
And the smoke? "The smoke which comes from their clothes & mouths is what they say to each other." (Mats Ek)
“Smoke”, dividida em quatro partes (o classificarei), assim:
teatro, música, dança, artes visuais, proposições, biografias,resenhas,cursos meus\artigos, arte-educação... memórias.... cultura popular... Exercícios de escrita sobre: [Ou que os textos têm a dizer, após ler?] [Copyright©] 2007-2021*: proibida reprodução parcial/total de textos e/ou FOTOS sem prévia autorização do autor. (contatos>luciounb@gmail.com<).

O título acima,Trata de uma das questões fundamentais que a autora indaga para entendermos a Arte e suas interfaces hoje. Ao mesmo instante, acena para a reflexão e à compreensão da comunicação aliada a uma nova estética em emersão. Por outro rumo, faz-se entre as comunicações e as artes; seguem caminhos ou encontros confluentes ou, possíveis. Assim, sinalizam-se em Um deles quando, “os artistas foram se apropriando sem reserva desses meios para as suas criações”, pontua Santaella,(p.13).
Que caminhos interatuantes as comunicações e as artes vieram percorrendo, especialmente, no último século e meio, desde que o campo das comunicações passou ocupar lugar cada vez mais dilatado nas culturas das sociedades industriais e pós-industriais? Que consequências a revolução tecnológica trouxe a partir da invenção da fotografia? Quais foram as reações dos artistas diante da hegemonia dos meios de comunicação? Que apropriações e usos os meios de comunicação têm feitos da arte? Que papéis sociais vitais a arte pode desempenhar na ambiência cultural das mídias? Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (São perguntas relevantes, que a autora nos faz.)
O livro (índice) traz ainda, os seguintes pontos discursivos:
-Introdução
1. Pontos e partida para reflexão
2. As afinidades & atritos entre a fotografia a arte
3. O cinema experimental & o cinema como arte
4. A arte & a industrialização da cultura
5. As mídias & as imagens artísticas
6. A pós-modernidade & a desterritorialização da cultura
7. O video & as artes
8. A comunicação digital & as artes interativas
Tanto que, em breve compreensão de leitura, escolho dois tópicos que, transcrevo aqui abaixo:
“(...) a manipulação computacional da imagem ou processamento da imagem implica o poder do computador para produzir mudanças até mesmo em imagens que não foram originalmente criadas dentro dele. Assim, imagens previamente existentes, como fotos, reproduções fotográficas, filmes e vídeos, são digitalmente armazenados no computador para serem trabalhadas em uma multiplicidade de modos possíveis, desde a edição e intensificação da cor até a indetectável adição, rearranjo, substituição ou remoção de certos traços ou partes da figura.” (As afinidades & atritos entre fotografia e arte, p.48.)
Por fim:
“O vídeo também produz uma sensação de intimidade e de extensão do gesto do artista, uma gestualidade até então associada à pintura, especialmente ao expressionismo abstrato na sua ênfase do ato físico de pintar. Com o vídeo, o gesto do artista podia ser registrado e seu corpo observado no próprio ato de criar. Esse foi um outro fator responsável pela entronização relativamente rápida do vídeo nos ambientes artísticos. Um fator adicional para isso encontrava-se ainda no uso do monitor como uma escultura.” (O vídeo & as artes, p.54)
PALAVRAS-CHAVE:
Arte/Arte Visuais/Técnica/Religião/Filosofia/Natureza/Humano/Finalidades & Função da Arte/Indústria Cultural/Cultura de Massa/Os Meios de Comunicação\ Cinema/Televisão/Educação/Tecnologias Midiáticas/Pós-Modernidade/ Industrialização da Cultura/Hipertexto /Matemática/ETC.
