Texto de Sam McBratney "Adivinha Quanto Eu Te Amo" (Copyright Martins Fontes Editora Ltda: São Paulo, 2004)
A
peça: “MÃE ADIVINHA–QUANTO EU TE AMO?” foi apresentada durante a Festa do Dia
das Mães, na Emeif José Ayrton Teixeira, - (adaptação textual e direção\concepção pelo artista-educador Lúcio Leonn e no Elenco, seus alunos de ARTE da 6ª série), em 2004. - Imagem acervo pessoal.
MÃE
ADIVINHA–QUANTO EU TE AMO?
-(Adaptação Textual|Concepção Lúcio Leonn)-
Personagens:
Atriz ou ATOR-NARRADOR...
MÃE ou Pai...
FILHO ou Filha...
(A
peça poderá ser encenada e/ou adaptada ao gênero sexual ou também, à
fala de personagens -- grupo de pessoas vivendo sob o mesmo teto (o pai, a mãe,
o filho, a filha, o avô, a avó, o neto ou neta etc.). Igualmente, a inclusão de nomes pessoais).
ATOR-NARRADOR
-NA CASA DE ÂNGELO ERA NOITE. HORA DE
DORMIR... NO QUARTO, DEPOIS DE ORAR; ÂNGELO SE AGARROU FIRME AO VESTIDO DE SUA
MÃE. ELE QUERIA TER A CERTEZA DE QUE A MÃE ESTAVA A OUVIR...
FILHO
-MÃE
ADIVINHA– QUANTO EU TE AMO??
MÃE
-AH... , EU ACHO
QUE NÃO CONSIGO ADIVINHAR... (Pensativa)
FILHO
-
TUDO ISTO. (Esticando, os braços o mais
que pôde)
MÃE
-
EU TE AMO TUDO ISSO. (Esticando também,
os braços, mais ainda)
FILHO
-
EITA!!! ISSO É UM BOCADO... ENTÃO, EU TE AMO TODA A MINHA ALTURA.
MÃE
-
EU, QUE TE AMO TODA A MINHA ALTURA. (Fica
de pé)
FILHO
-
PÔXA, ISSO É BEM ALTO... EU QUERIA TER OS BRAÇOS COMPRIDOS ASSIM. (Pensou o filho)
ATOR-NARRADOR -ENTÃO, ÂNGELO TEVE UMA BOA IDEIA; COM MUITO CUIDADO, CARINHO E AJUDA DE
SUA MÃE, SEM NOTAR; ELE SE VIROU DE PONTA-CABEÇA APOIANDO OS PÉS NA PAREDE DO QUARTO.
FILHO
-EU TE AMO ATÉ AS
PONTAS DOS DEDOS DOS MEUS PÉS, JUNTO COM ALTURA DA PAREDE.
MÃE
-
E EU TE AMOATÉ
AS PONTAS DOS DEDOS DOS TEUS PÉS, QUANDO TE BALANÇO E TE SUSPENDO NO AR.
FILHO
- EU TE AMO A ALTURA DO MEU PULO. (Rindo e saltando)
MÃE
-
E EU TE AMO MAIOR QUE MINHA ALTURA E O PULO JUNTO. TÃO GRANDE É O AMOR QUE TE
SINTO. (Saltando, também)
FILHO
-ISSO É QUE
SALTAR. COMO EU GOSTARIA DE PULAR ASSIM... MÃE, EU TE AMO TODA A ESTRADINHA EM
FRENTE A NOSSA CASA ATÉ O RIO.
MÃE
- EU TE AMO ATÉ DEPOIS DO RIO, ATÉ
O MAR...
FILHO
-É UMA BELA DISTÂNCIA...
QUE SONO...
ATOR-NARRADOR
-O FILHO ESTAVA
SONOLENTO DEMAIS PARA CONTINUAR PENSANDO.
ENTÃO OLHOU PARA ALÉM DA JANELA DO QUARTO, PARA A IMENSA ESCURIDÃO DA
NOITE. NADA PODIA SER MAIOR QUE O CÉU.
