terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tecnologias e Sociedade- tarefa 1 (UnB):Tecnologias Contemporâneas na Escola 2:

Pesquise sobre a relação de novas tecnologias e suas Interfaces por Lúcio José de Azevêdo Lucena

Arte & Tecnologias
"No cinema a imagem que vemos na tela também passou por um texto escrito, foi primeiramente 'vista' mentalmente pelo diretor, em seguida, reconstruída em sua corporeidade num set, para ser finalmente fixada em fotogramas de um filme. (...) Esse 'cinema mental' funciona continuamente em nós - e sempre funcionou, mesmo antes da invenção do cinema e - não cessa nunca de projetar imagens de nossa 'tela interior'. (Segundo Lúcio Leonn, segundo Maria Isabel Leite, (2004) apud Italo Calvino, p.104.).
(Imagem reprodução)


“A tecnologia aproximou essas áreas [arte/ciência/indústria] da ação humana numa nova integração, e arte técnica, em especial a informática, aproximou de forma dominante os campos artísticos. A multimídia, integrando imagem, som e texto, promete pôr abaixo quatro séculos de isolamento e autonomia das linguagens artísticas”- (Segundo Lucio Leonn apud Cristina Costa, 1999), grifo meu.

Imagem abaixo(acervo pessoal de), Lúcio Leonn(cangaceiro Coqueiro), em filme curta-metragem, de Iziane Mascarenhas - "Querença", 2008.

“E, com o surgimento de novas tecnologias, a dança ganha mais espaço alternativo: o espaço virtual, ou seja, a tela do aparelho de TV, dos computadores, das máscaras virtuais. Assistir a uma dança em um programa de TV ou em vídeo é bem diferente de vê-la no espaço real, pois a falta de contato altera nossas sensações. Isso não quer dizer que não sentimos nada, mas as sensações e os sentimentos são provavelmente bem diferentes.” (As danças virtuais, Lúcio Leonn, segundo Coll e Teberosky (2004), p.168.).

“Desde sempre, o artista desempenha a função de convocar o olhar para o que antes não era visto. (...) A tentativa é encontrar tecnologias capazes de introduzir a arte em domínios não antes explorados para corporificar novos modos de expressão artística capazes de criar impactos.” (Convocações multissensoriais da arte do século XX. Segundo Lúcio Leonn, segundo Oliveira (1999), subcapitulo: o Artista, ainda um demiurgo, pp.91-92.).

Logo,

“Quem pensa a dança hoje inquieta-se com as múltiplas articulações entre tecnologia e movimento. (...) A hibridação entre corpo e tecnologia é o nosso destino. Que a dança encontre a sua estética!” (Segundo Lúcio Leonn apud Paulo Vaz e Mauricio Lissovsky, (2006), subcapitulo Tecnologias e Movimento, p.49.)
C
O
R
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Cibernético -@###############@################@###############@
“As performances de Stelarc (imagem, (reprodução) acima) envolvem robótica e outras tecnologias relativamente modernas. Nesse trabalho, permitiu que seu corpo fosse controlado remotamente por estimuladores eletrônicos de músculos conectados à internet.”

Educação & Tecnologias
"No ensino presencial ou virtual, há uma comunidade de ensino/aprendizagem em rede, mediada pelo ambiente e seu cotidiano. É espaço de possibilidades. Para isso, faz-se importante à aproximação das pessoas, um salutar relacionamento com o professor/tutor/supervisão acadêmica e demais membros de equipe. (...) Assumir compromisso de tempo, caminhar pelo processo investigativo via formação docente no ensino de teatro virtual e mesmo que presencial, tem sido um desafio. Logo, para nos tornar completo como profissionais da educação, penso que, o campo da educação tecnológica tende a revelar um professor antenado e alfabetizado, pelas novas tecnologias da informação e da comunicação digital.” Segundo Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn, (2008).



Alunos da Universidade de Brasília-UnB/Instituto de Artes-IdA. Licenciatura em Teatro do Programa Pró-Licenciatura - Teatro a distância (UnB/UNIR/MEC): Aula Inaugural
Fotografia & Tecnologias
“(...) a manipulação computacional da imagem ou processamento da imagem implica o poder do computador para produzir mudanças até mesmo em imagens que não foram originalmente criadas dentro dele. Assim, imagens previamente existentes, como fotos, reproduções fotográficas, filmes e vídeos, são digitalmente armazenados no computador para serem trabalhadas em uma multiplicidade de modos possíveis, desde a edição e intensificação da cor até a indetectável adição, rearranjo, substituição ou remoção de certos traços ou partes da figura”. (Por que as comunicações e as artes estão convergindo? Segundo Lúcio Leonn, segundo apud Santaella, (2005). Capitulo: as afinidades & atritos entre fotografia e arte, p.28.).


***Em 1872, Leland Stanford, o magnata ferroviário e ex-governador da Califórnia, questionou Muybridge sobre a possibilidade de comprovar se um cavalo galopando ficava, mesmo que por pouco tempo, com as quatro patas fora do chão. A fotografia naquela época não estava muito desenvolvida mas, mesmo com essas restrições técnicas, Muybridge conseguiu satisfazer Leland e seu amigo Frederick MacCrellish.


Com o auxílio de três baterias de máquinas fotográficas, era possível registrar o movimento de vários ângulos. As fotografias eram tomadas numa velocidade de 1/6000s. (Vide imagens (de reprodução), acima.)
Novas Tecnologias & A Sociedade
“Ao invés de ANTES, escrever... O verbo agora é digitar, clicar...” Lúcio Leonn, 2009.



“Com o advento da Internet, passou-se a ter acesso a bancos, supermercados, restaurantes, farmácias, entre muitas outras facilidades do cotidiano, sem sair de casa. Todavia não se pode deixar de observar o lado negativo destas novas tecnologias e facilidades. O lado que contribui com a segregação do homem. Enquanto a tecnologia barateia os custos do deslocamento da informação para o usuário doméstico, as grandes empresas também se utilizam desta mesma benesse, o que pode acarretar em uma força que age em detrimento da sociedade.

Nesta análise não se pode pensar apenas na máquina da unidade de produção, que faz muitas vezes mais rápido o mesmo serviço que o ser humano, que por conseqüência desta perde o emprego. Há de serem considerados os prejuízos trazidos de uma maneira muito mais ampla.
Não deve ser esquecido que as novas tecnologias fazem parte de um processo muito maior que é a globalização. Considerando este mesmo processo é sábio afirmar que as novas tecnologias contribuem e muito para a segregação dos mais pobres, a qual a globalização propaga.

Esta mesma tecnologia, que serve para tantas coisas úteis no dia-a-dia, também serve como facilitadora da mobilidade do capital, e, por conseqüência disso, da própria empresa, que emprega centenas de habitantes de uma determinada cidade. Quando vislumbra que pode haver mais lucros em outro local, abandona facilmente esta região, tendo como base de mobilidade a mesma tecnologia facilitadora da mobilidade de informação.

Por certo que não se pode renunciar a toda esta tecnologia, por possuir valiosos prós, e mesmo que se optasse por fazê-lo, não haveria como. Tais tecnologias fazem parte de um processo que não pode ser freado, apenas acompanhado, analisado, sendo de grande valia manter-se ciente de toda esta situação, tornando-se última opção alienar-se com relação às coisas que ocorrem no cotidiano.” [Segundo, Lúcio Leonn Apud Filipe P. Mallmann In: “As Novas Tecnologias & A Sociedade”, de 06 de junho de 2007.].

Música & Tecnologias
Tornou-se freqüente relacionar a música eletrônica com o desenvolvimento das tecnologias digitais, designando aquela como um típico fenômeno da cibercultura (Lévy, 1999). Ainda que também consideremos esta articulação relevante, interessa-nos aqui distinguir diferentes abordagens acerca da cibercultura. Primeiramente, buscamos nos afastar de certa perspectiva marcada por uma abordagem determinista, utópica, de matriz técnico-libertária, que entende a comunicação medida por computador como a base de um novo espaço público em que se reconfiguram e otimizam as interações sociais, criando um ambiente propício à troca, à reciprocidade, à criação de laços afetivos. Nesse ambiente informacional descentralizado e rizomático, relações mais democráticas entre todos os indivíduos emergiriam “naturalmente” tão logo todos possam, sem prévia restrição, produzir e fazer circular informação. (...).” [Segundo Lúcio Leonn (2009) apud Simone Pereira de Sá e Leonardo Marchi, (2003). In: MÚSICA E NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO, subtópico, pp.47-48.].]

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Fontes consultadas onlines digitais

blog pessoal de Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn. Acesso online: outubro de 2009. Fragmentos de Textos disponíveis num Todo em:
http://notasdator.blogspot.com/2009/03/questoes-de-estrategias-de-ensino.html
http://notasdator.blogspot.com/2008/12/anlise-via-d-v-d-performance-su-ohad.html
http://notasdator.blogspot.com/2008/08/anlise-coreogrfica-obra-smoke.html
http://notasdator.blogspot.com/2009/07/amelia-via-dvd-de-edouard-lock.html
http://notasdator.blogspot.com/2009/07/relacao-em-triade-modulo-tecnologias-de.html

Outras fontes consultadas onlines digitais

http://conceito.wordpress.com/2007/06/06/19/
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=641364
http://www.cotianet.com.br/photo/great/Muybridge.htm
http://www.pos.eco.ufrj.br/ojs-2.2.2/index.php/revista/article/viewFile/213/208

Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2
Tutorias: Martha Lemos/Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena -Lúcio Leonn
Tarefa 1 Pesquise sobre a relação das novas tecnologias e suas Interfaces
Professor Christus Nóbrega
31/10/09 Pólo Ceilândia-DF (18h00min)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Anexo VIII - Registros de Cursos via Prefeitura Municipal de Fortaleza:

Panorama Secretaria Executiva Regional V-Linguagens: Arte/educação
por Lúcio José de Azevêdo Lucena
Emeif Jose Ayrton Teixeira (2001): alunos de Arte\Teatro e seu professor
1. 1º Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens: teatro, dança, música e artes visuais. Ano 2001.

