por Lúcio José de Azevêdo Lucena
Relação em tríade: da experiência corporal vivenciada no módulo Tecnologias de Improvisação – Um sistema de análise e pesquisa de movimento; da prática profissional cotidiana do aluno e de estudos e leituras do texto: “O Movimento Qualquer”, de Paulo Caldas, (RJ).
“Além do movimento dos corpos no espaço, há o movimento do espaço nos corpos”. Rudolf von Laban, (Bratislava,1879 - Inglaterra, 1958.)
(Foto de Alex Hermes) Um sistema de análise e pesquisa de movimento foi abordado em módulo pelo professor Paulo Caldas, (Imagem, acima). Estudo laboratorial para a pesquisa e análise de movimentos a partir de temáticas e procedimentos referenciados nos estudos de Laban e nas proposições apresentadas por William Forsythe em seu CD-ROM “Improvisation Technologies – a tool for the analytical dance eye”.
Da tríade, a partir de análise minha em módulo, propõe uma perspectiva e um pensar de construção dramatúrgica do corpo em movimento; de composição e criação coreográfica de intérprete em atelier criativo e de cena arquitetônica. Reside no campo da idéia de restrição em pluralidade corporificada; de estabelecer regras criadas para resultar em plasticidade do movimento - espetáculo em dança/corpo de intérprete.
Um momento de experiência vivenciada em módulo encaminha-se, abaixo:
“Em sala, todos a andar pelo espaço (total) em diversas direções. Procurar um ponto no espaço (foco). Aproximar do parceiro para formar dupla. Outro parceiro, da dupla formada, a se movimentar lentamente, (enquanto o outro parado, em dimensão de circunferência) sob tal corpo em movimento. (I)móvel - abrir espaço em níveis de movimento. Em estado de movimento. É preciso variar o tempo em oposição ao outro. Rápido/ forte/fraco/ sustentado.”
Paulo Caldas nos pergunta e ressalta: “que ações podem ter/variar/fazer com uso do corpo?Deslizar, flutuar, torcer. Olhar periférico. Mover ao entorno de outro sem precisar olhar. Mas a ter consciência do todo(?). Um olhar in/direto.”E, vai além: “devem-se acrescentar partes do corpo, antes em restrição de fruição de ações; fluem unidades do corpo: membros superiores e/ou inferiores. Não interromper o re/fluxo do movimento e ir ao encontro de outra dupla (sem papel definido), e tornar-se uma única estrutura de movimento.”
Logo, busquei acima, compilar de minhas anotações Um exemplo de uma das peças de proposições da engrenagem em experiência corporal vivenciada em Módulo.
(Imagens abaixo, Lúcio Leonn, em proposições de exercícios em módulo Tecnologias de Improvisação – Um sistema de análise e pesquisa de movimento (2009), a partir de temáticas e procedimentos referenciados nos estudos de Laban e nas proposições apresentadas por William Forsythe).
Partindo para outra situação, o contato visual e prático com William Forsythe em seu CD-ROM “Improvisation Technologies – a tool for the analytical dance eye”.
Ao assistir o vídeo, sua análise visual nos coloca a par de certos vocábulos em composição coreográfica, a partir do olhar autoral de Forsythe e do recurso multimídia. Gramáticas e terminologias, como: mover continuamente em torno do próprio corpo; ponte; dropping points/extensão/inclinação/transportação de linhas/anglo e superfície/torções; escrita de movimentos em espaço-tempo e de rotação; de alternar a liderança e fluxo de movimento e extremidades; U-ing – a fazer um U e, por fim, alguns exemplos aqui, o writingand wiping.
Em pensamento escritos no texto de Caldas, ele ressalta o seguinte: “Um espaço moldado em linhas atuais e virtuais que se extraem, dobram, estendem, unem, deslocam, caem e que levam o corpo à produção de todo um mundo de movimentos inéditos?” (In “O Movimento Qualquer”, p.10).
Ao mesmo tempo, nos pergunta e faz refletir, outrora, apresenta dois âmbitos de composição coreográfica, a saber: o artesanato e a arquitetura. O primeiro resulta num trabalho sobre o corpo ligado à criação de partitura de movimento em tempo/espaço, que se constitui. Já o segundo, projeta-se como algo que se passa na cena, sobretudo em atividade e fruição de elementos constitutivos da linguagem Dança, (figurino/cenário/luz etc.). Caldas nos alerta em texto e vivência em módulo, que: “serão distintas as conseqüências e os desdobramentos do uso de regramentos composicionais, em ambas as composições”. Até mesmo, ao aliar-se: “recurso ao acaso” – logo, em contraposição, o vocabulário treinado (artesanal) coincide como o vocabulário encenado (arquitetura).
Sigo agora, para sucinta exemplificação de outro momento de experiência vivenciada em módulo, abaixo. Tratou-se de composição/produção e apresentação coreográfica em cena/aula, individualmente, - a partir da compreensão teórica e prática do aluno (vide vídeo, acervo pessoal aulas de Paulo Caldas).
Definir qualidades de movimentos, com: precisão, leveza, intenção em linha e peso, por meio da escrita/frase de nosso próprio nome em espaço/tempo. E, revelou-se uma possibilidade de movimento em espaço de âmbito artesanal (de criação coreográfica). Vejamos breve entendimento, da cena/aula.
Também, em vídeo:
Exercício
em proposição (individual): aluno\Intérprete
Lúcio Leonn.
O meu nome: Lúcio Leonn. Da letra L = resultou num movimento total do corpo em chão - corpo à esquerda e frontal em 90º. Tempo rápido. Em seguida, meu elevar de corpo com o inclinar do tronco, também em 90º, em espaço aéreo à direita, (ainda permanecem pernas estiradas ao longo do solo, sentado); surge em tempo sustentado - movimento de braços e mãos articuladas em gestos de vogal U, (posição convergente e divergente do encontro, união dos dedos de duas mãos à frente e, junto ao plexo solar em linha horizontal imaginária a subir em linhas retas verticais (e virtuais) paralelas, procedentes de movimentos convergentes e definidos antes, por dedos das mãos e braços articulados.).
