quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Análise coreográfica, obra - “SMOKE”, coreografia de Mats Ek (performance de Sylvie Guillem & Niklas Ek). Música de Arvo Pärt

por Lúcio José de Azevêdo Lucena
VIA DvD: EVIDENTIA



Imagem/reprodução, cena de Smoke.
“MOVIMENT IS LIFE... Sylvie Guillem”, (Foto).

And the smoke?

"The smoke which comes from their clothes & mouths is what they say to each other." Mats Ek

O VÍDEO nos coloca a par da diversidade em espetáculos da dança-cênica, da cultura virtual, que envolve o corpo em experimentação e de integração com as tecnologias em tempo-(virtual)-espaço-(visual)-real. Ou, de muitos percursos, de encontros entre Arte & Tecnologia Digital. Ao mesmo tempo, nos alenta que, este diferencial hoje apresenta justamente, o fazer artístico contemporâneo - digno da própria formação em dança-teatro/tecnologias; de um olhar alterado, este antenado numa educação estética, do aqui agora.

A direcionar aqui, meus estudos para obra SMOKE, há de antemão, em análise, o visual da relação intrínseca entre o intérprete-espaço-corpo-objeto-movimento/cena real-virtual, em situação dramática. Uma articulação entre dança, teatro e novas tecnologias (digitais), na dança contemporânea, cujo tema é, as relações interpessoais, os projetos atitudinais, num ambiente e gênero do humano.

“Quem pensa a dança hoje inquieta-se com as múltiplas articulações entre tecnologia e movimento. (...) A hibridação entre corpo e tecnologia é nosso destino. Que a dança encontre a sua estética!” (Paulo Vaz e Mauricio Lissovsky, (2006), subcapitulo Tecnologias e Movimento, p.49.)

O virtuosismo se repete aqui no texto e em obra, como sinônimo do virtual. Assim, como o minimalismo / na pulsação e mimetismo dos gestos e da cadência de movimentos, ora intérprete-solo ou em dupla, ou se encontram em busca de reencontros possíveis: homem x mulher - na exploração de elementos cênicos. Digo, não só a partir do corpo em ação, mas na justaposição de imagens/imagéticas.

Há na dança, a intertransposição do corpo em movimento e de gestos, a pontuar através de imagens de cenas, figurinos, luz, refletor, cenário etc. Exploração de movimentos e objetos cênicos e, do que se pode extrair pelo mundo das possibilidades audiovisuais e do corpo em estado dramático/alterado de significações /sentidos.

“A dança-teatro aproximou-se das experiências do cotidiano do corpo no contexto de políticas sociais desencadeadas pelos anos 70 e 80. O descompromisso com a narrativa linear de uma fábula ou personagem, faz com que a história a ser contada pela dança-teatro seja a do corpo universal, em justaposição ao testemunho pessoal dos intérpretes”. Sandra Meyer, (2006, p.4).

Sylvie Guillem & Niklas Ek em: Smoke
©Warner Vision e capturada do DVD.

Logo, em plásticos momentos e circunstanciais, o de relacionar o gesto ao dançar: o extraquotidiano se reinventa. Um jogo lúdico de corpos e de linha de oposição. De situações grotescas, do ponto de vista do humano, é perceptivo. O corpo preconiza em cena um discurso. Permeados de solos, na conexão: intérprete – movimento - espaço – persona / contador de histórias/tema. Tem a presença constante de um dizer (texto) interior que, posterior, extrapola todo o espaço. Ou da relação de estar só (observado) e, querer dizer algo pelo corpo e sua relação modus vivendi. “O artista dialoga também com a obra em criação. Ele, muitas vezes, em meio à turbulência do processo, vê-se produzindo para a própria obra”. Salles, (Dialogo Com a Obra, p.47, 2007.).

No percurso de dinâmica seguida pelas músicas, a coreografia é variável em sua velocidade, cíclica e des/constante e grotesca no sentido de alcançar: o teatral -, por meio de gestos meticulosos. “A velocidade, cada vez maior, com que o tempo e o espaço são vivenciados e visualizados estabelece um novo padrão estético que se aplica à criação das imagens contemporâneas”. Cerbino, 2006. (Subcapitulo: Novos Tempos, Outros Espaços, p.74).

Outro ponto observado por mim, nesta criação, é que, sempre co-habita o mistério do voyeur a rondar o presente em cena, como de concreto e de retorno à origem, do mover-se.

OUTRO DISCURSO PELA OBRA, “SMOKE”

UM QUADRO; UMA PINTURA, INSPIRA-ME!

"Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos”. (RENÉ MAGRITTE, 1898-1967)

Os surrealistas propunham a fusão de dois estados - os sonhos e a realidade. Logo, a obra deste pintor é marcada pela criação de cenas simples nas quais um único detalhe é suficiente para provocar no espectador um sentimento de absurdo e uma impressão de mistério. O mesmo acontece com a coreografia de Mats Ek, via performance/técnicas de Sylvie Guillem & Niklas Ek. O seu trabalho é sempre complexo e obriga ao raciocínio, à interpretação e ao estudo. “Os quadros de Magritte não podem ser simplesmente vistos. Precisam ser pensados. Todo o surrealismo tem um trago de loucura que revela toda a genialidade”.
(Imagem acima, reprodução: “The Man in the Bowler Hat”)

O re-discurso pela obra “Smoke”, dividida em quatro partes (o classificarei, assim: 1ª parte: o despertar do encontro / 2ª parte: o sublime/ 3ª parte: o desaforo entre pessoas e, por fim: o pulsar pela vida), logo se dá sempre pelas indagações e respostas, mutuamente proferidas pelos corpos dos intérpretes - de Um para o Outro ou, em Solos. De encaminhar ou receber, oferecer, “um verbo”. Do ir e retornar. Há momentos de ataque, mas defesas de/em espaço pessoal/total. Direções diversas, (o uso da parede).
Outrora, marcadas pela música de gênero instrumental, os bailarinos usufruem todos os níveis de movimentos. E, de transição de movimento em cena. Uns desenhos em movimentos circulares e pontuados, com precisão e técnica. Repouso em movimentos e gestos contínuos e, de retorno ao retilíneo, corpos angulares e do peso, de extensão de movimentos/corpos.

Concluindo, a obra elabora e reorganizam nossos sentidos visuais e cênicos – devaneios de momentos espaciais. Ilusão óptica. Imagens oníricas. Momentos supérfluos, fugas da vida, pela arte de viver. Dançar...

Referências Bibliográficas

HADDAD, Denise Akel e MORBIM, Dulce Gonçalves. Arte de fazer Arte. 6ª série-1ª edição. São Paulo: Editora Saraiva: 1999. In: Aula de arte e experiência do ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

PEREIRA, Roberto e Silvia Solter (Coord.). Lições de Dança 1. In: Paulo Vaz e Mauricio Lissovsky, p.49: A vida na tecnologia. (Subcapitulo: Tecnologias e Movimento), 2ª edição – Rio de Janeiro: UniverCidade Ed., 2006. 190p.

_________, Roberto e Silvia Solter (Coord.). Lições de Dança 1. In: Beatriz Cerbino, p.74: Uma cela pós moderna. (Subcapitulo: Novos Tempos, Outros Espaços, p.74). 2ª edição – Rio de Janeiro: UniverCidade Ed., 2006. 190p.

SALLES, Cecília Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística. 3ª edição. São Paulo: FAPESP: Annablume, 2004.

Artigos consultados
Escola de Dança da Vila das Artes/Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), parceria Universidade Federal do Ceará (UFC). Curso de Extensão Dança e Pensamento. Dança-teatro-performance. A indisciplinareidade em questão. Artigo escrito e, módulo ministrado pela professora de dança, Sandra Meyer. Módulo Dança e Teatro, de 12 a 17 de maio. Fortaleza-Ce: 2008.

Meio eletrônico
DVD/Evidentia. © Warner Vision. Obra “Smoke”, coreografia de Mats Ek. Performance de Sylvie Guillem & Niklas Ek. Acesso em: 09 agos.2008.

Documentos de acesso digital
http://blog.uncovering.org/archives/2006/03/rene_magritte_1.html. Acesso em: 18 agos.2008.

http://www.ballet.co.uk/magazines/yr_02/dec02/pb_dvd_evidentia.htm. Acesso em: 21 agos.2008.

Curso de Extensão Dança e Pensamento - Prefeitura Municipal de Fortaleza. Escola de Dança de Fortaleza - Vila das Artes. Parceria: Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará.
-Atividade de Conclusão/aluno professor Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)–

Módulo: Da Unicidade a Pluralidade - trajetória da dança moderna e pós-moderna. Professora Eliana Rodrigues. Aconteceu durante os dias 07 a 11 de julho.

sábado, 16 de agosto de 2008

Selecionados Oficina O Teatro é o Outro com Maurice Durozier, do Thêatre du Soleil, 2008

por Lúcio José de Azevêdo Lucena

TJA – Centro de Artes Cênicas do Ceará/Cena (anexo TJA)

Oficina O teatro é o outro
: Maurice Durozier.De 19 a 30 de agosto de 2008 na Sala de Teatro Nadir Pápi Saboya. Aulas de terça a sábado Manhã: 9h às 13h (sábados: à tarde) Noite: 18h às 22h.

[imagem em aula de, MAURICE DUROZIER (19.ago.08)-por Lúcio Leonn.]
Selecionadores: João Andrade Joca (professor-coordenador do CPBT-TJA)-Fran Teixeira (professora-coordenadora do Curso de Artes Cênicas do Cefet)- atores/artistas educadores: Lúcio Leonn, Cláudio Ivo e Tutti Gonçalves .
Selecionados
MANHÃ: 64 (INSCRIÇÕES)
1. Alberto Wellington Peixoto Calaça
2. Ana Cristina Rodrigues Viana
3. Andréa Piol Sá
4. Charles Yuri da Silva Yamamoto
5. Christiane Bezerra Góis
6. Deugiolino Lucas Martins
7. Ecila Moreira de Meneses
8. Fernando Higor da Silva
9. Francisco Doniran Borges da Silva
10. Helano Chaves Moura
11. Jacqueline Rodrigues Peixoto
12. Jadeilson de Sousa Feitosa
13. José Edson Cândido Alves
14. José Tomaz de Aquino Jr.
15. Juliana Carvalho Nascimento
16. Klístenes Bastos Braga
17. Lana Soraya Furtado Benevides
18. Levy Galvão Mota
19. Lorena Medeiros Maia
20. Maria Vitória Alves de Freitas
21. Marina Brito Morais
22. Marta Aurélia Bezerra
23. Mayara Marrie de Castro Catanho de Sena
24. Melissa Lima Caminha
25. Patrícia Ferreira Cavalcante
26. Paulo Anaximandro Tavares
27. Tamara Queiroz Beserra Larripa
28. Tatiana Conde Alves Rodrigues
29. Tatiana Martins Leite
30. Thiago Arrais Pereira

Observador: João Andrade Joca (professor CPBT)
Cláudio Henrique Tomaz Ivo (professor CPBT)
Ednéia Quinto Gonçalves (professor CPBT)