2. II Festival Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens: (idem). Ano 2002.

3. Seminário Professor de Arte, realizado no Salão Azul do IMPARH- Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2002. Ministrante: professora Eliane Lobo (COORD. GT ARTE/PMFSMDS). Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza-PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Conteúdo Programático: PCN/Arte. Discussão/Elaboração de Proposta de Conteúdo Arte etc.

4. Curso de Capacitação na Área de Superdotação e Talento/Altas Habilidades. Período de 04 a 07 de Junho de 2001, nas dependências do SEST/SENAT. Promoção Prefeitura Municipal de Fortaleza/PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministério da Educação (MEC). Ministrante: professoras Eunice Alencar (Universidade Católica de Brasília/ e Natalícia Gaioso (Secretaria de Educação em Atendimento Pedagógico de Necessidades Especiais-MEC). Curso destinado, principalmente, aos professores das séries iniciais e uma parcela aos professores de Arte, ensino fundamental. Duração de 100 h/aula, (32 horas presencias e 68 a distancia).

5. I Seminário de Sensibilização para Atendimento de Crianças e Adolescentes Superdotados e Talentosos. Realizado no dia 06 de dezembro de 2001. Auditório Editora FTD. Ministrante: Emilio Reña Hernandez- “projeto pelos caminhos da excelência na rede de escolas publicas de educação em atenção aos superdotados e talentos.” Parceria entre diversas entidades do estado, universidades e municípios/Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS: secretaria executiva regional v/participação de alunos da Emeif José Ayrton Teixeira e professor de arte (coord.) Lúcio José de Azevêdo Lucena na produção de arte via projeto superdotação e talento da referida escola.

6. Oficina de Confecção de Bonecas de Pano, realizada dia 08 de maio de 2002. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministrante: professora Quintela Almeida (PMF/SMDS).

7. Capacitação para Professores de Arte de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, realizada nas dependências do IMPARH, de 18 de maio a 9 de outubro de 2002. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministrante: professor de Arte, artista e arte-educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn (PMF/SER V: escola municipal dr josé airton teixeira). Conteúdo Programático: Conceito de artes. As artes: possibilidades no campo artístico. Arte/educação entre nós. Arte e a criança.
Linguagem e Arte. PCN/Arte etc.

8. Projeto de Capacitação dos Professores de Arte de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, realizado nos dias 03, 05 e 07 de junho de 2002. Ministrante: professora de cultura folclórica e popular Lurdes Maçena (CEFET-CE). Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Conteúdo Programático: Dança do Ceará. Coco, Caninha Verde e Torém. Dança da Bahia: maculelê etc.

9. Oficina de Xilogravura, realizada de 02 a 04 de abril de 2003 - dentro da exposição: “Com as Cordas do Coração: Xilogravura e Cordel.” Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: Memorial da Cultura Cearense. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

10. I Seminário de Arte e Educação – “Redescobrindo a Cultura Popular Cearense”, no período de 14 a 17 de agosto de 2003. Universidade Federal do Ceará - UFC Fortaleza. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

11. PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CEFUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL PARCERIA: Prefeitura Municipal de Fortaleza (SEDAS/SME) e Secretaria Executiva Regional – SER V. coordenado do projeto: Fcº Firmiano. Coordenador em arte/ professor de Arte, artista e arte educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn; contemplando a contratação de estagiários em arte/instituições e universidades e promovendo alfabetização em arte-educação/ linguagens de dança/teatro/cultura visual e música (canto coral/flauta). Ano de realização: 2003- 2005. Hoje, extinto na PMF. Mas continua via Fundação Banco do Brasil, desde final da década de 1980.

12. III Festival Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens, em sua última versão que aconteceu no ano de 2004; logo, tornou-se extinto.

13. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Proposta Triangular: Aprendizagem Significativa em Artes Visuais. Dia 09 de outubro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: Núcleo de Ação Cultural Educativa. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

14. Oficinas Um Canto em Cada Canto - ações de fortalecimento da linguagem musical nas Escolas Municipais. Promoção Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS e Associação de Corais Infantis. Ano 2004. Tinha como objetivo a implantação e desenvolvimento de corais infantis em 16 unidades escolares. Mas não foi à frente por falta de verbas municipais.

15. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Objetivos do Ensino da Arte, Seleção de Conteúdos e Planejamento Curricular. Dia 09 de outubro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

16. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Pedagogia de Projetos, Interdisciplinaridade e Arte-Educação. Dia 13 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

17. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Avaliação em Arte-Educação - Excelência no Ensino de Arte. Dia 11 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

18. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Arte, Educação e o “Modo Simbólico de Estar no Mundo”. Dia 04 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arteeducadora Marília de Matos Brito. Idem.

19. Encontro Pedagógico/Professores de Arte, realizado em 08 de novembro de 2004 – Auditório das Sedas. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

20. I Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado entre os dias 09 a 11 de novembro de 2005. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

21. Encontro Pedagógico/Professores de Arte, - tema: Reflexões Sobre o Saber Fazer Arte/artes visuais: ISOGRAVURAS. Ministrante: professor de Arte, artista e arteeducador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn. Realizado em 21 de novembro de 2005 – Auditório da Ser V. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

22. Curso de Arte para Professores, realizado nas dependências do Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos/IMPARH. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS. Parceria Pólo Arte na Escola UECE. Período de 15 de fevereiro a 25 de março de 2006. Ministrante: professora Edite Colares (Pólo Arte na Escola UECE/coordenadora). Conteúdo Programático: palestras: I - A Dimensão Estética da Educação. II – Os Objetivos da Área de Artes. III – O Ensino de Arte Especificidade e Currículo. Oficinas: Arte/br: Arte Brasileira I. Arte Brasileira II.

23. II Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado entre os dias 22,23 e 24 de novembro de 2006. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME.

24. III Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado do dia 10 a 17 de agosto de 2006. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME.

25. XII Mostra de Teatro do Estudante. Período de 03 a 08 de setembro de 2007. Parceria FESTA-Federação Estadual de Teatro/Prefeitura Municipal de Fortaleza -PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. A Secretaria Executiva Regional fora convidada a receber espetáculos nas dependências de suas escolas municipais e viabilizando a participação de grupos de teatro existentes.

26. Curso Dança e Pensamento. (1ª TURMA), pela Prefeitura Municipal de Fortaleza - via Secretaria Municipal de Cultura/SecultFor, (antes, Funcet) / Programas de Formação Dança da Secultfor, parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC). Com duração de dois anos. Além do curso pertencer à Escola de Dança de Fortaleza - está situada na Vila das Artes, o supracitado Curso, também permitiu espaço aos professores de Arte da Prefeitura e de suas respectivas regionais que, de uma forma geral puderam participar e experienciar ao longo de 8 módulos(setembro de 2007 a setembro de 2009), ações do fazer, do pensar e de mobilizar a Dança, como conhecimento e de interfaces.

27. Seleção Público-Pedagógica de Alunos/as (artes cênicas-(Cefet-CE e FIC} - estagiários de Arte (em Teatro e Dança). Prefeitura Municipal de Fortaleza/SME e Secretarias Executivas Regionais-SERs, realizado em 05 de outubro de 2007, por Lúcio Leonn, Ednéia Tutti, Goretti Quintela e Quintela Almeida. Espaço: Academia Goretti Quintela.

28. Curso de Especialização em Arte-Educação. Inicio: fevereiro (?) de 2008. Término: 31 de 0utubro de 2009. Formação continuada em serviços Professores da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Realização Secretaria Municipal de Educação/SME. Pareceria Universidade
Estadual do Ceará- UECE.

29. Elaboração de Proposta de Avaliações Diagnósticas para o Ensino Fundamental 6ª a 9ª Série. Dia 22 de fevereiro de 2008. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. Uma iniciativa do Distrito de Educação/Equipe de Acompanhamento ao Ensino da Secretaria Executiva Regional V/GT Arte. Professor convidado/co-organizador: professor de Arte, artista e arte-educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn; em parceria pedagógica com professor Henrique Gomes de Lima. (técnico da SER V).

30. IV Seminário de Arte-Educação – “Círculos de Cultura de Paulo Freire”. Período de 23 a 28 de setembro de 2008. Universidade Federal do Ceará – Pró Reitoria de Extensão da UFC/Faculdade de Educação-FACED-CE. Realização Programa de Extensão Brincantes Cordão do Coroá Parcerias: Prefeitura Municipal de Fortaleza- PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. (Obs.: segue sucessivamente, a participação por contra própria, outrora em parceira PMF/ professores/as da Rede, durante versões do I (ano 2005), II e III Seminário de Arte-Educação – numa promoção da supracitada universidade/programa.

Fonte: Arquivo pessoal e experiência do artista e arte-educador professor de Arte, Lúcio José de Azevêdo Lucena -Lúcio Leonn, PMF-SER V: ( 2001- 2009).

*A Figura Presencial do/a Professor/a de Arte ou do Arte-educador/a


(*) - Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): Perspectivas via Secretaria Executiva Regional SER V - (E, um pouco mais, de histórias...)

por Lúcio José de Azevêdo Lucena

Imagem: XII Mostra de Teatro do Estudante. Período de 03 a 08 de setembro de 2007. Parceria FESTA-Federação Estadual de Teatro/Prefeitura Municipal de Fortaleza-PMF.  Secretaria Municipal de Educação/SME. A Secretaria Executiva Regional fora convidada a receber espetáculos nas dependências de suas escolas municipais e viabilizando a participação de grupos de teatro existentes.
Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

“A nova humanidade será universal e terá a atitude do artista; isto é, reconhecerá que o imenso valor e a beleza do ser humano residem precisamente no fato de pertencer ele aos dois reinos da natureza e do espírito”. Segundo Thomas Mann apud Bilbao, (2004).