“Tal percurso pode ser modulado, ou se não, busca-se a qualidade de movimento entre transição de movimento criado/experenciado a outro, sucessivamente.” Avisou Caldas, durante o nosso processo de busca e de treino de movimentos.
Da letra C = indiquei meus braços em posição de peso, em linha curva: “segurar uma bola”, à esquerda com movimentos de tencionar, “quebrar a cintura”, em nível baixo. Da vogal I - possibilitou-me subir (nível alto) e braços ao longo do corpo; pés e pernas juntas em eixo gravitacional. Já a vogal O, (última de, Lúcio); realizei uma circunferência em torno de mim mesmo, (corpo em direcionamento de nível médio ao abrir em espaço direto, em tempo rápido com perna direita ao encontro da esquerda parada. Espécie dum rodopio junto ao solo.
Indo para Leonn, meu procedimento fora o mesmo. De forma abrupta meu corpo foi ao solo (houve restrição de minha parte, por repetir o movimento anterior, referente à letra L.). A vogal E, (formada no meu pensamento aqui, por três retas paralelas horizontais e uma única reta vertical); segui por quatro movimentos sustentados em ponta dos pés e braços estirados, a partir da cintura. Em única linha reta vertical; retornei o mesmo percurso ainda nas pontas dos pés de costas, sempre alternado a “respiração” de um único braço à direita, outrora, à esquerda, em tempo lento.
Por fim, a proposição em exercício coreográfico apresentado aqui, prosseguiu até seu término de apresentação e apreciação em módulo/aula. Pontuada por uma música ao fundo, escolhida por Caldas.
(Imagem acima/reprodução, Lúcio Leonn - breve ensaio coreográfico (âmbito artesanal) para o espetáculo: “Os Olhos de Bette Davis”, de Ricardo Andrés Bessa, de 24 de julho de 2008. Grupo Comédia Cearense. Teatro Arena Aldeota [CE].)
Da minha experiência profissional e cotidiana às aulas em Módulo, remeteu-me mais uma vez ao trabalho e estudos de Laban, (de âmbito artesanal), - aulas minhas vivenciadas no Curso “Arte do Movimento - Rudof von Laban” (1994), por Augusto Pereira da Rocha e também, da prática e da teoria (âmbito arquitetônico) dos Viewspoints / Pontos de Vista (em: atuação, direção, cena/dramaturgia/escrita, design etc.), desmistificados por Anne Bogart e Tina Landau, em aulas de Sandra Meyer, módulo dança e teatro,(2008).
(Imagem/reprodução/DVD. Leonn, à esquerda.) Espetáculo [âmbito arquitetônico]: “Os Olhos de Bette Davis”, de Ricardo Andrés Bessa. Temporada agosto de 2008. Grupo Comédia Cearense. Teatro Arena Aldeota [CE].
Por outro lado, ao trilhar aqui minha linha artesanal/arquitetônica de movimentos coreográficos; de continuidade a meu olhar e exemplificar, em experiência profissional e cotidiana junto à Dança; relembro: estive atuando e a substituir outro bailarino em Um espetáculo, (últimas imagens, acima), “Os Olhos de Bette Davis”, (para mim, dança e teatro); quando após ensaios e criação em solo, de movimentos em cenas; parti do campo artesanal para o resultado final (arquitetura) e, resultou em outros movimentos.
Logo, alertado pelo ponto de vista da intérprete/cantora e atriz cearense, Ivanilde Rodrigues; meus movimentos em cena inicial - apresentação de personagem - não deveriam ter maior projeção que o texto proferido pelo outro ator (um monólogo) em cena, paralela à minha. Outra, meu personagem vivia no plano onírico da questão. Assim, dias depois, entrei no campo da restrição de movimentos; procurei outro pensar coreográfico; reduzi e condensei o máximo de movimentos.
Para conclusão desse texto e seu entendimento, eu permaneci toda a cena inicial e do diálogo em posição (i)móvel, de pé, diante da platéia com olhar fitado e corpo em meio cambré à esquerda, mantendo linha frontal de corpo para as saídas de cenas, - queria fazer alusão a um bailarino quando estar em cena, num ato parado ou nos ensaios ora, em agradecimentos ora a esperar sua deixa de movimentos. Mas nesse caso, eu tinha, primeiramente, de projetar a voz de meu personagem e adentrar no mundo real e terreno da cena. O dançar ficou na metade das minhas cenas e revelou para mim, a busca incessante de novas possibilidades e de sentidos dum dançar em esculpir o tempo/espaço in/finito de movimentos.
FONTES CONSULTADAS
Arquivo pessoal e experiência do ator e Arte-educador Lúcio Leonn, em aulas/espetáculos: “Os Olhos de Bette Davis”, de Ricardo Andrés Bessa. Grupo Comédia Cearense. Teatro Arena Aldeota (CE). Jul/agosto: 2008.
Módulo: Dança e Teatro, ministrado pela professora de dança Sandra Meyer, 12 a 17. Maio: 2008.
Módulo: Tecnologias de Improvisação – Um sistema de análise e pesquisa de movimento, ministrado pelo professor Paulo Caldas, 14 a 18. Abril: 2009. E, texto escrito, “O Movimento Qualquer”. Disponibilizado em módulo/aulas. Ambos módulos foram ministrados no Curso de Extensão Dança e Pensamento. Escola de Dança Vila das Artes/Secultfor. Parceria: Universidade de Federal do Ceará (UFC).
