sexta-feira, 20 de março de 2009

Conto Infantil: Ângelo, Bia e o Senhor dos Céus...

Era uma vez.... Um menino muito legal de nome Ângelo. Ele estava a sentar e a ler um livro de histórias infantis, à beira dum rio. Um rio bonito e comprido. Hoje, bem poluído...

Um fedor! Mas Ângelo, não entendia o por quê, (daquilo).

Certo dia, de tudo fez... Para despoluir o rio. E, querer voltar a ler. De tão grande ficou sua preocupação.
***
Imagem real, de Ângelo & Bia- a Beatriz [IRMÃOS ]

Uma menina chamada Beatriz - a Bia - entrou na Luta. E, era também legal.

- Bia, pensou: vou conversar com o Senhor dos Céus!!!

E assim, o Senhor dos Céus mandou um Raio de Luz, que não fez mal nenhum!

Então, o rio de águas fétidas voltou a sorrir... Emanar luzes de todos as cores aos quatro cantos da cidade. E, nunca mais Ninguém quis sujar os rios; as matas, nem as ruas...

E, o quintal de casa, da vizinha? Não, mais.

À Leitura, também se fez como um encanto. Tamanha ficou a surpresa. Uma fome de leitura em todos na comunidade!

Todo o Povo da cidade estava a sorrir.

Tinha também a Bondade, de não querer mais sujar... (Luz de cor pura).


Atitude de preservar nosso PLANETA TERRA... GRANDE era.

Uma bondade penosa, de todo-0-santo-dia habitar e adormecer o Coração da gente.

Ao atender um pedido do Senhor dos Céus, Ângelo e Bia tornaram-se príncipe / princesa – guardiões da Natureza.

Depois, rei Fauno e rainha Flora.

Nomearam em cada casa, um Conselheiro de Leitura. Outros, para Conselheiros da Natureza.

Mais tarde, diversos conselheiros por número de habitantes.

E, milhões de livros em diversos assuntos eram lidos e trocados entre eles.

De lá, da sua antiga cidade natal: AZERUTAN, (natureza, ao contrário), Ângelo e Bia passaram a zelar o MUNDO.

Já, o Senhor dos Céus...

Descansou por longas datas e séculos. Até que não mais... Cuidou da gente.

Bia e seu primo,Lúcio Leonn

terça-feira, 17 de março de 2009

“Excelência no Ensino da Arte” – Ensino Fundamental e Médio

Professor de Arte/parceiro:
Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn
TEXTO SENTIDO 1 – Fortaleza, 09 de novembro de 2002.

Ao ler o mencionado título deste TEXTO, (Excelência no Ensino da Arte, é de, Smith 1997, pp. 97-110) em encontros pedagógicos nossos, percebo claramente que, nos últimos tempos: “qualidade, tem sido bastante discutida como procedimentos e, de metas entre educadores”.

Assim, como a postura do professor de Arte, sua metodologia de ensino ou processo ensino-aprendizagem, as terminologias: Arte-Educação/arte-educador, mediante o novo sistema educacional; tal QUALIDADE refere-se ao seguinte aspecto:
“A Arte merece estudo como assunto particular, como um assunto que tem finalidade, conceitos e habilidades específicas”. (Ibidem, p.98).

Portanto, funde-se na Educação e reflete no seu povo e em comunidade escolar. Tanto que, após muitos debates e de manifestação de educadores, a atual legislação educacional, (Lei nº. 9.394/96), reconhece a importância das Artes na formação e desenvolvimento de Crianças e Jovens, incluindo-á como componente curricular OBRIGATÓRIO da educação básica. (Compreende-se educação básica até a 3ª. Série do ensino médio. Mas a disciplina de Arte, é lecionada como básica, somente na 1ª. Série, do ensino médio).

No entanto, à realidade do Ensino de Arte no atual Ensino Médio, em Escola Pública, na minha opinião, tende-se a referir somente, em “algumas” revisões do conteúdo programático; na história da Arte (artes plásticas). Isto é, teoricamente, sem o mínimo (de uso) de recursos materiais possíveis, no que diz respeito aos elementos que compõem cada linguagem artística e da prática de técnicas; do fazer (produção em arte). E, quanto ao nível ensino médio, em escolas particulares de nossa cidade?
A Arte encontra-se reduzida, meramente na disciplina de História ou de Literatura. Outrora, em projetos extracurriculares. Pois o vestibular é mais empresarial. desde a 1ª. Série do ensino médio, ou aos cursinhos escolares. Mas só quero elucidá-los aqui.

Todavia, a meta geral do ensino da Arte é o desenvolvimento da disposição de apreciar obras de Arte, onde esta “qualidade” implica a extrema capacidade que tem os trabalhos de Arte de intensificar e ampliar o âmbito do conhecimento e experiências humanas e as qualidades peculiares de trabalhos artísticos dos quais resulta tal aptidão.(ibidem).

Então, fez-me refletir acerca do valor da obra artística, sem “aquele óbvio olhar estético”, e tal pensamento convergiu para o seguinte:
a obra de Arte é uma totalidade fechada que figura, de modo concentrado, o mundo dos homens num contexto particular. Por isso, uma obra nunca é superada ou validada por outras. É única. (Frederico apud Luckács, 1997, p.62).
Portanto, ela cumpre uma HISTORICIDADE, mediante seu valor simbólico. Assim, torna-se um patrimônio humanitário.
Entretanto, referente à Segunda Proposta (do texto supracitado) para a excelência no ensino da arte, quanto á sua contextualização, remete-nos aos pensamentos teóricos do Sociólogo, suíço especialista em práticas pedagógicas, Phillippe Perrenoud - em utilizá-la, para desenvolver competências e habilidades no educando para as novas exigências do mundo.
Já Outra, um currículo de aprendizagem seqüencial, comprometido com tal exigência como fator de construção estética sistemática de agir e refletir em relação às experiências do educando em Arte; coincidentemente, ou não, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, tem reunido seus professores de Arte em Seminários e Cursos, cuja meta é, discutir e refletir um ensino de qualidade de Arte, e fomentar um Plano Anual de Metodologia Pedagógica e tornar oficial Um presente documento, respaldado pela já supracitada Lei, e PCNs/Arte, nas características de desenvolvimento do aluno 5ª. à 8ª. Série (hoje, 6ª a 9ª série), onde propõe a seguinte organização para realização do trabalho pedagógico (aprendizagem seqüencial (ano 2002)) em Arte:

·
5ª. Série – Artes Visuais
· 6ª. Série – Música
· 7ª. Série – Dança
· 8ª. Série – Teatro

No mais, o Núcleo de Assistência à Educação, através da Equipe de Arte(GT) (coordenação e professores), adotará para Rede de Escolas Municipais de Fortaleza, em 2002, os objetivos gerais de cada linguagem (dos PCN/Arte) para que seja em cada Unidade Escolar, trabalhadas as especificidades, adaptadas à realidade, aos interesses e às possibilidades de seus alunos.

Porém, das confluências e de divergências, registro aqui o seguinte: da polivalência do professor de Arte – (em um conhecimento específico qualificado por linguagem); carga-horária reduzida ((1(uma) aula por semana e/ou geminada com a disciplina de Educação Religiosa- quinzenalmente)); nível salarial dos educadores em expansão; o quadro técnico de professores concursados habilitados em Arte, é minoritário; o currículo seriado e da aprendizagem de seus alunos, a ser “sacrificada” em atingir tal sistematização por seriação anual; (espaço este, onde uma minoria de educadores não discute sequer como avaliar seus alunos ou de buscar adquirir em rede, formação específica ou contínua na área de arte).
Outro entrave, a perceber, é o encaminhamento de professores de áreas afins, sem a devida formação específica de arte (linguagem), a ser lotado nas escolas por parte das secretarias executivas regionais, para fechar, anualmente, o quadro de turmas de arte. Logo, há carência de arte-educadores como apontado aqui; além é claro, de ofertar a disciplina de Arte, como complemento de carga-horária ociosa aos professores da disciplina de Português, de Matemática, etc.

(Há na cidade de Fortaleza, Ceará, a realidade de 06 (seis) secretarias executivas regionais, seus professores e demais segmentos.).

No entanto retornando à sugestão de buscar uma concepção do tipo humanista para o ensino de Arte em nível 2º. Grau (Ensino Médio), na preparação de seus alunos ou professores e aprendizagem de qualidades em artes para tais, aponto Martins, (2001) , no que discute o consumo da obra de Arte. Portanto ela diz o seguinte:
“É um estágio da comunicação, isto é, um ato de decifração , de codificação, que pressupõe prática ou exercício explicito de cifras ou códigos. Um trabalho de Arte possui sentido e interesse somente para aqueles que possuem a competência cultural, isto é, o código no qual a obra está cifrada. Os esquemas de percepção implícitos, que constituem a cultura pictórica ou musical, são condições para o reconhecimento das características estilísticas de um período, uma escola ou um autor e, mais genericamente para familiaridade com a lógica interna dos trabalhos que a fruição estética pressupõe. Um apreciador que não domina o código especifico sente-se perdido, por exemplo, num caos de sons, e ritmos, cores e linhas, sem contextos ou razão”, (p.43).