FILHO - EU TE AMO ATÉ A LUA!! QUE SONO... (Fechando os olhos)
MÃE - PÔXA, ISSO É LONGE. LONGE MESMO!
ATOR-NARRADOR
-
A MÃE DEITOU O FILHO NA CAMA E ENTÃO SE
INCLINOU PARA DAR-LHE UM BEIJO DE BOA NOITE. DEPOIS, DEITOU-SE AO LADO DO FILHO E SUSSURROU
SORRINDO.
MÃE - EU TE AMO ATÉ A LUA... IDA E VOLTA!! (Ângelo adormeceu,
finalmente)
ATOR-NARRADOR -A
MÃE LEVANTOU-SE E DESLIGOU A LUZ DO QUARTO. FOI DORMIR.
(Fim)
-(Adaptação textual e concepção por Lúcio Leonn)-
Texto a partir do original "Adivinha Quanto Eu Te Amo" de Sam
McBratney
(Copyright
Martins Fontes Editora Ltda: São Paulo, 2004)
Originalmente, Adivinha Quanto Eu Te Amo é um livro
infantil escrito por Sam McBratney e ilustração de Anita Jeram, foi publicado em 1994 no Reino Unido, e em 1996 no Brasil.
A história narra como um coelhinho se esforça para mostrar o tamanho do amor que ele tem pelo
pai. O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil
medir o amor. O livro é uma
excelente oportunidade para iniciar uma conversa sobre o Amor, um sentimento
que existe entre pais e filhos e que não importa de onde venha ou para onde vá. Vídeo, abaixo:
Leitura do livro - Advinha quanto Eu te amo - (Publicado
em 24 de maio de 2013, por Fabrício Masaharu)
LEONN,
LÚCIO. Augusto Rodrigues; Frederico Mendes/Recorte da foto: Crianças de mãos dadas
cantam e dançam de roda - Texto: Durmeval Trigueiro Mendes. 1972. Periódico:
Arte & Educação - Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 9, p.10, jan. 1972. 1 fot., p&b, reprodução/coloração minha.
A arte é a expressão mais forte de
originalidade de cada cultura. Seu apoio e inspiração na arte, a técnica, que é
a força dominante em nossa época, poderá apagar as diferenças culturais,
promovendo um nivelamento que em vez de ajudar, pode prejudicá-la, sobrepondo
aos valores específicos do homem os interesses da Máquina do Lucro, do Poder e
da Dominação, lançando grupos, classes e nações, uns contra os outros. O
segredo da Arte, como fonte de cultura, é que ela diversifica unindo; cada uma
de suas manifestações corresponde a uma faceta do homem, e todas elas reunidas
formam a imagem do homem todo. Daí porque as artes se chamam entre si, o porque
cada cultura se interessa pelas outras culturas. Dai porque o mundo da Arte é o
mundo da Simpatia humana no sentido mais forte da Fraternidade.
As muitas Escolinhas de Arte espalhadas
pelo Brasil formam as muitas imagens do mesmo País, assim como outras escolas
semelhantes, distribuídas pelo mundo, representando a imagem multiplicada do
homem, em todas as partes da terra.
O corpo e a alma da cultura estão
ligados, antes de mais nada, às sensibilidades mais primeiras, aquelas com que
a criança recebe em seu pequeno universo as primeiras impressões e
experiências. E são essas sensibilidades que dão, ao mesmo tempo, o impulso e o
molde a todos as suas elaborações posteriores, inclusive no plano científico. A
ciência é o reino da Objetividade. Mas o Objetivo é o menos objetivo do que
parece. É a realidade, mas também o modo de olhar a realidade, que a gente
aprende quando abre os olhos ao mundo e começa a exercer sobre ele a aventura
de nossa criatividade. Felizes os que, nesse momento, podem objetivar as suas
visões, através da arte. Dos que, nesse instante, estão munidos de lápis ou
pincel para passear, livremente sobre o papel, as suas “divagações”. Nesse
sentido a arte é o fazer que se confunde com o ser. O fazer da criança que
desenha é o seu ser: Ele se faz fazendo. Dai a importância fundamental do fazer
na educação mas o fazer que conta não é o mecânico, o repetitivo, o “ensinado”
e, sim o fazer da arte, isto é: o fazer que é criação e, antes de tudo, criação
do nosso próprio ser.