Atividade de Conclusão Módulo: Tecnologias de Improvisação – Um sistema de análise e pesquisa de movimento, ministrado pelo professor Paulo Caldas, de 14 a 18 de abril de 2009. Curso de Extensão Dança e Pensamento. Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn. Escola de Dança da Vila das Artes/Secultfor, parceria Universidade Federal do Ceará (UFC).
por Lúcio José de Azevêdo Lucena "No cinema a imagem que vemos na tela também passou por um texto escrito, foi primeiramente ‘vista’ mentalmente pelo diretor, em seguida, reconstruída em sua corporeidade num set, para ser finalmente fixada em fotogramas de um filme. (...) Esse ‘ cinema mental’ funciona continuamente em nós – e sempre funcionou, mesmo antes da invenção do cinema – e não cessa nunca de projetar imagens de nossa ‘tela interior’ ”. (Maria Isabel Leite, (2004) apudItalo Calvino, p.104.).
Imagem acima, (reprodução), Amélia, de Edouard Lock, (Canadá), 2002.
Ao assistir o vídeodança AMELIA, de Edouard Lock [Cia. La La La Human Steps], via DVD, a gente se pergunta: a câmera está a serviço dos intérpretes na representação de cenas; de coreografia bastante expressiva ou, os intérpretes estão em maestria (destreza, habilidade e competência), a serviço de planos, de localização da câmera em espaço ambiente (cenário/set), ora, em captação e recepção de imagens, por suportes fixos, outrora, manual?
Mas, não é nada disso que, gostaria de aqui apontar! Há uma sincronia perfeita. A câmera, enquanto linguagem em vídeo comunica seus elementos constitutivos e de interfaces na Dança, (vídeo, como elemento de criação/vídeodança).
Outro olhar é de estratégias, adaptação de cenas e de execução entre ambas as linguagens. Revela uma criação de dança para câmera. – Transposição. Assim, como o recurso tecnológico e da informática na Arte: a multimídia personifica a obra.
Ao revisitar alguns pensamentos, reencontro o seguinte dizer:
“(...) a manipulação computacional da imagem ou processamento da imagem implica o poder do computador para produzir mudanças até mesmo em imagens que não foram originalmente criadas dentro dele. Assim, imagens previamente existentes, como fotos, reproduções fotográficas, filmes e vídeos, são digitalmente armazenados no computador para serem trabalhadas em uma multiplicidade de modos possíveis, desde a edição e intensificação da cor até a indetectável adição, rearranjo, substituição ou remoção de certos traços ou partes da figura”.(Por que as comunicações e as artes estão convergindo? Segundo Santaella, (2005). Capitulo: as afinidades & atritos entre fotografia e arte, p.28.). Da concepção visual do filme está a alicerçar entre o cenário fechado (in) e não há o campo externo (out). De antemão, uma perspectiva em diagonal e ao fundo. Um ângulo, como um contra-plongée, do teto, suspende o espaço físico e nosso olhar sob a dança.
Já o desenho coreográfico criado para câmera, logo de inicio – resulta num jogo de sombra, dum corpo em ato parado - para iniciação de créditos. Em seguida, o recurso slow motion. Anuncia-se, assim, a presença de gênero em dança, a dois, (feminino/masculino). Também, se percebe sempre adiante, um jogo de dança dual entre os gêneros e de tempo em dança, num espaço solo e coletivo.
O espectador exerce uma posição de observador visual, a partir da ilustração: corporal e iconográfica - imagens de perspectiva/vista do alto. O corpo em sombra e de posicionamento da câmera em solo (pés da intérprete).
Mais, uma vez:
“O vídeo também produz uma sensação de intimidade e de extensão do gesto do artista, uma gestualidade até então associada à pintura, especialmente ao expressionismo abstrato na sua ênfase do ato físico de pintar. Com o vídeo, o gesto do artista podia ser registrado e seu corpo observado no próprio ato de criar. Esse foi um outro fator responsável pela entronização relativamente rápida do vídeo nos ambientes artísticos. Um fator adicional para isso encontrava-se ainda no uso do monitor como uma escultura”, (idem. Capitulo: o vídeo & as artes, p.54.).
Continuando, surge um travelling de cima para baixo em 3-D: enquadramento do corpo inteiro. Movimento de câmera em posição linha horizontal/dimensão ao fundo de cima (corpos) para o nível baixo e de acompanhar o salto, de reconstruir imagens em justaposição e de congelamento (imagem: i/móvel), em terceira dimensão, para anunciar um corte por meio da tela escura.
Percebe-se a visualização da mesma imagem de salto congelado, em composição, de diversas possibilidades de ângulos e de “ajustes”, de câmera/edição – imagens (re)construídas em corpos e em movimentos sustentados.
As cores utilizadas, bem como, a direção de arte, fazem uso (figurino) de cores neutras (branca, preto e cinza), até frias e quentes (no cenário). O claro e o escuro, o âmbar, pelo jogo de luz de cena.
(Imagem, idem).
O ritmo da edição/câmera segue em enquadramento, a partir do corpo da intérprete em paragem (reconstrução de imagens) e por vezes, cortes de imagens de forma brusca, até criar em outros planos, possibilidades de visão e, de movimentação coreográfica.
Logo, “O tratamento eletrônico de imagens em mesas de edição de vídeo, técnicas de computação gráfica, criações com imagens sintéticas não é mais resultado do olhar de uma câmera, como no caso da fotografia, cinema ou vídeo. As imagens são geradas por diversas técnicas e procedimentos através de botões e comandos de recursos eletrônicos. As imagens vivem uma poética da metamorfose em montagens sucessivas. Montagem é um deslocamento constante de idéias construídas por espaços e tempos arbitrários a partir das tecnologias e seus bancos de dados”.(In Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidos. Subtopico: Arte e tecnologias eletrônicas: vídeo e computador nas criações, (Domingues, 1999), p. 49.).
Por fim, em momentos, a câmera localiza e comunica para nós, os intérpretes em primeiro plano da tela. Há justaposição de imagens (fundo e, o 1º plano). E, anuncia a entrada e percurso do bailarino ao seguir em movimentos no grupo/área grupal. Ela protagoniza e recria, como disse antes, um duelo de jogo videográfico (entre os intérpretes/nos movimentos coreográficos/no telespectador), percorre por meio de corte e retorno de edição, da computação gráfica ou planos bi e tridimensionais.
