quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Memória: Centro de Cultura de Belas Artes no Ceará(CCBA),1941 | SCAP - A Sociedade Cearense de Artes Plásticas(1944)

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

"Aos trinta dias do mês de junho, do ano de mil novecentos e quarenta e um, na Sede do Centro Estudantal Cearense, à rua Floriano Peixoto, n° 133, às 19,30 h, com a presença de quase a totalidade dos pintores residentes em Fortaleza, realizou-se a Sessão de Fundação de um Centro de Cultura de Belas Artes no Ceará. (...)." . IN: A Ata da fundação, segundo Estrigas (1983, p.14).

Já em 1944 o CCBA  desapareceria num "velho prédio" da Intendência (próximo à Praça do Ferreira). E, a 27 de agosto de 1944 é oficializada a fundação da SCAP - A Sociedade Cearense de Artes Plásticas do Ceará.
Nota da foto (transcrição):“O velho prédio da Intendência, onde nasceu a SCAP, num desenho de João Maria Siqueira.” Reprodução minha 2017, (Estrigas 1983, "Registro Iconográfico") 

Informamos, que: 
João Maria Siqueira foi pintor, também professor da SCAP, numa das turmas do Curso Livre de Desenho e Pintura (curso início: 1949 - término: 1953). Lá, Nice Firmeza [In memoriam]-(1921-2013),  tornou-se sua primeira aluna inscrita (1950).  No entanto, em maio de 1953 a SCAP funda noutro espaço, a sua Escola de Belas-Artes.

Visite  Nice Firmeza: http://minimuseufirmeza.org/nice-firmeza

“Praça do Ferreira (atual), vendo-se à direita o belo prédio da Rotisserie (hoje Caixa Econômica), onde também esteve o CCBA (vide depoimento de Barboza Leite) e à esquerda, fazendo diagonal com o primeiro, temos o velho prédio da Intendência (ver depoimento de Barrica), onde esteve a última sede do CCBA e a primeira da SCAP.”. (Nota da foto 2 (acima) -reprodução de livro - Estrigas, 1983; "Registro Iconográfico")

Sinalizamos, então, às palavras do depoimento, o registro seguinte:  
 “(...).  Mantínhamos, na ocasião um atelier no 3º andar do Rotisserie. Havia uma divisão de salas separadas por tabiques que um grupo de estudantes transformara em ‘república’. Era um andar bem agitado pelos rapazes permutando-se coisas e problemas, num arrastar de tamancos pelo assoalho, naquela romaria clássica a um só banheiro no fim do corredor. Um modelo posava para [Antonio] Bandeira e [Mário Carneiro] Baratta. Este, como sempre, ruminando ideias que motivassem o interesse do povo pela pintura. Conversa vai e vem, ele propunha que os artistas fizessem alguma coisa que provocasse impacto, coisas assim como expor os quadros de cabeça para baixo numa sacada do edifício; atravessar a praça do Ferreira com um comboio de jegues carregando cavaletes em vez de cangalhas, e telas em branco, e latas de tinta com as cores derramando-se por cima dos animais, etc. Enfim, um acontecimento insólito que acordasse a consciência de todos para o nosso trabalho, um happening,  como se diz hoje. Vai nisso, entre um traço, uma reflexão  e um descanso para o modelo. Baratta concluía a exposição do seu plano mais ou menos assim: ... ‘dessa forma nós vamos tomar a cidade de assalto’. Aquele negócio de ‘a mata tem olhos e as paredes têm ouvidos’ funcionou direitinho. O cara que fez a denúncia, evidentemente, era um mau caráter. Ouviu o galo, mas não sabia onde. Bandeira, Baratta e o modelo sofreram o constrangimento de algumas horas de detenção e advertência de que não se brinca com palavras. O atelier foi lacrado pela policia, o denunciante deve ter metido o rabo onde convinha, enquanto ação dos artistas era, mais uma vez, interrompida até a evidência de outras teimosias que se seguem.”. Segundo o Pintor Barboza Leite, em subtópico “O Assalto que não Houve”. (Segundo Estrigas 1983 p.91-92; (2a Parte: Artistas Plásticos, (depoimentos)).). Transcrição minha, (grifos nossos; quanto à grafia nome do pintor original do livro). 

Revelamos o (inusitado) depoimento do Pintor Barrica, conjuntamente. Vejamos!  
“Sabemos o que foi o abrigo central em Fortaleza, construído na gestão de Acrísio Moreira da Rocha, ali encostado na velha e legendária rua Pará. Pois bem, foi nesse pitoresco recanto, na prolongação da rua Guilherme Rocha, Praça do Ferreira, esquina com a rua Major Facundo, ponto central de Fortaleza – o Café Emídio e suas vizinhanças: Crisântemo, Café Iracema. A Paraense, Casa Mundlos e o célebre prédio, o último deste quarteirão, esquina  com a rua Floriano Peixoto, a que me refiro neste trabalho – a Intendência. Velho edifício, acima da cúpula o velho relógio que marcava a hora certa daquela gente romântica. Uma fachada com relevos registrava a marca da velha arquitetura, porta larga de carvalho com dobradiças enormes, escadaria e corrimão de jacarandá polido, onde centenas de pessoas subiam diariamente a negócios de interesse público. dos salões mobiliados, com janelas aos quatro lados, se descortina o panorama lindo da Praça do Ferreira  jardinada de verdura e flores, ao lado norte a intensidade de telhados daqueles prédios mais baixos vendo-se o panorama de nossa bela cidade.