Classificáveis Manhã

1. Rogério Mesquita Rodrigues
2. Tatiana Paula de Amorim
3. Ronaldo José da Costa Silva
4. Carlos Henrique Castro da Penha
5. Daniel Malaquias de Vasconcelos
6. Christiane Rodrigues de Lavor
7. Antônio Carlos de Lacerda Cruz
8. Cleiviane Marques Vasconcelos.
Imagem, MAURICE DUROZIER (19.ago.08)por Lúcio Leonn

Selecionados
NOITE: 49 (INSCRIÇÕES)

1. Aline Rodrigues Nogueira
2. Angela Maria Escudeiro Luna Coelho
3. Antônio Cleydson Catarina
4. Antônio Dhennis Maia Rogério
5. Bárbara Silva Pacheco Guimarães
6. Bruna Alves Leão
7. Camila Barbosa Martins Nogueira
8. Cínthia Teixeira Brito
9. Daniele Alves do Nascimento
10. Denílson Almeida de Carvalho
11. Elienai Vigon de Souza Andrade
12. Fátima Muniz Macedo
13. Francisco Ecibio Coelho Falcão Jr.
14. Geórgia Maria Carvalho Brito
15. Giovanni Marsallis
16. Gustavo Gomes Lopes
17. Henrique Bezerra de Souza
18. Jean Carlos Barbosa de Sousa
19. Jonathan dos Santos Coutinho
20. Larissa Lima Montenegro
21. Leir Araújo Pontes
22. Maria Cristiane Souza Pires
23. Maria Marina Alves de Freitas
24. Nádia Aguiar
25. Nágila Viviane Pereira Silva
26. Omar Rocha
27. Ronaldo de Queiroz Lima
28. Sâmia Regina de Albuquerque Bittencourt
29. Saymon Cunha Morais
30. Yasmin Élica Queiroz de Oliveira
Observador: Lúcio Leonn (artista educador/PMF)

Classificáveis Noite
1. Gracyellen Ferreira de Paula
2.Valdeana Linard Círio Oliveira
3. Gilvan de Souza Silva
4. Kelfer Stênio de Souza Lima
5. Francisca Lúcia de Jesus Bernardino
6. Antônia Cavalcante de Oliveira
7. Francisco Paiva Filho

Fonte(pessoal): Equipe da Comissão de Seleção- Oficina O Teatro é o Outro-Theatro José de Alencar/TJA

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Carta de Intenção-Oficina "O TEATRO É O OUTRO” -2008 , ministrada por Maurice Durozier (Thèâtre du Soleil)

Oficina "O TEATRO É O OUTRO” - 1ª Residencia após 20 anos - 2008

(Por Lúcio Leonn)

Sou Ator egresso da Oficina Thèâtre du Soleil (1988), ministrada por Georges Bigot e Maurice Durozier, em Fortaleza-Ce, (120h/aula).

Por meio de conhecimentos e experienciação na referida Oficina; fui co-fundador da Cia de Teatro Lua (1989). Cujo procedimento em atuação cênica; da formação de grupo e/ou influência técnica, provém da filosofia do Soleil, em seus integrantes (procedentes).

“(...) No Teatro precisamos do Outro para existir(...)"., Leonn apud Pupo, segundo Maurice Durozier(2007)

Imagem (arquivo pessoal/Leonn), de Maurice Durozier, em (Entrevista) Fortaleza-Ce- 21 de outubro de 1988.

Além de continuar a atuar como ator de hoje, sou defensor e professor ministrante, em repasse de técnicas do “Soleil”, via cursos, palestras ou oficinas de teatro.

Autor da pesquisa de pós-graduação, intitulada: “Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator”. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p). Nela, há um subcapitulo dedicado a toda memória da Oficina Thèâtre du Soleil. Desde a discussão, entrevistas; da vinda dos integrantes a Fortaleza-Ce, com apoio via órgãos governamentais e entidades de ensino, bem como registro de nomes de alunos atores/atrizes na seleção e participação; há breves fotos, além de suscitar a criação de novos grupos de teatro etc.

Por outro lado, sinto-me hoje, co-responsável pela sua vinda ou, de pôr em contato o Theatro José de Alencar e sua gestão 2008, (via diretora Isabel Gurgel) nas mãos da conhecedora Deolinda Vilhena (jornalista e produtora cultural, Doutora e Mestre em Études Théâtrales pela Univesité de la Sorbonne Nouvelle e Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Onde sua paixão e nossa conexão, é o Théâtre du Soleil...


imagem (arquivo pessoal/Leonn), de Georges Bigot, em (Entrevista)Fortaleza-Ce-21 de outubro de 1988.

Finalizando, é de suma importância, minha participação na presente Oficina "O TEATRO É O OUTRO” , a ser ministrada por Maurice Durozier, (de 19 a 30 de agosto do presente ano, em Fortaleza-Ce). Logo, marca meu retorno às origens, (meu reencontro de ator - com a verdadeira arte teatral).

É um novo tempo... Por uma longa espera de quase 20 anos.

Cordialmente, Lúcio Leonn.
(Fortaleza-Ce, 08/08/08).
Encaminhada,(para oficializar inscrição/seleção)
________________________________________________________

"Je sais que s'enva le théâtre que j'ai connu. La 'Saudade' me presse le couer, mais le souvenir reste vivante". Lúcio Leonn, em homenagem ,(depoimento escrito e entregue aos franceses)-nov/1988. [sinto que vai embora o teatro que conheci. A saudade aperta-me o coração, mas resta a Lembrança"].
________________________________________________________

Imagem (idem) candidatos selecionados e práticas na Oficina/Alunos atores/atrizes _Teatro São José ________________________________________________________
Ver Orkut/Comunidade Oficina Théâtre Du Soleil/BR em http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=23388480

Breve Reflexão em Estudos Iniciais e Avaliativos: teatro/educação à distância / pró-licenciatura-teatro / Curso Licenciatura Teatro (UnB): via Fórum




Não priorize seu planejamento, ao contrário...
Planeje suas prioridades. (Bertocchi apud Covey, 2004).

O Teatro como toda arte nos engrandece e nos inquieta a querer voar pela vida. Mesmo longe do palco ou a margem dele (teatro-educação). Um dia chega a nossa vez (atuação).

Observando as discussões do fórum e em aula presencial, estamos inaugurando um outro saber-fazer/ser: o teatro/educação em curso a distância. Logo, somos protagonistas desta nova cena.

Estamos via Fórum a planejar, a organizar atividades e para isso, requer investimento de tempo; assumir compromisso em uma ‘nova’ preparação científica e etapa específica de nossas vidas.

Percebo que, um dos motivos de nós professores em educação estarmos aqui é, Aprender a aprender - conscientes de nosso papel social (Escola) e da fruição artística, “buscamos organizar a vida pessoal/profissional”, (Nóvoa, 1992) - além de alentar e alavancar a nossa formação; devemos aliá-la às Novas Tecnologias da Informação e da Educação a Distância.

Imagem/acima (pessoal) aula inaugural-Universidade de Brasília/UnB-04 de julho de 2008.

E, este Curso (pró-licenciatura-teatro/licenciatura teatro-UnB) abre a janela deste dois ou mais campos em espaços de possibilidades de mudanças e de ação na docência. Há um novo olhar nosso a transitar, voltado agora para a Cultura Virtual.

E, tem sido “difícil para alguns” fáceis para outros. Toda transição é normal quanto à estranheza ou de mudar conceitos, paradigmas, pensamentos ou mesmo suscitar contravalores. Teatro à distância? Muitos têm a nos indagar. Estamos todos dispostos a aprender e, a errarmos juntos. E, no final? Nossa ovação, diante de nós mesmos, é a vitória.

E, “(...) Quanto mais freqüentemente usarmos a sala de informática, mais seguros e confortáveis nos sentiremos. Para tanto, precisamos criar novos hábitos e atitudes”, (Sônia Bertocchi, 2004).

No fórum do curso em discussão, a saber; há professores a mobilizar e informar a compras de computadores, para melhor desempenho junto ao conhecimento on-line; ou mesmo solicitando bate papo no chat do Curso; outrora,a ajudar e apreender juntos, passo a passo. Professores/as voltam a ter brilhos e sonhos, o retorno ao velho Teatro.

Há no curso, aqueles com bastante experiência na área. Outros, não. Mas nesse curso, digo, tudo se faz à primeira vez. Só podemos caminhar juntos quando o Último sentir-se o Primeiro. Teatro/educação se aprende-fazendo - a pensar, a compartilhar. É, arte da equipe. Precisamos daquela pessoa, que sozinho acende a luz de serviço do palco, escondido, para estarmos ali diante da platéia. Esta luz é o conhecimento/aprendizagem que cada um de nós tende a oferecer.

Também chegamos a comparar e “exigir” via fórum atividades, como se estivéssemos em aulas presenciais “face to face”. Embora durante as primeiras atividades solicitadas: 1) memorial trajetivo e 2) expectativas e planejamento pessoal do curso; tais atividades possibilitaram uma viagem ao nosso mundo interior, via campus virtual.

Em suma, estar sendo importante e inquietante esta preparação/familiarização inicial, com todos ao/no ambiente e plataforma do Curso, via Internet (Arteduca - Instituto de Artes - Universidade de Brasília-UnB).

“Eu também estou achando fantástico essa nossa interação, parece que estamos tão perto... Não tenho dúvidas de que tornaremos uma família bem unida (...).” Por Genilza Urany da Silva - quinta, 24 julho 2008, 13:59): Fórum Módulo I > Atividades 1 e 2/Módulo I ; (curso pró-licenciatura-teatro/licenciatura teatro-UnB).

Outro aspecto a pontuar, se refere à atenção e empenho das tutorias, do material impresso e encaminhado aos cursistas; além do dinamismo da coordenação do Curso, (evidenciado em plataforma - ambiente de aprendizagem - ou pessoalmente).

Todos estão de parabéns, logo, sempre presentes a Equipe se faz; como uns “acalantos” ressonantes; eles não nos deixam margem a querer nos desestimular, ou termos pesadelos diante das problematizações e inquietações surgidas pelo Ensino/aprendizagem à distância.

Referências Bibliográficas

NÓVOA, Antônio. (org.) Os Professores e sua Formação. Lisboa/Portugal: editora Dom Quixote, (1992).

Documentos de acesso digital

http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=34. Acesso em: 25 abr.2008.

Genilza Urany da Silva. Ponto de vista. Restrito (aos alunos cursistas) em: http://arteduca.unb.br/ava/mod/forum/discuss.php?d=1767. Acesso em: 27 jul. 2008.

(Tarefa Avaliativa) - aluno da Universidade Nacional de Brasília-UnB/Instituto de Artes-IdA:Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)
Postada em /Última edição: Segunda, 28 julho 2008, 00:53 (782 palavras)

domingo, 20 de julho de 2008

RELAÇÃO ENTRE A DANÇA E O TEATRO. OU QUE SE TÊM - (TENHO) A DIZER SOBRE O TORTUOSO OU DOCE RELAÇÃO - TEATRO E DANÇA. (DANÇA-TEATRO. TEATRO-DANÇA.)

