domingo, 21 de agosto de 2016

“Oficina de Teatro de Improvisação” - 12 e 13 de abril de 2016 - ministrada pela diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra.

Por Lúcio Leonn 

A Casa de Cultura Alemã (CCA) da Universidade Federal do Ceará traz a Fortaleza (CE-Brasil) a conceituada diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra.

“A Liberdade é sinônimo para toda cena [não]-imaginária em ação [des]contínua de tempo-espaço: o devir-cênico” (Lúcio Leonn – “Oficina de Teatro de Improvisação com atriz e diretora alemã Christiane Mudra” – Fortaleza-Ce (Brasil): abril, 2016).

(Divulgação site da UFC)
A atriz e diretora Christiane Mudra tornou-se conhecida com os filmes Nie gesagte Dinge (2009), Love kills (2008) e Roulette (2013). Recentemente, lançou Wir waren nie Weg (2015).

A Oficina de Teatro de Improvisação tornou-se ação sociocultural e artística graças a Coordenadoria Cultural da Casa de Cultura Alemã (CCA), tendo à frente, a Professora Visitante (UFC) Dra. Hanna Knapp (DAAD-Lektorin Fortaleza) DAAD BR, à quem agradecemos tal iniciativa.  E, Charlotte Koch, como assistente Cultural da Casa de Cultura Alemã. E, seus registros em fotos – Oficina.

“Oficina de Teatro de Improvisação” - ministrada pela diretora e atriz de teatro alemã Christiane Mudra. Realizada em parceria no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno – UFC, dias 12 e 13 de abril de 2016, das 9 às 17 horas (intervalo entre as 12 e 14 horas). As Inscrições encerraram em 7 de abril, com VAGAS LIMITADAS.

Todos os candidatos admitidos na oficina: teatro de improvisação inscreveram-se mediante prévia inscrição, com direito no final à CERTIFICAÇÃO (12h/aula).

Uma programação realizada pela Casa de Cultura Alemã, em parceria com o Instituto Goethe, que incluiu ainda dia 14\04-2016, (19h); um bate-papo com a atriz e o público, (acerca de seu trabalho teatral: o Teatro Investigativo). Realizado na Sala Interarte da Casa (Av. da Universidade, 1783, Benfica, Um convite realizado igualmente, pela Casa de Cultura Alemã da UFC.  Eventos gratuitos e abertos ao público.

A OFICINA  – Breve Resumo
“Uma das melhores aulas de TEATRO da minha vida!!! Obrigada a todos pelo aprendizado!!! [...].”. – (Ressalta Mai Puig, seguindo seu depoimento pessoal em rede social, 15.04.2016.)
“Oficina de Teatro de Improvisação” com atriz e diretora alemã Christiane Mudra (centro) - Imagem adaptada\coloração em reprodução, a partir da foto original de Jean Claude — (À esquerda, em pé) alunos-atores e atrizes: Aline Campelo, Zerivaldo Beserra, Milene Pimentel, Evan Teixeira, Riane Aguiar, Mai Puig, Clara Monteiro, Christiane Mudra (atriz, diretora e ministrante da Oficina), Alexandre Holanda, Yuri Morais (intérprete), Ingrid Falcão e Rosimeiry de Melo. À direita(sentados) alunas-atrizes e atores: Marcus Martins, Juliana Brasil, Bio Falcão, Thiago Camelo, Carla Heliany Moreira Tavares, Lúcio Leonn, Manuela Crisóstomo e Jean Claude.  
Enumerei abaixo, palavras-chave¹ ao aluno-ator\atriz edificados pela atriz de teatro alemã Christiane Mudra, durante a realização da  “Oficina de Teatro de Improvisação”, em cena\exercícios.
 O nosso palco: Teatro Universitário - Paschoal Carlos Magno (imagem minha)
¹Palavras-chave: 
1. Entusiasmo\vontade\espontaneidade\liberdade de espírito individual\generosidade\ludicidade\solidariedade em grupo (pares/trio/mediação por Christiane Mudra);
2.      Sentimentos (emoções puras);
3.      O Outro participante (ator\atriz jogador\a): a cena;
4.      O fazer (fisicalização): dupla\trio\ grupo etc.;
5.      A ação (física) – devir (invocação de uma ausência);
6.      Regras estabelecidas, ou não, - (circunstâncias dadas (re/criada) pelos jogadores atores ou uso indicativo pela facilitadora Christiane Mudra ou situação re\criada em improvisação\interpretação pelos atores jogadores);
7.      A plateia (espectador; ator jogador\público (in)visível);
8.      O GESTUS, sob o conceito do dramaturgo Bertolt Brecht;
9.      Distanciamento=Verfremdung;
10.  “Liberdade” é palavra sinônima para toda a cena. 