Os últimos acontecimentos deste prédio foi a instalação completa do CCBA com móveis, biblioteca, mesas, cadeiras e alguns utensílios de pintura e desenho. Dirigido por alguns pintores comandados por alguns poetas e jornalistas que finalmente não foi avante. Ameaçado pela demolição e o pouco interesse dos associados, o CCBA caiu e finalmente não havia mais nenhuma condição de existir; infelizmente todos os pertences eram da prefeitura; o prédio tornou-se desabitado. Ao lado da porta a cadeira de engraxate do Joca, o mudo, aquele mudo muito típico bodejando para a sua clientela, conversando com os dedos, fazendo gestos e contando histórias. O trânsito era interrompido na calçada; ninguém penetrava para subir as escadas porque as portas eram cerradas e tinha um vigia que morava em cima. Este vigia era corcunda baixo e gordo, responsável por todos os móveis existentes no prédio. Certamente estes móveis seriam divididos para outras repartições do Estado. Acontece que, certa manhã, surpreendido por dois ladrões, um deles disfarçados em presidente do CCBA, atacaram o vigia e fizeram descer tudo que existia no prédio, móveis, cortinas, mesas, estantes, utensílios de desenho, máquina de escrever, relógio de parede, biblioteca, enfim vasculharam tudo, deixando apenas o vigia sozinho sem compreender e pálido de espanto. Lá  em baixo três carroceiros com três carroças puxadas a burro transportaram a bagagem toda para um ignorado local esquina da Praça José de Alencar, altos do Bar Americano. Neste local o CCBA se transformou em SCAP e os dois ladrões até hoje não foram procurados. (...).”. Estrigas, (Artistas Plásticos, p.73-74). Transcrição minha, 2017.

Por fim, “A sede da SCAP, então, era nos altos do prédio de esquina das ruas Guilherme Rocha e General Sampaio. (...).". (Segundo depõe o Pintor Afonso Bruno (1974); segundo, ainda, registra Estrigas, p.81).

Nota da Imagem: 
"Sede, nos altos (foto atual), da SCAP, para onde Barrica e Barboza Leite levaram o acervo da sociedade quando da demolição do prédio da Intendência" [que era nas proximidades de Praça do Ferreira].   

Fonte consultada: Estrigas (Nilo de Brito Firmeza). "A Fase Renovadora na Arte Cearense". Fortaleza, Edições Universidade Federal do Ceará, 1983 (136p.).                                                                                                                                                                                                                                                                                                         ***                                                                                                          Fotorreprodução minha, (2017)

















Foto 3 - Crédito (Arquivo Nirez): publicada em 9 de dezembro de 2016, por J Pinheiro Júnior‎ (Fortaleza Antiga) - Sob o enfoque:"Praça do Ferreira, vendo-se o belo Palacete Ceará em 1925" -Facebook (grupo Fortaleza Antiga. Acesso como membro, em: jan.:2017): montagem aqui, nosso contexto. 
  











  


(Foto3 -tamanho original) J Pinheiro Júnior‎ -Facebook (grupo Fortaleza Antiga). Arquivo Nirez

Vide vários registros Imagem do prédio em:
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(Visite  Nice Firmeza: http://minimuseufirmeza.org/nice-firmeza)


                                      Biografias Breves
(Copyright\fotoMINIMUSEU FIRMEZA)
Barbosa Leite
Francisco Barbosa Leite (Uruoca/CE, 1920 – Duque de Caxias/RJ, 1996)
Gravador, pintor, professor e ensaísta. Participou dos Salões Cearenses de Pintura, organizados pelo Centro Cultural de Belas Artes (CCBA), sendo premiado diversas vezes. Estudou gravura com Henrique Oswald e Oswaldo Goeldi. Foi um dos fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), em Fortaleza (CE). Em 1949, publicou “Esquema da Pintura no Ceará”. Em 1952, foi residir em Duque de Caxias (RJ), onde se tornou professor na Escola Normal Santo Antônio e coordenador da Escolinha de Arte da Fundação Álvaro Alberto. Em 1952, ajudou a organizar a mais importante exposição de artes plásticas até então realizada na cidade, que contou com a participação de trabalhos de artistas como Antônio Bandeira, Goeldi, Bruno Giordi, Inimá, Ana Letícia e Iberê Camargo. No ano de 1967 colaborou com Laís Costa Velho na criação do Teatro Municipal Armando Melo, o primeiro teatro da cidade de Duque de Caxias (RJ). Fonte: http://minimuseufirmeza.org/artista/francisco-barbosa-leite (acesso janeiro de 2017).


