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sábado, 14 de novembro de 2009

WikiTarefa alunos UnB): Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2

NOVAS TECNOLOGIAS PARA UMA "NOVA" EDUCAÇÃO

Imagens (acervo lúcio leonn) ALUN@S UnB

1. Um Novo Paradigma da Educação: As Novas Tecnologias

A palavra paradigma significa modelo, padrão, norma; por exemplo, o (dicionário Aurélio), quando falo em um novo paradigma educacional estou falando de um novo modelo de educação para uma nova sociedade. A sociedade pós-industrial trouxe consigo as sementes das transformações, instituindo, portanto, um novo arranjo social. A intensidade das mudanças provocadas pelas novas tecnologias e pela proliferação da cultura da informática, nas sociedades, nos convida à reflexão e à identificação do novo modelo de aprendizagem tendo como recurso a tecnologia da informática. Nesse sentido o processo de informatização da sociedade assume dimensões globais transformando-se num processo cultural e tecnológico em expansão. A grande disseminação da informática, em segmentos importantes da sociedade, revoluciona formas tradicionais de equilíbrio e institui um novo paradigma que alcança e modifica a comunicação, os modos de aprendizagem, as relações humanas e as organizacionais.

Compreendemos a ciência, tecnologia, arte, educação, como sendo produtos produzidos pela sociedade, que fazem parte do complexo conjunto cultural, enquanto produto, sobre o conjunto concreto ou virtual sobre quem os produz independente da possibilidade, ou não, de acesso, de determinado segmento a esses produtos, uma vez que todos os segmentos são partes constituintes da totalidade cultural e por ela são afetadas. Portanto a tecnologia se mistura a esse campo gerando um conjunto de ações, na sociedade e na educação. E, se revela um novo paradigma.

1.1 A Escola, a Aprendizagem e a Tecnologia


Atualmente para falarmos de Educação, somos também obrigados a falar no rompimento dos paradigmas, em especial na tecnologia e nas novas formas de aprendizagem vigentes. Vivemos numa sociedade denominada como sendo a sociedade da informação que é caracterizada pela globalização e a informatização. Assim a Escola torna-se obrigada a formar para a vida em sociedade e para o mundo do trabalho e do desenvolvimento, que é bastante diferente de treinar pessoas para realizar uma determinada atividade. É investir na criação de amplas competências e habilidades que permitam uma atuação efetiva na sociedade.

1.2 Tecnologia ou Metodologia?


A Tecnologia na Educação necessita de um olhar mais amplo, envolvendo novas formas de ensinar e de aprender condizentes com os novos rumos da sociedade e do conhecimento, o qual se caracteriza pelos princípios da diversidade, da integração, da interação e da complexidade. E, de métodos, ou de metodologias em abordagens.

Logo, compromisso com as questões educacionais precisa ser ampliado, por meio de várias possibilidades de organização, inclusive quando algumas fazem uso da tecnologia para superar os limites de espaços e tempos, a fim que pessoas diversas tenham acesso à informação e possam vivenciar diversas maneiras de representar o conhecimento. É preciso um novo pensar, uma forma de colocar a escola na comunidade que está em constante avanço junto à sociedade, e as pessoas que nela vivem e se inserem.

Durante anos, nós professores estamos constantemente nos questionando sobre o porquê de demorar tanto para que a escola também estivesse conectada ao mundo por meio das tecnologias contemporâneas especialmente a Internet, mas quando ela chegou nos deparamos com um outro grave problema "o uso desta tecnologia", como fazer? Para que fazer?

Enfim, os professores se encontravam despreparados para utilizar estes equipamentos tão esperados, de maneira que continuamos a utilizá-lo de forma tradicional e pouco reflexiva, uma vez que o objetivo da tecnologia é auxiliar o docente em atividades que propiciem uma reflexão por parte do aluno, realizando a interação entre as diversas disciplinas e os recursos que esta oferece.