Participaram da referida oficina, os seguintes alunos-atores e atrizes:
1.         Aline Campelo
2.         Alexandre Holanda
3.         Bio Falcão
4.         Carla Heliany Moreira Tavares
5.                   Clara Monteiro
6.                   Evan Teixeira
7.                   Juliana Brasil
8.                   Jean Claude
9.                   Ingrid Falcão
10.               Lucas Alexande
11.  Lúcio Leonn
12.  Loyd Dias
13.  Manuela Crisóstomo
14.               Marcus Martins
15.               Marla Gomes Lima
16.               Mai Puig
17.               Milene Pimentel
18.    Riane Aguiar
19.    Rosimeiry de Melo
20.    Thiago Camelo
21.    Zerivaldo Beserra.
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes em exercícios  direcionados / livres em interpretação e improvisação pelo espaço cênico, individual. 

(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): aluno-atores:  Lúcio Leonn e Mai Puig em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual – ponto de partida e sequência criativa: ação física\personagens.

*Agradecemos ao empenho e talento à tradução simultânea e à experiência, também, de Yuri Morais, o Intérprete na Oficina de Teatro de Improvisação.
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual -  ponto de partida e sequência criativa: ação física\ personagens.


(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores Alexandre Holanda e Jean Claude em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual -  ponto de partida e sequência criativa: ação física\ personagens.

(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): alunas-atrizes Carla Heliany Moreira Tavares (D) e  Clara Monteiro (E) exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação fisica.





Palavras-chave¹ acima, são princípios ou abordagens norteadoras que devem ser seguidos, em busca do fazer teatral  - ACONTECER – Eventuar – AGIR – improvisar...

Sim!
Ótimo!

Alguns: a) b) c) abaixo, 
- Jogos teatrais \ (dramáticos) utilizados durante a Oficina 
de Teatro de Improvisação, evidenciados!

Em busca de  uma consciência
pessoal e artística
original

Sempre, dizer: “Sim”

Escutar: “Bem”

Spit! 
Spot!
Super
SENTIMENTOS!
Liberdade
a) "Jogo/Exercício de Concentração / Aquecimento Corporal e Grupal" - Todos em círculo. Define-se quem deve começar e para qual lado. Ao som da palma (dar), individualmente, o participante que comanda olha nos olhos para o participante que está a seu lado. Por meio da visão (simultaneamente, som e olhos). Do participante, que recebeu o comando, observa e recebe (olhadela e som) e,  encaminhar para o Outro a mesma ação e para mais outro em círculo. Segue sucessivamente até que, o facilitador\participantes proponha(m) aumentar gradativamente, o ritmo de palmas e a possibilidade de direção da ação e do movimento em conjunto ou de surgir à espontaneidade e fluência do exercício em grupo.

Para que jogá-lo? Estimular a concentração individual/grupal e criar contato e clima de confiança.

Descrição detalhada: Pede-se aos participantes que formem um círculo. Designa-se quem deve começar e qual lado do direcionamento da ação deve começar (lado direito ou esquerdo do participante). No decorrer do jogo, os participantes podem encaminhar de forma in\direta suas ações em bater palmas e as ações permanecem em conjunto. O ritmo acelerado, lento sustentado. Procura-se fruir atitudes, de: atenção / concentração / percepção.

Elementos do jogo: ação/ritmo/som. Noção de espaço e direção direcionada: direto (esquerda e direita) e in\direto(centro/esquerda/direita). Há definição oculta em verbos: dar e receber (bater palmas: som= fluência}. Utilização de sentidos:visual/auditivo\etc.(fonte:http://notasdator.blogspot.com.br/2009/10/jogos-dramaticos-e-teatrais-conceito.html)
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): a atenciosa plateia no decorrer da “Oficina de Teatro de Improvisação” –as seguintes alunas-atrizes\atores: Evan Teixeira, Clara Monteiro, Manuela Crisóstomo, Zerivaldo Beserra, Carla Heliany Moreira Tavares, Jean Claude, Riane Aguiar,  Rosimeiry de Melo, Milene Pimentel e Ingrid Falcão. 
b) "Jogo de Atitudes" - A partir de uma posição neutra (confortável, braços ao longo do corpo, andando etc ...) de descontração, à qual deve sempre o participante regressar; o grupo terá de reagir aos comandos do participante\facilitador (sob a forma de um a só palavra, ou frase extraída de um jornal, de uma história contada, de um texto (diálogo) teatral, de uma música, ou simplesmente inventada). Os participantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva até receber a ordem de voltar à posição neutra. Exemplos de comandos: magia, silêncio, feitiço, espera, brincadeira, música, tempestade, velhice, fome, medo, despertar, vaidade, trecho de uma peça.

Para que jogá-lo? Buscar a reação coletiva e a criatividade em rapidez e de comando.

Descrição detalhada: O grupo terá de reagir aos comandos do facilitador\participantes. Os integrantes deverão ficar imóveis numa figura/pose coletiva\ em dupla e\ou individual até receber a ordem de voltar à posição neutra.  (fonte: idem, acima)

c) ²Jogo "Palavra-texto-imagem cênica – a construção de uma fábula" ou "Cenas-palavra ou palavras-cênicas"  -  Realizei tal improvisação (situação dada: “Uma criança perdida e ferida numa Floresta”), a partir desse jogo .

 – Um ator narra em 1ª pessoa sua ação, em seguida as demais pessoas: três atores projetam as palavras (texto), ao do ator narrador.