(Copyright\fotoMINIMUSEU FIRMEZA)
Barrica
Guilherme Clidenor de Moura Capibaribe
(Juazeiro do Norte/CE, 1908 - Fortaleza/CE, 1993)
Desenhista, pintor e ceramista, iniciou-se nas artes plásticas em 1923, recebendo posteriormente aulas de pintura de Gérson Faria. Expôs individualmente mais de uma centena de vezes, destacando-se as mostras realizadas no Instituto Brasil-EUA (CE), em 1948; no Museu de Arte da UFC – MAUC (CE), em 1963 e 1982; na Galeria Copacabana Arte (RJ), em 1958, 1959 e 1960; na Galeria Coleccio (SP), em 1971; na Galeria Renot (SP), em 1981; e no Estado de Michigan (EUA), em 1984. Em 1941, Barrica esteve entre os fundadores do Centro Cultural de Belas Artes (CCBA) e, em 1944, entre os fundadores da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Participou ainda do Salão de Abril, em Fortaleza (CE), nos anos de 1946, 1947, 1948, 1950, 1951, 1953 e 1958, fazendo jus à Menção Honrosa que recebeu nos anos de 1951 e 1953. Fonte: http://minimuseufirmeza.org/artista/barrica (acesso: janeiro de 2017).

(Copyright\fotoMINIMUSEU FIRMEZA)
Mário Baratta
Mário Carneiro Baratta (Rio de Janeiro/RJ, 1915 - 1983)
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e transferiu-se para Fortaleza (CE), em 1932, onde estabeleceu amizade com a classe artística e com a intelectualidade local. Participou da fundação do Centro Cultural de Belas Artes (CCBA), em 1941, a primeira instituição dedicada às artes plásticas do Estado do Ceará, na qual foi o maior agente catalisador e ideólogo, sendo também o primeiro diretor da instituição. Participou também da fundação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), em 1944, na qual chegou a presidir. Participou do I, II e III Salões Cearenses de Pintura, realizados pelo CCBA, em 1941, 1942 e 1944. Também participou da Exposição “Pinturas de Guerra”, primeiro evento criado pela SCAP. Participou ainda dos I, II, X, XIV, XX, XXIII, XXV e XXVIII Salões de Abril realizados em Fortaleza (CE), entre os anos de 1943 e 1978. Fonte: http://minimuseufirmeza.org/artista/mario-baratta   (acesso: janeiro de 2017).

(Copyright\fotoMINIMUSEU FIRMEZA)
 Estrigas
Nilo de Brito Firmeza (Fortaleza/CE, 1919 – 2014)

Artista plástico, crítico de arte e historiador. Iniciou-se nas artes plásticas como aluno do Curso Livre de Desenho e Pintura, em 1950, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), da qual foi presidente em 1953. Participou do VIII Salão de Abril, em 1952, e do I e II Salão dos Novos, em 1952 e 1953, sendo premiado neste último ano. Em 1954, concorre ao X Salão de Abril, no qual lhe foi conferida a Medalha de Prata. Participa, desde então, de quase todos os Salões de Abril até 1975, quando expõe em Sala Especial; e ainda do III Salão dos Independentes (CE), em 1954; Arte Concreta (CE), em 1957; Arte de Vanguarda (Fortaleza-CE, 1960); Mostra Inaugural do Museu de Arte da UFC (CE), em 1961; A Paisagem Cearense (CE), em 1963; I Salão de Artes Plásticas do Ceará (CE), em 1967; e outros mais. Expõe, ainda, no I Salão dos Jornalistas (RJ), em 1960; no XXIV e XXV Salões Paulistas de Belas Artes (SP), 1959/1961 – fazendo jus à Medalha de Bronze, em 1959; e no Panorama da Arte Atual Brasileira (SP), em 1976. Escreve sobre arte em jornais, revistas e catálogos. Teve participação em inúmeros juris de seleção e premiação de salões de arte em Fortaleza (CE). É autor de vários livros sobre arte e ilustrou vários outros de autores cearenses. Fundou e manteve, com a pintora Nice Firmeza, o MiniMuseu Firmeza, um espaço cultural, artístico e ecológico e centro de pesquisa de arte do Ceará, na casa e no sítio onde residiam. Doou vinte e duas obras de Aldemir Martins, dentre gravuras e desenhos, ao Museu de Arte da UFC (MAUC). É verbete, dentre outros, no “Dicionário das Artes Plásticas no Brasil”, de Roberto Pontual, e no “Dicionário Crítico de Pintura no Brasil”, de José Roberto Teixeira Leite. Fez sua última exposição no SESC Fortaleza, em 2014, aos 95 anos. Fonte: http://minimuseufirmeza.org/artista/estrigas (acesso: janeiro de 2017).


Antonio Bandeira (Fortaleza CE 1922 - Paris, França 1967), em: http://institutoantoniobandeira.com.br

Afonso Lopes Gonçalves (Fortaleza/CE, 1918 – 2000) em: http://minimuseufirmeza.org/artista/afonso-lopes



João Maria Siqueira (Pacatuba/CE, 1917 - Fortaleza/CE, 1997) em: http://minimuseufirmeza.org/artista/joao-maria-siqueira

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sábado, 26 de novembro de 2016

QUE O FOTÓGRAFO RISQUE, PINTE, QUE SUJE E BORRE A SUA FOTO; CONTANDO QUE NINGUÉM FAÇA NADA IGUAL

(Transcrição elaborada por Lúcio Leonn, 2016)

De 1890 a 1914, um movimento de fotógrafos europeus dominou a história da fotografia. Eram todos amadores, e foram os primeiros a afirmar que a fotografia é uma arte. 

(Artigo de Antônio Carlos Rodrigues (publicado, igualmente, na “Revista de Fotografia”, junho de 1971).)