“O teatro no Ceará caminha em busca de uma redescoberta, preocupando-se com um maior aprofundamento da estética cênica da linguagem corporal e da interpretação voltada ao ator”. Lúcio Leonn. (Entrevista ao Jornal Tribuna do Ceará, 1994).

O Teatro e a Dança cada vez mais se aproximam de um querer dizer – ou, da marca registrada da arte contemporânea, – tornar-se o “indizível”. “O corpo é o instrumento para que a vida se manifeste”, (ANDRÉS, 2000).

A dança e o teatro, ou vice-versa, vem se afirmando aos nossos sentidos, via possibilidades circunstanciais e, do campo relacional do humano.

Imagem ao lado/reprodução - fragmento do espetáculo: Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade - Lúcio Leonn/Geíza-Curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará –UFC (1992).

Ao mesmo tempo, falar dum corpo em ação, em jogo, este revelador e provocador de significados, mesmo por meio de movimentos não fluentes (estáticos), em espaço cênico; ou pela linha conceitual do espetáculo, pela dramaturgia; é ainda hoje um paradoxo de conceitos imprevisíveis.

Pela dança e pelo teatro, há ainda, ações perenes a serem desmistificadas por muitos estudiosos das duas áreas. “A Arte, em qualquer de suas modalidades estéticas nasce da liberdade. Somente mais tarde ela é entregue ao raciocínio, para ser depurada e corrigida”, (ANDRÉS, p.179).“A arte é filha da liberdade” (segundo SALLES, 2004 apud SHILLER, 1989).

Na gramática do movimento e da fala (atuação) ou ao inverso disso, mesmo sem pontuação da música, corpos dançam - mais uma vez, repito: a Arte quer falar do humano. E o que temos a oferecer de tão humano, pela dança e pelo teatro? É uma resposta que não se cala. “A dança reúne em si tempo, espaço e energia. Liga-se a música, que é a arte do tempo. (...) Por outro lado, o corpo é o instrumento que irradia os impulsos da alma: o semblante, o olhar, a mímica, o gesto, as mãos, os pés, a entonação”, (ANDRÉS, 84 e 91).

Atualmente, tem-se a se perguntar muito por um instante, mesmo diante da cena e até torna-se em nós “sujeitos iluminados” quando sentados na platéia assuntamos: até que ponto uma linguagem se sobrepõe a outra? Ou, quando ela se complementa entre si, como unidade única, na concepção de mais um trabalho, ou na dramaticidade contada por um Tema, em uma peça, espetáculo de dança? Outrora, por meio de ações físicas tão presentes nos corpos dos bailarinos/atores/atrizes/personagens; sempre há de devir um encontro do possível, entre: platéia e espetáculo.

“A função da dança é revelar o Ser interno”, já dizia Martha Graham a seus alunos.

Entretanto, com o objetivo de apurar e concentrar idéias aqui, acerca da relação entre a Dança e o Teatro, entrevistei um jovem e promissor ator estudioso de teatro, (também com formação e experiência corporal engajada pelo balé). Ele norteou quatro caminhos possíveis desta conexão, a saber: - O Corpo. A Intenção. O Impulso. O Élan.

E, ressaltou, ainda: “é através destes [quatro elementos, acima] que se vir à corporeidade do ator/bailarino. Há uma repetida provocação entre essas duas artes; uma precisa da outra para se completar. Quando se atua, se faz partituras corporais, marcações; que eu posso afirmar, que é uma seqüência. Sendo assim, um ciclo de movimentos, dançados. E quando se dança?” Indaga-se e ao mesmo tempo, ele responde;

”Quando se dança, exige-se do bailarino um ‘jogo’ com a platéia; um interesse em transparecer sentimentos. Isso, só é conquistado, quando se estuda a relação do ator com a platéia [no momento, acontecimento real da cena], por meio de intenções com o corpo, com o rosto etc”. Diz, Saymon Morais(aluno artes cênicas (2º semestre), do centro federal de educação tecnológica do ceará -Cefet-Ce, 2008). Grifos nossos.

(Imagem acima aluno-ator, Saymon Morais), em: esquete "Serial Killer" -exercício final do módulo/ disciplina, “Laboratório de Teatro” (1ª semestre): Cefet-Ce,de 2007.

A dança e o teatro, na minha opinião, busca oferecer um ser que pensa em cena, de acionar todo seu corpo-persona, para contar e desvelar histórias. Estas narradas, dançadas, apreciadas e vivificadas pelo Corpo na condição social. Um paradoxo da catarse.

Em cada modalidade artística penso, há um encontro diante da sua historicidade, do saber-fazer (processo) e do pensar (conhecer) via elementos constitutivos, próprios e de cada linguagem.
A dança e o teatro possuem instruções distintas, logo, precisamos saber mobilizar e organizar nosso espaço-tempo, de atuação/performance. Cada arte é delimitada de pertencimento e do retorno à origem. “Cada dança tem sua própria identidade e, portanto, sua própria estrutura”, (SALLES, em citação, no dizer de Murray Louis, (1992) p. 135).

Mas, que discurso nosso corpo quer falar? Logo, na dança ou no teatro; também há falas, uma ação corporal e de raízes de seus intérpretes ou de trabalhos que querem nos remeter, se personificar entre nós, (Vianna, Kusnet, Burnier, Graham, Cunningham, Bausch, Bogart e Landau, para citar alguns).

Inúmeros trabalhos meus ao longo de minha carreira no teatro, especificamente, coloca-me em cena sob este campo tão dual e dialético: o teatro/dança. O discurso vem não só conduzindo-me caminhos para dançar, como para o processo de criação como artista e professor de Arte. Estamos sempre a querer superar nossos próprios limites em cada obra encenada ou pelo discurso proferido. É uma relação doce e tortuosa.

De uma maneira “oculta”, meu corpo no teatro tem dançado. Mas é preciso revelar e afirmar que: ele teve um preparo antes, muito antes, em aulas do velho clássico, ballet. Ou, em diversas imersões minhas, (com o uso do corpo em ação) ou em conexões a serem evidenciadas abaixo.

Para auxiliar e desenvolver meu trabalho e “corpo-de-ator” em espetáculos, sempre tive “pés na dança”. Minha atuação transfigura em tais convergências: no fazer do corpo/atuação/cena e, no pensar/fazer personagem e seu corpo-dançante.

Imagem: espetáculo/opereta "A Viúva Alegre", de Franz Lehár, direção de Haroldo Serra. Regência Márcio Spartaco Landi. ENCENAÇÃO grupo Comédia Cearense e Orquestra de Câmara ELIAZAR DE CARVALHO. Set-2007(Luís Carlos Prata e Lúcio Leonn, à direita)-Theatro José de Alencar

Além de balé clássico acadêmico; enveredei-me na oficina de “Expressão Corporal” (1991) com o coreógrafo Zednek Hampl, do grupo Sopro de Zéfiro de Recife. “Dança de Hoje” (idem), ministrada pela bailarina holandesa Olga de Graaf; “Dança para o Ator” (idem), ministrada pelo coreógrafo Gilano Andrade, que resultou no espetáculo de dança, “Ballet Alice” (1991). Ainda em 1991, via Escola de Cultura, Comunicação, Artes e Ofícios-ECCOA. Curso “Arte do Movimento - Rudof Von Laban” (1994), por Augusto Pereira da Rocha, professor do Teatro Escola Macunaíma/SP; Oficina de “Expressão Corporal” (idem), ministrada pela coreógrafa Deborah Colker, no Projeto Encenação/ECCOA. (Todos os projetos mencionados acima foram realizados na cidade de Fortaleza-Ce, durante o programa inaugural do Theatro José de Alencar.).

Continuando, quando atuo “penso” no corpo do personagem e, em sua dança. Ou, na relação de contato; na concepção do encenador e obra dramática. Procuro fisicalizar de forma in/voluntária via exercícios; entender os imprevisíveis da cena, em favor de novas e velhas interseções.

“O trabalho do ator ‘sobre si mesmo’ implica num certo tipo de conhecimento, que não é só a construção de um modelo teórico sobre as relações corpo e mente, mas envolve a complexidade da ação humana e a imprevisibilidade das relações espaços-temporais momentâneas”, (Sandra Meyer, p. 12 - artigo apresentado aos alunos do curso de extensão Dança e Pensamento, módulo dança-teatro, 2008).

Recentemente, pela primeira vez, creio de forma inédita, na cidade de Fortaleza-Ce, (via módulo/curso dança e pensamento, por meio dos conhecimentos e estudos de MEYER) fomos apresentados a experienciar um ‘novo’ tempo/espaço (físicos e vocais), do/no Corpo: os Viewspoints / Pontos de Vistas, (desmistificados por Anne Bogart e Tina Landau).

Tal Tempo/Espaço (o corpo na relação, a resposta sinestésica, a “forma”; o corpo em andamento; na duração de movimento e na repetição etc); remeteu-me ao trabalho e estudos de Laban, (para referenciar um nome da dança; de meus contatos dançantes, antes dos Viewspoints); também ao famoso método de ações físicas-(kostantin Stanislavisky), junto com meu trabalho de ator, difundidos por Celso Nunes (1999);minha professora russa Maria Karadja (1997) e, sua biovoz em partituras físicas (ambos no curso colégio de direção teatral/instituto dragão do mar).

Foto (Lúcio Leonn/Reprodução).>.Breve ensaio coreográfico(julho 2008-Teatro Arena Aldeota)

Um pouco mais além, revisita meus estudos práticos com o método de treino e de criação do grupo peruano Yuyachkani, pela Oficina Internacional de Teatro, (1998)-Escola Internacional de Teatro pela Escola de Teatro da América Latina e Caribe-EITALC.

Da prática e da teoria dos Viewspoints, meu ponto de vista salienta e inaugura uma nova postura pessoal, para todo o campo da criação artística (atuação, direção, cena/dramaturgia/escrita, design etc). É de uso e treino pessoal/coletivo. Não é bula. E, como visto, merece mais estudo aprofundado e prático,para não cair em deturpação ou virtuosismos de alguns, no Brasil. Salva exceção, a professora doutora Sandra Meyer, da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e seu grupo de estudos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• ANDRÉS, Maria Helena. Os Caminhos da Arte. 2ª ed. rev. e aum. Belo Horizonte: C/Arte, 2000.

• LUCENA, Lúcio José de Azevêdo. (Lúcio Leonn) - Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE / CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).

• SALLES, Cecília Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística. 3ª edição. São Paulo: FAPESP: Annablume, 2004.

Entrevista

• Depoimento afetivo de Saymon Morais. Aluno-ator do curso de Artes Cênicas (2º semestre), do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará -Cefet-Ce. Fortaleza-Ce: 2008.

Periódicos

• Arquivo pessoal e experiência do ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

Artigos consultados

• Jornal Tribuna do Ceará (extinto). Ex-repórter estudantil da Tribuna na Escola é hoje ator reconhecido. TC e escolas incentivam lado artístico do aluno. Fortaleza-Ce, 20 de janeiro de 1994.