Para que jogá-lo? Estimular a função do ator [rapsodo] – a tomar consciência e percepção corporal – por que faz e, para quem faz tal ação física: ou tornar sua ação critica (verossímil) e direcionada (o fazer). As palavras projetadas ao ator-narrador vão se incorporando ao jogo cênico, ao mesmo tempo, a corporificação e a entrada de “novas” cena-palavras ou palavras-cena, (introduzem uma imagem\palavra\texto) espontaneamente, – evocam o inter/cambiar; a buscar; o desenrolar – instaurar o in/usitado – o devir – o circunstancial, sempre, em 1ª pessoa.

Descrição detalhada: quatro atores-alunos jogadores. Um ator-jogador narra uma ação em 1ª pessoa, enquanto três atores-jogadores projetam uma palavra, simultaneamente, ao ator do centro da ação. Antes, se define um tema [(nó) \ texto – circunstâncias dadas] comum acordo no grupo para ser jogado em transitoriedade. Os três atores-jogadores operam em seu espaço pessoal, (periférico da cena); projetar sua palavra\texto em audição. Repito: projetam suas palavras em demanda de movimento da ação física\vozes: cena do primeiro ator, em movimento de criação.

Elementos do jogo: Ação - a partir da improvisação ou jogo teatral (dramático). Palavras-texto (des)\conexos que, o ator da cena deve incorporar a sua ação iniciada ou fala (antes, por ele)  em 1ª pessoa  e/ou junto à sua ação física (situação definida, anterior, ao jogo pelo grupo). Ou seja, Uma plateia in/visível deve ser definida pelo ator partícipe da cena\ação. Os três atores-condutores participam da ação por intermédio da palavra (vozes) enunciada por eles, somente. Não se sujeitam nem adentram a cena do primeiro ator, O ATOR RAPSODO (este intérprete, não deve sair do Foco (problemas a ser solucionados, advindos de palavras-texto por intermédio da palavra (vozes) de três atores condutores).).  
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes em exercícios  direcionados / livres em interpretação e improvisação pelo espaço cênico, individual.
***
(Foto: Charlotte Koch (Daad Cca), 2016): os alunos-atores\atrizes Clara Monteiro e Bio Falcão em exercício de interpretação e improvisação em dupla, a partir de ação: coletiva\pares\individual.
Intervalo-Pausa\ imagem minha
___________________
¹Informação retirada do meu arquivo pessoal/memórias de ator. Transcrição oral.


²Denominação dada por mim, ao jogo vivenciado, a partir de experiências e memórias minhas nesse Jogo (situação dada pela facilitadora: “Uma criança perdida e ferida numa Floresta”) - “Oficina Teatro de Improvisação”, com atriz e diretora alemã Christiane Mudra, abril de 2016. Transcrição oral.
__________________

  • Adiante, breve exercício de escrita – olhar investigativo acerca do Teatro de Improvisação – articulações entre a Teoria|Prática – base para conhecê-lo|fazer – seguir seus pensamentos, a partir da Oficina de Teatro sobre o tema Improvisação. Texto disponível, em:

  • Em resumo- Vídeos da Oficina serão postados! 

sábado, 6 de agosto de 2016

MÃE ADIVINHA – QUANTO EU TE AMO? (adaptação textual | concepção: Lúcio Leonn)

Texto de Sam McBratney  "Adivinha Quanto Eu Te Amo"
(Copyright Martins Fontes Editora Ltda: São Paulo, 2004)
A peça: “MÃE ADIVINHA–QUANTO EU TE AMO?” foi apresentada durante a Festa do Dia das Mães, na Emeif José Ayrton Teixeira, - (adaptação textual e direção\concepção pelo artista-educador Lúcio Leonn e no Elenco, seus alunos de ARTE da 6ª série), em 2004. -  Imagem acervo pessoal.
MÃE ADIVINHA–QUANTO EU TE AMO?
-(Adaptação Textual|Concepção  Lúcio Leonn)-
Personagens:
Atriz ou ATOR-NARRADOR...
MÃE ou Pai...
FILHO ou Filha...
(A peça poderá ser encenada e/ou adaptada ao gênero sexual ou também, à fala de personagens -- grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto (o pai, a mãe, o filho, a filha, o avô, a avó, o neto ou neta etc.). Igualmente, a inclusão de nomes pessoais).

ATOR-NARRADOR - NA CASA DE ÂNGELO ERA NOITE. HORA DE DORMIR... NO QUARTO, DEPOIS DE ORAR; ÂNGELO SE AGARROU FIRME AO VESTIDO DE SUA MÃE. ELE QUERIA TER A CERTEZA DE QUE A MÃE ESTAVA A OUVIR...

FILHO - MÃE ADIVINHA– QUANTO EU TE AMO??

MÃE - AH... , EU ACHO QUE NÃO CONSIGO ADIVINHAR... (Pensativa)

FILHO - TUDO ISTO. (Esticando, os braços o mais que pôde)

MÃE - EU TE AMO TUDO ISSO. (Esticando também, os braços, mais ainda)

FILHO - EITA!!! ISSO É UM BOCADO... ENTÃO, EU TE AMO TODA A MINHA ALTURA.