Uma exposição da Sociedade Francesa de Fotografia de Paris,chamou a atenção recentemente para um movimento fotográfico do início do século, que estava quase esquecido o Pictorialismo. A fase de ouro do movimento durou 25 anos, 1890 a 1914. A exposição realizada em Paris foi dedicada às obras de dois maiores nomes do Pictorialismo, os franceses Robert Demachy e C. Puyo.
No fim do século passado, o entusiasmo pela descoberta da fotografia já tinha passado, e seu desenvolvimento como arte estava praticamente paralisado. A fotografia já tinha sido incorporada a vida de quase todo o mundo, era considerada um “trabalho” como outro qualquer. Enquanto as artes plásticas passavam por verdadeira revolução– lançando os nomes hoje célebres de Matisse, Picasso, Braque, Mondrian, Modigliani – a fotografia não passava de “uma técnica cientifica de reprodução da realidade, sem o menor  valor estético.
Contra isso surgiu o movimento pictorialista. Em 1891, no Clube da Câmera de Viena, Áustria, seus organizadores criaram o primeiro “caso”. Selecionaram para uma exposição de fotografias apenas as obras “com valor artístico”, sem ligar às suas características técnicas. Essa atitude chamou a atenção para um grupo de fotógrafos que se apresentavam como “artista”, e que se recusavam o princípio de que a fotografia não era uma arte. Tentavam assim estabelecer uma diferença entre êles e os fotógrafos profissionais, que “tinham transformado a fotografia em pura mercadoria”.
Na verdade, o pictorialismo foi uma reação de amadores ricos contra aquêles que começavam a fazer da fotografia um meio de ganhar a vida. Isso explica em parte porque o movimento caiu no esquecimento e foi logo considerado como representante de uma tendência negativa e retrógrada.  Mas o pictorialismo teve um mérito: seus organizadores foram os primeiros na história que tentaram elevar a fotografia ao nível de arte.
Sua lei fundamental pode ser esta: a fotografia é uma arte, e segue as tendências dominantes na pintura, na literatura, na música. Tècnicamente, o movimento tendia a negar as características próprias da fotografia. Para Robert Demachy, um dos fundadores:
“A obra de arte não está no motivo, mas na maneira de mostrá-lo”. “Que o amador se sirva do óleo, da goma ou da platina; que êle passe uma camada de pintura em seu clichê; ou que o risque com uma ponta de ferro; isso não me faz a menor diferença, desde que êle me mostre uma imagem que seu vizinho não possa fazer igual. Não digo isso em relação à composição ou à disposição de seu motivo, mas na maneira de traduzi-lo em sua linguagem própria”.
No início do século, o pictorialismo já era um movimento coerente e firme. Mas o academismo acabou por matá-lo, na época em que começava a primeira guerra mundial. Não havia mais seguidores do movimento.
A recente exposição de Paris mostrou que, apesar de ter sido um movimento estéril para o desenvolvimento da fotografia, o pictorialismo tem muito que ver com a arte.

Fonte consultada:
AUGUSTO RODRIGUES (editor); Que o fotógrafo risque, pinte, que suje e borre a sua foto; contando que ninguém faça nada igual. Artigo de Antônio Carlos Rodrigues (publicado na “Revista de Fotografia”, junho de 1971) – Jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 6, p.16 jun. 1971. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena – Lúcio Leonn.
 .
[“Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original no Jornal Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 6, p.16 jun. 1971". ], Lúcio Leonn.

Contextualização [Lúcio José de AzevêdoLucena(Org.)-Lúcio Leonn]
(...)

Sobre uma atriz de Hollywood: OLIVIA DE HAVILLAND -(Jornal O Grilo –Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves-RJ)

 Por Newton Godman, 1950.
LEONN, LÚCIO. Foto de Olivia de Havilland, (Newton Godman: Cinema - Sobre uma atriz de Hollywood) – Periódico: Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.6, abr./mai. 1950. 1 fot., p&b, reprodução/coloração minha.

(Cinema) - Sobre uma atriz de Hollywood

Por Newton Godman
(Transcrição elaborada por Lúcio Leonn, 2016)


Hollywood acha-se em franca decadência. Os filmes franceses, ingleses, italianos, estão batendo longe todos os filmes provenientes da Meca do cinema.

Os atores e atrizes já estão velhos e passados... As comédias são bobas e convencionais... Os dramas exagerados e repetidos, mas no meio de tanta mediocridade surge uma artista que é realmente uma artista. Não é Bette Davis, Paullete Godard, Joan Crawford ou Rosalind Russel.
É OLIVIA DE HAVILLAND.

Olivia de Havilland é uma atriz razoável até 1940. Irmã de Joan Fontaine que naquela época triunfara no cinema. Olivia aliada à sua simpatia filmou a PORTA DE OURO. A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas escalou-a para um Oscar, que foi parar às mãos de Joan Fontaine por sua interpretação em SÓ RESTA UMA LÁGRIMA.

Só em 1949 Olivia de Havilland veio a conseguir o ambicioso Oscar por sua interpretação em SÓ RESTA UMA LÁGRIMA.

Imediatamente, os produtores de Hollywood perceberam quêm era aquela moça tímida e até que ponto podia chegar.

Olivia satisfeita com seu Oscar, pediu ao produtor Anatole Litvak que se filmasse a COVA DAS SERPENTES, a chamasse para fazer o papel de Virgínia.