Daí, também, porque a arte nesse sentido
não é o fazer à parte de todos os nossos fazeres, como alguma coisa de
artificial, de reservado a iniciados e predestinados; mas é o fazer de todos os nossos fazeres,
desde que obedeçam ao sopro livre da criação. O importante é recriar o objeto
por uma consciência que se assume inteiramente, e se torna capaz de descobrir,
dentro de si próprio, a visão inaugural de cada ser, de cada coisa, ou pessoa.
Uma consciência que se liberta do nivelamento e da opacidade dos adultos.
Trata-se de opor a criação à convenção, a liberdade que renova o mundo ao freio
que lhe impõe antigas mordaças, o “eu profundo” ao “eu de superfície” de que
falava Bergson. Só nessas condições o ser humano adquire a verdadeira
inteligência, que é sempre criadora, e o caráter autêntico, que é sempre a
coragem de assumir-se.
Por isso, a arte na educação não
significa “educação artística” no sentido convencional, mas significa a
educação em si mesma. Fazer-se fazendo. Se é verdade que com a experiência não
há nenhuma educação ou aprendizagem, também é verdade que sem essa experiência
radical não é possível a educação que prepara cada homem para introduzir na
sociedade uma consciência original, fonte de fertilização e de mudança.
Fonte
consultada:
AUGUSTO
RODRIGUES (editor); DURMEVAL TRIGUEIRO
MENDES: Em busca de uma consciência original – Jornal ARTE & EDUCAÇÃO,
Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 9, p.10, jan. 1972.
Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena – Lúcio Leonn.
__________________________
1. Durmeval
Bartolomeu Trigueiro Mendes - filósofo e educador - nasceu no dia
9 de fevereiro de 1927, em Cuiabá, Mato Grosso. Faleceu no Rio de Janeiro, dia
9 de dezembro de 1987. Cursou Filosofia no Seminário Arquidiocesano de João
Pessoa. Ainda, cursou Letras Clássicas na Universidade Católica de Pernambuco (1950).
E, foi Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (1951). Ocupou
na UFPB cargos, como: Professor Titular de Sociologia da Educação, na Faculdade
de Filosofia da Paraíba, a partir de 1952. E, foi o Primeiro Reitor – (12/1955
a 12/1956). Em 1958, transfere-se para o Rio de Janeiro, atendendo a chamado de
Anísio Teixeira (1900-1971), Diretor do INEP, para exercer o cargo de
Supervisor da Campanha de Educação Complementar, do Ministério de Educação e
Cultura (MEC), governo federal.
2. ... O “eu
profundo” ao “eu de superfície” de que falava Bergson...
Henri-Louis
Bergson (1859-1941). É um dos precursores das ideias sobre o ser humano e da
psicologia. O pensamento de Bergson se constrói sobre quatro bases fundamentais
às noções, a saber: duração, memória, impulso (élan) vital e intuição. Brevemente, aqui;
o “eu profundo” (subjetividade / “... liberdade
que renova o mundo...”) tem o poder criador, quanto o “eu de superfície” (passividade
/ “... impõe antigas mordaças...”) se
constrói a partir da educação e da vida social.
3. Enfim, o que vale defender: “pensamentos bergsonianos” –, é ressaltar, que: “O importante é recriar o objeto por uma consciência que se assume
inteiramente, e se torna capaz de descobrir, dentro de si próprio, a visão
inaugural de cada ser, de cada coisa, ou pessoa. [...] Só nessas condições o
ser humano adquire a verdadeira inteligência, que é sempre criadora, e o caráter
autêntico, que é sempre a coragem de assumir-se”; “em busca de uma consciência
original”– “fonte de fertilização e de mudança”; seguindo os pensamentos de Durmeval Trigueiro Mendes, (1972 –, texto acima).
4. ... “educação
artística” no sentido convencional ...