Vide vídeo (retrata tal situação ainda presente em nossos dias, pois demonstra claramente que qualquer instrumento de ensino, desde o mais simples até o mais complexo só será válido quando o professor souber "como" utilizar o mesmo). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=xLRt0mvvpBk

E, diante de fatos evidenciados, acima; pergunta-se: mas, o que é abordagem?É o conjunto de idéias e crenças sobre a aprendizagem, são as teorias nas quais nos baseamos e nas quais acreditamos para desenvolvermos uma metodologia. A abordagem não determina um planejamento, mas indica os caminhos para o professor. Segundo BARBOSA, Ana Amália Tavares Bastos. O Ensino de Artes e Inglês: Uma Experiência Interdisciplinar. In: Capítulo 2: Abordagens Contextualizadas. Tópicos, (pp. 35-36): Abordagem, metodologia ou prática? São Paulo: Cortez, 2007.
E, da metodologia?

"Sempre ouvi dizer que metodologia é o professor quem faz em sua sala de aula e só recentemente isto ficou claro para mim. Quando adotamos uma teoria sobre o ensino precisamos criar possibilidades para desenvolvê-la em nossas aulas. Fazemos então um planejamento à luz destas teorias, destas abordagens, mas, temos que levar em consideração quem são nossos alunos, qual é o contexto (teórico), para direcionar nosso fazer em sala de aula." Ressalta Barbosa, idem.

1.3 A Sala de Aula, o Aluno(a) e o Computador

Na realidade, muitas escolas públicas brasileiras utilizam o computador por meio da sala multimídias, do Laboratório de Informática Educativa (LIE) convênio MEC / Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação–FNDE, parceria secretaria de educação de cada estado e município até mesmo de pequenos notebooks e de projetos intertransdisciplinares são evidenciados e norteados pelo campo da interface: educação e tecnologia - por parte de professores/alunos; ou de pesquisas científicas e artísticas, aliar o processo ensino-aprendizagem pelo uso da Internet.

Para a professora, arte educadora, Rosa Iavelberg (Artmed, 2003) numa perspectiva de pertencimento, ao encontro de fundamentação nossa, diz o seguinte: "a criança- ou o jovem de classe média- realiza em casa atos de cultura que favorecem a assimilação desses novos meios e costuma ter acesso a eles nas escolas da rede privada. Com os alunos da população de baixa renda ocorre o contrário: eles não têm acesso em casa nem na escola." Pontua, ela.

E, segue seu pensamento:

"para construir um saber competente são necessárias situações frequentes de uso/reflexão/uso das novas linguagens. Assim, o acesso precisaria ser garantido com número suficiente de computadores por criança, orientadas por professores com domínio para ensinar sobre o uso adequado dos equipamentos. Não há como "maquiar", oferecendo esparsas oportunidades de acesso (um computador para cem alunos)." Finaliza.

Logo, o computador é um forte aliando à educação, bem como, torna-se extensão de atividades em processo de ensino-aprendizagem presencial ou virtual na Escola.
2. Breve Histórico da Tecnologia Aplicada à Arte e à Educação, a partir da Década de 1990


No Brasil, o processo de reformas na área da Educação nos anos 1990 deu-se em duas frentes: uma, por meio da apresentação de um projeto global para a educação - a lei de Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394/96) – e outra, que se constituiu nas implementações de um conjunto de planos setoriais e decretos do Executivo (Ex. Plano Decenal da Educação-1997-2007). – Afirma Perone, Vera. (2003). Política educacional e papel do Estado: no Brasil dos anos 1990. São Paulo: Xamã, p.15).

Faz-se importante, evidenciar a década de 1990; período em que todas as artes convergiram para o conhecimento científico e de aliança tecnológica; e, não mais: “fazer por fazer”. Tempo de des\conexão via Internet por parte de (não-) usuários; principalmente, na esfera da educação básica dos países em desenvolvimento.

E, neste ínterim, houve a reorganização curricular do ensino de arte (proposta triangular), a formação de arte-educadores em nível de pós-graduação; a criação dos PCNs\arte e, a contar com um olhar desafiador, junto com a classe de professores (de arte) e grupos em diversos movimentos da sociedade organizada, advindo da década anterior, para o mundo da era globalizada. Principalmente, nos países de primeiro mundo, a tecnologia era elemento de ponta. Aqui, país emergente economicamente, ainda ecoa-se o lema da inclusão digital. E nas artes, por linguagens; sua interface de mediação instaura o corpo científico de o novo saber proceder-conhecer-fazendo.