Sobre a autora:
Lucia Santaella é professora titular da PUCSP com doutoramento em Teoria Literária na PUCSP em 1973 e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP em 1993. É Diretora do CIMID, Centro de Investigação em Mídias Digitais, da PUCSP e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos (Grupo de pesquisa cadastrado no CNPq). Coordenou o lado brasileiro do projeto de pesquisa Probral (Brasil-Alemanha/Capes-DAAD, 2000-2003) sobre relações entre palavra e imagem nas mídias. Coordenou ainda três outros projetos de pesquisa coletiva de grande porte: “ Imagens Técnicas: do mundo industrial-mecânico ao eletrônico-pós-industrial”, convênio PUC/SP-FINEP, 1989-1991; o projeto de pesquisa temático sobre “O Advento de Novas Tecnologias e Novas Gramáticas da Sonoridade”, financiado pela FAPESP, de 1992 a 1995; o projeto coletivo, modalidade multiusuários, “Produção e Difusão da Pesquisa Científica na Era Digital”, financiado pela FAPESP, 1999-2002.É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e Vice Presidente da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, México, desde 2004. É membro correspondente brasileira da da Academia Argentina de Belas Artes, eleita em 2002. É membro do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianapolis, USA.
Possui aproximadamente 40 livros publicados, entre eles se destacam:
• O que é Semiótica? (Brasiliense)
• Cultura das Mídias (Experimento)
• Cultura e Artes do Pós-Humano (Paulus)
• O Método Anti-Cartesiano de Charles Sanders Peirce
• Matrizes da Linguagem e do Pensamento (Iluminuras) - Ganhador em 2002 do Prêmio Jabuti, na categoria Teoria Literária Linguística.
Relembrando, sob sua autoria, a Paulus publicou Culturas e artes do pós-humano, Corpo e comunicação e Navegar no ciberespaço.
Mais informação:
Onde encontrar: POR QUE AS COMUNICAÇOES E AS ARTES ESTÃO CONVERGINDO?
Disponível em: http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=250909
E, mais: outros textos sobre o livro (resenha detalhada) em:
[PDF] RESENHAFormato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat- Visualização rápida intersaberes.grupouninter.com.br/arquivos/resenha.pdf – Semelhante Acesso: dez 2009.
[Imagens captadas para o momento, por lúcio leonn]

Imagem (reprodução, 2009): ator Sérgio Brito, em "Atos sem Palavras I", de S. Beckett
“As mãos não são verdadeiras nem reais, são mistérios que habitam em nossas vidas. Às vezes, quando olho para as minhas mãos, tenho medo de, Deus.” [Fala 2ª veladora no poema dramático (teatro estático), peça: “O Marinheiro”, segundo Lúcio Leonn segundo Fernando Pessoa.] Adaptação textual por Ueliton Rocon.
“Uma imagem vale mais que mil palavras”, já diziam por meio da célebre sentença de Kunf Fu Tsé (Confúcio), conhecido sábio chinês.
Portanto, o que nos faz agir pelas mãos? – Tal imagem\ideia também remete à citação inicial que trago acima, em alusão à obra do português, Fernando Pessoa.
De contraposição dum teatro estático, só de palavras (queria Pessoa), temos em estudos a obra de Beckett, teatro da dramaturgia do corpo... Em situação de Teatro do Absurdo. O que aproximam ambos trata-se da metafísica.
Mas, o que vale mesmo as imagens mais que o texto, ao longo da obra, “Ato sem Palavras I”, de Samuel Beckett?
São as idéias construídas e desmaterializadas com precisão em composição de imagens e de ações físicas. Dualismo entre o sujeito e objeto em consequência de suas ações.
O assobio de início, antes provido do corpo humano, gera a repetição contínua em outro corpo, o da cena\espaço do palco superior.
Da articulação de pensamento, torna-se o ponto referencial de toda ação seguida.
Da ação se repete: o homem fica em paralelo e põe-se a pensar, ao contrário da “finalização da cena”, da ação: “o homem não se move nada.”