Para isso, a “Excelência” no ensino da Arte, deva ser compromisso social em todo e qualquer segmento profissional da educação - onde possa fruir como instrumento de resgate, sopro de vida. Digo como forma de (re)construção cidadã em sociedade estética.

Bibliografia Consultada· ANAIS – As APAEs e o Novo Milênio: Passaporte para Cidadania – XX Congresso Nacional das APAEs: I Fórum Nacional de Autodefensores: Arte Como Forma de Comunicação, Martins, Alice Fátima, Fortaleza, pp.41-43, 10 A 13/julho/2001.
· BARBOSA, Ana Mae. (org), (1997). Arte- Educação : leitura no subsolo. Smith Ralph. Excelência no Ensino da Arte; Campinas, Sp: Papirus Editora.
· Brasil. Secretaria de Educação Fundamental, Parâmetros curriculares Nacionais: Arte, Brasília: MEC/SEF 1, P.19 – 1998.FREDERICO, Celso, (1997) – Luckács: um clássico do século XX, São Paulo: Moderna. 112p.(Coleção Logos).
Prefeitura Municipal de Fortaleza-PMF
Secretaria de Desenvolvimento Social e da Educação-SMDSSecretaria Executiva Regional / Ser V - Gestão 2002
ENCONTRO PEDAGÓGICO / PROFESSORES/AS DE ARTE - 5ª A 8ª SÉRIE [hoje 6ª a 9ª série]

Autoria Professor de Arte/parceiro:
TEXTO SENTIDO 1 – Fortaleza, 09 de novembro de 2002.
Lúcio José de Azevedo Lucena-Lúcio Leonn

sexta-feira, 13 de março de 2009

Questões de Estratégias de ensino-aprendizagem no Ensino de Teatro Virtual ou de modo Presencial: minhas futuras apropriações

Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo”. Segundo, cita Sheila Campello (2008, p.10), segundo Paulo Freire, (1987, p. 80).

Assumir compromisso de tempo, caminhar pelo processo investigativo via formação docente no ensino de teatro virtual e mesmo que presencial, tem sido um desafio. Logo, para nos tornar completo como profissionais da educação, penso que, o campo da educação tecnológica tende a revelar um professor antenado e alfabetizado, pelas novas tecnologias da informação e da comunicação digital.

Por outro lado, a motivação em aprender pelo ‘novo’ sistema, tem sido a mola propulsora e uma grande questão. Como adquirir as melhores estratégias em tempo de ensino e de aprendizagem à distância para o nosso campo real de atuação, a sala de aula?


Imagem/acima (pessoal), profª Jucélia Ferreira Rocha e Lúcio Leonn-aula inaugural-Universidade Nacional de Brasília/UnB-04 de julho de 2008.

Devemos defender a idéia dessa educação à distância, porque estamos num mercado de trabalho, e como dito antes, o curso tem a nossa “cara”, foi feito sob medida, em tempo/espaço/informação/disponibilidade.

Já o espírito em aprendizagem colaborativa, direciona o senso comum e com o tempo, surgem realizações pessoais e profissionais no mercado de trabalho, com êxitos.

Minhas apropriações vão desde se planejar e se organizar, até para estudar e apreender, entender a educação a distância. Também visa, vivenciar via plataforma os fóruns, chat, leituras de textos etc. Adquirir com o tempo, o hábito do ensino e da aprendizagem sistematizada, diariamente.

No ensino presencial ou virtual, há uma comunidade de ensino/aprendizagem em rede, mediada pelo ambiente e seu cotidiano. É espaço de possibilidades. Para isso, faz-se importante à aproximação das pessoas, um salutar relacionamento com o professor/tutor/supervisão acadêmica e demais membros de equipe.

A organização do tempo, a consulta aos avisos ou notícias sobre o curso, a interação entre encaminhar e responder mensagens, é forte ferramenta de interação e de sucessos entre os cursistas.

Outra possibilidade de estratégia de aprendizagem é concretizar a co-autoria em ambiente de ensino. Despertar a vontade de aprender, de escrever textos, de participar, ou fazer parte desses encontros. Ter consciência da dificuldade que se instala quando se sabe do ser inacabado que há em nós, de solucionar problemas gerados a partir da vivência, de reencontros possíveis.

Da apropriação da vertente conhecimento, via plataforma virtual ou presencial se trata de se apegar da contextualização de conteúdos e de procedimentos em atividades de curso à nossa prática pessoal e docente.

Já a avaliação do ambiente virtual e em sala de aula sendo cumulativa, transparente, contínua e horizontal, propicia um trabalho colaborativo e de retorno às falas e às escutas, antes despercebidas, por diversas fontes e fatores. É a eterna busca de autonomia participativa e voluntária.

Concluindo, a interdisciplinaridade de conteúdos temáticos no ensino a distância, redireciona nossa prática, reavalia nosso saber-FAZER-ser, instrumentaliza nossa ação pedagógica. Além do mais, soluciona problemas, aciona conflitos, nos mobiliza para uma ação-reflexão-ação.

FONTES CONSULTADAS
Módulo 2 - Fundamentos da Aprendizagem a Distância.Unidade 1 - Estratégias de Ensino e Aprendizagem a Distância.Autora: Maria de Fátima Guerra de Sousa.

Unidade 2 - A Mediação Pedagógica e a Metodologia Colaborativa na Aprendizagem a Distância. Autora: Sheila Maria Conde Rocha Campello.

Atividade 2 (Por etapas, aqui devo responder): Como garantir um ambiente propício ao trabalho colaborativo no contexto escolar atual? Plataforma AVA/arteduca. Pró-licenciatura - Teatro Núcleo de Acesso ao Curso - Fundamentos da Licenciatura em Teatro e Fundamentos da Aprendizagem a Distância. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn. - quinta, 4 de setembro 2008, 21:36. Acesso (restrito aos alunos): 06 de setembro de 2008.

Universidade Nacional de Brasília-UnB/Instituto de Artes-IdA.
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-Licenciatura –(UnB/UNIR/MEC).
Unidade 2 - a mediação pedagógica e a metodologia colaborativa na aprendizagem a distânciaAutora: Sheila Campello.

Módulo 2- ATIVIDADE Final. ALUNO(A)Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn.TUTOR(A): Lurdiana Costa Araújo. DATA: 06/09/2008.

quinta-feira, 12 de março de 2009

PROFESSORES/AS DE ARTE - 5ª A 8ª SÉRIE – Relatório Final do Curso -10 ENCONTROS PEDAGÓGICOS

Texto Sentido 2- Fortaleza 09 de novembro de 2002
Professor de Arte/parceiro ministrante: Lúcio José Azevêdo Lucena [org. final] - Lúcio Leonn.

Autores/concluintes/professoras cursistas: Julçara Cavalcante C. de Almeida (redação final)

Áurea Lúcia Machado Dias
Estela Alencar Moreira
Francisca de Fátima Felipe da Silva
Josefa Meire Gomes Fernandes
Maria Matilde Sousa Costa
Maria Icelda de Melo Reis

(Imagem acervo pessoal, (2002). Parte de Professores/as cursistas e professor ministrante)


Partindo da necessidade de desenvolver um trabalho realmente consistente e urgente pela disciplina de Arte nas Escolas Públicas Municipais de Fortaleza, nós, professores de Arte (SER V), a partir de 10 encontros pedagógicos ao longo deste ano de 2002, nas dependências do IMPARH e\ou auditório da Regional V, gostaríamos de obter alguns meios para melhorar a nossa prática pedagógica.

Sabemos que alguns entraves impedem uma ação verdadeiramente eficaz, mas não podemos deixar que a construção de um trabalho, comprometido com a sociedade venha a ser podado desde sua base.

Desejamos coisas simples que já estão asseguradas por uma base legal que é a própria LDB (nº 9394/1996) e, complementada pelos estudos indicativos via PCN/Arte (MEC/1997), tais como:

1. formação contínua / em serviço (capacitação de professores em áreas) de linguagens:
1.1 dança
1.2 música
1.3 teatro
1.4 artes audio/visuais (vídeo, cinema, fotografia, etc.).

2. melhores condições físicas de nossas escolas (uma sala especifica para artes com vídeo, aparelho de tevê, de som, de retroprojetor, papeis, tintas etc.).

3. um acervo bibliográfico – específico em artes para as Escolas.

4. material pedagógico e didático (um livro para sala de aula, como suporte didático e de consulta para o professor/aluno, na área de história da arte e demais técnicas do conhecer e de procedimentos por linguagens).

5. desenvolver projetos extraclasses, como: visitas guiadas a museus, exposições, teatros etc.

6. rever a distribuição de carga horária de trabalho em sala de aula, (1 (uma) aula/semana (55 min) e, geralmente, geminada com a disciplina de Educação Religiosa).