Mas Darryl F. Zanuck achou que Olivia não era a pessoa indicada para o papel. Chamaram Ann Baxter outra surpreendente atriz, que se recusou. Olivia insistiu no seu pedido e o primeiro test dissipou tôdas as dúvidas de Darryl.

A Universal resolveu então filmar um caso de psiquiatria. Convidaram Olivia para o papel das gêmeas Terry e Ruth. Olivia mostrou então uma série de expressões que dificilmente poderiam ser repetidas.
Tudo indica que um Oscar iria tombar novamente em suas mãos. No entanto Lorreta Young conseguiu o prêmio deixando sua amiga Rosalind Russel desesperada.

A filmagem de A COVA DAS SERPENTES foi adiada mais um dia Miss de Havilland começou a filmar, filmar, filmar (pois ela aparece em quase tôdas as cenas). Aí então surgiu um escritor chamado Marcus Godrich e Olivia que até aquela data se havia mantido solteira, casou-se.

O Oscar da Academia foi entregue a Jane Wymar por sua interpretação em BELINDA. Tôdos viram a grosseria da decisão, pois Olivia dera ao filme uma interpretação inigualável.

Então a Paramount retornou sua artista para fazer com ela o filme TARDE DEMAIS, e, finalmente, em 1950, Livie recebeu o seu 2º Oscar.

Nêste seu último filme ela interpreta o papel de uma moça feia que tem segundo seu pai, um mérito que apaga todos os outros: trinta mil dólares.

Um simpático rapaz resolveu aproveitar-se da inexperiente rapariga e faz-lhe juras de amor. Mas o pai deu o “contra” e o rapaz sumiu.

Por essa interpretação ela não só conseguiu o Oscar como também um prêmio da Associação dos Críticos Cinematográficos pela segunda vez, a COVA DAS SERPENTES valera-lhe já esse prêmio, ambicionado por tôdas as artistas, e outro no festival de Cannes por sua magnífica “performance”.

Olivia é sem dúvida uma mulher feliz. Tem um filho muitos prêmios e um marido que tanto demorou a achar.

Que mais poderia ela esperar? 

Fonte consultada: 
RODRIGUES, AUGUSTO. Newton Godman: Cinema - Sobre uma atriz de Hollywood – Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.6, abr./mai. 1950. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.

[“Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original no Jornal O Grilo | Década de publicação (1950)”], Lúcio Leonn. 

Contextualização minha:
1. Segundo Newton Godman,– (ainda, linhas abaixo de seu texto: sobre uma atriz de Hollywood) – escreveu em sua coluna (Pingos), os seguintes registros (1950, p.6): 
– “Olivia de Havilland notável artista, deu-nos uma bela interpretação em “Tarde Demais’.;
–As telas da cidade andam muito pobres, mas com a reprise do ‘E o vento levou’ os fans de Vivien Leigh terão oportunidade de revê-la nos bons tempos de M.G.M.;
–No dia 1 de maio tivemos a auspiciosa estréia do filme ‘Tarde Demais’, de William Wyles com Olivia de Havilland;
(...) ".

3. A porta de ouro (“Hold Back the Dawn”, 1941); Só resta uma lágrima (“To Each His Own”, 1946) e Tarde demais (“The Heiress”, 1949); A cova da serpente (“The Snake Pit”, 1948); ...E o Vento Levou (“Gone with the Wind”, 1939);

4. Nome completo: Newton Augusto Godman. Godman em seu texto de 1950 nos perguntava: que mais poderia ela (Olivia de Havilland) esperar? Respondemos aqui. – Ter completado 100 anos (de idade) em 2016.

5. Destaco especialmente (às crianças), na época, aos escritos no Jornal O Grilo –– Jornal da Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves: Iréne Landau e Newton Augusto Goldman.
Igualmente,  "Na reunião em que se consideram fundada a Biblioteca [de Arte, (1950)] fez-se a eleição por voto secreto para os cargos de bibliotecários. Foram eleitos Iréne Landau e Newton Augusto Goldman" (In: Biblioteca de Arte – Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.5, abr./mai. 1950, (segundo AUGUSTO RODRIGUES (1950): segundo LUCENA, 2016.).

"Biblioteca de Arte" - Jornal O Grilo (1950): Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves/RJ.

LEONN, LÚCIO. Desenho de Nils – (Ilustração para o texto "Biblioteca de Arte") – Periódico: Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.5, abr./mai. 1950. 1 fot., p&b, reprodução/coloração minha.
Biblioteca de Arte 
(Transcrição elaborada por Lúcio Leonn, 2016)

Nossa Escolinha possui também uma biblioteca de Arte. Eis o seu histórico:
Há mais ou menos um ano fizemos uma visita à Biblioteca Nacional, e que foi seguida de muitas outras.

Ficamos maravilhados com a secção de livros sôbre arte. Creio que foi isto o que mais nos impeliu a fazer nossa biblioteca, uma biblioteca sómente sôbre arte.