Outrora, a câmera pontua um silêncio de imagens e de luz cênica. Logo, se perpetua entre nossos olhos de telespectador a magia de imagens em efeitos especiais. Aguça e reinventa os sentidos perceptivos do corpo, na Dança.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PILLAR, Analice Dutra (org.). A Educação do Olhar no Ensino das Artes. In Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidos. (Subtopico: Arte e tecnologias eletrônicas: vídeo e computador nas criações. Apud Diana Domingues, p.49.) - Porto Alegre: Editora Mediação (Cadernos de Autoria), 1999.
SANTAELLA, LÚCIA. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? – (Coleção questões fundamentais da Comunicação; 5/coordenação Valdir José de Castro). São Paulo: Paulus, 2005.
FONTES CONSULTADAS
COSTA, Cristina. Questões de Arte: a natureza do belo, a percepção e do prazer estético. 5ª impressão, Editora Moderna (Coleção Polêmica). São Paulo: 1999.
DORFLES, Gillo. O Devir das artes / Gillos Dorfles; tradução Píer Luigi Cabra; revisão da tradução Eduardo Brandão. - (Coleção A). - São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MEIO ELETRÔNICO
DVD / AMELIA, de Edouard Lock, (2002). Acesso em: janeiro 2009.
Atividade de Conclusão do Módulo: Dança e Vídeo - Eixo Temático: Interfaces, ministrado pelo professor Marcus Moraes, de 03 a 08 de novembro de 2008. Curso de Extensão Dança e Pensamento. Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn. Escola de Dança da Vila das Artes/Secultfor, parceria Universidade Federal do Ceará (UFC).
Veloso, Jorge das Graça. O Teatro e suas origens: uma visão multiculturalista (Módulos-9 /História do Teatro 1, 21p). Curso a distância Licenciatura em Teatro do Programa Pró-Licenciatura – Fase II. Universidade de Brasília /UnB. Instituto de Arte/IdA.
1.Resumo
O Teatro e suas Origens: uma Visão Multiculturalista
- Aborda, intertransculturalmente, o Teatro para além do olhar greco/romano tão difundido entre nós ocidentais. Compreende-se em subtópico: a Tragédia e o Mito. A perpassar também, a expressividade da Comédia Antiga e a Nova e as Repercussões da Tragédia e da Comédia Gregas no Império Romano; o registro do Teatro das Comunhões na Idade Média Européia.
1.1.Palavras-chave
Análise Multiculturalista
Perspectiva Etnocentrista Descartada
Repercussões da Tragédia e do Mito
Repercussão da Comédia Antiga
Visão do Teatro das Comunhões na Idade Média Européia
1.2.Frase mais relevante
(...) Consolidou-se para os teóricos ocidentais a mitificação do surgimento da arte dramática nos já citados rituais de adoração a Dioniso, o que geralmente é estudado na maioria dos cursos sobre a linguagem (...).
1.3.Relevância
Primeiro, desmistifica nosso olhar sobre a origem dum teatro singular e paradoxal (Grécia) já exaltado, bastante difundido entre nós. E, segundo, o Texto, vai sinalizar vários povos e suas civilizações, a partir dum Teatro em diversidade e de inclusão de novos protagonistas na História Geral do Teatro. Então, a busca de perceber em nós, tais origens teatrais; sua cultura de massa e de características artísticas; suas confluências e de resistências, se fazem urgentes.
1.4.Comentário
Há em nós a necessidade de conhecer os elementos constituintes desse fazer teatral em cada região ou país; mesmo que distantes, geograficamente ou via pesquisas científicas. É perceber em nós, a busca de encaminhar coletas e de estudos em prol da visão multicultural de hoje. De convergir para uma verdade histórica e universal. Antes, “esquecida”; desrespeitada ou até mesmo hoje, (o foco), é abolir de nossa Velha História - a cicatrização de uma inverdade multissecular, a cerca da origem do fenômeno teatral.
2. Pontos destacado sem citações do Texto- O Teatro e suas Origens: uma Visão Multiculturalista,que gostaria de discutir com a turma e disponibilizei (Re: Fórum do Fichamento. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - segunda, 11 maio 2009, 23:37). Segue abaixo.
Citações
(...) Existem registros em que o homem “representa” para os deuses em eras muito anteriores aqueles tempos gregos (...).
(...) Fugindo então de uma compreensão etnocêntrica e analisando por uma perspectiva multiculturalista, o surgimento do teatro poderia ser descrito por outros caminhos (...).
(..) Os primeiros registros historiográficos sobre esta prática vão ser localizados no Egito (...).
(...) O próprio Aristóteles não deixa de levar em consideração que outros povos também reclamam para si o privilégio da criação do teatro. (...)
(...) Pela perspectiva do teatro como invenção, estava criada a primeira fala de um protagonista, isto é, ator (agonista) principal (proto) (...).
(...) A Análise é feita por uma perspectiva multiculturalista. (...) O que a diferencia das demais é o fato de que, com o passar do tempo, e com o poder de se impor a outras culturas pelas potências colonizadoras européias, essa versão foi canonizada como “a verdade” do surgimento do próprio teatro (...).
A TRAGÉDIA E O MITO(...) Se já compreendemos que o nascimento do teatro se deu por manifestações rituais cênicas em diversas partes do mundo,ele vai ser organizado como espetáculo artístico também a partir da tragédia e da comédia atenienses, entre os séculos 6 e 5 a.C (...).
(...) A tragédia é, então, a representação do castigo pelo cometimento de algum excesso por parte dos comuns dos mortais (...).
A COMÉDIA ANTIGA E A NOVA E AS REPERCUSSÕES DA TRAGÉDIA E DA COMÉDIA GREGAS NO IMPÉRIO ROMANO
(...) A Comédia Antiga era improvisada e vinha dos cantos fálicos (...).