• Escola de Dança da Vila das Artes/Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), parceria Universidade Federal do Ceará (UFC). Curso de Extensão Dança e Pensamento. As ações físicas e o problema corpo-mente. Artigo escrito e, módulo ministrado pela professora de dança, Sandra Meyer. Módulo Dança e Teatro, de 12 a 17 de maio. Fortaleza-Ce: 2008.

Este [Lúcio Leonn] é um misto de ator-bailarino... Por sinal, um excelente ator”. (Ocasião da visita e noite de autógrafos do livro e apresentação pessoal à bailarina Cecília Kerche, Fortaleza-Ce): Hugo Bianchi, (2002)

Escola de Dança da Vila das Artes/Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), parceria Universidade Federal do Ceará (UFC). Atividade de Conclusão do Módulo: Dança e Teatro, ministrado pela professora de dança Sandra Meyer, de 12 a 17 de maio de 2008. Curso de Extensão Dança e Pensamento. Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Contextualização de um problema: Breve (In)formação (histórica) de professores/as de Arte ou de artistas-educadores em Fortaleza-CE,

Partindo de Instituições de Aprendizagem/Ensino

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

“Lúcio Leonn, brilhante ator com admiração do velho ator.” Emiliano Queiroz –, em noite de autógrafo de seu livro: “Na sobremesa da Vida” e, ocasião do aniversário do Teatro, que leva seu nome. (Fortaleza-Ce: 2007)

A partir de 1990, as artes desenvolvidas em Fortaleza/CE, se destacaram em termos de ações qualitativas para a formação e qualificação profissional de atores/atrizes. Entretanto, a prioridade não foi à regulamentação desses cursos junto à clientela ou órgãos educacionais acreditados.

Precisamente, em 1991 inicia-se mais uma capacitação introdutória e de formação profissional, exclusiva para atores/artistas, via programação inaugural do Theatro José de Alencar.
Em 1995, foi a vez, do pensar profissional para a Direção Cênica (Curso Colégio de Direção Teatral, Cursos Básicos de Artes Cênicas - Teatro), em seguida a qualificação de Pessoal Técnico (Cursos Profissionalizantes de Capacitação Técnica em Fortaleza, Cursos de Iniciação e Formação Técnica no Interior do Estado), estes últimos, com a criação do Instituto Dragão do Mar de Arte e Audiovisual do Ceará, a partir de cursos seqüenciais oficializados em 1997.

Da Associação dos Profissionais de Dança (1990), da I Bienal de Dança do Ceará (1997), bem como, para capacitações de bailarinos, à reciclagem de professores / coreógrafos via laboratório de criação, da formação e o pensar, aconteceram no final da década de 1990, com a implantação do Colégio de Dança do Ceará (1999), além da Comissão de Dança e, da prática via Projetos.

Informo aqui breve e historicamente que, o ensino da arte, (especificamente a teatral) e da sua formação em nossa capital, ocorre/u desta maneira: em funcionamento durante o ano de 1960, em caráter experimental e depois criado oficialmente, pela Resolução 101 de 24/02/1961, legitimou-se o conhecido: Curso de Arte-Dramática (CAD) da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará – UFC. E, há tempos permanece desarticulado dos princípios que regem a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)-Nº 9.394/96. Ele está inserido especificamente, no contexto de formação da universidade federal do ceará (criada em 1954) quando, o atual Instituto de Cultura e Arte (ICA), de 2003, subsidia, as atividades do supracitado curso.


Imagem espetáculo de conclusão "Yerma" de Frederico Garcia Lorca, pelo Curso de Arte Dramática da UFC(turma:1992-1994): Antônio Carlos Vilar, Luciano Jr, Lúcio Leonn e Helena Vilar-Teatro Universitário Pascoal Carlos Magno. Direção de, Ivonilson Borges

Já a Universidade Estadual do Ceará, fundada oficialmente em 1975, tem oficialmente,legitimado professores de arte para o mercado de trabalho ao criar o Curso de Música – Licenciatura. E, de oferecer cursos diversos, de extensão em música.

Continuando, pelo breve histórico e mais recente estudo em formação de arte-educação de nosso Estado, a se contextualizar aqui por fundamentação do autor; em 1996, já na gestão do secretário de cultura do estado, Paulo Linhares, criou-se o Instituto Dragão do Mar (como menciono acima, no segundo parágrafo) e seus cursos técnicos e básicos em: teatro, cinema, vídeo etc, sendo extinto tal Instituto e seus cursos em 2004, (pouco tempo depois da fusão do Instituto ao Centro Cultural Dragão do Mar), após mudança de secretariado de cultura do estado.

Imagem(acervo pessoal)dos concluintes do Curso Colégio de Direção Teatral(1ª turma-1996-1999)Instituto Dragão do Mar.

Não se tem demonstrado interesse em orientar e organizar principalmente, os profissionais do Teatro, da DANÇA, em nosso estado via políticas públicas educacionais – como também não se percebe uma formação docente no campo da arte\dança-educação. Revela-se apenas na capacitação e formação de atores-atrizes/bailarinos, de reciclagens artísticas.

Enquanto isso na cidade surgiu um Curso de Especialização em Arte e Educação (1997), e o Curso Tecnológico/Superior em Artes Cênicas (2002), em caráter de graduação, ainda não licenciatura, ambos no Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará-Cefet/Ce. Foi quando só em maio de 2008, cumprindo esse ideal, tal órgão federal reorganizou seu currículo e apresentou à comunidade de Fortaleza-Ce, seu Curso de Licenciatura em Artes-habilitação em Teatro, (em Processo Seletivo de ingresso no segundo semestre de 2008).

Há ainda o Curso de Especialização em Metodologias do Ensino de Artes, pela Universidade Estadual do Ceará-Uece. Novas turmas se formam a cada semestre/ano.O objetivo é atender uma parcela de professores de Arte via formação docente em Arte-Educação, pois muitos professores (com ou sem formação em Arte) precisam manter-se na rede de ensino como professores ou artistas-professores e vice-versa.

No entanto,o ensino de Arte ocorre por meio do teatro(extensão(CAD)/graduação (cefet-ce), *dança, música(Uece/ufc) e *artes plásticas(cefet-ce) (ou em *faculdades particulares: (Faculdade Integrada da Grande Fortaleza-FGF, de 2000) - quando se cria demanda.).

Indo,definitivamente, para o novo milênio, no ano de 2005 a Faculdade de Educação-Faced (também da UFC) apresentou o recém-criado curso de Educação Musical – Licenciatura, ainda não atendendo uma parcela, na carência de professores de Arte para o ensino de música.

Já entre outra ação política no Cariri-Ce, resultou na criação da Escola de Artes da região. A Escola de Artes fora iniciada em 2005, fruto da articulação entre coordenação do Pólo Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Prefeitura Municipal de Barbalha. Como também responsável pela oferta e criação de Licenciaturas do Curso (da Urca) de Artes Visuais e de Teatro (de Barbalha). - na época, inéditos no Estado. O processo de seleção para professores de arte (cinco vagas - interpretação/expressão corporal/ direção), iniciou-se em setembro de 2006, via concurso público estadual. E, aulas, no segundo semestre seguinte.

Em novembro de 2007, em nível de extensão, inicia-se o Curso "Dança e Pensamento"(1ª TURMA),pela Prefeitura Municipal de Fortaleza-via Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet)/Programas de Formação Dança da Funcet,parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Com duração de dois anos, o curso é gratuito, mediante seleção pública. Objetiva implantar um processo de formação que ofereça aos artistas e pesquisadores atuantes na área de dança recursos técnicos e teóricos para problematizar questões relacionadas ao campo cênico. Sendo ministrado por professores de renome nacional e internacional, é composto por 18 módulos divididos em quatro diferentes eixos temáticos: Histórias da Dança; Interfaces; O Olhar Analítico e Dança Hoje – Cenas e Questões. Além de o curso pertencer à Escola de Dança de Fortaleza-está situada na Vila das Artes, onde também abriga a Escola de Audiovisual(curso de cinema) e, um Centro de Artes Visuais.

Já em 2008, pela Faculdade Marista Católica do Ceará, em curso, temos o Curso de Especialização em Dança-Educação (1ª turma). E, também, o Curso de Belas Artes (habilitação em artes cênicas e artes plásticas),lançado pela Universidade de Fortaleza-UNIFOR, também com Processo Seletivo de ingresso ao segundo semestre de 2008.

Ainda em 2008, tem início o Curso Técnico de Dança(2ªturma), uma parceria entre o Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), SENAC e SECULT. O Curso Técnico em Dança, segundo a divulgação, vem modificando o panorama da dança no Estado. Cujo objetivo, é de dar oportunidade de uma formação superior para os que trabalham com dança no Ceará. Com duração de dois anos, o curso é gratuito e destinado à ex-integrantes de companhias de dança e grupos independentes.

Percebe-se aqui que, o Curso de Arte Dramática da UFC, é o pioneiro na formação de professores de Arte (linguagem teatro) para as escolas particulares e públicas de nosso Estado, até recentemente (pós-LDB). Isso sem levar em conta os registros de cursos e de formação docente do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno - de 1938, ano de fundação, como a mais importante Instituição no ensino da Música no Ceará.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LUCENA, Lúcio José de Azevêdo. (Lúcio Leonn) - Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE / CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).


Periódicos

Arquivo pessoal e experiência do Ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

Artigos de Jornais consultados
Jornal Tribuna do Ceará (extinto). Ex-repórter estudantil da Tribuna na Escola é hoje ator reconhecido. TC e escolas incentivam lado artístico do aluno. Fortaleza, 20de janeiro de 1994.

Jornal do Campus Unifor. Informativo quinzenal, nº 149.Belas Artes na Unifor. Fortaleza, 15 de abril de 2008.

Documentos de acesso digital:
www.urca.br/cev/concursos/2006 Acesso em: 08 de maio de 2007.

http://podcultura.blogspot.com/2008/04/aberto-edital-para-vestibular-para.html. Acesso em: 21 de abril de 2008

Com  temática, leia também aqui:
ANTEPROJETO: DANÇA-EDUCAÇÃO – BREVE ESTUDO DE CASO OU, DE PROCESSOS DE (IN) FORMAÇÃO EM DANÇA / CONEXÃO REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA-CE – O (A) ARTE-EDUCADOR (A). Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2008/04/dana-educao-breve-estudo-de-caso-ou-de.html

E,
PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CE: UM EIXO SOCIAL EM ARTE & EDUCAÇÃO- E, mais: um pouco da história, de metodologia, da terminologia à formação - entender a Arte no conceito escolar e contexto de nossa cidade. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com.br/2008/04/programa-integrao-aabb-comunidade.html
**

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Interpretação Cênica - Âmbito de Formação, a partir de 1990. 2ª SIGO - Semana de Imersão do Grupo Ouse-2008


Programação-dia 08 DE MARÇO DE 2008: Interpretação Cênica - Âmbito de Formação, a partir de 1990.
Ministrante: Lúcio Leonn (Ator/prof. Esp. em Arte e Educação).