Há contínuo ato em ciclo do cotidiano humano. Vejam os elementos da cena:
Árvore pequena um galho simples (ação cessa aqui)\ moita de poucos galhos e folhas\sombras\suas mãos\tesoura de alfaiate (lâminas)\ pequeno jarro d’água (elemento quase central de desejo de toda cena): (retorna) \ primeiro cubo grande, segundo cubo menor, terceiro e ainda menor cubo\uma corda com nós \ (retorno) da tesoura\pedaço de corda\um laço de corda\tronco\gola de sua camisa\o não-movimento: (homem não se move nada) \ seu rosto voltado para a audiência\ ele olha para suas mãos(\ cortina.
Do silêncio se faz presente. Os sentimentos se instauram. O ato des\contínuo, do início-meio-fim. Ou reinício de tudo... O Homem, em corporificação de ações posteriores, nega ao mesmo tempo, os movimentos anteriores (o presente torna-se passado e vice-versa); no palco: aparição (entrada) e retorno (saída) à direita, têm-se a negação e materialização ou não, de si mesmo. Ou do próprio ato teatral, enquanto linguagem. Como também, de origem à Lei do retorno (consequências). Da negação da (não-)Existência.
ACT WITHOUT WORDS (1956): “Pantomima para um ator”, sob a tradução de Marcus Mota (2008), confirma a presença de unidades de ações físicas de cena (aspecto visual ao materializar do ponto de vista de atuação ator-personagem e de elementos constitutivos do palco), outrora, de re(la)ação codificada e difundida pelo mestre Stanislavski - nos dar entendimento corpóreo do personagem-homem.
(Imagem(espetáculo de 2009), idem.)
Assim, contrapõe-se à palavra articulada (dimensão acústica de cenas), antes, não-proferidas em âmbito das expectativas de espetáculo teatral de caráter convencional.
Por fim, são negadas expectativas de sequências contínuas de unidades de movimentos de tempo de ações em progresso sustentado; de espaço (lugar, situação dramática racional) em construção dramatúrgica de texto não-linear; de personagem em caracterização teatral ou mesmo de ausência de diálogos quando se trata de um monólogo corporal.
“(...) Da obra e do dramaturgo em estudo, nos remete ao *teatro do absurdo. As personagens clamam por sua existência por isso, perpassam pela corrente também, do Existencialismo. Dos diálogos em cena, sem conexão convencional, de rubricas ou movimentos (temos ação psicológica e corpo visível) de outrora, o não-convencional em cena; de concepção cênica muitas vezes atemporal, de imediato estamos diante duma situação de não-lugar. Somos presos pelo tempo ou pela espera ou pela angústia de quem nunca virar como na peça, Esperando Godot. (...).” Re: dúvidas \ Discutindo Beckett. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - sábado, 5 dezembro 2009, 18:17."
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Professor Marcus Mota (UnB) Universidade de Brasilia/IdA Instituto de Artes
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn.
Tarefa 7 Comentário Beckett
| Imagem (pessoal), Foyer Theatro José de Alencar-dez-2009 |

“Living is a form not being sure, not knowing what is next or how. The moment you know how, you begin to die a little. The artist never entirely knows, we guess. We may be wrong, but we take leap after leap in the dark¹.” – Agnes de Mille.

É muito mais que isso! Viver as circunstâncias dadas pelo meio social, onde resulta encontrar suas intercessões de sujeito proativo, via objeto artístico. Assim, o público reconhece nas performances – identidade artística de tal intérprete. E, não, meramente, algo de contemplação ou dentro de uma zona inativa.
“... uma ação; ser presente.”
“... representação.”
[Fotos / Copyright by Lúcio Leonn®] - proibida reprodução. Imagens captadas sem flash-fotocelular mega pixels: f=45mm1:2.6].2007.
E, para finalizar essa atividade, a arte da performance encontra-se nas inquietações e gestos inusitados do artista. De sua visão de performar, além da linha do horizonte e do abismo social. Sua arte revela uma transgressão. Uma estética que sempre nos pergunta em respostas de nossa própria subjetividade; mas, o que é Performance, em ação?