MÃE - EU, QUE TE AMO TODA A MINHA ALTURA. (Fica de pé)

FILHO - PÔXA, ISSO É BEM ALTO... EU QUERIA TER OS BRAÇOS COMPRIDOS ASSIM. (Pensou o filho)

ATOR-NARRADOR - ENTÃO, ÂNGELO TEVE UMA BOA IDEIA; COM MUITO CUIDADO, CARINHO E AJUDA DE SUA MÃE, SEM NOTAR; ELE SE VIROU DE PONTA-CABEÇA APOIANDO OS PÉS NA PAREDE DO QUARTO.

FILHO - EU TE AMO ATÉ AS PONTAS DOS DEDOS DOS MEUS PÉS, JUNTO COM ALTURA DA PAREDE.

MÃE - E EU TE AMO ATÉ AS PONTAS DOS DEDOS DOS TEUS PÉS, QUANDO TE BALANÇO E TE SUSPENDO NO AR.

FILHO  - EU TE AMO A ALTURA DO MEU PULO. (Rindo e saltando)

MÃE - E EU TE AMO MAIOR QUE MINHA ALTURA E O PULO JUNTO. TÃO GRANDE É O AMOR QUE TE SINTO. (Saltando, também)

FILHO - ISSO É QUE SALTAR. COMO EU GOSTARIA DE PULAR ASSIM... MÃE, EU TE AMO TODA A ESTRADINHA EM FRENTE A NOSSA CASA ATÉ O RIO.

MÃE  - EU TE AMO ATÉ DEPOIS DO RIO, ATÉ O MAR...

FILHO - É UMA BELA DISTÂNCIA... QUE SONO...

ATOR-NARRADOR - O FILHO ESTAVA SONOLENTO DEMAIS PARA CONTINUAR PENSANDO.  ENTÃO OLHOU PARA ALÉM DA JANELA DO QUARTO, PARA A IMENSA ESCURIDÃO DA NOITE. NADA PODIA SER MAIOR QUE O CÉU.

FILHO - EU TE AMO ATÉ A LUA!! QUE SONO... (Fechando os olhos)

MÃE  -  PÔXA, ISSO É LONGE. LONGE MESMO!

ATOR-NARRADOR -  A MÃE DEITOU O FILHO NA CAMA E ENTÃO SE INCLINOU PARA DAR-LHE UM BEIJO DE BOA NOITE. DEPOIS, DEITOU-SE AO LADO DO FILHO E SUSSURROU SORRINDO.

MÃE  -  EU TE AMO ATÉ A LUA... IDA E VOLTA!! (Ângelo adormeceu, finalmente)

ATOR-NARRADOR - A MÃE LEVANTOU-SE E DESLIGOU A LUZ DO QUARTO. FOI DORMIR.

(Fim)

-(Adaptação textual e concepção por Lúcio Leonn)-

Texto a partir do original "Adivinha Quanto Eu Te Amo" de Sam McBratney 

(Copyright Martins Fontes Editora Ltda: São Paulo, 2004)


Originalmente, Adivinha Quanto Eu Te Amo é um livro infantil escrito por Sam McBratney e ilustração de Anita Jeram, foi publicado em 1994 no Reino Unido, e em 1996 no Brasil.

A história narra como um coelhinho se esforça para mostrar o tamanho do amor que ele tem pelo pai. O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil medir o amor.

O livro é uma excelente oportunidade para iniciar uma conversa sobre o Amor, um sentimento que existe entre pais e filhos e que não importa de onde venha ou para onde vá.
Vídeo, abaixo: Leitura do livro - Advinha quanto Eu te amo -
(Publicado em 24 de maio de 2013, por Fabrício Masaharu)

sábado, 30 de julho de 2016

“Em busca de uma consciência original”, por Durmeval Trigueiro Mendes, (1972): Memória – AUGUSTO RODRIGUES (editor)

(Transcrição elaborada por Lúcio Leonn, 2016)