2.1 O Professor(a) de Arte precisa saber ensinar Arte e saber-ser professor(a)


Saber Arte e saber ser professor de arte são premissas do livro, Arte na Educação Escolar, de Maria F. de Resende e Fusari e Maria Heloisa C. de T. Ferraz, (Cortez, 2001), e por isso, devem fazer jus e alusão, carinhosamente aqui, aos apontamentos e pensamentos coerentes com das autoras, em mediação da Arte-educação.

Segundo elas: "o compromisso com um projeto educativo que vise reformulações qualitativos na escola precisa do desenvolvimento, em profundidade, de saberes necessários para um competente trabalho pedagógico. No caso do professor de Arte, a sua prática-teoria artística e estética deve estar conectada a uma concepção de arte, assim como a consistentes propostas pedagógicas. Em síntese, ele precisa saber arte e saber ser professor de arte(p.53)."

E, ainda, sob pensar do campo teórico (Fusari e Ferraz); o que é ser professor de arte? E, com qual conhecimento e bagagem?

Para entendimento, "é atuar através de uma pedagogia mais realista e mais progressista, que aproxime os estudantes do legado cultural e artístico da humanidade, permitindo, assim, que tenham conhecimento dos aspectos mais significativos de nossa cultura, em suas diversas manifestações. (...) é preciso aprofundar estudos e evoluir no saber estético e artístico. Os estudantes têm o direito de contar com professores que estudem e saibam arte vinculada à vida pessoal, regional, nacional e internacional."

E, no mesmo patamar, "o professor de arte precisa saber o alcance de sua ação profissional, ou seja, saber que pode concorrer para que seus alunos também elaborem uma cultura estética e artística que expresse com clareza a sua vida em sociedade. O professor de arte é um dos responsáveis pelo sucesso desse processo transformador, ao ajudar os alunos a melhorarem suas sensibilidades e saberes práticos e teóricos em arte. (..)." Ressaltam, as autoras.

Assim, o professor de arte precisa também, apresentar a capacidade de entender os três momentos do processo artístico, junto às crianças e adolescentes: o fazer, o conhecer e o exprimir ou do refletir ao contextualizar.

Fundamentamos, ainda, que: “do processo de escolarização da arte nasce seu principal protagonista: o professor de arte, cuja principal função foi, com a vigência da LDB 5692/71, trabalhar a ‘Educação Artística’ nas escolas. Embora a atual LDB 9.394/96 modifique esta nomenclatura adjetivada, substituindo-a mais corretamente para o substantivo Arte, os últimos 25 anos imprimiram marcas e conceitos para arte na escola que foram decisivos para a orientação de seu ensino.” Segundo Isabel Marques, (2007). Ensino de Dança Hoje: textos e contextos, (capitulo: vozes da dança na escola. Subcapitulo: Professor versus artista, (p.57). Grifo da autora

Por fim, o professor de arte precisa saber-ser pesquisador de si mesmo na busca de formação organizacional (pessoal-profissional-Escola\instituição) e diante da práxis pedagógica autônoma, de consistência no campo do saber arte e educação.

2.2 Saber Arte aliada às novas tecnologias e suas interfaces

As novas tecnologias e suas interfaces se desdobram na Educação, ao mesmo tempo de transição, de postura e de atitude do saber ser e do saber mediar arte. Logo, “ser contemporâneo de si mesmo é o mínimo que se pode exigir de um Arte-Educador.” (Segundo Ana Amália Tavares Bastos Barbosa apud Ana Mae Barbosa, 2008).

Tanto que:

"(...) As formas de comunicação das mídias podem ser trabalhadas pela construção de um espírito critico e de uma visão lúcida, que leve ao desenvolvimento do julgamento e da autonomia quando o aluno tenha capacidade para realizar análise comparativa entre experiências de baixa qualidade e experiências de boa qualidade artística e estética (...). Os antigos recursos de produção e apreciação de arte e acesso à produção de conhecimento sobre arte (livros, revistas, jornais, gibis de HQ, máquinas fotográficas, aparelho de vídeo, TV, filmadoras, rádios, máquina de reprografia) podem coexistir com as novas tecnologias, (Rosa Iavelberg, (idem); capitulo: o ensino de artes visuais e as novas tecnologias da comunicação e informação (NTCI), pp.99-100.): Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores.

