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“O ator emotiva o público! Um ator sem alma, com ofício... É como o Teatro sem o público”, (Lúcio Leonn, 1989).

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Atividade Citação sobre a HISTORIA DA ARTE-EDUCAÇÃO (Teatro)-Universidade de Brasília(UnB) / Instituto de Arte (IdA)

por Lúcio José de Azevêdo Lucena

QUESTÕES CONCEITUAIS SOBRE O APRENDER E O ENSINAR TEATRO, (UNIDADE 1, (pp.07-39).). Texto do Prof. Dr.: SANTANA, Arão Paranaguá de; Módulo 14: História da Arte-Educação. Curso Licenciatura em Teatro do Programa Pró-Licenciatura. Universidade de Brasília (UnB). Brasília: Dupligráfica Editora Ltda, 2008.

Palavras-chave: Arte, histórico da arte-educação, formação de professores/as, histórico/licenciatura em Teatro/artes cênicas, panorama teatral: educação colonial e artística, movimento social de professores/as de Arte/teatro, educação básica: ensino e aprendizagem de Arte/teatro, profissionalização docente.

Resumo: contextualizar as práticas e teorias no Ensino/Aprendizagem Teatral. Estima-se a Questão do Ensino das Artes e a Formação de Professores; Uma Visão Panorâmica; o Histórico da Licenciatura em Teatro; o Movimento de Reestruturação dos Cursos de Formação de Professor na Educação Básica. Também, aponta: reflexões sobre a Realidade Escolar e a Profissionalização Docente.

Pontos relevantes:

(...) faz-se necessária uma ação educativa que permita às pessoas o domínio das linguagens artísticas, favorecendo, portanto, a familiarização e a vivência com o universo da arte, (p.9).

(...) devem ser privilegiadas as experiências significativas que serão determinantes na vida futura, instância essa que realça a significarão e o papel do (a) professor(a), afinal, é ele(a) quem colabora com a familiarização cultural do(a) estudante, quem amplia seu ambiente sócio-cultural, quem favorece o contato com a obra de arte, enfim, quem pode contribuir com a competência artística a ser construída gradativamente,(idem).

(...) ao propiciar a prática do teatro e de outras formas de arte na sala de aula, a escola insere o aluno em um circuito de produção, circulação e consumo de bens culturais, ampliando sua visão de mundo e aperfeiçoando seu universo estético e artístico, (idem anterior).

(...) marcas mais relevantes do século XX refere-se à compreensão de que a arte possui conhecimentos próprios, fundamentalmente diferentes da maneira de entender o mundo possibilitada pela ciência, por exemplo.

Preparado o ambiente, chegaram, junto às Escolinhas de Arte de *Augusto Rodrigues propostas concebendo arte como experiência (John Dewey), educação através da arte (Herbert Read) e desenvolvimento expressivo (Victor Lowenfeld), (...). As primeiras influências no campo do teatro-educação vieram dos países de cultura anglo-saxônica, com grande difusão da proposta em torno do jogo dramático infantil (Peter Slade). (*Augusto Rodrigues foi artista plástico, crítico de arte, jornalista e um dos precursores do movimento de educação pela arte no Brasil.), (p.17).

Contudo, talvez devido à inexistência de professores preparados para a docência em arte nas escolas, o ideário pautado na livre-expressão teve repercussões negativas, vigorando uma abordagem espontaneísta, com conteúdos pautados na dramatização de fundo psicológico, quando não o papel do teatro como coadjuvante das matérias do currículo consideradas sérias,(p.20).

(...) os desafios ainda são enormes, tal como em outras esferas da vida social, política e econômica brasileira, dentre eles a oferta de educação de qualidade para todos os habitantes, sobressaindo-se a necessidade de preparação de quadros para concretizar essa missão, (pp.31-32).

É importante ressaltar que, no Brasil, a formação de professores se dá em cursos de licenciatura historicamente padronizados em um modelo conhecido como 3+1 (três mais um), no qual o candidato a docente submete-se, após concluir os três anos de bacharelado, a mais um ano de estudo nas matérias pedagógicas, (p.32).

(...) ao longo das duas últimas décadas por causa da descaracterização com que foram tratadas as linguagens e as formas artísticas, os cursos de Licenciatura em Educação Artística permitiram que o ensino das artes – e especialmente o de teatro – se generalizasse em todo o Brasil. E isso ocorreu na escola básica, bem como em termos de educação informal e ação cultural, (idem).

Suplantou-se, aos poucos, o carro-chefe do ensino de artes na educação formal, qual seja, a idéia de uma educação estética de cunho polivalente promovida pela educação artística, (negrito do autor, pp.33).