(...) Comédia Antiga exigia uma veia poética de homens altamente dotados de fértil imaginação e alto discernimento poético, como afirma Gassner (1974) (...).
(...) Drama romano este que será, principalmente a partir dos trabalhos de Plauto e Terêncio, é a reencarnação da própria comédia ateniense, mesmo considerando-se que seu estilo não é grego, mas latino (...).
TEATRO DAS COMUNHÕES NA IDADE MÉDIA EUROPÉIA
(...) registros sobre as atividades teatrais são basicamente as companhias itinerantes de mimos e acrobatas (....).
(...) Assim se constrói o conjunto de autos, mistérios e moralidades de todo o período em que o teatro sustenta a pregação religiosa nas igrejas de uma Europa que consolida o cristianismo como principal fundamento religioso (...).
(...) Com a saída das igrejas, os atores passaram também a usar de figurinos de extraordinária riqueza, sempre renovados a cada ano. “Mais uma vez, como na Grécia, o drama deixou a igreja” (...).
Universidade de Brasília/UnB- Instituto de Arte-IdA.
Licenciatura em Teatro do Programa- Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC/MÓDULO - História do Teatro 1
ATIVIDADE:FICHAMENTO DE CITAÇÃO/ O Teatro e suas origens: uma visão multiculturalista
O mais recente espetáculo apresentado no projeto Quinta com Dança, em cartaz no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, durante o mês de junho, traz a marca maior da amizade e de concepção entre os participantes da Cia. do Barulho.
“Ah!”, é um espetáculo interjetivo da Companhia, que pelo nome, leva o Barulho. “A” de Aspásia e “H” de Heber. Vocaliza-se, em: “AH!” O primeiro: Estares, um solo de Heber Stalin e o segundo: Amphi (entorno de.), duo com Aspásia Mariana e Roberta Bernardo.
“Estares” (imagens, abaixo), se revela uma potência, que produz um efeito em silêncio e tempo de sutileza poética. E, o que poderíamos denotar logo como prólogo de cena? É um corpo em querer ficar “parado” mas ao mesmo tempo, perpassar entre nossos olhos de ouvintes, percursos internalizados por rapidez, nervuras e músculos. Há no centro do trabalho, espaços em ocupação e exploração de sentidos. Exploração de entradas e saídas de cenas ou, da própria vida/arte enquanto retermos ar nos pulmões. De ações de movimentos do intérprete/personagem em diálogo cênico com o expectador, pode suscitar em nós um tempo breve do querer Ser e do estar Sendo. Espaço atemporal de movimentos, templo da vida, do pulsar da arte.
O solo prossegue em diferentes situações: no plano e níveis da “restrição” de movimentos pelo intérprete, de não “poder sapatear” de verdade. Do espaço cênico/iluminação em foco e de cena aberta, a partir da procura do intérprete em fisicalizar um corpo que ocupa espaço sob à luz do refletor; do humor e imagem cinematográfica de Chaplin, conduzida em projeção. (Momentos eternizados em nós pela iconografia em obra apreciada). Ou, de movimentos incessantes realizados por Stalin, em busca de pertencer o mundo habitável e inabitável de diferentes lugares, dentro, ou fora.
"O solo prossegue em diferentes situações: no plano e níveis da “restrição” de movimentos pelo intérprete, de não “poder sapatear” de verdade".
Por outro lado, o figurino do intérprete, poderia ser mais bem pensado e executado no que diz respeito, sair do modelo padrão de vestimento masculino de certos espetáculos de dança, apresentados na cidade. Fica a cargo da pesquisa do coreógrafo, do intérprete ou do encenador teatral a concepção estética do figurino? Logo, de uns tempos para cá, sem aqui querer ser moralista, caracterizou-se entre os jovens intérpretes, bailarinos iniciantes: o culto ao ego, em querer mostrar o corpo em cena, e não o figurino reconhecido como parte atuante, de ideologia, na obra artística. Mas sim, esbanjando sensualidade pessoal e de insinuações de gênero sexual. Não é o caso de, Stalin. Falo, brevemente, de postura política e não, do corpo em cena. É um outro devir a favor do pensamento da formação profissional e da proposta cênica encaminhada ou, mesmo de poder estar em dança, pelo ofício e alma de artista. O querer ser e estar sendo com atitudes e com respeito, caminham juntos. E, o corpo, a dança e ser ético na vida e na arte, também.
Continuando, em “Amphi”, duo com Aspásia Mariana (acima) e Roberta Bernardo (imagem final), o espaço de moderação da dança segue a princípio, com indução na platéia (imagem, abaixo), a facilitar e interagir com um jogo dramático e a fé cênica a ser guiada; ação realizada por palavras de ordens projetadas na tela. Nos causa uma vibração e estranhamento ao mesmo tempo. É preciso se relacionar com as pessoas não somente ao seu lado. É, se dispor. Entra em cena um corpo sociável e de correlação, com: a cidade, as coisas, o dia/noite, os sons, as pessoas, em torno de si mesmo e do todo.
Por fim, exibido dois instantes de dança em único espetáculo, ambos sob direção de Aspásia Mariana; de antemão, permanece para o público, características distintas de interpretação e a perceber quando os corpos, tais ideias de movimentos e de cenas, ainda em espaços e de presenças dos intérpretes, configuram dois dançares. No primeiro, não se sapateia, mas prolifera-se atmosfera. Uma “Ode ao Sapateado”, assim, poderíamos descrever - (singularidade principal hoje, dos intérpretes da Cia. do Barulho, principalmente, apresentado e evidenciado no momento solo de, Heber Stalin). O segundo instante, se conota um frisson urbano de um corpo empírico e cicatrizado por suas raízes de pertencimento, ou sempre um corpo a procura de habitar, entorno de, espaços, tempos, palavras e verbos – às vezes, perigos em cidades grandes, que nos faz reagirmos e coagirmos com o corpo e o outro, ao léu.