No entanto, é preciso ter cuidado como professor e, de Arte, à frente da excessiva valorização do "novo" sem o conhecimento necessário para sua utilização. O entusiasmo pode levar a inadequação de uma aplicabilidade prática in/consciente. Estruturar as aulas de artes aliando-as aos novos recursos tecnológicos requer estudo, tempo, compromisso e de reflexão relacionada à uma nova abordagem metodológica que está em alta, porém ainda "engatinhando" no que se refere a qualidade, o campo de acesso midiático e de sua inclusão em informática educativa ou de um modo geral, intercomunicativa.

Assim, sob fundamentação teórica, (Iavelberg), concluímos que:

“(...) Os professores precisam investigar como os alunos aprendem as NTCI. A questão central passa a ser o fazer aprender, saber como o aluno aprende diferentes tipos de conteúdos (fatos, conceitos, princípios, procedimentos, normas valores e atitudes) ligados às NTCI. A recepção e a reconstrução de significados presentes nas NTCI serão conteúdo fundamental para a reflexão dos professores para criar, gerir e orientar situações de aprendizagem com novos meios e multimeios, e não apenas incluí-los mecanicamente em suas aulas." (idem, p.101).

2.3. Habilidades/Competências e de Conhecimentos/Atitudes/Valores - Professores(as) de Arte em interface educativa

O papel da arte na escola vai além do enriquecimento cultural e alívio de tensões. Deve ter como principal foco, o aprimoramento do conhecimento estético e de promover a vivência do aluno em Arte; de buscar sempre sua contextualização, de normas, valores e atitudes.

O professor deve saber ensinar arte e, uma de suas competências, é voltada ao meio tecnológico (uso educativo de vídeo, de textos em softwares pedagógicos, da criação/alimentação e manutenção de blogs em fruição escrita e de imagens digitalizadas, de desenhos de produção de alunos escaneados, de obras de artistas em figuras computacionais reproduzidas, ou de incentivar a pesquisa e atividades virtuais em rede ou comunidade de professores\alunos, etc.), de maneira a dar um significado sociocultural informatizado; lançando mão de um processo criador inconsciente pelo uso banal do computador e, de partir de diferentes linguagens aos seus elementos constituintes de captação\produção/recepção.

3. Da presença da Tecnologia na Escola: qualidade ou empobrecimento

Alguns estudiosos, principalmente da área da psicologia, tem defendido que a introdução da tecnologia (computadores) na educação prejudica o processo de aprendizagem. Segundo eles, o computador, por ser um meio de comunicação de massa distância a relação interpessoal entre aluno e professor, a impedir o aluno analisar a informação que está sendo absorvida, já que o professor é quem estimula tal reflexão.
Outro ponto julgado como prejudicial é a motivação como justificativa para o uso dos computadores em sala de aula. Quando a motivação é apontada como objetivo principal a aprendizagem pode não ocorrer e a ferramenta assume o foco principal, abandonando sua função de auxiliar.

"Por um lado, é verdade que, em nossos pais, a associação entre educação e desenvolvimento tecnológico foi propiciada por uma visão tecnicista, no quadro da ditadura militar, gerando uma resistência de natureza política à tecnologia. Mas há também razões culturais e sociais como certo temor pela máquina e equipamentos eletrônicos, medo da despersonalização e de ser substituída pelo computador, ameaça ao emprego, precária formação cultural e científica ou formação que não inclui a tecnologia. [(...) O valor da aprendizagem escolar está, precisamente, em introduzir os alunos nos significados da cultura e da ciência por meio de mediações cognitivas e interacionais que supõem a relação docente. (...)."]. Sinaliza Libâneo, José Carlos (Cortez, 2003).IN: tecnologia informática e substituição da relação docente,e: impactos das NTCI e resistência dos educadores escolares.(Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e profissão docente,pp.67-68.). Enxerto meu.