Em busca de uma consciência original
DURMEVAL TRIGUEIRO MENDES
LEONN, LÚCIO. Augusto Rodrigues; Frederico Mendes/Recorte da foto: Crianças de mãos dadas cantam e dançam de roda - Texto: Durmeval Trigueiro Mendes. 1972. Periódico: Arte & Educação - Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 9, p.10, jan. 1972.  1 fot., p&b, reprodução/coloração minha.
A arte é a expressão mais forte de originalidade de cada cultura. Seu apoio e inspiração na arte, a técnica, que é a força dominante em nossa época, poderá apagar as diferenças culturais, promovendo um nivelamento que em vez de ajudar, pode prejudicá-la, sobrepondo aos valores específicos do homem os interesses da Máquina do Lucro, do Poder e da Dominação, lançando grupos, classes e nações, uns contra os outros. O segredo da Arte, como fonte de cultura, é que ela diversifica unindo; cada uma de suas manifestações corresponde a uma faceta do homem, e todas elas reunidas formam a imagem do homem todo. Daí porque as artes se chamam entre si, o porque cada cultura se interessa pelas outras culturas. Dai porque o mundo da Arte é o mundo da Simpatia humana no sentido mais forte da Fraternidade.
As muitas Escolinhas de Arte espalhadas pelo Brasil formam as muitas imagens do mesmo País, assim como outras escolas semelhantes, distribuídas pelo mundo, representando a imagem multiplicada do homem, em todas as partes da terra.
O corpo e a alma da cultura estão ligados, antes de mais nada, às sensibilidades mais primeiras, aquelas com que a criança recebe em seu pequeno universo as primeiras impressões e experiências. E são essas sensibilidades que dão, ao mesmo tempo, o impulso e o molde a todos as suas elaborações posteriores, inclusive no plano científico. A ciência é o reino da Objetividade. Mas o Objetivo é o menos objetivo do que parece. É a realidade, mas também o modo de olhar a realidade, que a gente aprende quando abre os olhos ao mundo e começa a exercer sobre ele a aventura de nossa criatividade. Felizes os que, nesse momento, podem objetivar as suas visões, através da arte. Dos que, nesse instante, estão munidos de lápis ou pincel para passear, livremente sobre o papel, as suas “divagações”. Nesse sentido a arte é o fazer que se confunde com o ser. O fazer da criança que desenha é o seu ser: Ele se faz fazendo. Dai a importância fundamental do fazer na educação mas o fazer que conta não é o mecânico, o repetitivo, o “ensinado” e, sim o fazer da arte, isto é: o fazer que é criação e, antes de tudo, criação do nosso próprio ser.
Daí, também, porque a arte nesse sentido não é o fazer à parte de todos os nossos fazeres, como alguma coisa de artificial, de reservado a iniciados e predestinados; mas é o fazer de todos os nossos fazeres, desde que obedeçam ao sopro livre da criação. O importante é recriar o objeto por uma consciência que se assume inteiramente, e se torna capaz de descobrir, dentro de si próprio, a visão inaugural de cada ser, de cada coisa, ou pessoa. Uma consciência que se liberta do nivelamento e da opacidade dos adultos. Trata-se de opor a criação à convenção, a liberdade que renova o mundo ao freio que lhe impõe antigas mordaças, o “eu profundo” ao “eu de superfície” de que falava Bergson. Só nessas condições o ser humano adquire a verdadeira inteligência, que é sempre criadora, e o caráter autêntico, que é sempre a coragem de assumir-se.
Por isso, a arte na educação não significa “educação artística” no sentido convencional, mas significa a educação em si mesma. Fazer-se fazendo. Se é verdade que com a experiência não há nenhuma educação ou aprendizagem, também é verdade que sem essa experiência radical não é possível a educação que prepara cada homem para introduzir na sociedade uma consciência original, fonte de fertilização e de mudança.

Fonte consultada:
AUGUSTO RODRIGUES (editor); DURMEVAL TRIGUEIRO MENDES: Em busca de uma consciência original – Jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 9, p.10, jan. 1972. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena – Lúcio Leonn.
__________________________ 
1. Durmeval Bartolomeu Trigueiro Mendes - filósofo e educador - nasceu no dia 9 de fevereiro de 1927, em Cuiabá, Mato Grosso. Faleceu no Rio de Janeiro, dia 9 de dezembro de 1987. Cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano de João Pessoa. Ainda, cursou Letras Clássicas na Universidade Católica de Pernambuco (1950). E, foi Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (1951). Ocupou na UFPB cargos, como: Professor Titular de Sociologia da Educação, na Faculdade de Filosofia da Paraíba, a partir de 1952. E, foi o Primeiro Reitor – (12/1955 a 12/1956). Em 1958, transfere-se para o Rio de Janeiro, atendendo a chamado de Anísio Teixeira (1900-1971), Diretor do INEP, para exercer o cargo de Supervisor da Campanha de Educação Complementar, do Ministério de Educação e Cultura (MEC), governo federal. 

2. ... O “eu profundo” ao “eu de superfície” de que falava Bergson...
Henri-Louis Bergson (1859-1941). É um dos precursores das ideias sobre o ser humano e da psicologia. O pensamento de Bergson se constrói sobre quatro bases fundamentais às noções, a saber: duração, memória, impulso (élan) vital e intuição. Brevemente, aqui; o “eu profundo” (subjetividade / “... liberdade que renova o mundo...”) tem o poder criador, quanto o “eu de superfície” (passividade / “... impõe antigas mordaças...”) se constrói a partir da educação e da vida social.  
3. Enfim, o que vale defenderpensamentos bergsonianos –, é ressaltar, que: “O importante é recriar o objeto por uma consciência que se assume inteiramente, e se torna capaz de descobrir, dentro de si próprio, a visão inaugural de cada ser, de cada coisa, ou pessoa. [...] Só nessas condições o ser humano adquire a verdadeira inteligência, que é sempre criadora, e o caráter autêntico, que é sempre a coragem de assumir-se”; “em busca de uma consciência original” – “fonte de fertilização e de mudança”; seguindo  os pensamentos de Durmeval Trigueiro Mendes, (1972 –, texto acima).