Historicamente, a figura presencial do/a professor/a de Arte ou Arte-educador/a, (120h/aula) via concurso público (Edital nº 006\2000-fragmento imagem, abaixo) e de investidura no cargo em 2001 e, quanto à organização e estruturação de ensino em escolas públicas da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), é bem recente. Em 2010, suas ações em serviços na(s) EMEIF(s) – (escola municipal de ensino infantil efundamental), completarão 09 anos. E aponto que, a partir de 2006, tal professor pôde ampliar sua carga horária para mais tempo em serviço; totalizando assim, 240h/aula(distribuídas, em: aulas de artes entre quatro paredes/planejamentos pedagógicos/sábado letivo, atender ações da LDB etc.).

Vale lembrar que, antes de 1997, funcionava no Município de Fortaleza (escolas de 1º grau, CIES - Centro Integrado de Educação e Saúde, escola ambiental, centro educacional, escola municipal); o sistema de telensino (pelas Escolas Integradas e o Centro Educacional). Pode-se registrar de início, 1974 no Estado, até (1997) ou, final de 2000, término no: (Município de Fortaleza) – Teleaulas, pela Fundação de Teleducação do Ceará/FUNTELC/Secretaria de Educação – SEDUC-CE e outrora, professores - eram orientadores de aprendizagens, via aparelho de tevê, Manual de Apoio e Caderno de Atividades/aluno (a), - contemplando os conhecimentos em Educação Artística, como uma das disciplinas de estudos.

No entanto, encontrei perspectivas de transição com o seguinte dizer:

O Sistema de Ensino do Município de Fortaleza e sua rede de escola, desde o ano de 1997 passa por significativas mudanças tanto no que diz respeito à sua organização quanto a sua estruturação. Essas mudanças devem-se à implantação e implementação do novo modelo organizacional e administrativo da própria Prefeitura de Fortaleza e também, à implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB, de 20 de dezembro de 1996. As mudanças estabelecidas pela LDB são significativas e, principalmente, reorganizar e redimensionar a educação brasileira caracterizando as responsabilidades das diversas esferas administrativas do poder público, quanto à oferta de ensino. Essas mudanças exigem que os sistemas de educação, tanto estaduais quanto municipais, reorganizem e reestruturem suas redes e escolas para oferecerem a população usuária de seus serviços, os níveis e modalidades de ensino sobre os quais tem responsabilidade legal. (Segundo Francisco Arlindo Araújo, (chefe do núcleo de programação, avaliação e controle. In: Fortaleza Constrói uma Nova Educação – de 1997 a 2000, (2000, p.11): Minha Escola tem Nome e tem História, de José Murilo Martins. Prefeitura Municipal de Fortaleza.
(Fonte pessoal acervo do artista-educador Lúcio Leonn- FRAGMENTO Edital nº 006\2000) - 1º Concurso para Professor efetivo de Arte\Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): 97 vagas distribuídas, assim: 13 (SER I); 13 (SER II); 13 (SER III); 06(SER IV); 30 (SER V); 22 (SER VI).  No mais, por falta de cursos de formação em educação inicial de professores de Arte em nossa Cidade e/ou demais problematizações (má remuneração)\candidatos não contemplar vagas ofertadas em concurso\ diplomas (Licenciatura em Música e/ou Educação Artística) hoje 2009; restam-se pouco menos de 30 professores de Arte na Rede, oriundos desse certame.

Também, se registra da passagem, em 1996 – a Secretaria da Educação do Município, na criação da Cartilha de Folclore, “com o objetivo de suprir uma necessidade que sempre foi externada quando das visitas do Grupo de Arte Educação nas Escolas da Rede Municipal de Ensino.” (Segundo Texto escrito na sua Introdução)

Atualmente, o Ensino/aprendizagem, conta com professores generalistas (séries finais) no Ensino Fundamental e pedagogos (séries iniciais). Sem contar com a ausência de Sala Ambiente de Arte e/ou Livro Didático/Arte, do Programa Nacional do Livro Didático/PNLD, (outra eterna discussão, o LD/Arte).

Logo, o suporte pedagógico em arte-educação e da sala de aula - Ensino Fundamental II - 6ª a 9ª série, encontra-se nas modalidades artísticas: Teatro, Dança, Música, Artes Visuais; seguindo o Projeto Político Pedagógico da escola, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN/Arte-1997), das diretrizes pedagógicas da Secretaria Municipal de Ensino (SME). Além de familiarização com as três ações básicas (ler obras de arte, fazer arte e contextualizar (anteriormente, (1987) em lugar de contextualizar, apontava-se a história da arte, como eixo de abordagem).) - Proposta Triangular para o ensino de artes visuais (na época metodologia triangular), sistematizada pela professora e pesquisadora, Ana Mae Barbosa. E, por fim, o plano anual do professor – Disciplina de Arte.

Da realidade do/a Professor/a de Arte, (não somente na PMF), é desdobrar-se emsala para mediar às quatro linguagens, quando ele tem muitas vezes, formação específica em uma. Assim, como também o Arte-Educador/a precisa ir mais além, estar á frente de seu tempo, precisa ser professor/a - pesquisador/a aliando-se sempre a novos desafios profissionais.

Fundamento, que:

Do processo de escolarização da arte nasce seu principal protagonista: o professor de arte, cuja principal função foi, com a vigência da LDB 5692/71, trabalhar a ‘Educação Artística’ nas escolas. Embora a atual LDB 9.394/96 modifique esta nomenclatura adjetivada, substituindo-a mais corretamente para o substantivo Arte, os últimos 25 anos imprimiram marcas e conceitos para arte na escola que foram decisivos para a orientação de seu ensino. [Segundo Isabel Marques, (2007). Ensino de Dança Hoje: textos e contextos, (capitulo: vozes da dança na escola. Subcapitulo: Professor versus artista, (p.57).]. Grifo da autora

Outrora, professores (nem só de arte), não procuram educação continuada (aprender a aprender) para manter-se na rede de ensino como professor (de Arte).

Outro aspecto tão questionado e muito valorizado, inconscientemente, trata-se do “deixar-fazer”, ou seja, por um exacerbamento da livre expressão; da pedagogia da espera.

Mas, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, já reuniu seus professores de Arte durante: 1º Festival de Arte das escolas públicas municipais, por linguagens (2001) e no ano seguinte o II festival e, em sua última versão III, ano de 2004.

Também, configurou-se em seminário (2002) e cursos (idem), por linguagens (anexo I - Professores/as de Arte - 5ª A 8ª Série – relatório final do curso -10 encontros pedagógicos/documento), à discussão e reflexão dum ensino de qualidade de Arte; de fomentar um Plano Anual de Metodologia Pedagógica por disciplinas; a visar um currículo de aprendizagem seqüencial em arte, comprometido com tal exigência como fator de construção estética sistemática de agir e refletir em relação às experiências do educando em Arte. Além de Oficina de Dança, ministrada ano, de 2003, (ver anexos III e IV).

Ainda, no encontro Seminário Professores de Arte (2002), resultou na construção e elaboração duma Proposta (versão) Preliminar Disciplina de Arte (anexo II), em que tópicos de ensino/linguagens foram discutidos pelos professores. E, de tornar oficial o presente Documento, respaldado pela atual LDB e PCN/Arte, nas características de desenvolvimento do aluno de 5ª a 8ª série (hoje, 6º a 9ºano).

Outra, visar à organização curricular em favor da efetivação do trabalho pedagógico (aprendizagem seqüencial para sala de aula). E, “ao priorizar as linguagens/séries, busca-se também, permitir a flexibilização e/ou o intercruzamento de linguagens”, ressaltava a coordenação, junto aos professores/as, na época.

No entanto, teve a seguinte distribuição:
5ª. Série: Artes Visuais / 6ª. Série:Música / 7ª. Série: Dança / 8ª. Série: Teatro. Currículo seriado e sequencial.

No final do seminário, vale lembrar, como professor de arte militante(igualmente, com formação em dança), tornei-me responsável pela elaboração e redação final da proposta em linguagem dança-versão preliminar sob a coordenação geral professora Eliane Lobo (secretaria municipal de educação e assistência social-SEDAS, hoje SME.), mediante também, à inclusão de referências bibliográficas minhas,  tais assuntos\temas abordados no corpo da Proposta, (anexo II).

No mais, o Núcleo de Assistência à Educação, através da Equipe de Arte/ na época Sedas e (GT) coordenação e demais professores, na época buscou adotar para a Rede de Escolas Municipais de Fortaleza, em 2002, os objetivos gerais de cada linguagem (a partir do PCN/Arte) para que fossem em cada Unidade Escolar, trabalhado as especificidades, além de adaptar à realidade, aos interesses e às possibilidades de seus alunos.

Indo para o ano de 2009, apenas alguns professores hoje, egressos do concurso de Professores de Arte (2000) e de capacitações, de discussões apresentadas em seminários e cursos (ver anexo VIII - registros de cursos via prefeitura municipal de fortaleza: panorama secretaria executiva regional v/ linguagens: arte/educação) e/ou (anexo III e IV-2003 -oficina de dança), buscam seguir a proposta (versão) preliminar-Arte. Outros professores agregados a desconhecem, assim como a própria gestão municipal vigente.

Por outro lado, as secretarias executivas regionais (técnicos em educação) via SME,estão a investir atenção pedagógica numa “nova demanda” (a educação inicial); a contratação de estagiários de arte (oriundos do teatro, música, artes plásticas, (dança). Ver anexo VII ou, perfil do(a) professor(a): aluno(a)-estagiário(a) de arte – para o programa integração aabb comunidade/fortaleza-ce. Disponível em: (http://notasdator.blogspot.com/2008/04/programa-integrao-aabb-comunidade.html) na promoção de encontros pedagógicos ou, em eventos como, mostras de artes/por linguagens.