Ementa do Tema: como proposta inicial, é aliar teoria e prática; e, apresentar tópicos de Pesquisa, relacionando o tema ao encontro – segue à apreciação/discussão aos Alunos-atores/atrizes. Da prática; focalizar dois acontecimentos importantes,realizados em Fortaleaza-Ce por meio de experiências/vivências em breves exercícios; além da fruição do corpo/da voz/máscara/indumentária: em técnicas da oficina théâtre du soleil (1988) e, nos conhecimentos prévios do curso colégio de direção teatral (1ª turma-1996/1999). Avaliação final do encontro.

PROGRAMAÇÃO/INÍCIO
1ª APRESENTAÇÃO:
(...) Sobre o adestramento do ator, a atriz Fernanda Montenegro (Uma Viagem ao Outro:sobre a arte do ator), atesta o seguinte: “ (...) é necessário como instrumento de mobilização. Mas isso não é tudo. Um ator pode cumprir todo esse ritual (conjunto de exercícios, boa voz, articulação, métodos de sensibilização, etc), esse adestramento, e não ser um bom ator. Pode cumprir toda a pesquisa formal, a procura do conteúdo , e ainda assim não ser um bom ator (...) No Brasil todos nós já passamos por muitos métodos mal absorvidos, superficialmente ensinados. Vamos acrescentando a nossa prática e nossa vivência ao que conseguimos captar. E cada um de nós, no fundo, cria sua própria técnica. E sobrevive.” (oficio de intérprete, p.29;1988); (o grifo e meu). capitulo 1: Ensina-se Teatro? Onde mora tal aprendizagem?; Subtítulo: processo Criativo do ator, p.19.

2ª APRESENTAÇÃO:
(...) não há um padrão cênico preestabelecido para ocupar uma vaga de ator. (...) Sobre o assunto Fernanda Montenegro afirma que: “o intérprete pode se expressar por este ou aquele método, ou pela soma de todos os métodos, em algumas peças, pode-se usar mais um método do que outro. Mas no fundo, a experiência interligou de tal forma os diferentes métodos que não é mais possível ser puramente isto ou puramente aquilo.” (Uma Viagem ao Outro: sobre a arte do ator): oficio de intérprete, p.29 e 30;1988; capitulo 1: Ensina-se Teatro? Onde mora tal aprendizagem?): Subtítulo: processo Criativo do ator, p.21.


imagem 2º SIGO(2008), arquivo pessoal de Lívia Cartaxo, segundo ela: os seguidores.




2º MOMENTO:

Tópicos* abaixo, apresentados/sorteados para leitura e discussão aos presentes foram:

1>(...) Quando iniciei este estudo sobre a formação do ator em fevereiro de 2002 e, quando ainda muito me inquietava o porquê da falta de um curso superior em Artes Cênicas, apresentei parte desta pesquisa no II encontro de pesquisa e Pós-Graduação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Cefet-Ce em 25 de abril de 2002(...) (In: Apresentação).

2>(...) No decorrer da pesquisa, obtive uma das respostas às questões, aqui, levantadas no passado, quanto ao processo de ensino e aprendizagem do ator sem nível superior, em Fortaleza. A comunidade fortalezense passou a contar, a partir de agosto de 2002, com o Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceara -Cefet-Ce e seu curso de graduação em Artes Cênicas (...) (In: Apresentação).

3>Logo este curso superior do Cefet-Ce, veio suprir uma carência de grande amplidão e de necessidade, no que diz respeito ao ensino de teatro em 3º grau, bem como legalizar os egressos desse curso otimizando-os pra uma outra esfera de profissionais-atores, que por hora, só tem sido uma lacuna em todo o Estado. subcapitulo: Um Certo Olhar Documental sobre as “Antigas e Novas” Práticas Teatrais em Fortaleza: perspectivas que despontam reorganização em todo os sentidos, p. 65.

4>O teatro desenvolvido em Fortaleza, no que diz respeito ao ensino e a prática teatral desse período (final de 1980), focaliza-se em dois grandes acontecimentos os quais tive a oportunidade de vivenciá-los como ator. O primeiro, a partir de 1988, com a Oficina “Théâtre du Soleil”. O segundo em 1989, com o I Simpósio Cearense de Artes Cênicas -Projeto Teatro em Obras”, cujo objetivo principal era reunir artistas locais para compor um plano de movimento teatral cearense, que culminou com atores e atrizes nos espetáculos reinaugurais do Theatro Jose de Alencar, com atividades no palco principal, em seu entorno, nas praças e ruas da cidade, no ano de 1991. (...) O uso destes eventos é feito como divisor cronológico e enfatiza as estratégias de aprendizagem doa ator em Fortaleza para a década de 90. (...) capitulo 2: O teatro aprendiz no final da década de 80, p, 24.

05> (...) “O projeto Théâtre du Soleil será uma oficina de teatro ministrada pelos franceses, Georges Bigot e Maurice Durozier. A presença dessa companhia de teatro francesa em Fortaleza será uma experiência única para os atores cearenses (...) Afinal trata-se de uma mais prestigiosa do mundo e representa o que há de mais sólido em termos de teatro europeu. Será um grande incentivo para a arte teatral cearense, na medida em que ajudará os atores a encontrar o seu próprio caminho na Arte.” Entrevista de Violeta Arraes - Secretária de Cultura do Estado ao Jornal Diário do Nordeste em 30/11.88; subcapitulo: Oficina Théâtre du Soleil, p.29.

Foto(arquivo pessoal),1988: Maurice Durozier, Georges Bigot(ministrantes), Violeta Arraes(secretária de cultura,na época) e Fernanda Montenegro(em cartaz no TJA, com a peça "Dona Doida"),em visita durante oficina.


06> (...)‘Os atores improvisavam sobre as máscaras, os personagens clássicos da Comédian Dell’art, (...) Georges e Maurice falaram aos atores da oficina que, ‘mesmo sem máscara ou maquilagem as regras são as mesmas: porque no palco, nasce o personagem e nasce também o ator. Faz-se teatro para o público; o público ama a personagem e o personagem tem vida, nome e uma história; É um ser que sente emoção como uma pessoa humana, logo o ator não deve partir para a caricatura, porque atrás do realismo psicológico do ator ‘o artista deve imitar o homem, como deveria ser e não como são. O importante é captar uma coisa que não existe e levá-lo à perfeição.’-Artigo Jornal Tribuna do Ceará, 15 de fevereiro de 1989, texto escrito por Lúcio Leonn. (Anexo III–Oficina Teatral: Uma Experiência que deu certo em Fortaleza, p.98).

07>“Quando da reforma do Theatro José de Alencar, teatro que guarda nossa historia e nossos sonhos, aproveitamos o momento para refletir sobre a nossa produção artística. O I Simpósio Cearense de Artes Cênicas surge da necessidade de discutir o Projeto Teatro em Obras, que objetiva reunir artistas locais para compor um plano de reciclagem de movimento teatral cearense, ao mesmo tempo propiciar o intercâmbio de informações nas áreas de artes cênicas, com outras regiões do Brasil.” Folder do programa. subcapitulo: I Simpósio Cearense de Artes Cênicas/ projeto Teatro em Obras: Theatro José de Alencar, p. 42.

08>(...) Em se tratando de capacitação do ator, o final da década de 80 é promissor, justapõe-se inicialmente na década posterior de forma sucessiva e contundente com o Theatro José de Alencar de volta à cidade (1991) e, com seu programa de inauguração envolvendo espetáculos , palestras, workshpos, oficinas e cursos.(...) capitulo 2: O teatro aprendiz no final da década de 1980, p. 24.

09>Oficina “O Ator, o tempo e o Espetáculo” com carga horária de 165h/aula (1991). Projetou a criação do Curso Princípios Básicos de Teatro com estréia do espetáculo “Simulacro: Uma História Seqüestrada...”, texto de criação coletiva (1992) sob direção de João Andrade Joca, e direção de assistência Paulo Ess. (Anexo IV - Principais Eventos destacados a partir do final de 1980 a década de 1990, p. 94.)

10>É no jogo cênico dos ensaios, nas repetições, nas apresentações diante da platéia, nas ações orgânicas pelo uso da criatividade (testes) em situação dramática advindo do texto, nos estudos de criação de personagens e na peça que se deseja encenar, que se desenvolve o processo criativo do ator. Este processo de criação e representação nunca será o mesmo. Ele é contínuo. Assim, somente ele, o ator, tem o privilégio de resguardar-se num tempo de criação e suspender o plano racional / real para imbuir-se de emoção, utilizando-se da imaginação e da criatividade. E, logo depois, fará uso de uma técnica, materializando ações que podem resultar em processo orgânico e, mais adiante, um encontro com a platéia que, contando com a personagem já criada, se estabelece sempre possibilidade para uma nova relação: público/ator. (...). subtítulo: Processo Criativo do ator, p.18.

11>(...) Destaca-se que mesmo tendo o ator concluído o curso básico de teatro-profissional, (na realidade da cidade de Fortaleza, há mais de quatro décadas o curso básico de teatro/curso de arte dramática da pró-reitoria de extensão da Universidade Federal do Ceará-UFC) e adquirido o registro profissional da categoria ator não tem assegurado o seu sustento, uma vez que o mercado de trabalho não lhe garante estabilidade. (...) capitulo 1: Ensina-se Teatro? Onde mora tal aprendizagem?, p.15.

12. (...) As atividades de políticas educativas e administrativas no curso de arte dramática da UFC /CAD permanecem estas estagnadas, beirando o obsoleto e, (...) Tudo isso precisa adequar-se a própria lei vigente (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB), quanto às cláusulas legais para se tornarem instituições e/ou escolas de ensino de teatro regular ou superior, de arte-educação. (...) o CAD vem resistindo há décadas (...). Percebo a hora da prática (re)organizacional nos diversos segmentos teatrais. subcapitulo: Um Certo Olhar Documental sobre as “Antigas e Novas” Práticas Teatrais em Fortaleza: perspectivas que despontam reorganização em todo os sentidos, p. 61.

13> (...) Em vista do que foi exposto, uma alternativa sinaliza para a sala de aula sim, e não somente para a formação técnica ou empírica dessa artista como aquele fazedor em processo criativo, mas aquele arte-educador que necessita de preparo cientifico em cursos de graduação e de licenciatura plena (em Arte), (...) o Plano Decenal da Educação, que diz que até o final de 2007, “exclusivamente”, serão admitidos para sala de aula, professores habilitados em nível superior e com licenciatura plena, caso não perderão o magistério. O que isso significa (...) à entrada de disciplinas de Pratica de Ensino, Planejamento, de Didáticas, do Estágio Supervisionado, do campo teórico etc, que compreendem então, a um curso superior com Licenciatura Plena. subcapitulo:idem;p. 61 e 64.