No começo apenas possuímos livros sôbre pintura, mas compreendemos que a arte não é sómente pintura, abrange inúmeras outras coisas. Hoje temos a “História, de um tomate”, que não deixa de ser um livro artístico.
A Biblioteca que já está muito bem organizada, acha-se em vias de melhoramento. Pensamos fazer uma vez por semana uma reunião na qual discutiremos livros a serem adquiridos de interesses da Biblioteca e faremos leitura em voz alta assim como traduções. Pensamos fazer um fichário com as opiniões de tais pessoas sôbre tais e tais livros que será muito interessante.
Eis o Regulamento de nossa biblioteca:
1) Será solicitada a orientação técnica dos funcionários da Biblioteca Castro Alves.
2) A biblioteca será mantida pela contribuição dos sócios adultos que quiserem colaborar. A contribuição será de Cr$ 3,00 mensais.
3) Serão sócios todos os alunos da Escolinha que o solicitarem.
4) Os sócios poderão retirar um livro de cada vez pelo período de 10 dias Esgotado êsse prazo será o livro devolvido devendo ficar na Biblioteca 2 dias, passados os quais poderá ser renovado o empréstimo, caso o livro não esteja pedido por outro leitor. 
5) O sócio que não devolver o livro dentro do prazo marcado pagará multa de Cr$50 (cinquenta centavos), por dia de atraso.
6) O sócio que extraviar um volume pagará a importância correspondente ao preço do livro. 
7) Os sócios poderão sugerir a compra de livros, encaminhando as sugestões à direção da Escolinha.
8) Cabe à direção da Escolinha a compra de livros.
9) A Biblioteca ficará aos cuidados de dois bibliotecários menores de 10 anos, eleitos entre alunos maiores de 10 anos. 
10) Aos bibliotecários caberá zelar pela execução das normas que se estabelecerem nesta reunião, pela conservação e agendamento da biblioteca, bem como representar e defender a opinião e os interesses de todos os sócios no que se refere a consultas; empréstimos, sugestões de compras, etc.
Material necessário à Biblioteca:
1 livro de acervo 
1 livro Caixa 
1 livro de Normas e de registro de sócios.
Na reunião em que se consideram fundada a Biblioteca fez-se a eleição por voto secreto para os cargos de bibliotecários.
Foram eleitos Iréne Landau e Newton Augusto Goldman.
No próximo mês de junho realiza-se-à nova eleição.

Fonte consultada: 
RODRIGUES, AUGUSTO (editor). Biblioteca de Arte – Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.5, abr./mai. 1950. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.

[“Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original no Jornal O Grilo | Década de publicação (1950) ”], Lúcio Leonn.

Leia também:
((Memória)) - Iréne Landau (1950): A Morte de Nijinsky, (Jornal O Grilo ––Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves-RJ). Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2016/07/irene-landau-1950-morte-de-nijinsky_12.html

Sobre uma atriz de Hollywood (Por Newton Godman, 1950): OLIVIA DE HAVILLAND - (Jornal O Grilo –Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves-RJ) Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2016/11/sobre-uma-atriz-de-hollywood-olivia-de.html



domingo, 21 de agosto de 2016

“Oficina de Teatro de Improvisação” - 12 e 13 de abril de 2016 - ministrada pela diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra.

Por Lúcio Leonn 

A Casa de Cultura Alemã (CCA) da Universidade Federal do Ceará traz a Fortaleza (CE-Brasil) a conceituada diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra.

“A Liberdade é sinônimo para toda cena [não]-imaginária em ação [des]contínua de tempo-espaço: o devir-cênico” (Lúcio Leonn – “Oficina de Teatro de Improvisação com atriz e diretora alemã Christiane Mudra” – Fortaleza-Ce (Brasil): abril, 2016).

(Divulgação site da UFC)
A atriz e diretora Christiane Mudra tornou-se conhecida com os filmes Nie gesagte Dinge (2009), Love kills (2008) e Roulette (2013). Recentemente, lançou Wir waren nie Weg (2015).

A Oficina de Teatro de Improvisação tornou-se ação sociocultural e artística graças a Coordenadoria Cultural da Casa de Cultura Alemã (CCA), tendo à frente, a Professora Visitante (UFC) Dra. Hanna Knapp (DAAD-Lektorin Fortaleza) DAAD BR, à quem agradecemos tal iniciativa.  E, Charlotte Koch, como assistente Cultural da Casa de Cultura Alemã. E, seus registros em fotos – Oficina.

“Oficina de Teatro de Improvisação” - ministrada pela diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra. Realizada em parceria no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno – UFC, dias 12 e 13 de abril de 2016, das 9 às 17 horas (intervalo entre as 12 e 14 horas). As Inscrições encerraram em 7 de abril, com VAGAS LIMITADAS.

Todos os candidatos admitidos na oficina: teatro de improvisação inscreveram-se mediante prévia inscrição, com direito no final à CERTIFICAÇÃO (12h/aula).

Uma programação realizada pela Casa de Cultura Alemã, em parceria com o Instituto Goethe, que incluiu ainda dia 14\04-2016, (19h); um bate-papo com a atriz e o público, (acerca de seu trabalho teatral: o Teatro Investigativo). Realizado na Sala Interarte da Casa (Av. da Universidade, 1783, Benfica, Um convite realizado igualmente, pela Casa de Cultura Alemã da UFC.  Eventos gratuitos e abertos ao público.