Do outro, tais ações práticas esquecem-se do professor de arte, (figura permanente e efetiva) entre os muros e paredes das escolas. Não há um engajamento pedagógico do estagiário junto à proposta educativa do professor efetivo de arte, e nem de políticas públicas municipais de arte em educação continuada e/ou em serviços em rede atual. Se há uma articulação, não chega junto às atividades e nem se avulta capacitação do professor na escola, num sentido amplo/irrestrito/horizontal. Há uma demanda de professores sem especialização, agregados e efetivos no ensino de arte, a concluir o curso de especialização em arte-educação, parceria UECE/SME - observo que, a maioria não se encontra em sala de aula, enquanto professor e, de arte.

Porém, das confluências e de divergências encontradas nas escolas municipais, ainda registro aqui, o seguinte: da polivalência do professor de Arte (em um conhecimento específico qualificado por linguagem); carga horária/disciplina escassa ((1 (uma) aula por semana e/ou geminada com a disciplina de Educação Religiosa- quinzenalmente, ou 50 minutos)); o quadro técnico de professores concursados habilitados em Arte, minoritário; o currículo seriado apontado acima e da aprendizagem de seus alunos, pode ser “sacrificada” em atingir tal sistematização por serie/anual; (espaço esse, onde uma minoria de educadores não discute sequer como avaliar seus alunos ou buscar adquirir em rede, formação específica ou contínua na área de arte).

Outro entrave, a perceber, é o encaminhamento, em cada início do ano letivo, a ser lotado nas escolas por parte das secretarias executivas regionais, para completar turmas, professores de áreas afins, sem a devida formação especifica em arte (linguagem).

Logo, há carência de arte-educadores como apontado aqui; além é claro, de tratar duma ação técnica que revela, simplesmente, oferecer a disciplina de Arte-ensino regular como complemento de “carga horária ociosa” aos professores da disciplina de Português, de Matemática, etc - Há na cidade de Fortaleza, Ceará, a realidade de 06 (seis) secretarias executivas regionais, com alguns professores de Arte efetivos. Logo, em 2009, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, anuncia um “novo concurso público” para professores (de Arte), com nvestidura de cargo, em 2010.

Em outro sentido, projetam-se cursos de Licenciatura em Artes (programa governo federal/formação de professores/fundo nacional de desenvolvimento da educação-FNDE/MEC-plataforma freire), em 2010.1, pela Uece e IFET-CE. 20 vagas por demandas.

Outrora, remete-se no passado, à falta de curso superior em Artes Cênicas (só a partir de 2002) e de Licenciatura em Teatro (2009) e da Dança (hoje, somente e, ainda, de pósgraduação), entre outros aspectos relevantes, apontados em textos acima.

Pergunto: seria somente uma realidade da cidade de Fortaleza-Ce? E, em outras capitais, como está a arte, a formação e seu ensino?

No Brasil em outras regiões, amplos estudos em livros, reflexões de pensadores e atuais contribuintes sobre a temática de arte e do ensino (linguagens artísticas), também suscitam uma dimensão estética e de problematização quanto à formação do/a arteeducador/a e de seus procedimentos em sala de aula.

Na vista do que foi exposto, prestei vestibular e tornei-me estudante de graduação licenciatura plena em teatro pela Universidade de Brasília (UnB). Instituto de Artes (IdA)–Programa Pró-licenciatura em Teatro/MEC – governo federal - 2008.1.

Logo, os estudos teóricos e as contribuições de Ferraz e Siqueira (1987), já apontavam e questionavam:

Quem seria o ARTE-educador? Seria apenas um professor formado nos bancos de universidade ou o artista na sua função de experienciação junto ao atelier? O artista não teria um papel significativo na transmissão dos conceitos pertinentes à Arte? (...) Assim fica evidente porque nos cursos de formação de professor a experienciação no atelier ocupa um papel preponderante”. (Arte-Educação: vivência, experienciação ou livro didático? -grifos das autoras, p.47).

Para base desse estudo reflito: sabemos que há aqueles artistas que não conseguem sobreviver da sua própria arte / atuação / performance. O artista-educador sabe arte, vivencia e experiencia, (produz). Precisa também, saber ser educador de Arte na escola? A confluência pode revelar em doces caminhos ou divergentes passos para o magistério. Da ação do meio artístico é sempre um resultado inesperado. Digo não um ato de irresponsabilidade. Mas de magia, de beleza estelar. É preciso usufruir e desvelar conhecimento. O professor é constituinte do percurso criador junto aos alunos/as. Ele também necessita de uma ação artística e de docência.

Ainda sob o pensar de Ferraz e Siqueira, complementando aqui minha escrita, se estabelece assim:

A formação do arte-educador não é só fazer. Ela se complementa quando acompanhada de estrutura teórica–prática e equilibrada. O embasamento teórico consolida atuação do professor, pois, propicia a reflexão crítica e o coloca em alerta diante de ocorrências que poderiam passar despercebidas. A teoria funcionará como consciência da prática, se estiver interligada a todos os momentos da ação do professor. (ibidem, p. 48)

Do sistema educacional vigente em Fortaleza-Ce por meio da falta de políticas públicas educacionais ou de universidades em formação de Arte, muitos professoresartistas, eram, são “vítimas” da carência de cursos sem licenciatura ou superior em Arte.

Da falta de informação ou até mesmo do desconhecimento de novas conjunturas políticas e de medidas educacionais, no que diz respeito à arte e seu ensino, em décadas anteriores, causaram desrespeito e prejuízos não só financeiros aos seus profissionais e/ou artistas em Artes/Educação do Ceará, quiçá do Brasil.

No Brasil, o processo de reformas na área da Educação nos anos 1990 deu-se em duas frentes: uma, por meio da apresentação de um projeto global para a educação - a lei de Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394/96) – e outra, que se constituiu nas implementações de um conjunto de planos setoriais e decretos do Executivo (Ex. Plano Decenal da Educação-1997-2007). – Afirma Perone, (2003, p.15).

Um desses planos, sem dúvidas questiona também a qualificação dos professores de Arte, dos artistas e seu ensino num paradigma de mudança na educação. Exigindo para o magistério, professores (as) formados, exclusivamente, em cursos de licenciatura plena.

Logo, a Arte é um “veículo” e como tal resgata o lúdico, o apreciativo-reflexivo, a ação artística e de conhecimento sócio-educacional.

Em vista do que foi exposto, uma das convergências sinaliza sim, para a sala de aula e não somente para a formação técnica e/ou empírica desse artista como fazedor, mas aquele/a Arte-educador/a que necessita de preparo científico em cursos de graduação e licenciatura plena.

O Reencontro com a Dança Aplicada hoje. Ponto de reflexão final: o artista/educador / Programa Dançando na Escola (Vila das Artes)

“Em 1997, a Dança foi incluída nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e ganhoureconhecimento nacional como forma de conhecimento a ser trabalhado na escola." Segundo Isabel Marques. Dançando na Escola. Subtópico: para onde vai o ensino de dança?

Um profissional que possa tornar-se reflexivo, gerenciador, ter consciência do verdadeiro sentido da práxis pedagógica em sala de aula (formação contínua do educador/artista). Alguém capaz de ler o mundo através da ciência, sem perder a sensibilidade. Ele deve lutar a favor dum ensino de Arte autêntico, permeando também sua atuação como professor-artista-pesquisador capaz de encaminhar situações de conflitos, vibrarem com os acertos, sentir angústias, caminhar nas incertezas, saborear vitórias e conquistar indivíduos, pessoas. Isto é, marcar-se no tempo.

Busco reconstruir nesse ponto da reflexão: o desenvolvimento cognitivo - retomar a função social da Arte e do Artista-educador (em linguagem dança), quando este se preocupa em encontrar nele mesmo o sentido pedagógico da Arte. Isto é, por meio da mediação/do conhecimento de elementos constituintes em Arte; inferir no educando, a saber-ser consciente de si próprio e do mundo de possibilidades que nos cerca pela reflexão, pelo fazer artístico, pela leitura de imagens, no dançar, vivenciar personagens e musicar a vida. Parece-nos fácil não é, porque ainda prevalece o velho sistema educacional e com ele, a visão arcaica sobre a Arte. Aí sim, é complicado como a própria formação de professores - não somente de Arte - está sendo nos bancos acadêmicos.

Segundo Strazzacappa (2001), ela nos indaga:
“Será que os cursos de formação de professores no Brasil dão informações suficientes para que eles atuem também na área artística? Com dança?” (capítulo: Dançando na Chuva... E no Chão de Cimento, p.47. - O ensino de artes: Construindo caminhos. Sueli Ferreira, (org.))
E, vai mais além:

“Professor esse que não apenas é formado na técnica que ensina, mas que tem uma vasta formação como docente e freqüenta cursos específicos voltados à formação do professor de arte.” (ibidem, pp.52-53, grifo da autora)

O que vem a ser o processo de ensino/aprendizagem na perspectiva da formação da Dança Aplicada na Prefeitura Municipal de Fortaleza? DANÇA, é conhecimento em voga, mas como tal, exige estudo acurado e específico; necessita dum campo teórico e prático (saber-fazer-ensinar/dialogar e encenar com muitas platéias). Uma delas é a da Escola. Outras, pelos estudos do corpo em movimentos e fluxos contínuos: espetáculos, videoarte, interfaces tecnológicas, das demandas corporais em altas intensidades (performance) etc.

Outro ponto de vista se refere ao professor que, em sua trajetória de vida adquire a docência artística ou do artista quando vai ao encontro investigativo do saber ser professor de arte/dança. Ambos se complementam (professor/artista). E quando se têm, interiormente, o gostar de ensinar ou do fazer dança? Suas ações se confluem para um fazer/ensinar Arte com responsabilidade/valores/atitudes, aliando sempre práticareflexiva; do campo da pesquisa teórico-cênica (?).