Portanto, parte do professor solicitar tais condições, e buscar modificar também a visão “deformada ou deturpada” do professor(a) de Arte, como aquele que está na escola apenas para enfeitar a escola em datas comemorativas do ano.

É pena que ainda não exista uma corrente única e sólida, por parte de alguns professores/as (àreas afins) e demais segmentos escolares (diretoria, secretaria, merendeira e serviços gerais), para o desenvolvimento pleno da Arte enquanto Disciplina\ Currículo\Conhecimento - meio de se construir e cultivar em rede, um ser humano mais solidário e construtivo.

(Imagem, idem. Exercício vocal/corporal): 2002 - Auditório da Regional V

Acreditamos, assim, que uma ação conjunta e de todos é capaz de reconstruir uma Escola de Paz, mais dinâmica e participativa - em sociedade quando almeja sempre - a inclusão.

Prefeitura Municipal de Fortaleza
Secretaria de Desenvolvimento Social e da Educação-SMDS
Secretaria Executiva Regional / Ser V - Gestão 2002
PROFESSORES/AS DE ARTE - 5ª A 8ª SÉRIE [hoje 6ª a 9ª série]
– Relatório Final do Curso -10 ENCONTROS PEDAGÓGICO
Professor de Arte/parceiro ministrante: Lúcio José Azevêdo Lucena (org. final) - Lúcio Leonn.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Atividade de conclusão-módulo “Discursos sobre o Corpo”, ministrado por Christine Greiner

Por Lúcio Leonn

“A dança é uma das raras atividades humanas em que o homem se encontra totalmente engajado: corpo, espírito e coração”. (Maurice Bèjart, 1927-2007)

“É necessário dar-se conta de que o nosso corpo é a nossa vida. No nosso corpo, inteiro, são inscritas todas as experiências. São inscritas sobre a pele e sob a pele, da infância até a idade presente e talvez também antes do nascimento da nossa geração. O corpo-vida é algo de tangível”. [Leonn apud Jerzy Grotowski, (1933-1999), A Perspectiva pelo Avesso/ ‘O que Foi’, subcapitulo: O corpo-vida, (1970, p.205: O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969), que tem por base o trabalho psicofísico do ator.], 2007.

Imagem(pessoal) lúcio leonn- em pausa - "Oficina O Teatro é o Outro", ministrada por Maurice Durozier,do Théâtre du Soleil no Theatro José de Alencar/ ago-2008.
-QUESTÕES -
1- Em que sentido os estudos do corpo podem colaborar para a pesquisa e criação em dança contemporânea?

(Leonn) - Por meio de diversos sentidos. O corpo cada vez mais se revela e propõe ser compreendido na íntegra do Ser e do Estar sendo: “des/corporificado”, (por meio de estudos e de saberes; caminhos indicativos da contemporaneidade); seja, por diversos criadores (bailarinos/dançarinos/performances) ou estudiosos / pesquisadores do tema; tais estudos, atualmente, visam se aproximar do objeto “in locus” ou do sujeito atuante/observador/pesquisador.

Pergunto: o que seria da dança contemporânea sem o(s) estudo(s) do corpo? Reflito: é zona de sentido e inventário dum campo superior - marca maior de área investigativa na/da Dança Hoje, e, do conhecimento artístico, ou científico.
As pesquisas ou tanto quanto as esperienciações em Arte, (espetáculos, criações artísticas, instalações, performances, interfaces etc), apontam diversas respostas e fonte de análises corporais.

O corpo segue, totalmente dotado de possibilidades e de conexão em estudos colaborativos e de encontros interdisciplinares (coexistência) - possibilidades estas, confluentes e/ou divergentes de significações; do século da corporeidade; de demarcar territórios; de antes, suscitar intérpretes: Vianna, Kusnet, Burnier, Graham, Cunningham, Bausch e Marin, Bogart e Landau, Greiner, para citar alguns. “O corpo é o instrumento para que a vida se manifeste”, (ANDRÉS, 2000).
Em caráter de entendimento, de ser breve aqui, exemplifico abaixo, alguns ou diversos estudos do corpo que, apontaram o mínimo para um pensar, dum querer dizer, ou de acordo estão, num fazer Arte no corpo pelo Corpo para compreensão do assunto junto à criação e à dança contemporânea.

Imagem/em sombra, ao centro,o ator e bailarino: Saymon Morais- Oficina de Improvisação e Composição em Dança Contemporânea. Ministrada pelos bailarinos Michael Shumacher e Pim Boonprakob. Na Vila das Artes, através de sua Escola Pública de Dança.[foto captada de "corpos em sombra" por lucio leonn/jan de 2009]

Há inúmeros, ora velhos apontamentos, ora nova (décadas de 1980 e 1990) e rara introdução ao tema corpo, a despontar entre nós, outrora, recentes livros e pesquisas, (mesmo em bancos escolares via cursos/faculdades, e até em festivais de dança, congrega um novo pensar.). Mas também devemos tomar notas e cuidados sobre o que dizem.
Evidencio aqui, apenas alguns percursos e discursos consonantes; busco cumprir esta atividade pedagógica e de constituir uma co-relação pela minha escrita e meu pensamento.
Os estudos do corpo (re) organizam sentidos e colaboram para a pesquisa, criação e investigação teórica e prática em dança contemporânea, com os seguintes breves meios e dizeres, evidenciados abaixo:
· Da relação entre um tema tratado em cena - via intérprete e platéia;
· Dos fenômenos da percepção / propriocepção / interocepção / exterocepção;
· De gestos em foco; em paragem ou inacabados;
· Partner imaginário, by Mary Wigman;
· Da aproximação e da aliança da dança / Corpomídia e às novas tecnologias;
· De caminhos possíveis da interrelação: Corpo/Intenção/Impulso/ Élan;
· De três planos (espaços: pessoal / parcial / total / social / artístico): o fisiológico, o plano psíquico / cognitivo e no plano técnico (Dança e Educação Somática);
· Corpo cenário - moldura (aos solistas);
· Da dança–educação (ensino formal) / cênica (corpo artístico);
· As “partes do corpo” e entre o corpo e o mundo;
· Dum “corpo envelope”; dum ”corpo sem órgãos”; dum corpo cartesiano; dum corpo monolítico ou semiótico; corpo -mente/pensante/performático/atuante;
· De metáfora corpo-organismo;
· Arte corporal (body art);
· Da Fenomenologia do corpo;
· Corpo x Ciência / antropologia / sociologia;
· Dos estudos cognitivo e dos sentidos do/no corpo (singularidades-universalidade / multiplicidade / estado corporal);
· Corpo pedestre;
· Corpo em zona, de: controle / espaço habitacional/observação e paragem;
· Etc...
Imagem: [de corpos, por:] Edgar Degas/reprodução.
Por fim, há na dança contemporânea ou entre nós artistas, a predileção pelo ‘’fenômeno corpo “, de querer evidenciar o” indizível “, via linguagens / performance / dança / teatro / fotografia... Desvelar corpos cênicos, provocativos / despertadores e do ato criador de sensores / vetores / estranhamento; o corpo imagético; o ser sensível etc.

Outra perspectiva que enfatizo, prossegue no campo do fazer-pensar-científico. Isto é, levar ao entendimento via pesquisa e em criação da dança hoje o corpo humano. Então, faz-se urgente e necessário; um conhecimento sistematizado sobre modos e de estratégias de pensamentos dum corpo vivo e presente (em cena ou cotidianamente); seja pela leva de imagens e pensamentos eternizados entre nós ou, fragmentos duns corpos hoje virtuais, dignos da era tecnológica, da multimídia.

2- A análise de diferentes níveis de descrição do corpo pode transformar as relações entre corpo e ambiente. Por quê?(Leonn) - Sim! A análise de diferentes níveis de descrição do corpo pode transformar as relações entre corpo e ambiente. Porque tais transformações contemplam diversos meios de atuação, de experiências e de conexão (música, dança, artes visuais, vídeo-dança etc) e não somente sensoriais ou fisiológicas (corpo biológico).

As relações entre corpo e ambiente nos fazem organizar e perceber o habitat para conhecer e comunicar o Corpo em vida e na arte, e vice-versa.

Segundo Makl (2008) apud Alfred Kroeber (1945): “O homem age de acordo com os seus padrões culturais. Os seus instintos foram parcialmente anulados pelo longo processo evolutivo por que passou, dependendo muito mais do aprendizado (‘endoculturação’ ou socialização, termos aqui equivalentes) que de atitudes geneticamente determinadas”.

Exemplifico, brevemente a seguir, uma análise: os cinco sentidos do corpo - como maneira de relação e de descrição do corpo - um dos níveis, em transformar o entorno (ambiente) e de acionar em nós (corpo) a criação/razão/vida.

Imagem (pessoal) de lúcio leonn-"Corpo em Proposição Urbana" -jan de 2008. Fachada do Teatro Popular Oscar Niemeyer,Niterói, RJ.