A
partir da obrigatoriedade da Lei (LDB, anterior) nº 5.692/1971 coube à inclusão de “Educação Artística” nos currículos plenos
dos estabelecimentos de lº e 2º graus - tal ensino era agregado à disciplina\professor(a)
de Comunicação e Expressão. Pautava uma aprendizagem\ensino voltado a “Pedagogia
de Espera”. Além de contar com defasagem de cursos de formação de professores (licenciaturas);
não se percebia um Ensino de Arte autêntico e autônomo, junto aos educandos. Isto
é, o seu poder criador interligando a transformação da realidade quanto à articulação
de conhecimento ou valor cientifico. Ou quanto uma, mas desejável mudança educacional, a partir
de experiência radical. No olhar de Durmeval Trigueiro Mendes, (1972):“É a realidade, mas também o modo de olhar a
realidade, que a gente aprende quando abre os olhos ao mundo e começa a exercer
sobre ele a aventura de nossa criatividade. [...] Nesse sentido a arte é o
fazer que se confunde com o ser.O fazer da
criança que desenha é o seu ser: Ele se faz fazendo. Dai a importância
fundamental do fazer na educação mas o fazer que conta não é o mecânico, o
repetitivo, o 'ensinado' e, sim o fazer da arte, isto é: o fazer que é criação
e, antes de tudo, criação do nosso próprio ser”. (Destaco tal passagem – texto supracitado). 5. Ainda,
sobre o texto em fundamentação, (“Em
busca de uma consciência original”) ou, sob o efeito na legislação
escolar brasileira (Lei 5.692/1971), pesquiso
para destacar o seguinte dizer: “E quando
DURMEVAL TRIGUEIRO fala ‘na educação que prepara cada homem para introduzir
na sociedade uma consciência original, fonte de fertilização e de mudança’, temos
que voltar o nosso pensamento à reforma do ensino dos 1ª e 2ª graus, promovida
pelo Governo, desde agosto de 1971, onde, de certa maneira, se dá destaque
especial às atividades criadoras. Devemos, sobre ela sua importância, tecer
algumas considerações. [...]. Em síntese: a reforma somente se tornará efetiva pela
reforma do próprio professor. Simultaneamente com
essa reforma, há que ser alterado, também, o conceito que se tem da escola. [...].
”.(Segundo
nos situa o depoimento de Augusto Rodrigues, em: O movimento das Escolinhas de
Arte e suas perspectivas, jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha
de Arte do Brasil, ano I, n. 12, p.3, jul. 1972).
Transcrição do Jornal ARTE & EDUCAÇÃO,
Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 3, p.12, mar. 1971, elaborada
por Lúcio Leonn, 2016
LEONN,
LÚCIO. Augusto Rodrigues; Valéria. (Recorte da fotografia: Desenho de Valéria,
(6 anos) para texto): Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo). 1971.
Periódico: Arte & Educação - Escolinha de Arte do Brasil. Ano I, n. 3,
p.12, mar. 1971. 1 fot., p&b,
reprodução/coloração minha.
Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo
Ingrid Dormien (Entrevista)
Ingrid Dormien é
Professôra formada em teatro pela Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo, mas agora sua maior preocupação é no sentido de inovar
as “aulas de teatro” das escolas primárias: “o teatro das crianças, em oposição
ao teatro para crianças, é a linha básica do nosso trabalho”.
– É o teatro realizado
pelas próprias crianças em sala de aula, em escolas de educação pela Arte. A partir
da improvisação ou jôgo dramático, a criança coloca toda a sua compreensão do
mundo.
Em princípio segundo
a Professôra, não se pode pretender que as crianças ajam como atôres – recebem
um texto e iniciam um processo de anulação do gesto próprio para poderem
assimilar a idéia do autor. Ela não pode cumprir uma “encomenda”, pois não tem
o domínio da técnica de representação, e vai aprender mais na experiência livre
de dramatização do que cumprindo aquilo que o adulto pretende que ela aprenda.
– O que eu
procuro conseguir das crianças é uma forma livre de expressão, ou seja, a
verdadeira vida. E o trabalho em grupo é importante porque ensina o aluno a
perceber e ouvir a proposta do outro, respeitar o trabalho do colega e fazer
valer o seu ponto de vista. Isso vai solidificar a segurança de cada um,
construindo-se na criança, o adulto apto a se integrar e conviver com um grupo.