14> (...) Contudo, é através de inúmeros projetos governamentais a partir de 1989 que se fez necessária tal análise investigativa no campo teatral, no que diz respeito à aprendizagem e ao ensino não somente no sentido qualitativo, mas também no sentido de ter um certificado válido. (...) Foram criados, (...) no campo das artes do ator de Fortaleza, projetos teatrais com raras exceções, sem grande importância quanto à legitimação. Como tantas outras tentativas na criação de uma escola por meio de projetos (Théâtre du Soleil, (1988); Programação Inaugural do Theatro José de Alencar, (1991): cursos, palestras, oficinas workshops, seminários, espetáculos etc) Ópera Don Giovanni (1992); Escola de Cultura, Comunicação, Artes e Ofícios-ECCOA (1992); Projeto Encenação, (1994), Bureau de Artes Cênicas (1996), Curso Colégio de Direção Teatral, (1996 a 2004)-Instituto Dragão do Mar, Projeto de Integração dos Atores do Nordeste – Piane (2002) etc., pois se muda de governo, mobiliza-se gestão! capitulo 3: Breve visão em registro histórico do teatro realizado em Fortaleza na década de 90, p.44.

15>Na minha opinião, o Colégio tornou-se um marco histórico no teatro cearense em meados da década de 90, quanto a excelência de encenações, na produção desses espetáculos e na referência de qualidade, e no que diz respeito ao processo de ensino / aprendizagem de teatro, contrariando uma minoria de artistas, dos quais posso citar: atores, teatrólogos e outros que não se sentiram mobilizados nem incluídos e sim intrigados com a criação desse curso. Foi um incentivo à criação de novos grupos teatrais, novos diretores e dramaturgos. Quanto ao embasamento teórico e prático, foi avaliado pelo quantitativo de disciplinas e qualidade de temas teatrais abordados nos cursos por meio de professores de diversas e conceituadas universidades. subcapitulo: Um Certo Olhar Documental sobre as “Antigas e Novas” Práticas Teatrais em Fortaleza: perspectivas que despontam reorganização em todo os sentidos, p. 66.

Conclusão
16>(...) Tudo que relatei aqui é fruto de uma reflexão como aluno, ator, orientador e educador que viveu e sentiu a arte cênica de Fortaleza desde os meados dos anos 1980 e toda a década de 1990.

*Tópicos procedentes da pesquisa “Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002”; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p)).

3º MOMENTO:Praticidade/PROGRAMAÇÃO/vivências de:
1. Uso de corpo/voz/espaço. Meta: aquecimento.

2. Técnicas Oficina Théâtre du Soleil no Brasil. Meta: experienciar brevemente, Técnicas repassadas na Oficina Théâtre du Soleil,(individualmente ou em grupo).
APRESENTAÇÃO E OBSERVAÇÕES MINHAS SOBRE AS TÉCNICAS.
Itens também sorteados entre os presentes - (não obedecem à ordem de sequência, de apoio ou critérios de escolhas quanto aos itens técnicos aqui abaixo apresentados; mas sim, à justaposição deles). A partir da orientação dada e, depois em ação teatral, seguindo tais itens, tornar-se-ão regras indicativas para o trabalho do ator/atriz EM CENA. Devendo técnicas repassadas, permanecer com o intérprete em todo o decorrer ou durante a realização da cena/improvisação/interpretação (diante da platéia); toda cena-improvisação-tem como base um Tema, este antes, discutido em grupo. E, mesmo intérprete estando fora de cena, vale como pressupostos técnicos, de fundamentos metodológicos experienciados.

foto(arquivo pessoal),1988:Martine Kunz, Lúcio Leonn , Chiára Queiros e Ricardo Black-Oficina Teatro do Sol.



Alguns itens técnicos evidenciados aqui, por mim:

1. Sentir a personalidade interior que a máscara / personagem representa.
2. O respeito pelo público.
3. Da importância da Entrada e Saída do/a personagem em cena.
4. Mexer e depois falar ou vice-versa – para que o público veja cada ação do personagem.
5. Acreditar na ação do/a personagem.
6. Entrar em cena com um estado emotivo.
7. Fugir do realismo fortuito.
8. Não realizar espaço.(as vezes, delimitação de área de atuação de personagem/ator-atriz com fita adesiva no chão).
9. Desenhar com o corpo cada ação do/a personagem.
10. Pausas para que o público sinta/veja a presença do/a personagem em cena.
11. Exigir uma certa urgência quanto à ação do/a personagem.


Foto(1988)Ricardo Black(apaixonada) e Aida Marsipe(matamor):máscaras.


3º MOMENTO: meta de trabalhar uso imagem da palavra; imaginação do participante via elementos da voz falada. Improvisação a partir de textos de peças curtas indicadas. LEITURA/PRÁTICAS DE TEXTOS (CORPO-VOZ) EM:
TEXTO “O QUE SE DIZ”,de Carlos Drummond de Andrade.
Texto procedente do Curso Colégio de Direção Teatral-1ª turma (1996-1999).

Encarte "Os Iks" 13º exercício do Curso Colégio de Direção-1ª turma. Direção: Celso Nunes,1999.








TEXTO "IGUAL/DESIGUAL", de Carlos Drummond de Andrade.Texto
(IDEM).

TEXTO peça “ARTE”,de Yasmina Reza.
Texto procedente do Curso Colégio de Direção Teatral-1ª turma (1996-1999).

FRAGMENTOS DE TEXTOS “Romeu e Julieta” (Ato II-CENA II), de William Shakespeare.Texto procedente da Oficina de Interpretação Teatral por Ewerton de Castro/Festival Nacional de Teatro de Jacareí/SP-1996.

PARA ESTUDOS DOMICILIARES:
CÓPIA TEXTOS DE:
1. ESQUEMA MÉTODO DE CRIAÇÃO DO PERSONAGEM. Texto procedente da Oficina de Interpretação Teatral por Ewerton de Castro/Festival Nacional de Teatro de Jacareí/SP-1996.
2. SOBRE O TEXTO; SOBRE O PERSONAGEM; ESTUDO INDIVIDUAL DO PERSONAGEM. TEXTO PROCEDENTE DO CURSO COLÉGIO DE DIREÇÃO TEATRAL-1ª TURMA (1996-1999).
3.CÓPIA LIVRO “DO TAMANHO DA VIDA: REFLEXÕES SOBRE O TEATRO,DE DOMINGOS OLIVEIRA, pp.15-21- COLEÇÃO DOCUMENTOS: minc/INACEM, 1988(?).TEXTO PROCEDENTE DA OFICINA: O ATOR E A CÂMERA POR DUAIA ASSUMPÇÃO-2004.

4º MOMENTO: AVALIAÇÃO FINAL DO ENCONTRO

2ª SIGO - Semana de Imersão do Grupo Ouse-2008.
Grupo Ouse de Teatro do Colégio Christus - Dionísio Torres.
O Ouse objetiva estimular a humanização dos alunos, o desenvolvimento de novas habilidades, o crescimento pessoal e a formação de platéia sensível à arte.

o Ouse promove a SIGO – SEMANA DE IMERSÃO DO GRUPO OUSE, quando recebe vários amigos para pensar e discutir Teatro. Mediação/organização local: Prof. Jadeilson Feitosa. Ministrante\Prof: Lúcio Leonn 

sexta-feira, 18 de abril de 2008

PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CE

UM EIXO SOCIAL EM ARTE & EDUCAÇÃO


















E, mais: um pouco da história, de metodologia, da terminologia à formação - entender a Arte no conceito escolar e contexto de nossa cidade

TEXTO DE LÚCIO LEONN
OBJETIVO–ENSINO DE ARTE NO PROGRAMA (Teatro-Dança-Música e Artes Visuais)

Fortaleza-Ce, Ano, de 2003/2004
O Programa integração AABB Comunidade/Fortaleza, tem como um dos eixos geradores na inclusão social e educacional de crianças e adolescentes da grande periferia de Fortaleza-Ce (Santa Cecília/Bom Jardim/Genibaú): o campo da Arte-Educação. Sob coordenação de Arte, professor efetivo\especialista da área e mais, professores-estagiários(arte-dramática/artes cênicas, estilismo e moda, música, artes plásticas e dança). E, como educadores sociais em arte, pretendem desenvolver o potencial expressivo e criativo dos educandos, por meio de técnicas que englobam a consciência corporal/vocal, o equilíbrio emocional, a noção rítmica musical/espacial, a atenção, a cultura visual, etc.

O suporte pedagógico encontra-se nas modalidades artísticas: Teatro, Dança, Música, Artes Visuais e/ou Audiovisual. Isto é, por meio de elementos constitutivos (personagens, tipos de movimentos, composição musical, linhas, etc) de cada linguagem estabelecida, pretende-se assegurar o objetivo do Ensino da Arte pelo campo conceitual da: produção, fruição e reflexão. Onde os educandos possam ter a expressão de si mesmo, principalmente, o conhecer e o saber-fazer Arte.

Temos a Arte na Educação, ou Educação pela Arte. Seguem-se terminologias: ensino de Arte; Arte e Educação ou Arte-Educação(Arte/Educação). Portanto, no espaço educacional a Arte se propõe se situar como “veículo”, resgate de identidade e cidadania. É disciplina de Arte(s). Assim, o professor de Arte também difere metodologicamente, do Arte-educador. Ainda pelo ensino de Arte, agora no Programa, sobretudo, busca-se ampliar um espaço de convivência, e não a formação de artistas profissionais. Porque vários são os tipos de programas que uma escola ou instituição pode oferecer para estimular o desenvolvimento do talento e das habilidades daqueles alunos que se destacam em áreas artísticas. Um programa que venha garantir um futuro mais promissor. E por que não, profissional em todos os sentidos.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “O ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

No entanto, ainda na comunidade escolar, são vários os aspectos que não condizem com os princípios da atual lei. Isto é, no que se refere o ensino assegurado pela Arte. Um deles vai desde a formação do professor de Arte a sala de aula. Por este ser polivalente, deve lecionar as quatro linguagens, enquanto tem a formação em uma. Uma vez não procura educação continuada (aprender a aprender) para manter-se na rede de ensino como professor de Arte. Outro aspecto tão questionado e muito valorizado inconscientemente trata-se do “deixar-fazer”, ou seja, por um exarcebamento da livre expressão; da pedagogia da espera.

Falo de uma expressão obscura e ignorante de sentidos, isto é, acontece muito mais por parte do professor em seu ambiente de trabalho; não partir para uma ação-reflexiva por meio de procedimentos, conceitos artísticos ou encaminhar-se pela pesquisa em Arte. Ele(a) deve intervir junto ao aluno em sala de aula, estudar o verdadeiro objetivo da Arte na educação escolar. Tanto que, a preocupação recente de se democratizar o ensino de Arte, assumindo-se o compromisso de ampliar o acesso da maioria da população aos domínios estéticos e artísticos, tem por base os estudos e orientações no Brasil, difundida pela Professora Ana Mae Barbosa. Ela propõe o conhecimento da Arte sob três eixos: o fazer artístico, a análise de obras artísticas e a história da Arte.

Retomando ao Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, o posso classificar como Enriquecimento, que implica em oferecer paralelamente às atividades da série do(a) aluno(a), atividades extras, usualmente fora do período normal de aula, podendo incluir o desenvolvimento de projetos, investigação e estudo em nível mais avançado dos tópicos que estão sendo ensinados. Tal enriquecimento pode ser por via de oficinas de artes, e também por meio de modalidades esportivas e atividades de complementação educacional.