3.1 O Computador e o Professor(a): encontros de confluências e de divergências

Na busca de apontar encontros confluentes e divergentes entre o professor(a) e o computador; seguimos com os mesmos pensadores e obras (Libânio, p.59) e Iavelberg (Artmed, 2003, pp.99-101), já fundamentados, acima.

O primeiro destaca o avanço tecnológico e as necessidades de formação e as relações divergentes com:
as necessidades do novo paradigma produtivo (que falamos primeiro tópico) e a propalada universalização da escolarização básica;
a multiplicidade com os meios de comunicação na sociedade informacional e a morte da escola(desescolarização);
o uso da tecnologia informática na escola e a substituição da relação docente; o impacto das NTCI na escola e a pouca receptividade dos educadores escolares em relação aos processos de inovação tecnológica.

Por fim, segundo Iavelberg, “velocidade e fragmentação”, segundo Emilia Ferreiro, são conceitos pouco atraentes à educação. A “cultura da impaciência e da interrupção”, definida por Barbier Bouvert (1993), segundo a primeira, está pouco relacionada à assimilação e, para Ferreiro, a tentativa de queimar etapas em educação é um problema político, que não encontra ressonância no corpo biológico;
Os softwares educativos podem melhorar o rendimento do trabalho nas escolas, diminuindo as atividades mecânicas, deixando mais tempo para atividades mais importantes;
Um site interativo e um museu virtual (há muitos na internet) garante a alunos e professores acesso rápido à imagens e textos de vários gêneros (biográficos,informativos, críticos, históricos) e links com outros sites;
Nenhum meio eletroeletrônico substitui o professor; cita Iavelberg, segundo, (Nóvoa, 1995).

Na essência do saber-ser, o professor (não somente, de arte) precisa ser alfabetizado em linguagem do computador. Tanto no que diz respeito aos elementos do sistema software como do da parte hardware. Embora, ajustar tal encontro não se revela integrador. Há todo o campo do saber cientifico, de formação, de pesquisa e vontade de mudar a prática. De saber sobreviver num mundo profissional e de ser contemporâneo de si mesmo.

3.2 Massificação da Informação e da Comunicação Interativa Acessiva

Para não ocorrer massificação da Informação e da Comunicação Interativa Acessiva (pelo computador); vale sempre o uso da etiqueta net; do respeito às regras gramaticais da primeira língua (do operador) e, do código de conduta; do valor humano em detrimento da comunicação mútua, da solidariedade e da justiça. Assim, garante-se uma comunicação menos banalizada, não tanto tempestuosa, nem tampouco aética entre as diversas comunidades, mediadas pelo uso das novas tecnologias de informação e da comunicação.
3.3 Linguagem de Computador versus Linguagem Gramatical/Verbal

Linguagem de computador é uma coleção de cadeias de símbolos, de comprimento finito. Estas cadeias são denominadas sentenças de linguagem e são formadas pela justaposição de elementos individuais ou símbolos.

Internetês é um neologismo que designa a linguagem utilizada no meio virtual, onde as palavras são abreviadas podendo ser representadas por apenas três ou menos letras, sem pontuação ou acentuação. Linguagem informal que não prejudica o uso correto da linguagem já que, encontramos na rede trabalhos formais que não sofrem esse tipo de interferência. Ou mesmo em comunidades virtuais há uma demanda de abreviações de palavras, de termos ou estrangeirismos acrescentados e de uso à linguagem materna, pela interação entre o computador, os aspectos culturais, da gramática do sujeito em comando: o internauta. Vejam alguns exemplos:

porque=pq
muito=mto
casa=ksa
thau=xau
beijo=bjo
você=vc
cadê=kd
beleza=bz
sorrir=rs
gargalhada=kkk
teclar=tc
hoje=hj
até mais =ate+
também=tbm
adiciona(r)do=add(ed)

Com a inserção da tecnologia na educação a aprendizagem deve ser estimulada por atividades e/ou relacionamento humanos, capazes de desencadearem novos processos de construção, onde aprendemos construindo nossa própria estrutura cognitiva e não apenas registrando estímulos que, associados a conhecimentos previamente estruturados, levam-nos á capacidade de uma nova compreensão, atingindo novos objetivos.