O papel do
professor nessa orientação é sobretudo o de fazer com que a criança use todos
os seus meios de expressão. Ele se limita a fornecer subsídios para o jôgo dramático,
e sem critério de avaliação como na área dos conhecimentos: enquanto o professor de matemática deve exigir uma
resposta exata, certo/errado, o de teatro não deve interferir na lógica do
aluno.
O poeta Javier
Villafañe, famoso titeriteiro argentino, afirma que o teatro para crianças não
deve ser pedagógico: “Se um personagem diz que dois mais dois são quatro, deve
aparecer um outro para dizer que são cinco.”. Numa experiência brasileira, as
crianças faziam uma peça em que a borboleta era professora de música e ensinava
erradas as notas musicais. Alertada sobre o erro, a criança saiu-se com essa: “Bom,
pode ser que o professor de música ensine de outro jeito. O que eu estou fazendo
é teatro e Borboleta não é obrigada a ensinar música certo”.
Ingrid Dormien
afirma ainda que o teatro–educação não deve ser uma técnica auxiliar de outras
disciplinas.
– Teatro, como tudo
que é arte, se constituiu num fim em si mesmo.
A auto-expressão não pode servir como veículo de aprendizagem
preestabelecida – uma mistura dêsses dois campos leva à frustração em todos os
sentidos, podendo ser extremamente perigosa para a formação do indivíduo.
E acrescenta: “O
campo da arte na educação – em vez de uma técnica auxiliar – é a imaginação, como
fator de desenvolvimento da inteligência. À medida em que o aluno transforma um
pedaço de madeira sujo ou um velho saco de farinha, dando-lhe mil funções imaginativas, êle esta desenvolvendo a sua capacidade de encontrar soluções”.
Isto porque a
criança pode criar uma situação absurda e inclusive ter razões profundas que justifiquem a própria criança. O professor que compreende
como o crítico que procura interpretar o absurdo numa peça de Ionesco.
[Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original Jornal Arte&Educação––Escolinha de Arte do Brasil | ano de publicação: 1971], Lúcio Leonn.
Fonte
consultada:
AUGUSTO
RODRIGUES (editor). Ingrid Dormien (entrevista). Borboleta Não é Obrigada a Ensinar Música Certo – Jornal ARTE &
EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte do Brasil, ano I, n. 3, p.12, mar.
1971. Acervo pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn. _______________________________
Reconhecemos a importância,
sinalizar hoje:
Imagem:
reprodução\captação e adaptada por mim (jul.- 2016), a partir do vídeo Percurso da arte e educação: Ingrid Dormien
Koudela (vol. 15- realização Ação Educativa\ produção Olhar Periférico,
2013)
1. INGRID
DORMIEN KOUDELA
(São Paulo/SP, 1948) é diretora, escritora e pesquisadora. FORMA-SE Bacharel em
Teatro pela ECA/USP, em 1972, onde fez Mestrado e Doutorado. Livre Docente pela
ECA/USP; orienta atualmente teses de Mestrado e Doutorado no Departamento de
Artes Cênicas.
Com bolsas de
estudo da Fapesp e CNPq, desenvolveu projetos artístico-educativos com
profissionais de teatro; alunos de pós-graduação; professores do ensino
fundamental e médio com crianças, jovens e leigos em teatro.
Durante 27 anos,
como docente do Curso de Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em
Artes Cênicas, lecionou a Didática e Prática de Ensino em Artes Cênicas no
Departamento de Teatro, introduzindo a disciplina Jogos Teatrais no currículo
desse departamento e realizando um trabalho de construção científico e
institucional pioneiro de Teatro.
Foi consultora
do MEC na elaboração dos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais na área de
Teatro para o Ensino Fundamental e membro da CEEARTES - Comissão de
Especialistas de Arte, órgão do MEC/SESU Secretaria de Ensino Superior, onde
coordenou a elaboração do documento Diretrizes Nacionais para o Ensino do
Teatro (1996-1997).