Serviço: Quinta com Dança, em cartaz no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura durante o mês de junho: “Ah!”, espetáculo da Companhia do Barulho. Com dois momentos. O primeiro: Estares, um solo de Heber Stalin e o segundo: Amphi, com Aspásia Mariana e Roberta Bernardo. Quintas. Dias 4,18 e 25 de junho. (Excepcionalmente, será apresentado, Sexta-feira, dia 25 de junho). Sempre às 20 horas.
_____________________ *Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn, é artista-educador com especialização em Arte e Educação. Artista premiado nas principais capitais brasileiras. Formado em Arte Dramática pela Universidade Federal do Ceará/UFC(1991-1994), Cursou Colégio de Direção Teatral(1ª turma), pelo Instituto Dragão do Mar(1996-1999). Teatro com Aderbal Freire-Filho, Paulo Autran, Ewerton de Castro, outros. Além de, Georges Bigot e Maurice Durozier do Théâtre du Soleil e, Ballet Clássico Acadêmico-Escola de Ballet Clássico Hugo Bianchi (1989-1999). Estudou Dança, com o coreógrafo Zednek Hampl, Gilano Andrade, Olga de Graaf, Linhares JR e Eugene Barnaart, Augusto Pereira da Rocha, Deborah Colker etc. Estuda atualmente, nível Licenciatura Teatro, na Universidade Nacional de Brasília-UnB/Instituto de Arte-IdA, desde 2008.1
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Atividade da primeira turma do Curso de Extensão “Dança e Pensamento”- Módulo Critica em Dança, ministrado por Rosa Primo- Secultfor/Vila das Artes- parceria com a Universidade Federal do Ceará-UFC.
por Lúcio José de Azevêdo Lucena
Na tarefa você terá que responder três questões considerando os textos da Semana 6 e o trecho em áudio da personagem Julieta, da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Questão A - O que Julieta diz neste trecho (Ato II/CENA V) poderia ser sintetizado da seguinte maneira: "Há três horas a ama foi dar um recado a Romeu e ainda não voltou". Por que Shakespeare opta que a personagem diga a mesma mensagem em um texto muito mais longo?
“Esperança e Medo”
(Imagem / reprodução: Romeu e Julieta" (Romeo and Juliet). LEONARD WHITING (Romeu) OLIVIA HUSSEY(Julieta), 1968– INGLATERRA/ITÁLIA. - Direção: FRANCO ZEFIRELLI. )Penso que, para dar ao público (quem assiste) e à personagem Julieta (que age–sente–pensa, em prol dum desejo ardente e dum objetivo e/ou, do desenrolar a/sua ação); há opção pelo autor, que a personagem diga a mesma mensagem em um texto muito mais longo, para poder estabelecer também, um tempo em redução de ambiente(espaço cênico) e de fruir o caráter e tempo psicológico e da ação futura da personagem, acredito.
Vejamos: “Julieta começa a divagar e desabafa o que é (o seu) Amor; revela características físicas de sua Ama, da cordialidade de ambas agora em distintas subordinações; o espaço/tempo geográfico é metafórico no dizer de Julieta; há verdades e comparação em elementos da Natureza pela poética textual e por ação dramática (fala) em dis/decurso”.
No momento, há um tempo suspenso pelo conflito psicológico ou de clima dado para cena/personagem. Este tempo, provém dum recado encaminhado e da ausência de informações, ainda não reveladas. Deixa-se afetar pelo problema do tempo, em ideias e de suposições abstratas, acerca da personagem Ama, de seu Recado e de Romeu. Ou mesmo de metáforas proferidas ao vento.
Logo, o Tempo do trecho, em estudo – dá, para nós, a compreensão do que seja o Amor; da juventude e do olhar sobre o ser velho: (“gente velha não chega ao porto - se fosse veloz e dotada de paixões e de sangue jovem”), ou percebe-se o tempo interno e conflito da personagem:(“prometeu-me que voltaria dento de meia-hora”) tudo via monólogo e, processa o entendimento à ação dramática e de atitudes, de: “espera, “pressa”, “angústia” ou mesmo de “agonia”, em querer vir e a saber da reação do tal amado Romeu. Sentimos a passagem de Tempo.
Segue o olhar da platéia via personagem: (será que Romeu recebeu o recado? qual foi a sua reação, ou se, realmente, houve? o que deve ter acontecido com a Ama?) - torna-se ESPAÇO “real” e há acréscimo de mais conflitos cênicos e, a justapor também, percepção de emoção em aguardo do/no tempo presente / agora passado atual e a perpassar o tempo presente/futuro (Piedade/esperança e medo). E, Julieta em diálogo, fala pelo autor a consubstanciar o valor humano - quando toda humanidade sofre o problema do tempo. E, a vida seria uma eterna agonia (?). Mas, no entanto, o maior dramaturgos de todos os tempos, William Shakespeare (1564- 1616), nos dar em diálogos/monólogo, a dimensão estética duma escrita por meio do Devir a Ser: o humano, pleno (de paixão, rancor, esperança, medo, piedade, alegria, humor etc).
De fato, onde, “cada um de nós pode ser uma cópia temporal e mortal do arquétipo do homem”. Então, confirma-se, Julieta acredita e sofre por Amor- Aí, registra-se Um tempo na peça que se mostra covarde e traiçoeiro. Por isso, um final de romance trágico (imagem, acima). Contudo, somos seres de essência iluminada e não apenas corpos que o Tempo, destrói.
Questão B - No teatro as noções de presente, passado e futuro se atravessam para configurar a experiência de tempo da platéia e dos elementos constituintes da cena. Ou seja, ao longo de um espetáculo é possível identificar ações anteriores e/ou posteriores a ação presente. Essa noção é explícita nos textos da semana e no monólogo da Julieta. Como essa relação se dá neste monólogo e no trecho da peça As Bagatelas, transcrito na semana passada?