Vejamos: pela Visão, há possibilidades de viajarmos a distância; de buscarmos inspirações, de documentar ou reter imagens e saberes. Ao Ouvir, podemos acusticamente, intermediar e atravessar materiais sólidos; pelo Cheiro atrair nossas memórias e acessar no corpo imagens; pelo Tato sentir de antemão, a textura, o peso, a forma etc; e, finalmente, o sentido do Gosto, ele ocasiona impulsos e sensações ou comunica ao sistema nervoso; há retenções, desejos, aroma, etc.
Imagem idem,reprodução.
Para concluir tal análise dos sentidos do corpo descrito acima e atividade, penso que, ela pode servir aqui como modelo de entrada e de indicação minha, para consciência e da relação do corpo em tempo/espaço: dum Ambiente re/transformado ou consubstanciado, pelo o mesmo.

FONTES CONSULTADAS

ANDRÉS, Maria Helena. Os Caminhos da Arte. 2ª ed. rev. e aum. Belo Horizonte: C/Arte, 2000.

MAKL, Luis Ferreira. Antropologia Cultural. Módulo 6. Plataforma AVA/arteduca. Pró-licenciatura-Teatro. Núcleo de Acesso ao Curso - Fundamentos da Licenciatura em Teatro e Fundamentos da Aprendizagem a Distância. Instituto de Artes (IdA) / Universidade de Brasília (UnB). Acesso (restrito aos cursistas): outubro de 2008.

RAULINO, Berenice. (Tradução para o português). Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969/ textos e materiais de Jerzy Grotowski e Ludwik Flaszen com um escrito de Eugenio Barba; curadoria de Ludwik Flaszen e Carla Pollastrelli com a colaboração de Renata Mollinari. São Paulo: Perspectiva: SESC; Pontedera IT: Fondazione Pontedera teatro, 2007.


Periodicos
Arquivo pessoal e experiência do ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

Artigos consultados
Escola de Dança da Vila das Artes/Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), parceria Universidade Federal do Ceará (UFC). Curso de Extensão Dança e Pensamento. Anotações pessoais de aulas, aluno Lúcio Leonn / módulos. Fortaleza-Ce: 2008.

“A dança é uma das raras atividades humanas em que o homem se encontra totalmente engajado: corpo, espírito e coração”.
(Maurice Bèjart, 1927-2007)
***

Curso de Extensão Dança e Pensamento. - Atividade de conclusão-módulo “Discursos sobre o Corpo”, ministrado por Christine Greiner, de 01 a 06 de dezembro de 2008. Aluno: Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Avaliação dos Alunos - Diretores/Intérpretes sobre o Curso Colégio de Direção Teatral - CDT/1ª Turma - (1996 a 1999)

por Lúcio José de Azevêdo Lucena
Imagem(acervo pessoal lúcio leonn), atriz Juliana carvalho: Encarte "Os Iks" 13º exercício do Curso Colégio de Direção-1ª turma. Direção: Celso Nunes,1999.

Recolhi, após um ano de trabalho como aluno-intérprete do referido curso, e interessado depois em fazer esta pesquisa, depoimentos compilados de reportagens e folderes de espetáculos realizados entre o início, e final da 1ª fase de funcionamento da 1ª turma do Curso Colégio de Direção Teatral. Transcrevo alguns abaixo:

“Sinto uma energia de vitalidade muito grande e o curso fornece as ferramentas técnicas para que essa energia possa fluir”.(Vanina Fabiak, Diário do Nordeste- Caderno 3, 28.02.1997; ("Diretores-Um novo olhar sobre a cena”).

“Moldar a emoção dentro da técnica(...) Não é fácil se livrar das formas pré-concebidas, mas é preciso esvaziar para depois preencher(...) Uma simples mudança na posição de uma mesa pode resolver toda a composição de uma cena. Aí você fica "como é que eu não pensei nisto? Então, há todo um choque de informações que te traz uma visão mais moderna, mais viva sobre o que é fazer teatro.” (Ueliton Rocon, Ibidem).

“Nós sabemos montar um espetáculo, mas ainda fazemos a coisa muito intuitivamente e o curso mostra como fazer essa mesma coisa, mas de forma sistematizada.” (Fernando Piancó, Ibidem).

“As aulas dão base à técnica para aperfeiçoar e mexer com a emoção. Fica mais fácil trabalhar sabendo como funcionam esses mecanismos (...) Essa turma mais nova está tendo essa experiência do curso bem mais cedo que a gente, então isso acaba sendo um privilégio. Eles não tiveram que ser autodidatas como a maioria dos que fazem teatro hoje em Fortaleza”.(Ana Cristina Viana, Diário do Nordeste-Caderno 3, 28.02.1997; ("O desafio de criar a personagem”).

“O ator Lúcio Leonn também já está na estrada cênica há um bom tempo. Desde 87 ele vem fazendo teatro e admite que teve e ainda tem algumas dificuldades com relação ao curso”. Diário do Nordeste-Caderno 3, 28.02.1997; (ibidem).

Imagem (acervo pessoal) - dois momentos do ator Lúcio Leonn, em: "Os Iks"- movimento os caçadores- Curso Colégio de Direção-1ª turma. Direção: Celso Nunes,1999. Teatro Dragão do Mar.

“Colégio em si já presta um serviço enorme à comunidade, ensaiando de quatro a oito horas diárias, quando no Ceará a média é duas. O Dragão vai nos dar um salto qualitativo e quantitativo, pela montagem de espetáculos para diversos públicos (...) Todo mundo se formou lá no CAD, que precisa ser estruturado, uma vez que o Dragão não forma atores. Mas ele tem uma função vasta, já que cada diretor se torna um multiplicador dessas experiências”. ("Ueliton Rocon, Diário do Nordeste- Caderno 3, 18.04.1998; (Comédia policial inova cena Cearense-Rosa Escarlate volta ao cartaz no Teatro Morro do Ouro”).

”Temos exercitado com Vendramini a instrumentalização técnica aplicada à encenação, o manejo com o grupo e clareza na concepção do espetáculo. Ferramentas essenciais para a arte no teatro”.(Augusto Gigli, Folder do Espetáculo “O Caso dessa tal de Mafalda..., dirigida por José Eduardo Vendramini, 1998).

“Com Vendramini tivemos não só lições de encenação, mas também de ética e de como equacionar disciplina e democracia. Uma experiência que nos põe a pensar sobre a arte que fazemos e, principalmente, como elaboramos o nosso próprio processo de criação teatral.” (Graça Freitas, Ibidem).

“Trabalhar com José Eduardo Vendramini no Colégio de Direção Teatral, como assistente na montagem da peça O Caso dessa tal de Mafalda..., foi um exercício de generosidade e aprendizagem do mais alto respeito pelo teatro e pelas pessoas que o fazem. Valeu ! Obrigado Vendramini”. ( Omar Rocha, Ibidem).

“Mafalda é um processo onde aprender a dirigir significa, na prática, compreender o Teatro como esforço realmente coletivo.” (Pedro Domingues, Ibidem).

Também transcrevo *abaixo um registro de minhas atividades cênicas como prática de vivência artística. É a somatização e multiplicação de conhecimentos apreendidos por meio de alguns cursos e oficinas já aqui apresentadas. Tal análise se faz presente na minha vida teatral ao repasse de ensino ou na busca de fixação de aprendizagem contínua, seja como ator-educador por meio da experimentação de técnicas ou na direção cênica propriamente dita. [*para acessar: http://notasdator.blogspot.com/2008/04/atividades-de-orientao-em.html]


(fonte): Fragmento da pesquisa: Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p.)]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Curso Colégio de Direção Teatral-1ª/2ª FASE (1ª turma 1996-1999): Uma análise à parte

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena  (Lúcio Leonn).

"Após a temporada de ‘Os Iks’, cortarão o cordão umbilical com o Colégio e irão à luta no Mercado. A missão não é apenas manter acesas as chamas de inquietação, indignação, rebeldia e humanismo que alimentam o teatro, mas também juntá-las todas em um só feixe, potencializá-las como em um maçarico.” Aos jovens diretores, diretoras, atores e atrizes, Orlando Senna, (1999) segundo Lúcio Leonn, (2002).
Imagem(acervo pessoal de Lúcio Leonn) concluintes do Curso Colégio de Direção Teatral (1ª turma-1996-1999) Instituto Dragão do Mar.

I - Ponto de origem: 1ª fase

A princípio, tomemos como nota importante alguns dizeres do ano de 1995 a 1996. Isto é, informações relevantes que já foram reportadas aqui acerca do Curso Colégio de Direção Teatral, quanto ao seu momento de criação (p. 48).

Conforme especificado e relatado, aconteceu em novembro de 1996, no Centro de Artes Cênicas do Ceará-Cena-Theatro José de Alencar, inscrições abertas e gratuitas para sua 1ª turma de alunos.