Tem vários
livros publicados no Brasil e no exterior, sendo introdutora do método de Viola
Spolin entre nós. É tradutora e estudiosa de Bertold Brecht, com ênfase no seu
projeto com a Peça Didática.
Atualmente vem
expandindo seu trabalho de ensino e pesquisa através de projetos ligados à
Secretaria Municipal de Educação (SP) e da FEUSP Faculdade de Educação, dando
continuidade à formação de professores de Arte, realizando consultoria e
pesquisa na área de Teatro.
É coordenadora
do Grupo de Trabalho em Pedagogia do Teatro e Teatro na Educação da ABRACE
(Associação Brasileira de Artes Cênicas), através do qual vem promovendo o
encontro e a troca de experiências de especialistas na área. (Vide mais, em: http://teatropedia.com/wiki/Ingrid_Dormien_Koudela);
MESTRADO em
Curso de Pós-Graduação em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (1982) e
doutorado em Curso de Pós-Graduação em Artes pela Universidade de São Paulo (1988).
Professora Associada, aposentada, pela USP. Tem experiência na área de Artes,
com ênfase em Teatro, atuando principalmente com os seguintes temas: pedagogia
do teatro, metodologia de ensino/aprendizagem, artes cênicas, teatro e
arte-educação. (Fragmento de texto informado pela autora: Lattes, 2016); NO ano de 2005,
recebeu o 47º - Prêmio Jabuti, pela Câmera Brasileira do Livro; AINDA, Koudela foi aluna
da Primeira turma do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e
Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1968. E, depois, professora de
Arte-Dramática, na mesma Instituição formadora; IGUALMENTE, foi professora de
arte-dramática (Educação Artística, enquadrando-se como profissional do magisterio, a partir da Lei (LDB anterior), - nº 5.692/71) em Escola Pública;
Imagem: reprodução\captação minha, via vídeo (jul.- 2016).
ESTUDOU com Fanny
Abramovich (Escritora de literatura infantil e juvenil, pedagoga e atriz.),
Joana Lopes\Unicamp,(precursora do teatro-educação: “Pega Teatro” (1982) \ “O Teatro
Antropomágico”), Olga
Reverbel - Atividades Globais de Expressão” do educando em jogos dramáticos e
teatrais -(1917-2008) e Ilo Krugli (artista\fundador do Teatro
Ventoforte). Parte transcrição minha (2016); extraída a partir do vídeo:Percurso da arte e educação: Ingrid Dormien Koudela (Vol.
15- Realização Ação Educativa\Uma produção Olhar Periférico, 2013).
2. O teatro–educação, em compreensão minha, (vídeo, 2016): “é denominado, Pedagogia do
Teatro, que ainda, revolucionam os conceitos sobre o teatro tradicional (escola
básica/espetáculos/espaços (cena/debates/abordagens)/pesquisas acadêmicas /etc.).
A Pedagogia do Teatro é um termo abrangente – interface entre o teatro\educação
(teatro aplicado\teatro-educação\teatro na escola\ensino de teatro...)”. Pois, permaneço com olhar meu ampliado e alterado sobre a Pedagogia do Teatro, a partir
do vídeo apreciado: Percurso da arte e educação–Ingrid Dormien Koudela (Vol. 15- realização
Ação Educativa\produção Olhar Periférico, 2013): divulgação, 2014. 3.Assista o Vídeo (disponivel, abaixo) “Percursos da Arte na Educação - Ingrid Dormien Koudela”
Acesso jul. (2016).
4. Sobre
a fundamentação\importãncia de o Texto mencionar: Javier
Villafañe.
Ele foi poeta e
titeriteiro – nasceu no dia 24 de junho de 1909, em Buenos Aires. E, faleceu em
sua cidade natal, dia 01 de abril de 1996.