No monólogo de Julieta, a ação posterior vem do recado encaminhado por Ela (ação anterior) e da falta de informações, ainda não reveladas (ação posterior, no presente- “promessa de retorno da Ama em meia-hora”.). Julieta deixa-se se afetar pelo problema do tempo, em ideias e de suposições abstratas suas, acerca da Ama, de seu Recado e do Romeu (ação posterior futura, mas no tempo presente). “As personagens não agem para imitar os caracteres, mas recebem seus caracteres por acréscimos e em razão de suas ações” (LIGNELLI apud PAVIS, in Rel-ação!, p.3). Assim, sentimos e assistimos a passagem do tempo e de suposição de ação posterior (que é o passado – ação anterior) no presente, ação posterior- o devir a ser, pela fala da personagem.
Segundo Plotino, o “Tempo é o presente atual; é o presente do passado: isto é, a memória. O tempo é o presente futuro/ o devir a ser por nossa esperança ou medo”. Da ação posterior, agora é passado atual e, a perpassar o tempo presente/futuro (“Agora o sol está na altura máxima de seu curso diurno.”)-ação posterior das (9 h até às 12 = 3 horas demoradas). Parafraseando, Santo Agostinho: “Sua alma arde, porque quer saber” – é o futuro, ação posterior. E, “o futuro viria a ser o movimento da alma rumo ao futuro” - O seu objetivo é, DE VIVER AO LADO DE SEU GRANDE AMOR.
Imagem/ reprodução: "Bagatelas" (título em ingles: Trifles - de 1916), montagem realizada pelo grupo de teatro da Universidade de Walla Walla, Washington, (2002)
“Em "As Bagatelas”, de *Susan Glaspell, (1876-1948). [Imagem acima], transcrito na semana passada, a ação dramática presente se passa na cozinha de uma casa da fazenda de John Wright. A porta do alpendre abre e o Delegado entra acompanhado. Todos vão imediatamente em direção ao fogão. São seguidos por duas mulheres que entram devagar, e ficam de pé, juntas perto da porta. O Delegado a dar uma olhada em seu redor depois de dialogar, senta -se. O diálogo é interrompido pelo Procurador. Hale pára, seu rosto se contrai. O Procurador a indagar Hale. E, Hale a apontar para a pequena cadeira que está no canto. O Procurador a anotar. Há justaposições de ações anteriores (passado-flashback) no presente a partir da investigação e/ou interrogatório ou de diálogos e da contação / narração (em detalhes) da história investigada -, desenrola a ação posterior, também no presente.
Conclusão, no monólogo de Julieta e “As Bagatelas”, a relação do tempo se dar de maneira em espiral, de ações anteriores (passado breve) para posteriores (presente/futuro). Sucedam ações anteriores no / do presente para o passado e vice-versa. Por uma narrativa também no passado e presente, seguem descrições sobre o estado emocional ou de ações físicas / invisíveis NO PRESENTE.
(*)Uma das fundadoras do Playwright's Theatre, também conhecido como Provincetown Players. Os Provincetown Players produziram e encenaram novos textos de dramaturgos como Eugene O'Neil e da própria Glaspell.
Questão D - A partir de uma perspectiva histórica, explicite as diferenças de abordagem da noção de tempo pelos autores citados no texto Ao mesmo tempo.
Síntese, texto: "Tempo", de Jorge Luis Borges– [comentários entre colchetes] “Na mente podemos prescindir do espaço e não o tempo”. > [Ainda, continua-se com o tal pensar]. “O tempo é sucessão”. > [O homem se preocupa em demasia com o futuro]. “O tempo é um problema essencial”.> [É hábito usufruir a Vida porque sabemos que Ela é breve].Segundo Henri Bérgson, “o tempo era um problema capital da metafísica”.> [Ainda, se pergunta: por que é que se morre? O que é uma coisa?]. “O tempo é fugidio - passa... Mas não, eternamente.>[Somos seres inacabados].
“A eternidade é todos os nossos tempos: passados, presentes e futuros”. > [Queremos deixar algo nosso para ser lembrado como legado.]. Segundo Plotino e o problema do tempo é. “Tempo é o presente atual; “é o presente do passado: a memória”. “O tempo é o presente futuro/devir a ser por nossa esperança ou medo”.> [No presente, sempre nos exigimos]. >[A memória pode ser perigosa e construtiva.].> [E, o que vem a ser, é um misto de esperança e medo do desconhecido.].
Já segundo Platão, “o tempo é a imagem móvel da eternidade”.> [Podemos vir nossa imagem pessoal/profissional/organizacional pelo desenrolar do tempo e, a nos indagar e refletir, sempre.] Mas William Blake, revela: “o tempo é a dádiva da eternidade”. “O tempo viria a ser um dom da eternidade”.> [Concordo, podemos em vida, sermos eternos, enquanto coexistimos em atitudes e de bens materiais e imateriais.].
“Que o tempo ocorre do futuro para o presente”; cita, James Bradley.>[A vida pelo tempo é, um eterno retorno...]. "O tempo procede da eternidade, é o que indica segundo a solução de Platão.> [Volta-se à origem das espécies ou coisas.].
A UNIDADE DO TEMPO - em série. Em fatos. >[A vida é uma colcha de retalhos pelo tempo e pela ação humana.]. "Cada um de nós pode ser uma cópia temporal e mortal do arquétipo do homem.> [Somos seres iguais ou semelhantes. E, a única diferença é o Tempo e a diversidade.]. “O tempo é a imagem da eternidade”.>[Podemos perceber a nossa imagem pessoal/profissional/organizacional pelo desenrolar do tempo e, nos indagar ou refletir, sempre. O que mudou?]. “O tempo está em contínuo movimento”.>[É como disse o cantor e compositor brasileiro, Cazuza (1958-1990) e Arnaldo Brandão: “Eu vejo o futuro repetir o passado. O tempo não pára...”].