Tinha como principais requisitos oferecer vagas para formação de diretores e atores, e estes candidatos deveriam apresentar diplomas de Ensino Médio, currículo, foto 3 x 4. No mesmo momento, foram ofertadas vagas para atores, futuros diretores e interessados em artes cênicas que tinham registro profissional ou estavam em busca da profissionalização.

O objetivo principal do curso estava centralizado na “formação e capacitação técnica de jovens encenadores que serão multiplicadores naturais de grupos, por meio de conhecimentos e experiências, visando à dinamização e expansão da atividade teatral no Estado do Ceará e regiões próximas”. Paralelamente, propiciaria o aprimoramento profissional dos atores envolvidos no projeto (grifo meu).

O Curso Colégio de Direção Teatral tinha sua base no Centro de Estudos de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará, tendo como diretores Maurice Capovilla e a Orlando Senna.

O Colégio de Direção Teatral tinha como diretor o Professor Antônio Mercado e coordenação artística de Conceição Senna. Logo depois, o diretor passou a ser Clóvis Levi. O seu escritório era numa sala próxima a Galeria Ramos Cotoco, utilizando-se de demais salas de ensaios no anexo do TJA.

No mais, o Colégio iniciara suas primeiras atividades entre os dias 16 e 17 de novembro de 1996, ainda nas mediações do Campus da UFC/ Pici. A princípio, todos os inscritos foram convocados a estarem presentes nas dependências da citada universidade. A partir de então, lá passaram por uma espécie de semiestágio com a Professora Mirtes Mesquita (SP), através do Curso “Preparação Corporal” e “Ensaios de Cenas para a seleção peça “A Ciranda”. Entretanto, a coordenação artística de Conceição Sena já se fazia presente nessas atividades.

O Colégio representava para mim, até aquele presente momento, uma opção a mais de curso, como também uma coisa inédita em nossa cidade, quando não se sabia da sua proporção ou da qualidade em cursos que pude como ator experienciar.
Esse curso representava muito para mim, embora, desde 1988 já estivesse construindo minha profissionalização em eventos como: ”Oficina Théâtre du Soleil”, Prêmio “Melhor Ator-Coadjuvante” na XII Mostra Estadual de Teatro Amador em Aracati-Ce, atuação em “Loucos e Outros Seres” (l990); Prêmio “Melhor Ator” no I Festival Nacional de Teatro de Vassouras /RJ, atuação idem (1991); Programação Inaugural do TJA, através de cursos e projetos; Curso de Arte-Dramática da UFC (1992-1994); Prêmio “Melhor Ator” no VI Festival de Teatro de Fcº Beltrão/PR, atuação em “O Marinheiro: Uma aventura Interior”(1993), Registro Profissional de Ator/DRT-PE (1994), e Prêmio “Ator Revelação’ no I Festival de Teatro em Jacarei/SP, atuação idem (1996).

Espetáculo 2ª fase-Dragões no Horizonte II (1998) (imagem acervo pessoal): "O Pacote", de Leovigilda Bezerra-elenco Lúcio Leonn e Nádia Aguiar-Teatro Dragão do Mar. Direção Vanina Fabiak. Supervisão artística de Clóvis Levi.

No entanto, foi somente com o Colégio que pude vivenciar um outro lado, o trabalho de grupo com diversas formações de atores em profissionalização e em (re)capacitação e, naqueles encontros, senti a necessidade de estar com o outro ator em cena, ajudando-o no desenrolar da situação dramática. Foi quando aprendi pela reflexão na ação, a dar mais liberdade de me encontrar comigo mesmo. Isto é, “ser mais simples” na construção e interpretação de personagens no que diz respeito à composição do corpo e da voz.
Outro ponto se refere ao apuramento técnico, teórico e prático, quanto à análise de texto e de cenas na ótica da encenação, dando-me também um outro suporte que é próprio do campo da direção, ou simplesmente habilitando-me a encenar espetáculos.
Cogitava-se entre os alunos e coordenadores do curso desenvolver a competência de direção para os alunos-intérpretes. Esta era também uma meta do curso. Tanto que, nesse milênio, pode-se contar alunos-intérpretes provenientes do Colégio assinando como diretor.

Da conclusão dos Módulos I e II, obteve-se carga-horária total de 5.728h/aula. Agora, o que temos lamentado, é quanto ao seu certificado de reconhecimento para uma habilitação profissional em Arte (ocorrido na época, por não acredeciamento e validação do Curso pelos mantenedores e gestão, (Secretaria de Cultura do Estado), junto aos órgãos majoritário de educação e instituição de ensino do estado do Ceará.).

Espetáculo 2ª fase-Dragões no Horizonte I (1998) Imagem (acervo Jorge Luis Viana) de Igor Epifânio e Ceronha Pontes, em "Retalho, Rebotalho", de Clarice Ilgenfritz. Direção Pedro Domingues. Supervisão artística Clóvis Levi. Teatro Dragão do Mar.

II - O processo seletivo: 1ª fase
No ato da adesão, era solicitado que todos os candidatos inscritos deveriam ler atentamente o programa do curso em anexo, e preencher corretamente a ficha de inscrição, além de receber duas cenas da peça “A Ciranda”, de Arthur Schnitzler-(Le ronde). Era preciso escolher uma delas e ensaiá-la com um (a) colega, que poderia ser também candidato(a). Isso era necessário tanto o candidato a vaga para aluno-intérprete como para aluno-diretor. Todos se apresentaram no Teatro Morro do Ouro-anexo TJA, para testes de seleção, nos dias 18 e 19 de novembro de 1996.

Os testes constaram além de entrevistas e exercícios práticos (apresentação de uma das cenas de “A Ciranda”). A banca examinadora fora composta por Antônio Mercado, Conceição e Orlando Senna.

Imagem (acervo Jorge Luis Viana)/pausa- espetáculo: "O Caso dessa tal de Mafalda, que deu muito o que falar e que acabou como acabou num dia de Carnaval", de Carlos Alberto Soffredini. Direção: José Eduardo Vendramini, Colégio de Direção Teatral (1ª fase-1997)-Theatro José de Alencar.

Referindo-se ao meu teste inicial, a cena escolhida foi: “A Prostituta e o Soldado”, já minha partner de cena foi a amiga e atriz Ceronha Pontes que também concorria a vaga de aluna-intérprete. Ceronha já era companheira minha também de “outros carnavais”. Conhecemo-nos no curso de arte-dramática(1992). Trabalhamos (1993) juntos na peça “O Marinheiro: Uma Aventura Interior”. Momentos aqueles de grande cumplicidade. Lembro-me de que nos autodirigimos, após algumas discussões ou compreensão acerca da cena (textos), ensaiamos duas vezes no Teatro Universitário-Paschoal Carlos Magno, depois houve ensaios definitivos no próprio Teatro Morro do Ouro/TJA.

Entretanto, por dedicação, trabalho e, contando também com a “sorte”, conseguimos passar na primeira etapa.

Os resultados foram divulgados no dia 20 de novembro de 1996, às 14 horas. Sendo selecionados 12 candidatos à direção teatral e 36 atores, que trabalhariam durante 30 dias na montagem de cenas determinadas pela direção do programa/projeto. Isso também sob a condição do candidato a vaga de aluno-diretor no levantamento de cenas.

No entanto, desta vez, na etapa final, minha companheira de cena foi também a atriz Ana Marlene , também concorrente a uma vaga de aluna-intérprete. A cena indicada foi: ‘O Marido e a Mulher”. Já para vaga de aluno-diretor, éramos conduzidos por Pedro Domingues.

Nos dias 20 e 21 de dezembro, deveria ter sido feita à seleção final - quando seriam escolhidos 08 (oito) diretores e 24 (vinte e quatro)- atores para as demais etapas do projeto, com duração de mais de 12 (doze) meses, o Colégio propriamente dito.

Mas, tal etapa foi antecipada para os dias 14 e 15, mantendo o mesmo número de diretores e atores da etapa final. Logo no dia 16 de dezembro, já nos encontrávamos em sala de aula com o curso “Análise de Texto”, por Antônio Mercado, também coordenador do colégio na época.

E, o Colégio iniciara sua designada 1ª fase, em 12 dezembro de 1996, prosseguindo até 06 de fevereiro de 1998, que culminou com a temporada das “07 Cores do Dragão”.

Imagem(acervo pessoal de Lúcio Leonn): "Os Iks" 13º exercício (final) do Curso Colégio de Direção-1ª turma. Direção: Celso Nunes-Teatro Dragão do Mar-1999- [Movimento: "Os Iks caçadores"].

A 2ª fase teve início em março de 1998, mantendo os alunos-diretores/intérpretes que apresentaram bons índices de freqüência e aproveitamento na fase anterior, embora três alunos-intérpretes e dois alunos-diretores da 1ª fase abandonaram o curso em momentos distintos por motivos pessoais. Foram abertas novas vagas para as duas categorias, 04(quatro) vagas para candidatos à direção e 06 (seis) para candidatos atores, (Anexo 10 - Os candidatos selecionados - 1ª Turma do Curso Colégio de Direção Teatral/1ª e 2ª fase; p. 115). (Disponibilizo aqui, logo abaixo)

Anexo 10- 

Os candidatos selecionados -1ª Turma do Curso Colégio de Direção Teatral - 1ª/2ª fase

1ª FASE:
Alunos-Diretores: Augusto Gigli, Carlos Neri¹, Fernando Piancó, Francisco Wellington, Graça Freitas, Omar Rocha, Pedro Domingues, Ueliton Rocon e Vanina Fabiak.