Já Isabel Marques (2007): Ensino de Dança Hoje: textos e contextos - afirma e nos alerta com seguinte, pensamento:

(...) O processo de transmissão de conhecimento imposto pela escola torna-se rígido e estipulado por normas externas à arte, de modo a perpetuar e a cristalizar aquilo que se acreditava revolucionário. Dançarinos-professores, ao inovar por um lado, tornam-se conservadores por outro (...) Se por um lado artistas parecem desconhecer – ou não se interessar – por teorias educacionais que ao lado dos séculos vêm repensando e sugerindo práticas pedagógicas condizentes com processos histórico-culturais, por outro, teorias educacionais dominantes na tradição ocidental vêm influenciando o pensamento 'pedagógico' dos artistas, de modo a alijar a arte ensinada do contexto da arte criada. O canal de comunicação existente entre escolas básicas e as escolas de dança, embora muitas vezes encoberto pela ausência da dança no currículo escolar, como é o caso do Brasil, está aberto a recorrências conceituais que acabam por homogeneizar e universalizar atitudes e comportamentos que regem o ensino de dança em ambas as instituições. (Capitulo: Vozes da dança na escola. Subcapitulo: O processo de escolarização da dança,(pp.46-47).). Grifos da autora.

Do respeito pelo intérprete/espectador/interlocutor em diversas linguagens do saber/apreciar se concretiza pelo Corpo. De uma educação estética contínua e humana, em diálogo; respondo a pergunta acima; logo aponto o Programa Dançando na Escola (anexos V e VI), como o de sinalização da Dança Aplicada na Prefeitura Municipal de Fortaleza/SME, com o hoje.

Para concluir, o Programa supracitado, levanta um olhar de reorganização para asdemais linguagens curriculares desenvolvidas no cerne das escolas municipais via PCN/Arte/Mec. Concretiza a necessidade de reformar espaços físicos inadequados, repercutir o profissional de arte, em sua real formação, e do desfrutar alfabetização estética digna da educação básica, nos caminhos (in)certos da Arte-Educação.

Vide: Anexo VIII - Registros de Cursos via Prefeitura Municipal de Fortaleza: Panorama Secretaria Executiva Regional V/ Linguagens: Arte/educação. Ver clicar - LINK http://notasdator.blogspot.com/2009/10/anexo-viii-registros-de-cursos-via.html

*Parte integrante da sua pesquisa para conclusão do Curso de Extensão Dança e Pensamento (2007-2009), Universidade Federal do Ceará(UFC) e Vila das Artes:  Contextualização do/a Professor/a de Arte/arte-educador/a: pontos de convergências e de divergências para: (re)encontrar a Dança Aplicada hoje – Conexão Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): Secretaria Executiva Regional V / Rede de Ensino Fundamental II (6ª a 9ª serie) - Sob orientação da Profa. (Dra.) Isabel Marques (2009).
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Vide também:
. Contextualização de um problema: Breve (In)formação (histórica) de professores/as de Arte ou de artistas-educadores em Fortaleza-CE: partindo de Instituições de Aprendizagem/Ensino Disponível em http://notasdator.blogspot.com.br/2008/05/contextualizao-de-um-problema-breve.html

. ANTEPROJETO: DANÇA-EDUCAÇÃO – BREVE ESTUDO DE CASO OU, DE PROCESSOS DE (IN) FORMAÇÃO EM DANÇA / CONEXÃO REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA-CE–O (A) ARTE-EDUCADOR (A). Disponível em http://notasdator.blogspot.com.br/2008/04/dana-educao-breve-estudo-de-caso-ou-de.html


JOGOS dramáticos e teatrais-(conceito: Ação(espaço/tempo)): SUGESTÕES DE ATIVIDADES - via Projeto de Teatro Aplicado

Por PROF.Lúcio José de Azevêdo Lucena(proponente)

Universidade de Brasília(UnB) / Instituto de Arte(IdA)
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura (UnB/UNIR/MEC)
Módulo - Laboratório de Teatro 1 (Prof. César Lignelli)

Projeto Teatro Aplicado-2009 Fortaleza\CE

(Imagens, maio 2009- Teatro Aplicado/Emeif Herbert de Sousa

OBJETIVO GERAL
Visará trabalhar os pressupostos teóricos/práticos do teatro-educação junto as crianças/alunos da EMEIF HERBERT DE SOUSA, afim de compor avaliações finais e exercitar teoria e praticas implementadas, a partir da disciplina Laboratório de Teatro 1, ofertada pelo curso/Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura/Curso Teatro – Ministério da Educação e Universidade de Brasília(UnB)/Instituto de Arte(IdA).
Por meio de Teatro Aplicado, permitirá respeitar a habilidade real do educando, na promoção de direitos humanos-Criança/adolescentes sujeitos de direitos -, o projeto procura alentar valores e atitudes; a cultura de paz; a busca na incerteza de estimular altas habilidades educacionais; – tem como avaliação: o continuum e cumulativa - a troca do resultado pela atitude de valor, da percepção pessoal e geográfica; do pertencimento de grupo; da escuta/fala/reflexão-Ação entre professor-aluno ou, vice-versa. Não visa formar atores/atrizes profissionais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Busca-se-á entretanto, a conexão via Jogos Dramáticos e Teatrais, a partir do conhecimento / da prática / de reflexões em linguagem Teatro; também visa: (multi)inter(trans)disciplinar o currículo da escola. Outro objetivo, implementar aulas de Teatro Aplicado por meio da pedagogia de projetos.

METODOLOGIA
Por meio de jogos dramáticos e teatrais e/ou de exercícios em situações humanas; de temas livres e direcionados pelo uso do corpo-voz-mente;da montagem de peças curtas e de apresentações na escola;há Instrumentais de aplicação: Ficha de Identificação do Aluno(a)/Sondagem. Lista de Freqüência /aula. Ficha de Avaliação de Desempenho em Teatro/professor-aluno(a).

PERÍODO
INÍCIO: 01/JUNHO
TÉRMINO:01/JULHO

HORÁRIO
Será oferecido no período da manhã, (um projeto, de teatro-educação em contraturno). Se efetiva no sistema regular de ensino da Prefeitura Municipal de Fortaleza/secretaria executiva regional V, de forma presencial, de 9:00 às 10h30min, as segundas/quartas e sexta-feiras – sala (Lie/Laboratório de Informática Educativa)-, junto ao projeto pedagógico do professor e Projeto Politico Pedagógico da Escola.

TURNO
Manhã: de 9:00 às 10h30min, as segundas/quartas e sexta-feiras – sala (Lie/Laboratório de Informática Educativa)-

PÚBLICO-ALVO
Alunos(as) regulares de 3ª a 5ª (09 a 12 anos incompletos) série do contraturno(Tarde), da Emeif Herbert de Sousa.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
(JOGOS dramáticos e teatrais-(conceito: Ação(espaço/tempo))

Objetivo: desenvolver o conceito de ação e solucionar problemas (bater palmas, uso do corpo em movimentos do cotidiano /comandos e níveis de movimentos / espaço livre/circular de movimentos etc.), por meio de jogos em grupo.

Jogo/Exercício de Concentração / Aquecimento Corporal e Grupal - Todos em círculo. Define-se quem deve começar e para qual lado. Ao som da palma (dar), individualmente, o participante que comanda olha nos olhos para o participante que está a seu lado. Por meio da visão (simultaneamente, som e olhos). Do participante, que recebeu o comando, observa e recebe (olhadela e som) e,a encaminhar para o Outro a mesma ação e para mais outro em circulo. Segue sucessivamente até que, o facilitador proponha aumentar gradativamente, o ritmo de palmas e a possibilidade de direção da ação e do movimento em conjunto ou de surgir à espontaneidade e fluência do exercício em grupo.

Para que jogá-lo? Estimular a concentração individual/grupal e criar contato e clima de confiança.

Descrição detalhada: Pede-se aos participantes que formem um círculo. Designa-se quem deve começar e qual lado do direcionamento da ação deve começar (lado direito ou esquerdo do participante). No decorrer do jogo, os participantes podem encaminhar de forma indireta suas ações em bater palmas e as ações permanecem em conjunto. O ritmo acelerado, lento sustentado. Procura-se fruir atitudes, de: atenção / concentração / percepção. Elementos do jogo: ação/ritmo/som. Noção de espaço e direção direcionada: direto (esquerda e direita) e indireto(centro/esquerda/direita). Há definição de verbos: dar e receber (bater palmas: som). Utilização de sentidos: visual/auditivo etc.

Jogo de Descobrir Níveis de Movimentos (alto, médio, baixo)- A dividir o espaço em três níveis, em relação à altura do corpo, este pode situar-se num nível alto, médio e baixo. Solicitar aos participantes que façam poses ocupando esses três níveis de movimentos e a passar de um outro através de estímulos musicais ou batidas de palma (comandos): lentos. Rápidos.

Para que jogá-lo? Situar os níveis de movimentos pela fruição corporal dos/nos participantes e, a seguir atenção e criatividade.

Descrição detalhada: Deve-se a princípio, o facilitador, designar/ilustrar e/ou conceituar os níveis de movimentos (alto, médio e baixo). Observar o comando dado pelo facilitador ao passar de um nível de movimento a outro. O executante deve perpassar entre os três níveis através de estímulos.

Jogo/Exercício de Espaço de Movimentos: Todos em círculo. Ao centro, um executante voluntário realiza (cria e faz) varias ações físicas em três níveis de movimento (alto médio e baixo). Enquanto, todos os demais participantes repetem as ações, (recriam, imitam).Ao terminar sua ação em último nível; o executante deve procurar e olhar para uma pessoa escolhida do círculo e encaminhá-la pelo o olhar ao centro de todos. O/a escolhida procede com a mesma ação. Até que todo o grupo seja envolvido pelas ações executadas individuais ou, coletivamente.

Para que jogá-lo? Explorar a criatividade/espontaneidade e a imaginação de movimentos no grupo e contato familiar.