“O presente – passado e futuro - o mais difícil, o mais inascível, seja o presente! E, não é o dado imediato de nossa consciência. O presente não se detém. Ele tem sempre uma partícula do passado, uma partícula do futuro. E, o futuro viria a ser o movimento da alma rumo ao futuro.>[Não se prever o nosso futuro a partir da visão presente, no sentido concreto dos fatos como um ”estalo“. Por isso, convivemos com a esperança e medo de aceitar.].
“O problema do tempo nos afeta mais que os outros problemas metafísicos. Porque os outros são abstratos. O do tempo é o nosso problema. A vida é uma eterna agonia. >[Somos afetados pelo Tempo por meio de nossos sentidos, que provém de nosso Corpo, que age, come, dorme, deseja, vive... Morre.].
Universidade de Brasília/UnB- Instituto de Arte-IdA.
Licenciatura em Teatro do Programa - Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC/MÓDULO - Laboratório de Teatro 1
ATIVIDADE: Questões sobre o Tempo:- (A, B e D) [Questão C- aqui Optativa]
ALUNO(A): Professor Lúcio José de Azevêdo Lucena TURMA
Sites de histórias em quadrinhos, gibitecas e cartunistas. Sites de fotógrafos nacionais e internacionais, museus etc.
Arslan, Luciana Mourão / Rosa Iaverberg.. Ensino de Arte (imagem capa\Divulgação). São Paulo: Thomson Learning, 2006. - Coleção Ideias em Ação /
coordenação Anna Maria Pessoa de Carvalho. 122p.
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Sites de histórias em quadrinhos, gibitecas e cartunistas.
MUSEUS INTERNACIONAIS Nos sites a seguir pode-se acessar os acervos dos principais museus internacionais, conhecer seu histórico e obter informações sobre eventos e exposições.
MUSEUS NACIONAIS Nos sites a seguir encontram-se o histórico dos principais museus brasileiros, informações sobre eventos e exposições, assim como acesso aos seus acervos.
FESTAS POPULARES Nesta seção etão relacionado os sites das principais festas regionais do Brasil, com informações sobre o histórico de cada uma delas, datas e locais em que acontecem.
ARTE TUMULAR Nesta seção há informação e imagens sobre arte tumular, o significado de alguns símbolos encontrados em túmulos, bem como agendamento de visitas monitoradas às obras dos cemitérios.
em re/construção.....
Fonte: Leonn, Lúcio (2009), segundo Arslan, Luciana Mourão / Rosa Iaverberg.. Ensino de Arte (imagem capa, acima). São Paulo: Thomson Learning, 2006. - Coleção Ideias em Ação / coordenação Anna Maria Pessoa de Carvalho.122p.
08 . Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade:http://www.mapafacil.com.br/
10. Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:http://www.dnit.gov.br/
11. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto. O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:www..dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta
12. Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:http://www.102web.com.br/
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por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Arte-Ensino-Sociedade)
Imagem acima, por Alex Hermes. Na Vila Artes. Módulo “Dança e Ensino"- ministrado, pela Profª Isabel Marques.
Atividade Didática
1) Você aprendeu alguma coisa sobre Dança? O quê?
-SIM. DANÇA, é conhecimento e, como tal, exige estudo acurado e especifico; necessita dum campo teórico e prático (do saber-fazer-ensinar/dialogar e encenar com muitas platéias). Outro ponto de vista, se refere ao professor que, em sua trajetória de vida adquire a docência artística ou do artista quando vai ao encontro investigativo do saber ser professor de arte/dança. Ambos se complementam (professor/artista). E quando se têm, interiormente, o gostar de ensinar ou do fazer dança? Suas ações se confluem para um fazer/ensinar Arte com responsabilidade/valores/atitudes, aliando sempre prática-reflexiva; do campo da pesquisa teórica/cênica. Do respeito pelo intérprete/espectador/intelocutor em diversas linguagens do saber/apreciar (se concretiza). De uma educação estética contínua e humana, em diálogo com o hoje.
Imagem, por Lúcio Leonn. Idem. 2) Você aprendeu alguma coisa sobre si mesmo? O quê?
-SIM, aprendi. A rever meus projetos pessoais, como professor de Arte e artista. No que diz respeito ao primeiro, significa reavaliar meu currículo em arte (o conhecer), do conteúdo perpassado em sala de aula, (6ª a 9ª série); de práticas educativas (fazer/expressar), fez-me refletir sobre o espaço de arte em ambiente físico escolar nas escolas públicas municipais de Fortaleza. Ele precisa ser modificado para se buscar uma sala de convivência em arte e por linguagens. Já quanto ao ser artista, alentou-me a realizar trabalhos artísticos com mais rigor e ousadia (dança ou teatro); projetos que estão engavetados, porque o ensinar tem sido por hora, maior que o meu fazer arte - com consistência, “virtuosismo”.
Imagem:Idem.
3) Você aprendeu alguma coisa sobre o mundo? O quê?
-SIM, aprendi. E, pergunto/reflito: em que medidas educativas e de gestão, o projeto institucional em arte (das escolas públicas municipais) se coadunam ou divergem de meus projetos pessoais (de artista) e profissionais (como professor de Arte) para reorganizar e desenvolver a vida escolar (ensino/aprendizagem em Arte)?
Para concluir, é preciso ouvir tais professores em grupo de estudos; nos encontros pedagógicos de professores de Arte. Retomar ao mediador/co-responsável por tais encontros. Fortalecer os profissionais em arte-educação. Sua Arte e seu Ensino/Aprendizagem.
Prefeitura Municipal de Fortaleza-Secultfor.Parceria Universidade Federal do Ceará/UFC.Escola de Dança - Vila das Artes.Curso de Extensão Dança e Pensamento. Atividade de conclusão-módulo “Dança e Ensino”, realizado de 22 a 27 de setembro de 2008 -, ministrado pela professora Isabel Marques. Aluno: Professor Lúcio José de Azevêdo - Lúcio Leonn. Fortaleza-Ce, 30 de setembro de 2008.