Alunos-Intérpretes: Allan Duvali, Airton Lima, Galba Nogueira², Igor Epifânio, Leonardo Martins, Lúcio Leonn, Oscar Roney, Rodrigo Freitas¹, Roberto Maur, Ronaldo de Souza, Thales Valério e Sidney Malveira. Além de Ana Cristina Viana, Ana Cali, Ana Katya Moreira, Ana Marlene, Ceronha Pontes, Francinice Campos, Jamilca Brito, Katiana Monteiro, Lana Soraya¹, Leir Pontes, Lúcia de Fátima, Séfora Rangel e Silvia Moura. [¹não concluiu o curso desde a 1ª fase. ²não conclui o curso desde a 2ª fase]


2ª FASE:
Os alunos-intépretes selecionados, que se juntaram aos demais da 1ª fase, foram: Danilo Pinho, Eddie Ferreira, Juliana Carvalho, Jorge Luis Viana, Kátia Barreira, Nádia Aguiar, Sidney Souto, Thylba Araújo e William Mendonça.

Os alunos-diretores selecionados foram: Ângela Escudeiro, Bruno Correia Lima e Francisco Wellington. No entanto, somente destes citados como alunos-diretores permaneceram até o final: Augusto Gigli, Francisco Wellington, Graça Freitas, Omar Rocha, Pedro Domingues, Ueliton Rocon e Vanina Fabiak, procedentes, até então, da 1ª fase. (Fonte: Arquivo pessoal-Ano de 1996 a 1998.)

III - Colégio de direção teatral (1ª turma): Estudos a semana inteira
Os alunos não tinham folgas, às vezes, poderiam acontecer, nas segundas-feiras, quando não havia atividades com professores de outros estados.

Exercício de Interpretação a partir da Observação de Partitura Física-Orientação/Observação de Celso Nunes; Sala Nadir Saboya-TJA-1999- Alunos-Intérpretes (imagem, acervo pessoal): Lúcio Leonn (E), Jorge Luis Viana (C) e William Mendonça (D). Acervo pessoal. 

"Nós, alunos tínhamos muito que trabalhar nas cenas literalmente (exercícios propostos), a partir do início de cada curso/módulo. Isso sempre a partir de 18h30min durante a semana toda e, nos finais de semana, das 15 às 22 horas. Já quanto ao processo de montagem em espetáculos, varava-se madrugada adentro."

(Anexo-11 - Relação de “alguns” cursos e espetáculos dos alunos-intérpretes e alunos-diretores 1ª fase (1996-1997/ a março de 1998, início da 2ª fase; p. 116). O anexo está disponível, abaixo.
Curso Colégio de Direção Teatral - 1ª Turma/2ª fase: seu objetivo, o processo seletivo, definição e formato

De acordo com o Programa do Projeto, o curso já em sua segunda fase, tinha como principal meta à capacitação e reciclagem técnica e artística de diretores de teatro na Capital.

O processo seletivo deu-se através de testes semelhantes ao da 1ª fase, porém de “forma branda”. Todos os candidatos inscritos apresentaram currículo e duas fotos 3x4. Era necessário ser natural do Ceará ou domiciliado no estado, mediante participação em espetáculos teatrais.
Os candidatos inscritos a aluno-diretor apresentaram, também certificados de conclusão do Ensino Médio. O teste de seleção para aluno-ator constou de uma cena de livre escolha do candidato com duração entre três a cinco minutos, inclusive monólogo. A cena podia ser dirigida pelo próprio candidato ou por um diretor de sua escolha. Atores, atrizes e diretores que não estavam concorrendo podiam participar das cenas dos candidatos.

Durante o teste na Sala-Teatro Nadir Sabóia -anexo do TJA, a banca examinadora podia solicitar que a cena fosse refeita sob novos parâmetros. Após a apresentação das cenas, podiam ocorrer pequenas entrevistas.

As cenas foram realizadas mediante a solicitação da coordenação, com produção minimamente necessária. Os candidatos tiveram disponíveis duas mesas, cadeiras, banquinhos e equipamento de som para cassete e CD. Os candidatos providenciaram por conta própria os figurinos e objetos de cena que julgaram imprescindíveis para o seu teste.

Já os testes para alunos-diretores constou da apresentação de uma cena dirigida pelo candidato, com duração entre dez e quinze minutos. A cena e o elenco foram de livre escolha do candidato. Os alunos selecionados nessa 2ª fase tiveram o direito a cursar mais um ano com a 2ª turma se feita inscrição no prazo definido.

A banca examinadora foi composta na época por Clóvis Levi e pela Coordenadora Artística Conceição Senna e por alunos-diretores da 1ª fase.
Definia-se como Macro-oficina com doze meses de duração (março 1998 a fevereiro 1999), dando seguimento ao Colégio de Direção Teatral realizado de dezembro 1996 a fevereiro 1998-1ª fase.
Os exercícios resultariam na montagem de dez espetáculos teatrais. O formato seguiu a montagem de dez espetáculos teatrais assessorados e supervisionados desenvolvidas em aulas teóricas, aulas teórico-práticas e diretamente na prática de montagem. Os espetáculos foram montados pelos alunos-diretores. Além de realizarem o seu espetáculo, os alunos-diretores atuariam como assistentes de direção num espetáculo com todo elenco de atores, a partir da montagem-aula de um diretor de alta categoria, Celso Nunes. Contaram também com supervisão relacionada à análise de texto, encenação, direção de atores, iluminação, arquitetura teatral e caixa cênica, interpretação, expressão vocal e expressão corporal.

Os textos foram de autoria de alunos do curso de dramaturgia; 17 alunos do programa de artes cênicas e do Centro de Design do Instituto Dragão do Mar realizaram os trabalhos referentes à concepção e execução de iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, objetos de cena, contraregragem, etc. Além da concepção de cenários.

Todos os alunos-intérpretes tornaram-se fixos durante o projeto/curso por meio de aulas teóricas e teórico-práticas (módulos), ora por meio de ensaios ou participando das montagens de espetáculos.

Anexo 11-Relação de alguns cursos e espetáculos dos alunos-intérpretes e alunos-diretores 1ª fase (1996-1997) a março de 1998, início da 2ª fase no Curso Colégio de Direção Teatral-CDT, (pp.116-119).

"Preparação Corporal" Mirtes Mesquita.
"Análise de Texto" Antônio Mercado.
"Marcação Orgânica e Técnicas de Encenação I, II,III" Renato Icarahy.
"Técnica de Montagem" Antônio Mercado.
"Montagem Espetáculo A Ciranda I e II", de Arthur Schnitzler (supervisões: Renato Icarahy e Antônio Mercado).
"Teatro Brasileiro" Antônio Mercado.
"Direção de Atores em Cena" Clovis Levi.
Montagens e exibição pública de Cenas Curtas (máximo de três páginas) de "Abajour Lilás", "Navalha na Carne", e: "Dois Perdidos Numa Noite Suja", de Plínio Marcos, sob distintas atuações/concepções, principalmente, as duas primeiras peças, sob Supervisão de Clovis Levi.
"Prática de Montagem". Clóvis Levi.
"Interpretação para Câmera". Iacov Hillel.
"Cenografia" (Concepção Cenográfica)". Renato Scripilitti.
"Panorama da História do Teatro Brasileiro" Edwaldo Cafezeira e Carmen Gadelha .
"O Teatro no Ceará" B. de Paiva, com:Haroldo Serra, Marcelo Costa (não comparecendo), Ricardo Guilherme e Oswald Barroso.
"Palestra sobre William Shakespeare" Bárbara Heliodora.
"O Ator e a Voz" Maria Karadja.
"Direção de Atores" José Eduardo Vendramini.
"Metodologia da Encenação I" Antônio Mercado.
"Metodologia da Encenação II" (Interrompido) Antônio Mercado.
"Leituras Dramáticas". Texto dos alunos/autores do Curso de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar) .
Montagem Espetáculo "O CASO DESSA TAL DE MAFALDA", de Carlos Alberto Soffredini. Direção de José Eduardo Vendramini.
"Teatro Épico" Luiz Arthur Nunes.

