrescenta ao conceito de imitação o de catarse”, (p.20).
“Essa tipologia de palco marcou o advento da quarta parede, separando o público da platéia.” , (p. 24).

“(...) Martins Penna e Gonçalves de Magalhães e as montagens de João Caetano, foram os três brasileiros responsáveis pela modernização do teatro nacional.” (p.25)

“(...) o épico não é uma categoria poética, mas sim uma fusão dos gêneros lírico, épico e dramático, em que a personagem não tem o controle absoluto de suas ações, sendo isto sim, objeto das forças sociais e econômicas”, (p.28).

”A performance é ainda um campo artístico multifacetado, no qual podem interagir múltiplas linguagens.”, (p. 30).

“(...) ressurgindo da liturgia religiosa para transformar-se depois em espetáculo profano.”, (p.33).

“A partir do Renascimento, são muitas as razões que explicam o declínio dos grandes movimentos cênicos populares (...) com influências herdadas das trupes medievais da tradição religiosa.”, (p.35) .

“(...) De maneira geral, os encenadores contemporâneos permanecem à procura de espaços inusitados (...). A discussão a respeito da busca de formas teatrais diferenciadas e de espaços cênicos inusitados é muito instigante, sobretudo quando pensamos na aplicação dessas possibilidades na sala de aula.”, (p.39).

“(...) Portanto, o conceito da etnocenologia traz no seu cerne o significado de espetacular, compreendido como dimensão fundamental da existência humana”, (p.41).

“(...) torna-se evidente a necessidade de o receptor estar de posse dos códigos lingüísticos específicos da linguagem para que possa estabelecer o diálogo com a cena”, (idem).

“(...) Então, o gosto pela apreciação artística precisa ser estimulado, provocado e vivenciado na sala de aula”, (p.45).

“(...) o educador poderá lançar mão de metodologias que possibilitem ao educando (...) desenvolver uma postura crítica acerca do acontecimento teatral e da realidade cultural...”, (p.46).

Imagem /reprodução- Laurence Olivier, em Hamlet - "Qual o mais importante atributo de um ator de sucesso? 1.Talento. 2.Sorte. 3.Resistência”. Leonn (2009) apud Laurence Olivier(1989), In: “Confissões de um Ator”, p.202".]

ALGUNS ASPECTOS CONSONANTES COMO EXEMPLIFICAÇÃO E LEITURA ENTRE AMBOS OS TEXTOS APRESENTADOS ACIMA, SÃO OS SEGUINTES:

Por meio do 2° texto, encontramos:

(...) A presença do ator caracteriza o fenômeno teatral e talvez seja a sua ferramenta principal. Parasitário ou não da arte do dramaturgo, esta só adquire vida cênica ao ser animada por ele”, (p.15). Já em Manual do Ator: “O PROCESSO CRIATIVO DO ATOR COMEÇA QUANDO ELE SE DEIXA ABSOLVER PELA PEÇA. ANTES DE TUDO ELE DEVE DESCOBRIR POR SI PROPRIO OU COM A AJUDA DO DIRETOR; O MOTIVO FUNDAMENTAL DA PEÇA A SER PRODUZIDA, (...).” - A arte do ator e arte do diretor, p. 12.

“AFIRMO QUE TODOS OS ATORES DEVEM LANÇAR MÃO DE CARACTERIZAÇÕES. CLARO ESTÁ QUE NÃO DEVEM FAZÊ-LO NO SENTIDO DAS CARCTERISTICAS EXTERIORES, MAS SIM NO DAS INTERIORES (...).”, p.33. E, mais: “O CENARIO, OS ADEREÇOS E TODAS OS ELEMENTO EXTERNOS DA PRODUÇÃO SÓ TEM VALOR NA MEDIDA EM QUE ACENTUAM A EXPRSSIVIDADE DA AÇÃO DRAMATICA, DA ATUAÇÃO (...).”, p.35. Logo, em consonância com o tal dizer, faz-se importância: “A soma de vários elementos técnicos e de criação - constituintes do/no Teatro: ator/caracterização/cenografia/dramaturgia/encenador/diretor/iluminação/produção/público/sonoplastia”, (pp.15-18).