4. ... “educação artística” no sentido convencional ...
A partir da obrigatoriedade da Lei (LDB, anterior) nº 5.692/1971 coube à inclusão de “Educação Artística” nos currículos plenos dos estabelecimentos de lº e 2º graus - tal ensino era agregado à disciplina\professor(a) de Comunicação e Expressão. Pautava uma aprendizagem\ensino voltado a “Pedagogia de Espera”. Além de contar com defasagem de cursos de formação de professores (licenciaturas); não se percebia um Ensino de Arte autêntico e autônomo, junto aos educandos. Isto é, o seu poder criador interligando a transformação da realidade quanto à articulação de conhecimento ou valor cientifico. Ou quanto uma, mas desejável mudança educacional, a partir de experiência radical. No olhar de Durmeval Trigueiro Mendes, (1972): “É a realidade, mas também o modo de olhar a realidade, que a gente aprende quando abre os olhos ao mundo e começa a exercer sobre ele a aventura de nossa criatividade. [...] Nesse sentido a arte é o fazer que se confunde com o ser. O fazer da criança que desenha é o seu ser: Ele se faz fazendo. Dai a importância fundamental do fazer na educação mas o fazer que conta não é o mecânico, o repetitivo, o 'ensinado' e, sim o fazer da arte, isto é: o fazer que é criação e, antes de tudo, criação do nosso próprio ser”. (Destaco tal passagem – texto supracitado).

5. Ainda, sobre o texto em fundamentação, (“Em busca de uma consciência original”) ou, sob o efeito na legislação escolar brasileira (Lei 5.692/1971), pesquiso para destacar o seguinte dizer: “E quando DURMEVAL TRIGUEIRO fala ‘na educação que prepara cada homem para introduzir na sociedade uma consciência original, fonte de fertilização e de mudança’, temos que voltar o nosso pensamento à reforma do ensino dos 1ª e 2ª graus, promovida pelo Governo, desde agosto de 1971, onde, de certa maneira, se dá destaque especial às atividades criadoras. Devemos, sobre ela sua importância, tecer algumas considerações. [...]. Em síntese: a reforma somente se tornará efetiva pela reforma do próprio professor.
Simultaneamente com essa reforma, há que ser alterado, também, o conceito que se tem da escola. [...]. ”.(Segundo nos situa o depoimento de Augusto Rodrigues, em: O movimento das Escolinhas de Arte e suas perspectivas, jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 12, p.3, jul. 1972).

_________________________
6. No mais, sobre DURMEVAL TRIGUEIRO MENDES: IDÉIAS, PROPOSTAS E ATUAÇÃO - Fávero, Maria de Lourdes de Albuquerque.(2008) Disponível: http://www.seer.ufu.br/index.php/che/article/view/400/381


7. Sinalizo para pesquisa “BERGSON E O EU DIVIDIDO” (2014)- Disponível em http://www.dfmc.ufscar.br/uploads/publications/565c8caa1ac1c.pdf

Contextualização [Lúcio José de Azevêdo Lucena(Org.)-Lúcio Leonn]


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Memória – AUGUSTO RODRIGUES (editor): Ingrid Dormien (entrevista) – Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo, (1971)

Transcrição do Jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 3, p.12, mar. 1971, elaborada por Lúcio Leonn, 2016
LEONN, LÚCIO. Augusto Rodrigues; Valéria. (Recorte da fotografia: Desenho de Valéria, (6 anos) para texto): Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo). 1971. Periódico: Arte & Educação - Escolinha de Arte do Brasil. Ano I, n. 3, p.12, mar. 1971.  1 fot., p&b, reprodução/coloração minha. 

Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo
Ingrid  Dormien (Entrevista)
Ingrid Dormien é Professôra formada em teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, mas agora sua maior preocupação é no sentido de inovar as “aulas de teatro” das escolas primárias: “o teatro das crianças, em oposição ao teatro para crianças, é a linha básica do nosso trabalho”.
– É o teatro realizado pelas próprias crianças em sala de aula, em escolas de educação pela Arte. A partir da improvisação ou jôgo dramático, a criança coloca toda a sua compreensão do mundo.
Em princípio segundo a Professôra, não se pode pretender que as crianças ajam como atôres – recebem um texto e iniciam um processo de anulação do gesto próprio para poderem assimilar a idéia do autor. Ela não pode cumprir uma “encomenda”, pois não tem o domínio da técnica de representação, e vai aprender mais na experiência livre de dramatização do que cumprindo aquilo que o adulto pretende que ela aprenda.
– O que eu procuro conseguir das crianças é uma forma livre de expressão, ou seja, a verdadeira vida. E o trabalho em grupo é importante porque ensina o aluno a perceber e ouvir a proposta do outro, respeitar o trabalho do colega e fazer valer o seu ponto de vista. Isso vai solidificar a segurança de cada um, construindo-se na criança, o adulto apto a se integrar e conviver com um grupo.
O papel do professor nessa orientação é sobretudo o de fazer com que a criança use todos os seus meios de expressão. Ele se limita a fornecer subsídios para o jôgo dramático, e sem critério de avaliação como na área dos conhecimentos: enquanto  o professor de matemática deve exigir uma resposta exata, certo/errado, o de teatro não deve interferir na lógica do aluno.
O poeta Javier Villafañe, famoso titeriteiro argentino, afirma que o teatro para crianças não deve ser pedagógico: “Se um personagem diz que dois mais dois são quatro, deve aparecer um outro para dizer que são cinco.”. Numa experiência brasileira, as crianças faziam uma peça em que a borboleta era professora de música e ensinava erradas as notas musicais. Alertada sobre o erro, a criança saiu-se com essa: “Bom, pode ser que o professor de música ensine de outro jeito. O que eu estou fazendo é teatro e Borboleta não é obrigada a ensinar música certo”.
Ingrid Dormien afirma ainda que o teatro–educação não deve ser uma técnica auxiliar de outras disciplinas.
– Teatro, como tudo que é arte, se constituiu num fim em si mesmo.  A auto-expressão não pode servir como veículo de aprendizagem preestabelecida – uma mistura dêsses dois campos leva à frustração em todos os sentidos, podendo ser extremamente perigosa para a formação do indivíduo.
E acrescenta: “O campo da arte na educação – em vez de uma técnica auxiliar – é a imaginação, como fator de desenvolvimento da inteligência. À medida em que o aluno transforma um pedaço de madeira sujo ou um velho saco de farinha, dando-lhe mil funções  imaginativas, êle esta desenvolvendo a sua  capacidade de encontrar soluções”.
Isto porque a criança pode criar uma situação absurda e inclusive ter razões  profundas  que justifiquem  a própria criança. O professor que compreende como o crítico que procura interpretar o absurdo numa peça de Ionesco.

[Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original Jornal Arte&Educação––Escolinha de Arte do Brasil | ano de publicação: 1971],  Lúcio Leonn.

Fonte consultada:
AUGUSTO RODRIGUES (editor). Ingrid  Dormien (entrevista). Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo – Jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 3, p.12, mar. 1971. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.
_______________________________
Reconhecemos a importância, sinalizar hoje: 
Imagem: reprodução\captação e adaptada por mim (jul.- 2016), a partir do vídeo Percurso da arte e educação: Ingrid Dormien Koudela (vol. 15- realização Ação Educativa\ produção Olhar Periférico, 2013)
1. INGRID DORMIEN KOUDELA (São Paulo/SP, 1948) é diretora, escritora e pesquisadora. FORMA-SE Bacharel em Teatro pela ECA/USP, em 1972, onde fez Mestrado e Doutorado. Livre Docente pela ECA/USP; orienta atualmente teses de Mestrado e Doutorado no Departamento de Artes Cênicas.

Com bolsas de estudo da Fapesp e CNPq, desenvolveu projetos artístico-educativos com profissionais de teatro; alunos de pós-graduação; professores do ensino fundamental e médio com crianças, jovens e leigos em teatro.

Durante 27 anos, como docente do Curso de Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas, lecionou a Didática e Prática de Ensino em Artes Cênicas no Departamento de Teatro, introduzindo a disciplina Jogos Teatrais no currículo desse departamento e realizando um trabalho de construção científico e institucional pioneiro de Teatro.

Foi consultora do MEC na elaboração dos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais na área de Teatro para o Ensino Fundamental e membro da CEEARTES - Comissão de Especialistas de Arte, órgão do MEC/SESU Secretaria de Ensino Superior, onde coordenou a elaboração do documento Diretrizes Nacionais para o Ensino do Teatro (1996-1997).

Tem vários livros publicados no Brasil e no exterior, sendo introdutora do método de Viola Spolin entre nós. É tradutora e estudiosa de Bertold Brecht, com ênfase no seu projeto com a Peça Didática.

Atualmente vem expandindo seu trabalho de ensino e pesquisa através de projetos ligados à Secretaria Municipal de Educação (SP) e da FEUSP Faculdade de Educação, dando continuidade à formação de professores de Arte, realizando consultoria e pesquisa na área de Teatro.

É coordenadora do Grupo de Trabalho em Pedagogia do Teatro e Teatro na Educação da ABRACE (Associação Brasileira de Artes Cênicas), através do qual vem promovendo o encontro e a troca de experiências de especialistas na área. (Vide mais, em: http://teatropedia.com/wiki/Ingrid_Dormien_Koudela);

MESTRADO em Curso de Pós-Graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (1982) e doutorado em Curso de Pós-Graduação em Artes pela Universidade de São Paulo (1988). Professora Associada, aposentada, pela USP. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Teatro, atuando principalmente com os seguintes temas: pedagogia do teatro, metodologia de ensino/aprendizagem, artes cênicas, teatro e arte-educação. (Fragmento de texto informado pela autora: Lattes, 2016); 

NO ano de 2005, recebeu o 47º - Prêmio Jabuti, pela Câmera Brasileira do Livro; 

AINDA, Koudela foi aluna da Primeira turma do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1968. E, depois, professora de Arte-Dramática, na mesma Instituição formadora;

IGUALMENTE, foi professora de arte-dramática (Educação Artística, enquadrando-se como profissional do magisterio, a partir da Lei (LDB anterior), - nº 5.692/71) em Escola Pública;
Imagem: reprodução\captação minha, via vídeo (jul.- 2016).
ESTUDOU com Fanny Abramovich (Escritora de literatura infantil e juvenil, pedagoga e atriz.), Joana Lopes\Unicamp,(precursora do teatro-educação: “Pega Teatro” (1982) \ “O Teatro Antropomágico”), Olga Reverbel - Atividades Globais de Expressão” do educando em jogos dramáticos e teatrais -(1917-2008) e Ilo Krugli (artista\fundador do Teatro Ventoforte). Parte transcrição minha (2016); extraída a partir do vídeo: Percurso da arte e educação: Ingrid Dormien Koudela (Vol. 15- Realização Ação Educativa\Uma produção Olhar Periférico, 2013).