Três eixos temáticos desenvolvidos pedagogicamente, no Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, idealizados para realidade local, desde agosto de 2003.
















METODOLOGIA
São desenvolvidos após leituras de textos, debates, pesquisas, planejamentos de aulas, (com estagiários/coordenador de Arte-Educação/coordenador pedagógico do Programa), estudos direcionados ao conhecimento prático/ teórico via oficinas artísticas; concebe-se nesses estudos (estagiário-educando) a origem do teatro, a concepção da dança; a prática teatral com o uso do corpo em exercícios de condicionamento corporal, exercícios básicos de locomoção, exercícios de conhecimento espacial, exercícios de planos de movimento, exercício de equilíbrio versus desequilíbrio, modelagem e espelho corporal, etc.

Da prática teatral ao canto coral: a voz – desenvolve-se exercícios de respiração intercostal-diafragmática, sons orgânicos, respiração e expressão corporal, exercício de emissão vocal: impostação, a pronúncia dos sons vogais e seu desenho corporal, a projeção vocal, exercícios para colocação da voz: agudo/grave, exercício de articulação etc.

Na prática teatral: interpretação e Dança – temos atividades em improvisação livre/direcionada, análise e construção do personagem/peças coreográfica, exercícios de marcação orgânica/direcional, montagens de pequenas peças, coreografias etc. Além de dinâmica grupal, visitação a museus, teatros, aborda-se também as Artes Visuais e seus elementos constitutivos, a história da arte por linguagens, a cultura visual; tudo como processo de facilitação no ensino-aprendizagem, e nas Relações Humanas, pela formação de grupos e convívio em sociedade por meio da produção, do desfrute e da contextualização em Arte.















AVALIAÇÃO
Contínua, cumulativa e via produção em artes (espetáculos temáticos por meio de linguagens artísticas). Também segue as etapas curriculares da escola assistida.

Busca-se respeitar a habilidade real do educando; além do desenvolvimento das habilidades e competências (liderança, responsabilidade, solidariedade, diálogo, etc.), onde se procura reinserir o educando num contexto social, como também visa à redução de índice da violência na escola, no bairro ou na família, a não-repetência e /ou o fracasso escolar.














No decorrer do semestre (agosto a dezembro de 2003), pôde-se perceber através de relatos de pais e professores/as em reuniões nas escolas das crianças e adolescentes assistidas pelo Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, mobilização para uma mudança de comportamento mais condizente para com a família e/ou até mesmo rendimento escolar satisfatório.

A PARTICIPAÇÃO DO PARCEIRO LOCAL: PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA/SECRETARIA EXECUTIVA REGIONAL V - DISTRITO DE EDUCAÇÃO: EM RECURSOS HUMANOS














O Programa Integração AABB Comunidade (da Fundação Banco do Brasil/Federação Nacional das AABB-Fenabb), cujo parceiro local, tem a Prefeitura Municipal de Fortaleza-Secretaria Executiva Regional V,(via Distrito de Educação), e dentre muitas de suas ações no Programa, é à responsabilidade de assegurar pagamento de coordenadores (professores efetivos da rede pública municipal). Onde a contratação de demais educadores, também, se concebe a participação de estagiários (junto às universidades/instituições de ensino superior/sabe-se da escolha de alunos de cursos de artes do ensino médio (música) e de extensão (artes dramáticas)).

No entanto, cabe à Equipe de coordenadores do programa, a seleção dos mesmos e de gerenciar ações pedagógicas durante a mediação do percurso social e local do Programa.

PERFIL DO(A) PROFESSOR(A): ALUNO(A)-ESTAGIÁRIO(A) DE ARTE - PARA O PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE/FORTALEZA-CE














Além de “formação” em uma linguagem específica da prática em universidade, o (a) professor(a)-estagiário(a) de Arte estando no Programa, deve procurar inserir-se em outras modalidades artísticas como sujeito pesquisador da arte (ensino/aprendizagem) ou até mesmo ele (a) buscará para conhecer e/ou estudar (in)voluntariamente as quatro linguagens. Sentir-se competente em alguma área de expressão artística. Aliar-se conjuntamente com os elementos constitutivos presentes em cada modalidade; embebedar-se de embasamento e pressupostos teóricos sobre a Arte e seu Ensino no contexto atual.

Enumerei aqui abaixo, um norte de desempenho e perfil para estágio em Arte. Olhar de acordo não só com realidade local; pois é um caminho não como prontuário ou camisa de força. Mas passos de uma busca, de encontros. De acertar mesmo que esbarrar, nas incertezas de cada ser Arte-educador em processo de formação inicial/contínua.

1. Ter formação universitária, técnica e/ou ensino médio, de extensão; em uma das seguintes modalidades / linguagens artísticas:Teatro, Arte-Dramática, Artes Cênicas/Música/Dança (clássico/moderno, contemporânea e/ou folclórico)/Artes Plásticas (Artes Visuais);Estilismo e Moda.
2. Saber-fazer e dominar os elementos constitutivos da linguagem em formação; noções básicas sobre Arte-Educação em formação inicial;
3. Conhecer e saber os princípios/conceitos que regem o ensino pela Arte ou Arte-Educação, no contexto pedagógico: a produção, o desfrute e a reflexão;
4. Apresentar capacidade de entender os três momentos do processo artístico, junto às crianças e adolescentes: o fazer, o conhecer e o exprimir;
5. Desempenhar ou satisfazer o estágio com excelente qualidade, executando-o com competência e habilidade junto às crianças e adolescentes, à universidade/instituição, aos coordenadores de área e coordenador pedagógico;
6. Saber-utilizar-se adequadamente, ou a partir da orientação do coordenador de Arte, os conhecimentos teóricos e práticos da linguagem em formação, para desempenhar condizentemente com a sua função no Programa;
7. Apresentar capacidade de utilizar o tempo com atividades significativas, fazendo uso do planejamento, do plano de aula, da preparação de materiais, e ter autonomia docente em formação;

imagem: (Lúcio Leonn (coordenador em Arte-Educação e alunos/as-intérpretes de Circo-Educação)-Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza na Abertura do 3ª Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais de Fortaleza-2004.





8. Apresentar e utilizar idéias novas, ter iniciativas, tomar decisões coerentes e criativas para o ensino da Arte; para o trabalho da Equipe no Programa, sob o objetivo de dinamizar e aperfeiçoar o seu estágio, as atividades contextualizadas; atender para assistir às crianças e/ou adolescentes;
9. Defender o ensino de Arte (Teatro/Dança/Música/Artes Visuais) no Programa não como forma de “recreação”, de “lazer” e nem de “divertimento”, ou seja, sem o devido contexto;
10. Demonstrar ou adquirir competências corporais, comportamentais: saber movimentar-se, colocar a voz, estar atento a tudo o que se passa, dominar a agressividade, improvisar;
11. Procurar dominar os saberes didáticos relativos ao ensino de Arte por meio da interdisciplinaridade, da transdisciplinaridade e temas transversais;
12. Demonstrar facilidade na comunicação e no relacionamento com os demais estagiários, coordenadores, comunidade assistida, e no ambiente de estágio;
13. Demonstrar interesse em progredir com abertura para o aprendizado de novos procedimentos, conceitos, novas teorias, métodos e técnicas educacionais voltadas para o campo da Arte-Educação;
14. Estar sempre disponível durante as quatro horas de estágio, para colaborar no desenvolvimento do Programa, no Planejamento por Área/Global, nas atividades direcionadas às crianças e adolescentes;
15. Efetivar o estágio com seriedade demonstrando senso de responsabilidade, sendo pontual e assíduo(a).

(DA PROBLEMATIZAÇÃO DO(A) ESTAGIÁRIO(A) EM ARTE): FORTALEZA-CE














No que diz respeito a alunos-estagiários de Arte-Educação, (como coordenador de arte-educação no programa AABB Comunidade), averigüei que, tal busca em oferecer estágio, tem-se revelado em características atípicas-como a nossa própria formação de professor de Arte ou Arte-educador não somente na cidade de Fortaleza se concentra. Isso se deve também ao contexto histórico em políticas educativas e administrativas para o campo das artes de Fortaleza-Ce.

Durante muito tempo, passei pelas mesmas conseqüências de uma não-legitimação em Arte (Teatro) por meio de cursos profissionalizantes de nossa cidade. Hoje como pedagogo/especialista em Arte-Educação tenho realmente percebido ou sentido “grandes mudanças” e, como todo professor (de Arte) em formação contínua, partido de uma INVESTIGAÇÃO e reflexão na ação; compartilho da preocupação com questionamentos relevantes para com o ensino da Arte em sala de aula.

Mas por hora, quando se refere aos estagiários dos cursos de artes (linguagens); eles não atendem a prescrição normativa do 4º SEMESTRE, isto é, para estágio-remunerado na Prefeitura Municipal de Fortaleza. É porque alunos de arte-educação (Teatro, Dança e Artes Plásticas): estão todos no 3° semestre em 2004, em cursos superiores.

Portanto, nem acolhe e não aciona a lavanca da concepção de Arte-Educação para o Programa (por carência de alunos-estagiários de Arte), pois, tais cursos se encontram em legitimação e reconhecimento junto aos órgãos educacionais de acreditação e comunidade local. Tanto que sugeri à Secretaria de Desenvolvimento e Ação Social-SEDAS, baixar uma normativa, provisoriamente, para o estágio se efetuar na Prefeitura, a partir do 3º semestre em cursos de artes: (níveis superior e médio), ao invés de 4º semestre.

Porque temos também alunos em cursos de música do ensino médio do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará-CEFET-CE a partir do 3º semestre.
Já o Curso de Arte-Dramática da UFC (desde 1960), a carga horária total hoje, é até o 3º semestre. Analisemos abaixo, tal curso.

O também chamado, Curso Básico de Teatro, sob coordenação do Professor Gil Brandão (2008); é peça de efetiva importância no contexto artístico e cultural da comunidade fortalezense, seja pelo papel que desenvolveu antes (1960-1995), como única escola de teatro que manteve por todo esse tempo o ensino sistemático dirigido á preparação do ator, seja pela dimensão de seus espetáculos que,ou apontavam para a busca de uma nova linguagem ou no mínimo, estavam em acordes com o que de mais atual se concebia no palco.

Outro dado relevante, que diz bem a presença forte do CAD no movimento teatral da cidade até hoje (2002), é que, ao se fazer um levantamento estatístico, ficará constatado que, em sua composição, mais de 70% dos grupos de teatro, contam com atores egressos desse curso.

Outra informação importante referente ao CAD é a validade do Certificado do Curso Básico de Teatro quanto ao campo da Educação, principalmente no caso de professores de Arte, é ainda mais atípico. Isto é, “ao longo desses anos não obstante, as tantas inovações dos últimos 40 anos, ainda no dealbar da década de 1990 o Ceará não dispunha de cursos regulares para formações de professores de Arte-Educação. Tais professores eram preparados em cursos especiais promovidos pela Universidade em cursos de extensão ou equivalentes. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal do Ceará que autorizou sua Pró-Reitoria de Extensão, a oferecer Curso Básico de Teatro, cujo certificado ensejou a oferta de professores de Arte-Educação para a escola regular de ensino fundamental da Comunidade cearense, até recentemente”.(Parecer nº: 0641/ 2.001; Aprovado em: 11.12.2001/Conselho de Educação do Ceará: Câmara da Educação Superior e Profissional; (pp.1-4)).