Continuando:

“O processo de recepção no teatro exige do público a leitura simultânea do texto e da representação (...) faz-se necessário redimensionar as reflexões sobre o espectador no teatro. (...) A linguagem é uma criação humana que constitui um processo interativo de transmissão de mensagem (...).”, (p.44). “QUANDO O EXPECTADOR ESTÁ PRESENTE DURANTE (...) UM INTECÂMBIO EMOCIONAL E INTELECTUAL, É COMO SE ELE FOSSE A TESTEMUNHA DE UMA CONVERSA; FICA EXALTADO. (...) QUANDO ESTE INTERCÂMBIO CONTINUAR EXISTINDO ENTRE OS ATORES.”, (pp.42-43): contato com o público.

Por fim, como ilustração de leitura realizada:

“QUANTO MAIS O ATOR QUISER ENTRETER SEU PÚBLICO, TANTO MAIS ESTE FICARÁ IMPASSÍVEL E CONFORTALMENTE SENTADO, À ESPERA DE ENTRETENIMENTO; (...) SOMENTE UMA VERDADEIRA ATUAÇÃO PODE ABSORVER POR COMPLETO A ATENÇÃO DO PÚBLICO (...), p.128. Assim, “(...) o espectador é um elemento indispensável para a existência do fenômeno teatral”, Texto–Módulo 8: Teoria da Arte/Teatro, (p.43).

PALAVRAS-CHAVE:INTERPRETAÇÃO CÊNICA/Teoria da Arte/Teatro/Manual do Ator/Análise do Fenômeno Teatral/Linha do Tempo Teatral/pós-dramático/espaço teatral e a tipologia cênica/ Análise das Formas Espetaculares/A contribuição da etnocenologia/Noções de Recepção e Pedagogia do Espectador/FORMAÇÃO/EDUCAÇÃO/educador/corpo discente.

Sobre as autorias
STANISLAVSKI, Constantin. Manual do Ator/C. Stanistavski: [trad. Jefferson Luís Camargo: Revisão de tradução João Azenha Jr.]. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 169p. Constantin Siergueieivitch Alexeiev , em russo Константин Сергеевич Станиславский, (Moscou, 5 de Janeiro de 1863 — Moscou, 7 de Agosto de 1938), mais conhecido por Constantin Stanislavski, foi um ator, diretor, pedagogo e escritor russo de grande destaque entre os séculos XIX e XX . Criador e idealizador do Método das ações fisicas. Modelo de atuação.

Texto–Módulo 8: Teoria da Arte/Teatro, ¹Freire, Luis Antonio.²Ribeiro, José Mauro; ³Santana, Arão Paranaguá de. Brasília; LGE EDITORA, 2008. 48p. ¹Arte-educador e atua na área de artes cênicas. Começou a lecionar em 2004 na rede pública estadual do Maranhão. ²É professor de teatro-educação do Departamento de Artes Cênicas da UnB e, doutorando em teatro na Universidade Federal da Bahia (UFBA). ³É professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) desde 1992.

Documentos de acesso digitalTexto–Módulo 8: Teoria da Arte/Teatro, Curso Licenciatura em Teatro. Pro–licenciatura/Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Instituto de Arte (IdA). ¹Freire, Luis Antonio.²Ribeiro, José Mauro; ³Santana, Arão Paranaguá de. Brasília; LGE EDITORA, 2008. 48p. Acesso (julho de 2009) - restrito aos cursistas.

Mais Informações:
Onde comprar o Livro de STANISLAVSKI, Constantin. Manual do Ator/C. Stanistavski: [trad. Jefferson Luís Camargo: Revisão de tradução João Azenha Jr.]. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 169p. Em http://www.americanas.com.br/.
PÁGINA DISPONÍVEL EM: http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/56408
ATIVIDADE -Resenha crítica de texto básico: Teoria da Arte/teatro. Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura.Universidade de Brasília (UnB)/Instituto de Arte(IdA).

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