Descrição detalhada: Pede-se aos participantes que formem um círculo. Designa-se quem deve começar. O voluntário vai ao centro realiza (cria e faz) uma ação física. Enquanto, todos os demais observam os participantes repetem (imitam). Podem-se executar tais ações de movimentos extraídos do imaginário do executante etc, preferencialmente, movimentos do dia-a-dia. Deve-se a princípio, designar/ilustrar os níveis de movimentos (alto, médio e baixo). O tempo de movimentos para quem comanda, deve ser moderado, para quem o imite - consiga acompanhar o ritmo das ações. Ao terminar sua ação em último nível; o executante deve procurar e olhar para uma pessoa escolhida do círculo e encaminhá-la pelo o olhar ao centro de todos. O/a escolhida procede com a mesma ação. Até que todo o grupo seja envolvido pelas ações executadas individuais ou, coletivamente. Não se deve procurar repetir a participação de membros no jogo. Todos devem participar, espontaneamente.

Jogo de Espelho Corporal –(imagem, abaixo) Em dupla/frente a frente, um comanda moderadamente, os movimentos em espaços (livre) e a perpassar os três níveis: alto, médio e baixo, enquanto o outro participante, que recebe o comando, reflete em movimentos (imita seus gestos). No decorrer da ação, muda-se de comando e/ou de duplas. O facilitador observa o grupo/as duplas após esclarecer regras e supostas dúvidas ou de evidenciar níveis de movimentos/tempo,etc.



Para que jogá-lo? Desenvolver a atenção/concentração e a criatividade prestada aos gestos de um companheiro e a precisão de seus próprios gestos

Descrição detalhada: Designam-se as duplas. Em seguida, um comandante para os movimentos. É importante executar tais ações de movimentos extraídos do imaginário do executante, preferencialmente, movimentos do dia-a-dia. Deve-se a princípio, designar/ilustrar os níveis de movimentos (alto, médio e baixo). O tempo de movimentos para quem comanda, deve ser moderado, para quem o imite - consiga acompanhar o ritmo das ações. Com o tempo, caso a dupla esteja afinada, o ritmo de ações pode variar de fluência e mudar de participantes mas a permanecer em duplas. Também se for preciso, o facilitador explanar ao grupo, de forma breve, o conceito de níveis de Espaço de Movimentos (pessoal/ parcial/ total e social).

Jogo de Atitudes - A partir de uma posição neutra (confortável, braços ao longo do corpo, etc) de descontração, à qual deve sempre o participante regressar; o grupo terá de reagir aos comandos do facilitador (sob a forma de um a só palavra, ou frase extraída de um jornal, de uma história contada, de um texto (diálogo) teatral, de uma música, ou simplesmente inventada). Os participantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva até receber a ordem de voltar à posição neutra. Exemplos de comandos: magia, silêncio, feitiço, espera, brincadeira, música, tempestade, velhice, fome, medo, despertar, vaidade, trecho de uma peça.
Para que jogá-lo? Buscar a reação coletiva e a criatividade em rapidez e de comando.

Descrição detalhada: O grupo terá de reagir aos comandos do facilitador. Os participantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva até receber a ordem de voltar à posição neutra.

Jogo - A Compra da Tia - Todos em círculo o facilitador começa: “Minha tia foi à feira e comprou uma maça”. O seguinte diz: “Minha tia foi à feira e comprou uma maça e uma laranja”. O posterior diz: “Minha tia foi à feira e comprou uma maça, uma laranja e um caju.”. Assim, sucessivamente, até que um dos participantes possa esquecer ou alterar a seqüência, caso em que começar tudo de novo ou sairá do círculo.

Para que jogá-lo? Estimular o raciocínio em expressar a criatividade, o vocabulário e a atenção com rapidez.

Descrição detalhada: o Facilitador junto ao grupo decide se a compra da tia à feira deverá ser objetos, frutas, animais etc. Observar a sequencia lógica dada pelos participantes no jogo. Pode-se estimular um tempo (segundos) em resposta. Fica a disposição do facilitador ou do grupo, caso haja alteração de sequencia, a saída do participante ou permanência, bem como “pagar uma prenda” no final.

AVALIAÇÃO ENSINO/APRENDIZAGEM-JOGOS

-(É, avaliação contínua e cumulativa).

Há roda de conversa - (após realização de atividades, Sala LIE/Projeto) - sempre, se estabelece a mediação em prol de sujeitos proativos.

Professor Teatro Aplicado – educandos
Educandos – professor de Teatro Aplicado
Educandos – educandos.

No entanto, no decorrer do PROJETO ou aulas, poderão surgir outros meios em processos avaliativos. Como também, nos encontros pedagógicos da escola e de reuniões do conselho escolar; torna-se-ão possibilidades de espaços discursivos e de projeção avaliativa.

Fortaleza-Ce, 25 de maio de 2009.

Bibliografia
Laban, Rudolf Von. “Domínio do Movimento” –Ed Summus (Edição organizada por Lisa Ullmann):1978.

Fritzen, José Silvino. “Jogos Dirigidos: para grupos, recreação e aulas de educação física” - 10ª edição. Editora Vozes- Petrópolis: 1987.

Lascar, Serge e Gérard Faure. O Jogo Dramático na Escola Primária” – 2ª edição. Temas Pedagógicos. Editorial Estampa (Tradução de Manuel Ruas): 2000.
Reverbel, Olga. “Um Caminho do Teatro na Escola”. Editora Scipione. São Paulo: 1989.
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro / Viola Spolin; [tradução e revisão Ingrid Koudela e Eduardo José de Almeida Amos]. - São Paulo: Perspectiva, 2006. - (Estudos; 62 / dirigida por J. Guinsburg.), 349p
Periódicos
Arquivo pessoal, adaptação em jogos e experiência do ator e arte-educador Lúcio Leonn.

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Vide
Subcapítulo “Breve estudo de Jogos Teatrais, segundo Viola Spolin e, a partir da fundamentação comparativa e\ou colaborativa de demais pensadores (Brito, Koudela, Leenhard, Lignelli; Lucena, Santos, Slade)”. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2013/07/subcapitulo-breve-estudo-dejogos.html



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Minhas Explicitações para caminhos do facilitador em jogos teatrais (abril, 2009)


Por PROF.Lúcio José de Azevêdo Lucena(proponente)

-.Saber diferenciar jogos teatrais, de dramáticos; bem como suas características de efetivação.

-.O facilitador deve propor e conduzir os jogos, sempre agindo como um guia para o grupo. Como também, ter nítido quanto ao foco/objetivo de proposição em jogo/ambiente.

-.Ele deve procurar compreender as finalidades dos jogos teatrais em educação formal e não-formal, como, promover a inclusão, de: autonomia do sujeito; do desenvolvimento cultural em possibilidade lúdica; da ética; do engajamento; perceber a sua função social. Também, abordar de forma pragmática via jogos sua eficácia.

-.Do valor dos jogos - quando depende de como é aplicado e/ou conduzido (por Ele), em situação improvisacional ou de maneira lúdica.

-.O mediador deve entender que os jogos teatrais procuram proporcionar em quem joga/aplica, princípios relevantes, de: atuação/direção. Ação/ reação. E, possibilidades de efetivar via linguagem cênica em noção de tempo, espaço e ação.

-.De entender e diagnosticar os participantes em tática e de procedimentos em jogos, para seguir futuramente, com uma possível intervenção pedagógica.

-.Desenvolver de forma eficaz - os jogos - pela organização e facilitação em ambiência.

-.Procurar se indagar. Quem sou eu? Que lugar ocupa perante este grupo ou instituição? E, para responder tais questões, deverá levar em conta as características do grupo, da instituição e da mediação; como também, das seguintes condições: socioeconômicas / faixas etárias / gênero / sexualidade / religião / valores.

-.Gerenciar sempre que possível o mapeamento do grupo.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tarefa de Abertura e Finalização do Curso(módulo) Licenciatura em Teatro UnB/Instituto de Artes(IdA):LABORATÓRIO DE TEATRO 2

Fortaleza-Ce,17 de agosto e 07 de setembro de 2009

Palavras/Temas relacionados ao conteúdo de nossa Disciplina de Laboratório do Teatro 2 (UnB)
(cena/presença cênica/dimensão acústica/atitude e intenção)
[Imagem by leonn]
Palco da "Oficina O Teatro é o Outro" com Maurice Durozier-Théâtre du Soleil (2010)

A cena teatral hoje, por meio do corpo e de movimentos em processo de atuação acústica e visual, tem muito a nos dizer; contar, elucidar, duvidar, visualizar, corporificar... Passagens de vozes eloquentes, movimentos de eterno contra / re / fluxos. Ou, panoramas de ideias e de sentidos em diversas possibilidades de des/assossego cênicos.

São princípios de atuação/produção e de recepção do público, a partir da alteração e da percepção corporal entre o homem e a máquina -, elucidados por experiências e de pesquisas, não somente no campo teatral, mas na era e de interfaces tecnológicas, em meados do século 20.

E, para tanto, necessitamos dum corpo em estado de presença cênica. Ou, dum espírito vivo e circundante para acionar ações, articular pensamentos, desvelar situações e crer em circunstâncias dadas pelo Texto, ou no ato performático do intérprete criador. Existem antes, quando em ensaios, estudos; espaços de criação, de proposições, testes; há ensaios de mesa. Como exemplos de resultados em busca da presença cênica, podemos apontar os trabalhos de pesquisas, estudos teatrais e de atuação de, Silvia Davini e de Sulian Vieira Pacheco (Professoras da UnB/Instituto de Artes), a saber: Corpo como Instrumento e Lugar; Postura e Movimento Econômico; As Demandas da Cena; O Princípio Dinâmico dos Três Apoios; A Dimensão Acústica e Visual da Cena e a Produção de voz em Altas Intensidades; a Micro-atuação - junto aos alunos/as - intérpretes em Teatro.

Entretanto, faz-se necessário encontrar o norte da trilha e o mapa do processo a seguir. Assim, creio eu, vêm sempre à tona vozes de pertencimento do grupo e de caminhos cicatrizados em identidade corporal nos atores/personagens e na concepção ideológica do encenador/performer/intérprete/da cena.