A inter-relação entre as disciplinas pedagógicas e as de conteúdo específico devem possibilitar ao futuro licenciado tanto o domínio da linguagem artística como o da relação social do ensino. O processo de admissão do professor de ensino superior em arte, seja por forma de concurso, seja por outros mecanismos, deve estabelecer critérios que contemplem tanto os aspectos específicos da linguagem artística, como os da educação. (Parte do Documento final do X CONFAEB, 1997. (Segundo Santana (2008), p.37.).

(...) com as conquistas da arte na educação escolar e as alternativas sugeridas nas diversas instâncias da ação pedagógica, passou-se a ensaiar passos bem mais ousados. Para conseguir tais intentos, vale questionar: para qual processo educativo e para que tipo de clientela se formam os professores? O que deve aprender o professor de teatro? Quais as bases filosóficas e didáticas de sua preparação? Qual a abrangência da experiência estética que os cursos deverão adotar? Que realidade profissional enfrentarão os futuros professores? (p.39)

(...) a mudança no ensino superior é a regra em voga em todos os ramos da arte, com vistas à revitalização de uma área que acompanha a história da humanidade desde sua origem, (idem).

(...) cabe ao(à) professor(a) elaborar estratégias de condução de um processo pedagógico que incentive o conhecimento na linguagem teatral. Isto favorece o aprimoramento de um discurso cênico vinculado à cultura e à vida, (idem anterior).

***
Ao discutir on line o Fichamento citação 2 do Texto (acima) de, Arão Paranaguá de Santana. Por mim, Lúcio José de Azevêdo Lucena, Re: DISCUSSÕES SOBRE PG. 10 A 39 (MÓDULO) - segunda, 31 agosto 2009, 09:17. Sobre a escolha do ponto de vista, da cursista Cinthia Marcia Fernandes, do Texto, em estudo:
Vale lembrar que, ao lermos o Texto Cinthia, nós podemos contestar:

“Os cursos da Escolinha eram marcados pela informalidade (...) através do aprender fazendo.”

Penso que, Não só devemos apontar “os erros e acertos” no sentido de encontrar um vilão da história da arte-educação no Brasil; mas, de avultar saídas mobilizadora para o Ensino de Arte-educação hoje. Os cursos da Escolinha era o que se contava de mais promissor e de alento - de olhar - na conjuntura política/educacional e de ensino/aprendizagem e/ou formação de professores de Educação Artística da/na época. Tanto que, a Arte tornou-se uma disciplina (pós-LDB, Lei nº 9.394/96); obrigatória; digo, até a 3ª série do Ensino Médio/educação básica (mas só chega a ser ministrada até a 1ª série, principalmente, em escolas particulares e, olhe lá.); ela segue e busca a contar com aberturas em discussão dum ensino pautado na sistematização em cada elemento constitutivo das linguagens artísticas - apontadas em documentos -, como: PCN-Arte (MEC), etc. Ou, seu ensino polivalente (outra discussão indicada por nós hoje.).

Logo, a partir da década de 1990 (bem recente, creio eu) todas as artes convergiram para o conhecer (ensino sistematizado; como Ciência e de produção de sentidos acadêmicos e de habilidades e competências / mundo do Trabalho) e, não mais Fazer só por fazer (prática / Pedagogia da Espera / do deixar fazer/empirismo).

O cursista Marcelo Fecunde de Faria, nos traz o seguinte ponto (Re: DISCUSSÕES SOBRE PG. 10 A 39 (MÓDULO) meu segundo apontamento - segunda, 31 agosto 2009, 09:55.):

“.... na educação formal, cresce o desenvolvimento de projetos em arte-educação desenvolvidos pelo terceiro setor – associações, ong’s, instituições, etc...” (pg 29)

Fico preocupado com o Terceiro Setor, no que diz respeito à Arte e seu Ensino/aprendizagem, sem sistematização teórica. Nada contra, mas, há muito empirismo; aponto principalmente, nas Ong’s daqui. Estamos a nos (re)organizar na Educação e no Ensino de Arte quiçá eles.

Há muitos estagiários (de cursos de graduação em arte) e educadores sociais com formação mínima em Arte e se rotulam arte-educadores, em sala de aula, sequer sabem dum pressuposto teórico na Arte e na Educação.

Mais uma vez, Eles se contentam com a prática; outrora, tratam seus alunos como candidatos profissionais a vaga de atores em serviços; quando não, para vitrine em peça curtas, de eventos governamentais, festas de projeto etc. Os educandos são manipulados e não sabem por que estão em cena; logo, não se apropriam dos códigos vigentes da atuação (linguagem teatro/cultura visual/música/dança/audiovisual etc). Não há respeito com a realidade real do aluno e modo de vida; para usufruir como suporte e alento de experiências práticas e teóricas ou, de facilitar o seu cotidiano em mobilizar suas idéias e pensamentos, em ação concreta.

***
Universidade de Brasilia (UnB)-Instituto de Arte-IdA
ATIVIDADE: HISTÓRIA DA ARTE-EDUCAÇÃO /Citação
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura.
Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn.

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