Montagem Espetáculo - “As 7 Cores do Dragão”-Textos dos alunos-autores do Colégio de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar-

Espetáculos: Alunos-diretores/ORIENTADORES“MACELA”, de Silvio Gurjão. Omar Rocha. Orlando Senna
“APENAS UMA ILHA”, de Caio Quinderé. Graça. Freitas.Luiz Arthur Nunes
“PARAFUSO”, de Pablo Assunção. Pedro Domingues. Luiz Arthur Nunes
“DOIS POR DOIS”, de Fabiola Lipper. Vanina Fabiak.Karlo Kardoso
“TITITI POPOPÓ”, de Marcos Barbosa.Augusto Gigli. Antônio Mercado
“CACOS DE VIDRO VERDE”, de Edilberto Mendes. Fernando Piancó. Renato Icarahy
“ROSA ESCALARTE”, de Aldo Marcozzi. Ueliton Rocon. Renato Icarahy.

Início da 2ª fase: 15 de março de 1998, a fevereiro de 1999

"A Trajetória de uma Encenação”. Clóvis Levi
-Montagem e exibição pública de Cenas Curtas (máximo de três páginas) de “O Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, sob diversas concepções de direção e atuação.
Teoria e Prática da Direção Teatral”. Celso Nunes
Projeto Mergulho Teatral-Rio de Janeiro-RJ”. Alunos-diretores (15 Peças/Debates) com os diretores dos espetáculos-Análise teórica de cada encenação com acompanhamento de um profissional de teatro;

Expressão Corporal”. Tereza DÁquino;
Voz”. Rosângela Gonçalves;
Escola Internacional de Teatro pela Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe-EITALC. Santiago Garcia/Colômbia. Grupo Yuyachkani/Peru.Grupo Imbuaça/Sergipe. Cia. Boca Rica de Teatro/Fortaleza.

Montagem Teatral I. Clóvis Levi;
Montagem Teatral II (cenografia). José Dias;
Figurinos”. José Eduardo Colabone;

-Montagem Espetáculo-“Dragões no Horizonte I e II” (Supervisão artística : Clóvis Levi)-Textos dos alunos-autores do Curso Colégio de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar; Espetáculos:Dragões no Horizonte I
“MAÇÃ DO AMOR”, de Paulo Alcoforado, sob direção de Ueliton Rocon;
“PARA TE COMER MELHOR”, de Artur Guedes, sob direção de Graça Freitas;
“RETALHO E REBOTALHO”, de Clarisse Ilgenfritz, sob direção de Pedro Domingues;

Dragões no Horizonte II
“OS SINOS”, de Marcos Barbosa, sob direção de Francisco Wellington;
“O PACOTE”, de Leovigilda Bezerra, sob direção de Vanina Fabiak;
“SERÁ O BENEDITO”, de Wilson Dellani, sob direção de Augusto Gigli;
“AUTO DE LEIDIANA”, de José Mapurunga, sob direção de Omar Rocha.

Prática de Encenação e Montagem” Celso Nunes;

13ª (IMAGEM ABAIXO) do Curso Colégio de Direção Teatral, (1999): “Os IKS”, sob direção de Celso Nunes-Extraído do livro ”O Povo da Montanha”, de Colin Turnbull, Adaptação para o teatro: Peter Brook, Tradução: Lúcio de Cirene Navarro, Marcília Rosário da Silva e Celso Nunes;
Alunos-Diretores Assistentes:
Augusto Gigli, Francisco Wellington, Graça Freitas, Omar Rocha, Pedro Domingues, Ueliton Rocon e Vanina Fabiak.
Elenco/Alunos-Intérpretes:
Antropólogo: Augusto Gigli; Os Iks: Airton Lima, Allan Duvale, Ana Cristina Viana, Ana Kátya Moreira, Ana Marlene, Ceronha Pontes, Danilo Pinho, Francinice Campos, Igor Epifânio, Jamilca Brito, Jorge Luís Viana, Juliana Carvalho, Kátia Barreira, Katiana Monteiro, Leir Pontes, Leonardo Martins, Lúcia de Fátima, Lúcio Leonn, Nádia Aguiar, Oscar Roney, Roberto Maur, Ronaldo Souza, Séfora Rangel, Sidney Malveira, Sidney Souto, Thales Valério, Thylba Araújo e William Mendonça.


Ficha Técnica:
Cenografia: Marcio Tadeu, Celso Nunes
Figurinos: Todo o elenco, sob orientação de Vanina Fabiak e Celso Nunes
Cenotécnica: Carlos César dos Santos/Assistente: Francisco Duarte
Montagem e Operação de Luz: Carlo Benevides
Assistentes: Kelson Teles, Giffoni e MárioYochi
Adereços: Cada ator cuidou dos seus, sob orientação de Vanina Fabiak
Direção e Adaptações Musicais: Allan Duvale e Sidney Malveira
Violoncelista: Bobby Fernandes
Produção: José Alves Netto/assistentes: Francis Simões, Reinaldo Souza
Secretária: Leilah Silveira

Governo do Estado do Ceará
Governador: Tasso Ribeiro Jereissati

Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará
Secretário: Nilton Melo Almeida

Instituto Dragão do Mar de Arte e Industria Audiovisual do Ceará
Direção Executiva: Maurice Capovilla
Coordenação de Centros: Elisabete Jaguaribe

Centro de Dramaturgia
Direção: Orlando Senna
Coordenação: Patricia Martin
Direção do Colégio de
Direção Teatral: Clovis Levi
Coordenação Artística do Colégio de Direção Teatral: Conceição Senna

O Curso Colégio de Direção Teatral agradeceu ontem e sempre a Paulo Linhares e, de todo coração, a hospitalidade do Theatro José de Alencar/TJA. (Fonte: Arquivo pessoal- Ano de 1996 a 1999/Folder.)

Do texto supracitado, é parte da pesquisa: Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p.). Lucena, Lúcio José de Azevêdo(Lúcio Leonn).

****
Leia também abaixo, os que se sentiram "talvez excluídos" do processo, do Curso Colégio de Direção Teatral (1996-1999), em registro de 2008, durante XV Festival de Teatro de Guramiranga-Ce]:

“(...) A partir da fala de Maninha [Morais] foram rememorados momentos importantes para a formação e qualificação em cultura e artes no Ceará, até a criação do Colégio de Direção Teatral. Ressaltado o caráter original da proposta financiada pelo FAT, e sua valiosa contribuição para a arte e a cultura cearense, uma real mudança de paradigma, comparações inevitáveis foram traçadas, entre o Colégio de Direção Teatral e o Colégio de Dança. O de Direção teria trazido em seu cerne, equívocos profundos quando se pautou na ação teatral fora do grupo, na tentativa de construção de um modelo pedagógico falido, tanto na sua origem americana quanto na filial brasileira, eixo Rio-São Paulo, que é a formação voltada exclusivamente para o mercado - basta pensar que o grande espetáculo desse processo cearense foi "Os Iks", montagem de Celso Nunes, 30 anos após sua estréia em São Paulo – àquela época já uma versão tosca do grandioso trabalho do inglês Peter Brook na França com seu grupo multi e transcultural de atores e técnicos. Enquanto isso, (...)". [Grifo meu]

COLUNA PELO CELULAR. XV FNT: palco da pesquisa e da formação em artes. Rej Rey 23 Set 2008 - 00h52min. 
Disponível em: http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/pelocelular/821359.html

****
Vide: 2ª Turma do Curso Colégio de Direção Teatral (1999– 2001): Um Breve Registro. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2016/03/2-turma-do-curso-colegio-de-direcao.html

Outro breve registro: 3ª Turma do Curso Colégio de Direção Teatral (2001–2004) - Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará. Disponivel em: http://notasdator.blogspot.com.br/2016/04/outro-breve-registro-3-turma-do-curso.html


Também: Atividades de Orientação em direção/interpretação cênica com os atores de Fortaleza. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2008/04/atividades-de-orientao-em.html



domingo, 28 de dezembro de 2008

Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002 (RESENHA)

Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p). Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação - DIPPG/Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará - Cefet-Ce. Parceria: Universidade Estadual do Ceará-UECE.
Prof. Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

A pesquisa consistiu em examinar e caracterizar os processos de formação teatral em Fortaleza-Ce na década de 1990 – partindo da vivência teatral do autor; do percurso como professor de Arte no ensino fundamental e médio (rede municipal e estadual de ensino); também das suas atividades de orientação em direção/interpretação cênica com atores/atrizes de Fortaleza, para o Curso Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar (1ª, 2ª e 3ª turmas/curso subsidiado pela Funarte), Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia-UFBA, e o Curso Técnico para Formação de Atores da Escola de Arte Dramática - EAD/ECA-USP.

No Ceará constam em livros, registros preciosos da História do Teatro Cearense, entretanto, em um passado teatral remoto. Raríssimos são os textos ou trabalhos científicos que se debruçaram realmente sobre a formação do ator cearense. Então, foi pela busca de um olhar breve e investigativo que se tornou possível um resgate teatral norteado a partir do final da década de 1980 quando adentra no cerne da pesquisa: a década de 1990. Também se procura evidenciar por meio de uma visão panorâmica: a formação do ator-atriz, como professor (a) de Arte, egressos de cursos de extensão/técnico/superior em arte dramática e artes cênicas.