“O curso em apreço não é de nível superior, mas é equivalente ao curso de nível superior, enquanto exigência legal para o exercício de magistério. No caso da Arte seu reconhecimento, como certificado de proficiência profissional decorre de circunstâncias históricas de inscrição do ensino de Arte na escola sem prévia organização legal do profissional da Educação na área, que no Ceará, só foi iniciado, de 1997, para o segmento do candidato. Cabe, pois ao nosso ver (...) o direito a participar do concurso para o magistério de Arte no Ensino Fundamental”.(Ibidem, p.4/4; o grifo é meu.)

Agora a meu entender, o Curso de Arte-Dramática da UFC/CAD, assim como outras instituições de ensino de Teatro em Fortaleza (já supracitados), o Colégio de Direção Teatral-CDT (extinto em 2004), do Instituto Dragão do Mar, por exemplo, que pode ir para a 4ª turma ou o Projeto Piane (?), dando uma análise pessoal e especificando essas instituições, projetos locais; seus currículos precisam é adequar-se na própria lei vigente- (Lei de Diretrizes e Base da Educação-LDB), quanto às cláusulas legais para reconhecê-los como instituições ou escolas de ensino de teatro regular ou superior, ou quanto ao magistério. O Instituto Dragão do Mar, ainda não é reconhecido juridicamente quanto à sua certificação.

Então, eles podem cair no “obsoleto” e gerar mais dificuldades profissionais quanto à não regulamentação de ensino e aprendizagem em Arte (Teatro) para o campo formal.
No entanto, na ocasião em que chegava para a comunidade fortalezense, o Curso Superior em Artes Cênicas (2002) pelo Cefet-Ce, o Professor do CAD -(disciplina História Geral do Teatro), e também ator, Gil Brandão, explicava paralelamente em entrevista acerca do Curso de Arte Dramática-CAD, da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, com o seguinte ponto de vista: “O CAD é um curso de formação profissional, mas não é de graduação. Ele oferece um certificado que permite que o ator tire sua carteira profissional junto aos sindicatos. Mas não dá para ser professor numa escola”, (O Povo Vida e Arte, 02.08.2002; “Vestibular para o teatro”, p.7).

Hoje 2004, o CAD possui uma carga-horária total de 960h/aula / “currículo reduzido” (compreende-se o tempo integral de três semestres com direito a estágio a partir do 2° semestre, segundo apontava na época, o Coordenador do curso, Professor Edilson Soares.

Entretanto, Brandão vai mais além quando faz referência ao Magistério. Logo para ele (ator), lecionar é “uma alternativa para que os profissionais não dependam financeiramente de atuar no cenário cearense. Falta organização dos professores e falta sensibilidade e interesse da UFC para o ensino das antes cênicas. Até hoje não temos no Ceará um curso de licenciatura ou bacharelado em teatro”, (Ibidem).
Porém, informo que, nem vai ser agora, com o curso tecnológico. Então, é sob este ponto de vista e ainda na mesma entrevista, o Coordenador e Professor do Curso Superior em Artes Cênicas do Cefet-Ce, Paulo Ess, atesta que o curso “capacita na prática, com ele o graduado pode fazer mestrado em artes, mas não é uma licenciatura. Isso, por enquanto, porque o nosso objetivo é esse”. Confirma Ess.

Em 2008, cumprindo esse ideal, tal órgão federal reorganiza seu currículo e apresenta à comunidade de Fortaleza-Ce, seu Curso em Licenciatura em Teatro.
Mas, enquanto ficarmos somente na vontade da real certificação do CAD e do Colégio de Direção Teatral, vale indagações; primeiro como aqueles artistas que não podem, ou que não conseguem viver da sua própria Arte, ou egressos destes cursos aqui apontados, ficarão num mercado de trabalho cada vez mais competitivo carente de mão de obra qualificada? Tudo bem, quanto a excelência dos mesmos. Isto não é tão discutido aqui. Porém, é mesmo contraditório. Da questão é a legitimação dentro do sistema de ensino.

Desenvolvem tais candidatos (apontados pelos cursos aqui) outras habilidades e competências, ou a não ser aquelas adquiridas pós-curso (ator, atriz, diretor, etc), que é propriamente o campo da atuação teatral, ainda sem legitimação? Acho que depende das habilidades e competências, do conhecimento prévio que possui cada candidato, pois estou tratando desse nosso contexto, quando o mundo diz-se globalizado e conseqüentemente sob tais efeitos.

Segundo, por que o Instituto Dragão do Mar, através do curso Colégio de Direção Teatral lidou apenas com a qualidade de ensino em teatro, esquecendo do prioritário, que é também da autenticidade na certificação, quanto à conclusão de curso para o mercado de trabalho?

Sabemos que a alternativa é a sala de aula, sim, digo como Arte-educador ou professor de Arte. Embora há uma sutil diferença entre ser Artista e mediador de conhecimentos artísticos, ou seja, na polivalência da disciplina de Arte por meio das linguagens: Teatro, Dança, Música e Artes Visuais, isto é tomando como base, a visão dos Parâmetros Curriculares Nacionais -PCN-Arte, (MEC-1988), ou pelo o que reza a Arte-Educação na pós-modernidade, e mais ainda, na habilidade que se tende ao Magistério. No caso do artista esta atividade pode ser muitas vezes vocacional ou apenas uma necessidade imediata.

Da realidade do Professor de Arte é desdobrar-se em sala de aula para mediar as quatro linguagens, quando ele tem muitas vezes, uma formação específica. Assim, como também o Arte-Educador precisa ir mais além, estar á frente de seu tempo, precisa ser professor-pesquisador aliando-se sempre a novos desafios profissionais.

Outra para finalizar, percebe-se por parte de muitos professores de Arte, apenas formação em uma. Além disso, não há universidades ainda co-responsáveis pela formação plenamente, ou total dos (as) professores (as). Existe uma concepção de ensino/aprendizagem para a formação artística e/ou profissional e, não ao campo docente. Aqui, abre-se exceção para o curso de Licenciatura em Música da UECE(?).

Portanto, o que temos na cidade são bons artistas de Teatro, da Dança, da Música e das Artes Plásticas. Há um sólido ensino/aprendizagem para esta formação. Mas não para a docência via curso de licenciatura. E, pelo contexto, tais profissionais vêm suprindo sim, a carência de docentes para Arte-Educação na rede pública/particular de ensino fundamental e médio da cidade de Fortaleza. No entanto, procuro indicá-los que, é preciso ensina Arte, sabendo ensinar.

Fontes consultadas:
-BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação no Brasil. São Paulo: editora Perspectiva, (1999).
- , Ana Mae. (org.) Inquietações e mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: editora Cortez, (2002).
-BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: editora Ática, (2003).
LUCENA, Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn). Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).
-LOWENFELD, Viktor / CABRAL, Alvaro / BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da Capacidade Criadora. Editora Mestre Jou, (1977).
-NÓVOA, Antônio. (org.) Os Professores e sua Formação. Lisboa/Portugal: editora Dom Quixote, (1992).
-Prefeitura Municipal de Fortaleza. Secretaria de Administração do Município. Grupo Ocupacional Magistério/Avaliação de Desempenho/Estágio Probatório. Fortaleza/Ce, (2001):Adaptação minha transcritas para o Programa.

PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA - SECRETARIA EXECUTIVA REGIONAL V
DISTRITO DE EDUCAÇÃO / PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE/FORTALEZA-2004
FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM TEATRO/MÚSICA/DANÇA/ARTES VISUAIS

NOME _____________________________CURSO____________SEMESTRE__INSTITUIÇÃO/UNIVERSIDADE: _______________________________________

(¹)I. Na sua opinião, o que significa educação? E, qual sua importância na formação do Homem?
II. Para você estagiário(a), quais as qualidades fundamentais para tornar-se um(a) educador(a) social?
III. Por que você deseja participar do Programa AABB Comunidade/Fortaleza?

IV. Tomando por base a especificidade do seu curso, como você pretende contribuir para o bom andamento do referente Programa/Projeto?

((¹)colaboração prof. Henrique Gomes de Lima)

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM TEATRO
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos constitutivos do teatro:
A) formas, cores, e textura
B) personagens, espaço, texto e cenário
C) ritmo, movimento e intensidade
D) personagem, figurino, palco e texto

5ª) No teatro, ao buscar soluções criativas e imaginativas na construção de cenas, os alunos afinam a percepção sobre eles mesmos e sobre situações do cotidiano. São conteúdos do teatro:
I. participação em improvisação.
II. criação de cenas escritas ou encenadas.
III. experimentação na adaptação de textos
São afirmativas verdadeiras:
A) apenas I e II C) apenas I e III
B) apenas II e III D) I, II e III

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM MÚSICA
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos estruturantes da Música:
A) letra, melodia e andamento
B) acordes, letras, e ritmo
C) tonalidade, timbre, andamento e ritmo
D) tonalidade, ritmo, letra e melodia.

5ª) Quanto à classificação dos instrumentos, circule a opção FALSA.
A) instrumentos ideofônicos são aqueles que vibram por si mesmos
B) membranofones são aqueles que o som resulta de vibração
C) cordofones aqueles que vibram através de corda distendida
D) aerofones são os que sopram em virtude da passagem do ar por tubo, soprado.

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM DANÇA
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta ou conforme o enunciado da questão.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos estruturantes da Dança:
A) ritmo(música), tipos e níveis de movimentos/partitura, um tema coreográfico e indumentária
B) ritmo, música e movimento
C) andamento e ritmo
D) tonalidade, ritmo, letra e melodia.

5ª) Segundo alguns especialistas em dança podemos classificá-la basicamente em três categorias, circule a opção abaixo que não corresponde a nenhuma delas
A) erudita (balé) C) popular
B) folclórica D) espontânea (comum)/dramática

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM ARTES VISUAIS
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.
1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos constitutivos das Artes Visuais:
A) movimento, desenho e composição
B) desenho no espaço, ritmo e movimento
C) linhas, formas, cores e texturas
D) linhas, desenho no espaço, cores e movimento

5ª) O conjunto de idéias filosóficas com o qual se procede a uma análise, investigação ou especulação a respeito da Arte ou da beleza, denomina-se:
A) poética C) estética
B) semântica D) hermenêutica

*Fonte de pesquisa adaptada: Secretaria de Educação Básica do Ceará-SEDUC-2000/ Ensino Fundamental e Médio/ Universidade Estadual do Ceará-UECE-2003.

Obs: Nenhuma questão abordada aqui tem caráter de eliminação; no entanto, visam avaliar os conhecimentos teóricos e práticos em Arte-Educação. E, assim, possibilitar aprofundamento teórico/prático na referida área.(Coordenação em Arte-Educação/Programa Integração AABB Comunidade/ Fortaleza)