Teatro é arte de Equipe. Da criação. De encontros sublimes e de tédio, pelo desencontro no escuro; do não-saber-como progredir de imediato.

O ator/atriz, senhor e senhora, (e, no dizer de Stanislavski) de sua arte; têm em comum, seus atributos físicos e orgânicos no corpo: a voz, a mente e, como chave mentora, é dever de projetar e de lapidar a voz em dimensão acústica. E, pode ser produtivo nos ensaios, pela busca do personagem/ator, a partir da cena, em que a persona está em mais evidência (em palavras-chaves); da prática e de sustentação do processo da micro-atuação que, comprova orientar a performance e o intérprete em toda obra – E, quando em contato com o público: revelará uma parcela significativa da voz/estilos/timbres/ressonâncias, significados etc. Além de tornar em processo orgânico corporal; de adaptação/transformação vocal e de ação cênica: uma dimensão de possibilidades, pelo corpo; do também, visual e gestual da Cena.

Logo, o intérprete promulga também, a construção de seus atos e gestos em prol duma atitude e intenção cênica. Isto é, na busca incessante de encontrar-se com seu personagem - face a face – numa performance e de movimento acústico, mesmo em encruzilhada da incerteza, ou do deixar a devir a Ser, em Dias de Ensaios/apresentação/treinos, ora do momento não criativo; ele/a deve seguir seu rumo. Porque há dias - não somente na vida dos artistas - relapsos do infortuito.

Por tanto, como exemplos de atitude e de intenção em re/educação corporal e de voz; reevidencio aqui o processo de atividade em Micro-atuação - em que consiste num processo que implica um trabalho meticuloso sobre as cenas-chaves e dos textos teatrais em abordagens de aprendizagens/atuação. Indico a projeção da voz em tempo/espaço de ensaios e performance, por meio da dinâmica de: frequência, da intensidade e do timbre. E, por fim, as sequências posturais, respiratórias e vocais apresentadas pelo uso do corpo em atuação/treino do ator/atriz, em série.

Mas é, no encontro crucial diante da platéia que, o intérprete pode estabelecer outro devir. Outrora, de vazio e a preencher-se de sentidos efêmeros, por meio dum espetáculo vivo e estético. Revelará a comunhão total e de situação presente com partes em débito de criação – ator-personagem -ou, o contrário, personagem-ator. Depois, ainda, será o momento do estante fugaz, do nervoso e do prazer, mesmo já estabelecido a des/ordem cênica, pela tríade: ator-texto-público. Assim, o uso da voz, pela ação de movimento corporal, revela um “corpo condicionado e de índice instrumental” - por meio de ensaios e via de princípios de atuação em palavras-chave ; de apresentação em altas intensidades, diante da platéia.

No entanto, isso não faz do artista um credor feliz ou infeliz. É mais uma obrigação de artista de dever cumprido em favor de sua arte teatral, (marca maior de interpretar o mundo e revelar situações); metamorfosear a Vida.

Por outra janela, o viés da cena teatral se revela. E, também, deixa-se fotografar por várias passagens e por diversas paisagens - figuras volúveis; de imagens corporais e de vozes melódicas e/ou acústicas, em querer sempre dizer algo estético e de valor cênico-criativo, por meio da Palavra, da Ação, de sentidos. Logo, o valor do humano, consubstancia-se pela Arte.

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Tarefa de Abertura e Finalização do Curso
(módulo) Licenciatura em Teatro UnB/Instituto de Artes(IdA):
LABORATÓRIO DE TEATRO 2
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena.
Tutoras: Martha Lemos/Maria Cristina Silva.
Professoras: Silvia Davine/Sulian Pacheco.

Universidade de Brasília (UnB) / Instituto de Artes (IdA) 

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Conclusões, fundamentações e contribuições teóricas em prol da (In)formação em Arte/Educação via Fórum:Universidade de Brasília(UnB)Instituto de Arte

Prof. Esp. Lúcio José de Azevêdo Lucena


“Ser contemporâneo de si mesmo é o mínimo que se pode exigir de um Arte-Educador.” Segundo Ana Mae Barbosa (imagem de reprodução, abaixo (a mãe), segundo cita Ana Amália Tavares Bastos Barbosa (a filha), 2007.

O vídeo (A formação do Arte-Educador e a Proposta Triangular) nos coloca a par do processo educacional em arte, por meio da abordagem triangular, de três ações: o fazer, o ver e o contextualizar Arte (anteriormente, em lugar de contextualizar, apontava-se a história da arte, como eixo de abordagem).


Compilei de alguns livros em Arte-educação, determinados argumentos em discussão teórica, a fim de complementar para fomentar nossas questões aqui sobre o assunto. Vejamos.

A professora e pesquisadora Ana Mae Barbosa sistematizou uma proposta, à qual deu o nome de Triangular. Foi implementada como metodologia, designação que posteriormente à própria autora reviu. Triangular, segundo a própria Barbosa, por derivar de uma dupla triangulação:

a primeira é de ordem epistemológica [...] A segunda triangulação está na gênese da própria sistematização, originada em tríplice influência, na deglutição de três abordagens epistemológicas: as Escuelas al Aires Libre mexicanas, o Critical Studies inglês e o Movimento de Apreciação Estética aliada ao DBAE (Discipline Based Art Education, traduzido como Arte-Educação entendida com Disciplina- patrocinada pelo Getty Center For Education in the Arts.) americano. (Segundo Ana Amália Bastos Barbosa (2007: 45), segundo cita Ana Mae Barbosa (Tópicos Utópicos, 1998, pp.33-34.). (Enxerto meu)

E, tal abordagem sempre me remeteu como professor de Arte e Educação, às idéias e fontes de, Luigi Pareyson, que segundo Bosi (2003:8), é um dos mais penetrantes italianos de nosso tempo, ao retomar a discussão dos temas centrais da Estética, em que considera como decisivos do processo artístico três momentos que podem dar-se simultaneamente: o fazer, o conhecer e o exprimir Arte.

Mas, o que é abordagem?

É o conjunto de idéias e crenças sobre a aprendizagem, são as teorias nas quais nos baseamos e nas quais acreditamos para desenvolvermos uma metodologia. A abordagem não determina um planejamento, mas indica os caminhos para o professor, segundo Barbosa, a filha (2007:35).

Ela segue:

(...) Sempre ouvi dizer que metodologia é o professor quem faz em sua sala de aula e só recentemente isto ficou claro para mim. Quando adotamos uma teoria sobre o ensino precisamos criar possibilidades para desenvolvê-la em nossas aulas. Fazemos então um planejamento à luz destas teorias, destas abordagens, mas, temos que levar em consideração quem são nossos alunos, qual é o contexto (teórico), para direcionar nosso fazer em sala de aula, (idem: 35-36).

Logo, em busca de definir e possibilitar aqui, nossa compreensão teórica e de familiarização com as três ações básicas da Abordagem Triangular, recorro-me ao escritos de Rizzi (2002: 67 e 69).
Ela diz, que:

quando nos relacionamos com a Arte, executamos: ler obras de arte, fazer arte e contextualizar. E, nos aponta concepções:

1. Ler obras de Arte: ação que, para ser realizada, inclui necessariamente as áreas de Critica e de Estética. A leitura de obra de Arte envolve o questionamento, a busca, a descoberta e o despertar da capacidade critica dos alunos. (...).
2. Fazer Arte: ação de domínio de prática artística, como por exemplo, o trabalho em ateliê.
3. Contextualizar: ao contextualizar estamos operando no domínio da História da Arte e outras áreas de conhecimento necessárias para determinado programa de ensino. (...).

Eu complemento, com uma transcrição (item 3): "Arte fora de um contexto histórico é arte sem memória.” (Ana Mae Barbosa cita: Edward Lucie-Smith, (2005:25).)

Mais ainda: História da Arte é uma disciplina autônoma pelos métodos que utiliza, por sua própria história e mesmo pelas obras que constituem seu objeto de estudo. Tal como a História da Ciência, a História da Arte é ao mesmo tempo um ramo da História Geral, da História da Cultura, das Civilizações. Segundo Ellery, (2005:04).

Retomando ao vídeo assistido, indica à formação continuada do Professor de Arte, a partir da ampliação de conhecimentos prévios (vida pessoal do professor) e de contar com um Projeto Pedagógico em Arte, crivo, de margem horizontal e tendo base o PcN/Arte. Também, deve levar em conta, o desejo “oculto”, de o professor ser pesquisador em arte.

Da proposta triangular, via três processos, concluo que, visa a organização cognitiva e do conhecer; saber arte por parte dos educandos e saber-ser professor. Ambos devem nortear seus caminhos por meio da articulação de elementos constitutivos em cada linguagem artística – como processo - desenvolverem o contexto pessoal, o entorno e a visão de mundo.

Dissonâncias...

Busco meus reencontros teóricos, com Hernández (2000:41) e sobre sua concepção de Arte na Educação para a compreensão da Cultura Visual. Ele ressalta:

Quando aqui nos referimos à arte na educação o faremos com generosa metonímia: a parte pelo todo. As artes plásticas e visuais não compreendem no que diz respeito a seu ensino e aprendizagem na educação escolar toda a Arte (por exemplo, o atual currículo o ensino fundamental, tanto na Espanha como do Brasil, inclui outras disciplinas como a música, o teatro e a dança – esta última no currículo brasileiro). O foco de interesse deste texto será a parcela que tem a ver não só com o universo da imagem, tal como foi abordado pela psicologia da percepção e da semiótica, mas com a representada pelas diferentes época e culturas. Vamos prestar atenção a manifestações da cultura visual numa trajetória ampla que nos levará desde as pinturas nas cavernas de Altamira ou da Austrália às galerias virtuais na Internet; (...).