E, uma delas é se fazer entender em diversos sentidos e meios de comunicação, ora pelo uso da língua nativa em contextos de fala (verbal) ora, da escrita informal ou da linguagem padrão em conexão do dia-a-dia ou recursos de programas pelo computador.

4. Conclusão
Quando se fala das finalidades e dos pressupostos teóricos do Ensino de Arte, é necessário o entendimento dos objetivos, dos conteúdos e de métodos da educação estética, também em interface com as demandas de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação em sociedade que se diz plural. Assim, esta se modifica conforme a concepção e visão do mundo e do homem, como do próprio meio que se organizada e se insere em ambiência de pertencimento. Logo, cada contexto econômico e social de momento, vem caracterizando o modo de pensar, de agir e os interesses das classes e de grupos sociais proativos e de valores dominantes.

Por outro lado, Educação é um processo unilateral, de personalidade complexa e a envolver a formação de qualidades físicas, morais, intelectuais e estéticas do povo. Tendo em vista a orientação da atividade humana em sua relação com o meio social que se ordena no sistema educacional do país. E, quanto à Educação Estética?Por outro, “Educação não é a resposta total para todos os desafios criados pela Era da Informação (bem como da educação artística), mas é parte da resposta, da mesma maneira que a educação é parte da resposta para uma gama dos problemas da sociedade (...). "A educação é o grande nivelador da sociedade, e toda melhoria na educação é uma grande contribuição para equalizar as oportunidades" Precisamos entender que é necessária educação tecnológica e informática de base, com sólidos conhecimentos científicos e éticos, onde as diferentes culturas sejam respeitadas e a solidariedade e a justiça entre os povos levem à superação do egoísmo humano". A arte de aprender em todos os modelos, desde que AS MAQUINAS FICAM MAIS INTELIGENTES, E NÓS?
É verdade que o uso dos recursos tecnológicos na prática docente nos possibilita uma grande mudança de paradigmas, as TIC's reforçam o apelo da sociedade capitalista, que está sempre em busca de inovações tecnológicas para suprir sua necessidade de consumo, quer seja um aparelho eletrônico com múltiplas funções ou o acesso à uma formação acadêmica em um menor período de tempo e de preferência que não nos obrigue a sairmos de casa, como o caso, da modalidade EAD.

Mas, contudo não devemos nos esquecer de sempre primarmos pela segurança, pois as mesmas facilidades que as inovações tecnológicas nos possibilitam veem muitas vezes recheadas de "surpresas" não muito agradáveis, que possibilitam o surgimento de um novo algoz para a sociedade, o crime virtual, em que vários sites de pesquisas enchem os nossos computadores de vírus, malwares e spywares, programas com finalidades maléficas que podem trazer grandes transtornos aos desavisados internautas, que podem resultar desde a perda de dados até as fraudes no mercado financeiro, por isso vai o aviso "se for navegar, então navegue com segurança".

Por isso a insistência de educadores como Paulo Freire (1997) de que venhamos a promover uma educação liberadora, que realmente provoque essa capacidade no aluno, de refletir, de pensar, de criar, não meramente uma educação bancária, meramente informática, a tecnologia veio para viabilizar essa educação, um mecanismo eficaz, pois a tarefa de educar não é uma tarefa fácil e o motivo da faculdade reside no fato de que ela não se resume a algo pronto, regrado, mas pelo contrário, suscita de muitas vivências e de muitos questionamentos novos que exigirão um repensar e recriar contínuo.

E, por fim, as novas tecnologias como suporte na educação como o todo, torna-se um novo paradigma nas escolas públicas municipais e estaduais quiçá nas particulares. Uma vez a educação sinaliza ao campo da Tecnologia para reorganizar a escola e todo seu segmento. E, todos precisam estar consonantes com tal paradigma. Além disso, Educação é um processo por constituir-se de transformações sucessivas e de incertezas na vida das pessoas, por revelar sentidos de incompletude e alteridade. (fonte consultada e citada ao longo do corpo do Texto)
***
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2
Tutorias: Martha Lemos/Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena
Tarefa 3 WIKItarefa alunos UnB
Professor Christus Nóbrega
14/11/09 Pólo Ceilândia-DF (21h35min)

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