A OFICINA  – Breve Resumo
“Uma das melhores aulas de TEATRO da minha vida!!! Obrigada a todos pelo aprendizado!!! [...].”. – (Ressalta Mai Puig, seguindo seu depoimento pessoal em rede social, 15.04.2016.)
“Oficina de Teatro de Improvisação” com atriz e diretora alemã Christiane Mudra (centro) - Imagem adaptada\coloração em reprodução, a partir da foto original de Jean Claude — (À esquerda, em pé) alunos-atores e atrizes: Aline Campelo, Zerivaldo Beserra, Milene Pimentel, Evan Teixeira, Riane Aguiar, Mai Puig, Clara Monteiro, Christiane Mudra (atriz, diretora e ministrante da Oficina), Alexandre Holanda, Yuri Morais (intérprete), Ingrid Falcão e Rosimeiry de Melo. À direita(sentados) alunas-atrizes e atores: Marcus Martins, Juliana Brasil, Bio Falcão, Thiago Camelo, Carla Heliany Moreira Tavares, Lúcio Leonn, Manuela Crisóstomo e Jean Claude.  
Enumerei abaixo, palavras-chave¹ ao aluno-ator\atriz edificados pela atriz de teatro alemã Christiane Mudra, durante a realização da  “Oficina de Teatro de Improvisação”, em cena\exercícios.
 O nosso palco: Teatro Universitário - Paschoal Carlos Magno (imagem minha)
¹Palavras-chave: 
1. Entusiasmo\vontade\espontaneidade\liberdade de espírito individual\generosidade\ludicidade\solidariedade em grupo (pares/trio/mediação por Christiane Mudra);
2.      Sentimentos (emoções puras);
3.      O Outro participante (ator\atriz jogador\a): a cena;
4.      O fazer (fisicalização): dupla\trio\ grupo etc.;
5.      A ação (física) – devir (invocação de uma ausência);
6.      Regras estabelecidas, ou não, - (circunstâncias dadas (re/criada) pelos jogadores atores ou uso indicativo pela facilitadora Christiane Mudra ou situação re\criada em improvisação\interpretação pelos atores jogadores);
7.      A plateia (espectador; ator jogador\público (in)visível);
8.      O GESTUS, sob o conceito do dramaturgo Bertolt Brecht;
9.      Distanciamento=Verfremdung;
10.  “Liberdade” é palavra sinônima para toda a cena. 

Participaram da referida oficina, os seguintes alunos-atores e atrizes:
1.         Aline Campelo
2.         Alexandre Holanda
3.         Bio Falcão
4.         Carla Heliany Moreira Tavares
5.                   Clara Monteiro
6.                   Evan Teixeira
7.                   Juliana Brasil
8.                   Jean Claude
9.                   Ingrid Falcão
10.               Lucas Alexande
11.  Lúcio Leonn
12.  Loyd Dias
13.  Manuela Crisóstomo
14.               Marcus Martins
15.               Marla Gomes Lima
16.               Mai Puig
17.               Milene Pimentel
18.    Riane Aguiar
19.    Rosimeiry de Melo
20.    Thiago Camelo
21.    Zerivaldo Beserra.
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes em exercícios  direcionados / livres em interpretação e improvisação pelo espaço cênico, individual. 

(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): aluno-atores:  Lúcio Leonn e Mai Puig em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual – ponto de partida e sequência criativa: ação física\personagens.

*Agradecemos ao empenho e talento à tradução simultânea e à experiência, também, de Yuri Morais, o Intérprete na Oficina de Teatro de Improvisação.
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual -  ponto de partida e sequência criativa: ação física\ personagens.


(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores Alexandre Holanda e Jean Claude em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual -  ponto de partida e sequência criativa: ação física\ personagens.

(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): alunas-atrizes Carla Heliany Moreira Tavares (D) e  Clara Monteiro (E) exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação fisica.





Palavras-chave¹ acima, são princípios ou abordagens norteadoras que devem ser seguidos, em busca do fazer teatral  - ACONTECER – Eventuar – AGIR – improvisar...

Sim!
Ótimo!

Alguns: a) b) c) abaixo, 
- Jogos teatrais \ (dramáticos) utilizados durante a Oficina 
de Teatro de Improvisação, evidenciados!

Em busca de  uma consciência
pessoal e artística
original

Sempre, dizer: “Sim”

Escutar: “Bem”

Spit! 
Spot!
Super
SENTIMENTOS!
Liberdade
a) "Jogo/Exercício de Concentração / Aquecimento Corporal e Grupal" - Todos em círculo. Define-se quem deve começar e para qual lado. Ao som da palma (dar), individualmente, o participante que comanda olha nos olhos para o participante que está a seu lado. Por meio da visão (simultaneamente, som e olhos). Do participante, que recebeu o comando, observa e recebe (olhadela e som) e,  encaminhar para o Outro a mesma ação e para mais outro em círculo. Segue sucessivamente até que, o facilitador\participantes proponha(m) aumentar gradativamente, o ritmo de palmas e a possibilidade de direção da ação e do movimento em conjunto ou de surgir à espontaneidade e fluência do exercício em grupo.

Para que jogá-lo? Estimular a concentração individual/grupal e criar contato e clima de confiança.

Descrição detalhada: Pede-se aos participantes que formem um círculo. Designa-se quem deve começar e qual lado do direcionamento da ação deve começar (lado direito ou esquerdo do participante). No decorrer do jogo, os participantes podem encaminhar de forma in\direta suas ações em bater palmas e as ações permanecem em conjunto. O ritmo acelerado, lento sustentado. Procura-se fruir atitudes, de: atenção / concentração / percepção.