2. O teatro–educação, em compreensão minha, (vídeo, 2016): “é denominado, Pedagogia do Teatro, que ainda, revolucionam os conceitos sobre o teatro tradicional (escola básica/espetáculos/espaços (cena/debates/abordagens)/pesquisas acadêmicas /etc.). A Pedagogia do Teatro é um termo abrangente – interface entre o teatro\educação (teatro aplicado\teatro-educação\teatro na escola\ensino de teatro...)”. Pois, permaneço com olhar meu ampliado e alterado sobre a Pedagogia do Teatro, a partir do vídeo apreciado: Percurso da arte e educação–Ingrid Dormien Koudela (Vol. 15- realização Ação Educativa\produção Olhar Periférico, 2013): divulgação, 2014.

3.  Assista o Vídeo (disponivel, abaixo) Percursos da Arte na Educação - Ingrid Dormien Koudela
Acesso jul. (2016).

4. Sobre a fundamentação\importãncia de o Texto mencionar:  Javier Villafañe.  
Ele foi poeta e titeriteiro – nasceu no dia 24 de junho de 1909, em Buenos Aires. E, faleceu em sua cidade natal, dia 01 de abril de 1996. 
5. Nota interessante, minha: 
Augusto Rodrigues considera Villafañe, Um daqueles artistas de grande influência às suas ideias precursoras, enquanto educador\artista. Ações em arte e educação de Javier Villafañe foram de suma importância,  às atividades desenvolvidas na Escolinha de Arte do Brasil (RJ), conjuntamente. Na companhia dele, antes, da fundação da Escolinha (1948); Augusto Rodrigues, também, realizou atividades de Teatro de Bonecos, em Recife. Lá, “Augusto ouviu uma diretora de escola perguntar a [Javier] Villafañe se o teatro que ele fazia era pedagógico. Villafañe respondeu que não. ‘Quando um personagem meu diz que dois e dois são quatro, eu ponho logo um outro para dizer que são cinco’.”. (Trecho dessa passagem homônima de texto supracitado, no livro Escolinha de Arte do Brasil. Brasília: MEC/INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), 1980, p.17);

6. No mais, confirma-se, que: Javier Villafañe traz influência direta de seu teatro ao Brasil, por meio de “novas ideias sobre a comunicação entre o adulto e a criança”, (segundo afirma o depoimento de Augusto Rodrigues, em: O movimento das Escolinhas de Arte e suas perspectivas, jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 12, p.3, jul. 1972.).

7. Vide o vídeo:
Poetas latinoamericanos: Javier Villafañe. Canción de los tres hermanos - Canal Encuentro. Disponível em:   
Acesso jul. (2016).

8. Blog dedicado a “Javier Villafañe  y su vida” Disponível em: http://javiervillafa.blogspot.com.br/
_______________
9. ... interpretar o absurdo numa peça de Ionesco. Vejamos!  
Eugène Ionesco – foi dramaturgo e escritor romeno– nasceu em 26 de novembro de 1909 [ou, 1912]. E faleceu em Paris, no dia 28 de Março de 1994. Considerado como o pai do teatro do absurdo, (junto com o irlandês Samuel Beckett (1906-1989).).  “A Cantora Careca”; “A lição”; “As Cadeiras”, dentre outras peças; Ionesco procura contextualizar para potencializar o absurdo da condição e/ou condução da vida humana.

10. Por fim, (anterior, à data do texto  1972) logo pesquisei para informar aqui, que: “com a colaboração da EAB [Escolinha de Arte do Brasil-RJ] duas peças de Eugène Ionesco foram apresentadas: 'A Cantora Careca' (La Cantatrice Chauve) em 1957, com Luís de Lima e Glauce Rocha à frente do elenco, no Teatro de Bolso e, posteriormente, Teatro Mesbla. Em 1960, foi a vez de 'As Cadeiras' (Les Chaises) no Teatro de Copacabana, contando com a participação de Augusto Rodrigues no papel de orador, com elenco encabeçado por Lima e Camila Amado. Luís de Lima, diretor e ator de teatro foi professor de mimica da Escolinha e muito amigo de Augusto”. (Texto do livro 60 anos de Arte-Educação, através da Escolinha de Arte do Brasil. Org: Jader de Medeiros Britto. Rio de Janeiro: Ed. do Livro, 2008, p.214).

[Contextualização por [Lúcio José de Azevêdo Lucena(Org.)-Lúcio Leonn]