Registrar e caracterizar hoje, é diagnosticar e compreender em documento; o ator cearense no seu campo de formação e atuação; o real funcionamento de diversos cursos (Curso de Arte-Dramática da Universidade Federal do Ceará -UFC/CAD, funcionando desde 1960), ou projetos de gestão governamental em cursos de capacitação e iniciação do ator/atriz (advindos após a programação inaugural da reforma do Theatro José de Alencar-TJA (1991)); o Curso Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar (1996), hoje extinto; o Curso Tecnológico em Artes Cênicas pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (2002) - Cefet-Ce.

Também se procura apresentar: as matrizes curriculares de tais cursos, a perspectiva de atuação para o magistério de Arte-Educação – alunos atores/atrizes em cursos e espetáculos; a problematização quanto à legitimação de certificados para atores/atrizes e/ou professores (as) de Arte do ensino fundamental e médio na Capital.

Esta pesquisa foi fundamentada em estudos autobiográficos como recurso preliminar para composição da investigação, como também da memória e prática teatral em cursos, da prática pedagógica no ensino de Arte, leituras bibliográficas, artigos de jornais em circulação local e etc.
(Foto de Haroldo Jr.) (o ator Lúcio Leonn): “Nos Trilhos da Paixão”, de Caio Quinderé - Direção Haroldo Serra - Teatro Arena Aldeota. Comédia Cearense/ Fortaleza-Ce (Brasil): 2001.


Críticas a seu trabalho como ator (memórias)
1. Boa sorte. Lute; levo fé em você. Um abraço. - Oficina de Interpretação/Projeto Encenação - Theatro José de Alencar/TJA, (Jonas Bloch)- (1994).

2. Parabéns pelo seu prêmio e o do Leonn. Foram merecidos. Gostei muito do talento de vocês e, sobretudo da seriedade com que vocês todos encaram o teatro. Agora, o que mais me encantou foi a humildade com que vocês receberam os prêmios. Humildade é fundamental para um artista e, é próprio de quem é realmente grande (...). Carta à Atriz Ceronha Pontes, (I Festival Nacional de Teatro de Jacareí - São Paulo): Ewerton de Castro, ator e diretor, (1996).

3. O candidato é um ator expressivo e premiado. Destaco seu empenho em ampliar sua formação em um meio carente de escolas especializadas: o candidato não perde qualquer oportunidade de acompanhar todos os cursos, palestras e seminários oferecidos eventualmente em sua cidade. (Carta de Recomendação-Programa Apartes/CAPES): Aderbal Freire Filho, diretor (1997).

4. Lúcio Leonn; Resolva teus papéis com a mesma razão e sensibilidade com que encarastes “Os Iks” e tua carreira vai longe... Um abraço. (Curso Colégio de Direção Teatral/Instituto Dragão do Mar). Celso Nunes, diretor e professor (1998).

5. (...) Ao ator Lúcio Leonn coube a parte mais difícil: viver o intrigante José Maria dos Anjos. Transmitir sua fé, sua paciência e resignação de quem espera por trinta anos, preso a um sonho. (Nos Trilhos de uma Paixão Impossível). Mônica Silveira. Jornal Diário do Nordeste: 14.06.01.
6. ... “Nos Trilhos da Paixão” foi a melhor coisa feita no teatro do Ceará este ano. Emociona ouvir texto tão pungente e encenação tão competente e bela (...). Parabéns a todos com destaque especial para este monumental ator que é Lúcio Leonn, um gigante dos palcos brasileiros. Revista Gente de Ação, nº3 – (julho de 2001).

7. Dificilmente [o diretor], Haroldo Serra teria encontrado outro ator à altura de Lúcio Leonn para interpretar José Maria dos Anjos, o pierrot. (...) o José Maria dos Anjos de Lúcio Leonn é o anjo que cada um de nós carrega dentro de si, escondido no fundo do coração à espera do momento de completa entrega. Aurora Miranda Leão. Jornal Diário do Nordeste: 17.12.01.

8. (...) Apenas acredito que atuações como as de... Lúcio Leonn, como um Doutor implacável,... deveriam, por suas ampliações interpretativas..., servir como modelo para toda montagem, afim de esta lograr uma perspectiva trágica (porque humana) mais rica. (...) (O Domingo da Tradição/ “O Gólgota – A Paixão de Cristo”). Thiago Arrais, Jornal O Povo: 14.03.02.

9. (...) o elenco da Comédia Cearense cumpre direitinho o dever de casa ensinado pelo mestre Haroldo Serra. (...) Já Lúcio Leonn é exuberante, rouba a cena na pele do caricato governador mulherengo e corrupto. (Tempos Nem Sempre Modernos / “A Caça e o Caçador”): Eliezer Rodrigues, é jornalista e editor da Revista Singular (2002).

10. “Este (Lúcio Leonn) é um misto de ator-bailarino... Por sinal, um excelente ator.” (Ocasião da visita e noite de autógrafos da bailarina Cecília Kerche à Fortaleza-Ce): Hugo Bianchi, (citação oral, 2002).

Trecho monográfico Subtópico: Um certo olhar documental sobre as “antigas” e “novas práticas” teatrais em Fortaleza-Ce: Perspectivas que revelam desenvolvimento (re)organizacional (pp.58-65)

“Primeiramente, temos o CAD, Curso de Arte-Dramática da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará-UFC, o Curso Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar, o Curso Superior em Artes Cênicas, pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará-Cefet-Ce e o Projeto de Integração de Atores do Nordeste-Piane.

Analisando o primeiro, também chamado de curso básico de teatro, sob coordenação do Professor Edílson Soares, é peça de efetiva importância no contexto artístico e cultural da comunidade fortalezense, seja pelo papel que desenvolveu anteriormente (1960-1995), como única escola de teatro que manteve por todo esse tempo um ensino sistemático dirigido à preparação do ator, seja pela dimensão de seus espetáculos que, ou apontavam para a busca de uma nova linguagem ou no mínimo, estavam em acordes com o que de mais atual se concebia no palco (grifo meu).

Embora, houvesse atores em formação a partir de 1990, os quais nunca passaram por esse curso e não concordam com tal afirmação.
Outro dado relevante que diz bem a presença forte do CAD no movimento teatral da cidade é que, se fizermos um levantamento estatístico, ficará constatado que, em sua composição, mais de 70% dos grupos de teatro contam com atores egressos desse curso.
Entretanto, o CAD para mim, veio na admissão dos exames prestados no final de 1991; prova de improvisação direcionada; avaliação de interpretação, a partir do texto: “Quando as máquinas param”, de Plínio Marcos; provas de leitura à primeira vista e redação; todas de caráter reprovativo. Vale ressaltar que prestei exames apenas uma única vez, e o espetáculo de conclusão da turma (1993) foi “Yerma”, de Frederico Garcia Lorca, sob direção de Ivonilson Borges. (Ver anexo 9, p. 114)

Outra informação importante relevante ao CAD é a validade do Certificado do Curso Básico de Teatro, quanto ao campo da Educação, principalmente no caso de professores de Arte, é ainda mais atípico. Isto é:

ao longo desses anos não obstante as tantas inovações dos últimos 40 anos, ainda no dealbar da década de 90 o Ceará não dispunha de cursos regulares para formações de professores de Arte-Educação. Tais professores eram preparados em cursos especiais promovidos pela Universidade em cursos de extensão ou equivalentes. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal do Ceará que autorizou sua Pró-Reitoria de Extensão, a oferecer Curso Básico de Teatro, cujo certificado ensejou a oferta de professores de Arte-Educação para a escola regular de ensino fundamental da comunidade cearense, até recentemente.’ (Parecer nº: 0641/2.001; Aprovado em: 11.12.2001/Conselho de Educação do Ceará: Câmara da Educação Superior e Profissional; (pp.1-4)
Isso quer dizer que tal programa de emergência tem fundamentação na visão contemporânea que a Lei nº 9.394/96-LDB, dá aos processos que são utilizados para a educação, tanto que essa visão nova é aberta logo no artigo 11, quando a lei define a presença da educação na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições da sociedade civil e nas manifestações culturais. (ibidem, pp.1-3).(...).”

Palavras-chave:
Teatro/Formação/Capacitação/Ator-Atriz/Cursos/Oficinas/Workshop/Fortaleza-Ce.

Áreas do conhecimento: Teatro/Interpretação e Direção Cênica/Memórias de Ator/Arte-Educação/Teatro Aplicado à Educação.

MAIS INFORMAÇÕES
Título: Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).
Autor: Prof. Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn
Cidade/Estado: Fortaleza / CE
Nível: Especialização
Universidade: Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará - Cefet-Ce.
Parceria: Universidade Estadual do Ceará-UECE.
Onde ler: Biblioteca Uece/Itaperi. Biblioteca Cefet-Ce -13 de maio
Ano de defesa: 2003

Resenha publicada(desde 2004) pelo autor Site Arte na Escola. Disponível em:
http://www.artenaescola.org.br/pesquise_monografias_texto.php?id_m=62