Elementos do jogo: ação/ritmo/som. Noção de espaço e direção direcionada: direto (esquerda e direita) e in\direto(centro/esquerda/direita). Há definição oculta em verbos: dar e receber (bater palmas: som= fluência}. Utilização de sentidos:visual/auditivo\etc.(fonte:http://notasdator.blogspot.com.br/2009/10/jogos-dramaticos-e-teatrais-conceito.html)
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): a atenciosa plateia no decorrer da “Oficina de Teatro de Improvisação” –as seguintes alunas-atrizes\atores: Evan Teixeira, Clara Monteiro, Manuela Crisóstomo, Zerivaldo Beserra, Carla Heliany Moreira Tavares, Jean Claude, Riane Aguiar,  Rosimeiry de Melo, Milene Pimentel e Ingrid Falcão. 
b) "Jogo de Atitudes" - A partir de uma posição neutra (confortável, braços ao longo do corpo, andando etc ...) de descontração, à qual deve sempre o participante regressar; o grupo terá de reagir aos comandos do participante\facilitador (sob a forma de um a só palavra, ou frase extraída de um jornal, de uma história contada, de um texto (diálogo) teatral, de uma música, ou simplesmente inventada). Os participantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva até receber a ordem de voltar à posição neutra. Exemplos de comandos: magia, silêncio, feitiço, espera, brincadeira, música, tempestade, velhice, fome, medo, despertar, vaidade, trecho de uma peça.

Para que jogá-lo? Buscar a reação coletiva e a criatividade em rapidez e de comando.

Descrição detalhada: O grupo terá de reagir aos comandos do facilitador\participantes. Os integrantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva\ em dupla e\ou individual até receber a ordem de voltar à posição neutra.  (fonte: idem, acima)

c) ²Jogo "Palavra-texto-imagem cênica – a construção de uma fábula" ou "Cenas-palavra ou palavras-cênicas"  -  Realizei tal improvisação (situação dada: “Uma criança perdida e ferida numa Floresta”), a partir desse jogo .

 – Um ator narra em 1ª pessoa sua ação, em seguida as demais pessoas: três atores projetam as palavras (texto), ao do ator narrador.

Para que jogá-lo? Estimular a função do ator [rapsodo] – a tomar consciência e percepção corporal – por que faz e, para quem faz tal ação física: ou tornar sua ação critica (verossímil) e direcionada (o fazer). As palavras projetadas ao ator-narrador vão se incorporando ao jogo cênico, ao mesmo tempo, a corporificação e a entrada de “novas” cena-palavras ou palavras-cena, (introduzem uma imagem\palavra\texto) espontaneamente, – evocam o inter/cambiar; a buscar; o desenrolar – instaurar o in/usitado – o devir – o circunstancial, sempre, em 1ª pessoa.

Descrição detalhada: quatro atores-alunos jogadores. Um ator-jogador narra uma ação em 1ª pessoa, enquanto três atores-jogadores projetam uma palavra, simultaneamente, ao ator do centro da ação. Antes, se define um tema [(nó) \ texto – circunstâncias dadas] comum acordo no grupo para ser jogado em transitoriedade. Os três atores-jogadores operam em seu espaço pessoal, (periférico da cena); projetar sua palavra\texto em audição. Repito: projetam suas palavras em demanda de movimento da ação física\vozes: cena do primeiro ator, em movimento de criação.

Elementos do jogo: Ação - a partir da improvisação ou jogo teatral (dramático). Palavras-texto (des)\conexos que, o ator da cena deve incorporar a sua ação iniciada ou fala (antes, por ele)  em 1ª pessoa  e/ou junto à sua ação física (situação definida, anterior, ao jogo pelo grupo). Ou seja, Uma plateia in/visível deve ser definida pelo ator partícipe da cena\ação. Os três atores-condutores participam da ação por intermédio da palavra (vozes) enunciada por eles, somente. Não se sujeitam nem adentram a cena do primeiro ator, O ATOR RAPSODO (este intérprete, não deve sair do Foco (problemas a ser solucionados, advindos de palavras-texto por intermédio da palavra (vozes) de três atores condutores).).  
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes em exercícios  direcionados / livres em interpretação e improvisação pelo espaço cênico, individual.
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(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes Clara Monteiro e Bio Falcão em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual.
Intervalo-Pausa\ imagem minha
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¹Informação retirada do meu arquivo pessoal/memórias de ator. Transcrição oral.


²Denominação dada por mim, ao jogo vivenciado, a partir de experiências e memórias minhas nesse Jogo (situação dada pela facilitadora: “Uma criança perdida e ferida numa Floresta”) - “Oficina Teatro de Improvisação”, com atriz e diretora alemã Christiane Mudra, abril de 2016. Transcrição oral.
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  • Adiante, breve exercício de escrita – olhar investigativo acerca do Teatro de Improvisação – articulações entre a Teoria|Prática – base para conhecê-lo|fazer – seguir seus pensamentos, a partir da Oficina de Teatro sobre o tema Improvisação. Texto disponível, em:

  • Em resumo- Vídeos da Oficina serão postados!