Já com Rossi (2003:09), confere-se que:

O poder da imagem não diminuiu, pelo contrario, hoje vivemos na chamada “civilização da imagem”. É a era da visualidade, da cultura visual. Há imagens por toda a parte. E, com a entrada da tecnologia na produção das imagens, modificaram-se as bases do conhecimento humano. As crianças desde cedo, aprendem a interagir com elas através de comandos nos videogames e computadores, e aprendem a produzir e consumir imagens de toda ordem.

Indo para minha pesquisa de campo, em Fortaleza-Ce, e registros históricos a partir da década de 1990; os verdadeiros Professores concursados em Arte (de 2001, que são poucos) – (até o ano 2000 - o ensino na Prefeitura Municipal de Fortaleza, se caracterizava na figura do Orientador de Aprendizagem/sistema de ensino, via Tevê); têm ciência da proposta triangular ou de aspectos da cultura visual – conhecimentos esses adquiridos antes ou, posterior, ora em educação inicial / continuada e/ou em serviço.

No entanto, nem todos utilizam como prática educativa tal abordagem em sala de aula e sequer seguem a Proposta (versão preliminar-2002: prefeitura municipal de fortaleza \ Ser V) de Ensino Seqüencial em Arte, por linguagens.

Além disso, se perpetua entre nós a polivalência e a formação inicial do professor em única linguagem artística. Outrora, remete-se no passado, à falta de curso superior em Artes Cênicas (só a partir de 2002) e de Licenciatura em Teatro (2009) e da Dança (somente, pós-graduação) na cidade, dentre outros aspectos relevantes.

É como configura hoje, no magistério municipal, a carência em políticas públicas voltadas à educação estética no processo de ensino-aprendizagem em Arte - segmento professor efetivo, deixa a desejar.

Para finalizar, percebo certo “desconforto” e de “rivalidade acadêmica” entre a proposta triangular de Ana Mae Barbosa, (dispensa apresentação) e a cultura visual de, Fernando Hernández, (professor titular da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona, Espanha.). Imagem de reprodução à direita, abaixo.


Avulto isso, mesmo quando (entre) ambos tenham participado, face a face, em congresso da INSEA - Internacional Society of Education Through Art, (1993); outrora, de convite presencial ou, de Hernández, no contexto do curso de mestrado da ECA – Escola de Comunicações e Artes/USP, (1994).

Sobre o discurso da CULTURA VISUAL, Ana Mae Barbosa vai de encontro. Embora, defenda o aspecto positivo, do tal discurso criativo que se preocupa com a ideia de fazer arte, em prol da construção de conhecimentos. Ressalta ainda, que, os meios de audiovisuais precisam estar presentes em sala de aula, para sinalizar perspectivas imagéticas.

Em seu já argumentado livro acima, Hernández (idem: 82-83) menciona, noutro capitulo o seguinte pensamento, sobre a Proposta Triangular e os PCNs:

(...) a importância de reconhecer as estruturas de racionalidade a partir das quais se fundamenta uma proposta curricular quando sequer reconhece alguns traços do sistema de valores que transmite. (...).

Essa mesma análise poderia ser revelada com os PCNs, mas acredito que sejam os próprios docentes brasileiros que a possam realizar. De qualquer forma, permitam-me destacar que se partirmos da influência da proposta triangular nesse projeto curricular e do reconhecimento das fontes das quais se alimenta – o movimento mexicano das Escolas de Arte Livre, o enfoque de Estudos Críticos britânico e o DBAE americano (segundo Hernández, apud segundo Barbosa, 1994a) -, podemos dizer que são as formas de racionalidade forasteira, expressionista, comunicativa e culturalista que orientam, predominantemente, essa proposta curricular.

Segue adiante:

Esse reconhecimento não é, em si mesmo, nem bom nem mau, nem implica um juízo de valores torná-lo público. São suas conseqüências, em relação aos valores estéticos e artísticos mais estendidos num país tão diverso como o Brasil (pouco tem a ver o Nordeste com São Paulo, ou Porto Alegre com a Bahia) que, nos poderão indicar, reações sindicais à parte, as formas de apropriação e se realizam (e seus efeitos na construção da identidade de professores e alunos) da proposta triangular.

De qualquer forma, espero que me permitam, como observador participante de alguns momentos do processo brasileiro, destacar que, apesar das propostas renovadoras de Barbosa e dos próprios PCNs, predominam propostas vinculadas a uma tradição expressionista que, ainda que leve em conta as propostas da Escola Nova ou de autores como Lowenfeld, Read, (...), aproxima-se do que bem se poderia denominar uma concepção ‘libertadora’ e ‘lúdica’, na qual as noções como cultura, contexto e comunicação costumam ser impregnadas por uma característica ‘espiritualista’, na qual predomina o papel da experiência dos adultos e dos alunos, acima de proposta alternativas ou interdisciplinares (Hernández (idem), cita acima, o pensamento de Mendes, 1998.). Grifos nossos.

Por fim, ele insiste, que:

Isso não é um juízo de valor, mas sim uma observação que pretende ser neutra, no sentido de tomar certa distância. Intuo que haja um forte componente de tudo dito anteriormente no que, em termos genéricos, poderia ser denominado como ‘idiossincrasia brasileira’, mas tenho dúvidas que a(s concepção(ões) da educação das artes visuais os PCNs, totalmente inovadora em muitas de suas proposições, possa dialogar com facilidade com essa cultura inercial, a não ser eu utilize uma estratégia de formação que a leve em consideração e que parta dela. De qualquer forma, observo um terreno predisposto a uma mudança devida, de maneira especial, à importante tarefa de divulgação e formação realizada por Ana Mae Barbosa e por educadoras como Regina Machado, Rosa Iavelberg, Elizabeth Aguiar, Mirian Celeste Martins, Mariazinha Fusari ou Maria Heloisa de Ferraz, entre outros profissionais (....). Hernández, mais uma vez, cita aqui, o pensamento de Mendes, (1994). Idem.

Conclusão

Ao ver o vídeo e a confrontar ideias e pensamentos aqui, confluindo com as minhas pesquisas encontradas em livros, principalmente, sobre a cultura visual, penso que, cada um defende, diretamente, seu pedestal, embora não considero um desserviço à educação e ao ensino de Arte suas infindáveis contribuições.

Sigo abaixo, para finalizar, com duas questões:

sobre os caminhos teóricos (abordagem triangular, a cultural visual: por projetos de trabalho em Barcelona; apontados e traduzidos em nosso país/ do PcN-Arte), ou das pesquisas sistematizadas (museu de arte contemporânea da universidade de são paulo) em Arte-Educação – tudo é linguagem, em/de expressão plástica; ora, ambos fundamenta(ra)m-se nos estudos teóricos fora do Brasil.

Em que lado deve ficar e a conjugar em sala de aula ou, de opor-se o Arte-educador brasileiro? Há um olhar de currículo e de panorama eurocêntrico? Vale à pena, enfocar o Ensino de Teatro e seus componentes constituintes, nesse embate teórico? É de fato, um embate teórico entre dois pensadores? E, ainda: pode-se ter\proceder em sala de aula práticas dissonantes?

Se consideramos o conhecimento em arte(Teatro), a partir da Proposta Triangular do Ensino de Arte, (artes visuais): o fazer, o ler e o contextualizar;

quais alternativas abaixo indicadas e construídas ao longo do tempo, apontam os pontos de partidas, dos elementos essenciais básicos do proceder, apreciar/fruir e contextualizar o Ensino do Teatro. Ou, de como conhecer as práticas e comportamentos espetaculares organizados em cena, a partir de/do.

(A) – Personagem, conflito e situação dramática.
(B) – Ator/atriz, texto e recepção (público).(C) – Corpo, autor e texto.

Por fim, são perguntas que visam, também, reflexões e consonâncias - entre as ideologias demarcadas, a partir de discursos pedagógicos em Arte (re)apresentados e aqui consubstanciados, somente.
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Fontes consultadas:
BOSI, Alfredo. Reflexões Sobre a Arte. São Paulo: Editora Ática. 7ª edição, 2003.

BARBOSA, Ana Mae (Org.). Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte. In: Caminhos Metodológicos. Segundo Rizzi, Maria Christina de Sousa, (capítulo 5, pp.63-70). São Paulo: Cortez, 2002.
________, Ana Mae (org.). Arte/Educação Contemporânea: Consonâncias Internacionais. In: Arte moderna, Historia da Arte e Critica de Arte. Segundo Edward Lucie-Smith, (pp.25-39): Parte I – História da Arte e seu ensino. São Paulo: Cortez, 2005.

BARBOSA, Ana Amália Tavares Bastos. O Ensino de Artes e Inglês: Uma Experiência Interdisciplinar. In: Capítulo 2: Abordagens Contextualizadas. Tópicos, (pp. 35-36): Abordagem, metodologia ou prática? A Abordagem Triangular no contexto do ensino de arte, (pp.41-43). São Paulo: Cortez, 2007.

ELLERY, Maria Angélica Rodrigues. Apostila História da Arte. Curso de Turismo do Cefet-Ce. Fortaleza-CE: 2005.

HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. In: subcapítulo - O Papel do Conhecimento Artístico na Educação Escolar, (pp.41-42): capítulo 2 - A Arte na Educação para a Compreensão da Cultura Visual. Subcapítulo - A Importância de Detectar as Concepções que Orientam as Propostas Curriculares, (pp. 82-83): capítulo 4 - As Concepções que Orientam o Currículo. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

ROSSI, Maria Helena. Imagens que Falam: Leitura da Arte na Escola. In: Introdução: Ler Imagens, ler o mundo, (pp.9-12). Porto Alegre: Mediação, 2003.

Meio eletrônico
Parte de vídeo: A formação do Arte-Educador e a Proposta Triangular. Acesso: em setembro de 2009. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=8NkVRui4k58

Periódicos

Arquivo pessoal e experiência do ator e Artista-educador Lúcio José de Azevêdo, Lucena - Lúcio Leonn.

(Fortaleza-Ce, 18 de agosto de 2009)