5. Nota interessante, minha:
Augusto
Rodrigues considera Villafañe, Um daqueles artistas de grande influência às suas
ideias precursoras, enquanto educador\artista. Ações em arte e educação de
Javier Villafañe foram de suma importância, às atividades
desenvolvidas na Escolinha de Arte do Brasil (RJ), conjuntamente. Na companhia dele, antes, da
fundação da Escolinha (1948); Augusto Rodrigues, também, realizou atividades de
Teatro de Bonecos, em Recife. Lá, “Augusto ouviu uma diretora de escola
perguntar a [Javier] Villafañe se o teatro que ele fazia era pedagógico.
Villafañe respondeu que não. ‘Quando um
personagem meu diz que dois e dois são quatro, eu ponho logo um outro para
dizer que são cinco’.”. (Trecho dessa passagem homônima de texto supracitado, no livro Escolinha de Arte do Brasil. Brasília:
MEC/INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), 1980, p.17); 6. No mais,
confirma-se, que: Javier Villafañe
traz influência direta de seu teatro ao Brasil, por meio de “novas ideias sobre a comunicação entre o
adulto e a criança”, (segundo afirma o depoimento de Augusto Rodrigues, em: O movimento das Escolinhas de Arte e suas
perspectivas, jornal ARTE & EDUCAÇÃO, Rio de Janeiro: Escolinha de
Arte do Brasil, ano I, n. 12, p.3, jul. 1972.).
7. Vide
o vídeo:
Poetas
latinoamericanos: Javier Villafañe. Canción de los tres hermanos - Canal
Encuentro. Disponível em:
9. “... interpretar o absurdo numa peça de Ionesco”. Vejamos! Eugène Ionesco – foi dramaturgo e escritor
romeno– nasceu em 26 de novembro de 1909 [ou, 1912]. E faleceu emParis, no dia 28 de
Março de 1994. Considerado como o pai do teatro do absurdo, (junto com o
irlandês Samuel Beckett (1906-1989).). “A
Cantora Careca”; “A lição”; “As Cadeiras”, dentre outras peças;Ionesco procura
contextualizar para potencializar o absurdo da condição e/ou condução da vida humana. 10. Por fim, (anterior, à data do texto – 1972) logo pesquisei para informar aqui, que: “com a colaboração da EAB [Escolinha de Arte do Brasil-RJ]
duas peças de Eugène Ionesco foram apresentadas: 'A Cantora Careca' (La
Cantatrice Chauve) em 1957, com Luís de Lima e Glauce Rocha à frente do elenco,
no Teatro de Bolso e, posteriormente, Teatro Mesbla. Em 1960, foi a vez de 'As
Cadeiras' (Les Chaises) no Teatro de Copacabana, contando com a participação de
Augusto Rodrigues no papel de orador, com elenco encabeçado por Lima e Camila
Amado. Luís de Lima, diretor e ator de teatro foi professor de mimica da
Escolinha e muito amigo de Augusto”. (Texto do livro 60 anos de Arte-Educação,
através da Escolinha de Arte do Brasil.Org: Jader de Medeiros Britto. Rio de
Janeiro: Ed. do Livro, 2008, p.214).
[Contextualização por [Lúcio José de Azevêdo Lucena(Org.)-Lúcio Leonn]
“Eu estava
acostumada a pensar em Nijinsky como se fora uma figura da eternidade, e uma
figura de eternidade não pode morrer! Eu conheço várias meninas que choraram ao
sabe-lo e sem nunca tê-lo visto e eu não estava longe. [...] Li muita coisa
sobre Nijinsky mas quase tudo falava dele durante a sua loucura. Pois eu vou
parar justamente neste ponto, porque afinal é como se ele tivesse morrido. [..] Nijinsky foi o melhor bailarino do mundo. Era como um pássaro, mais leve do que
o próprio ‘espectro da rosa’. A sua mímica era fantástica e ele tinha um grande
desprezo por tudo que era artifício” (Apud Iréne Landau (In: A Morte de
Nijinsky, 1950): segundo Lúcio Leonn, 2016).
“
(Imagem para
ilustração do texto de Iréne Landau -Vatslav
Fomitch Nijinski, em “L’après midi d’un faune” / reprodução): Disponível em: http://artsalive.ca/en/dan/meet/bios/artistDetail.asp?artistID=52)
A Morte de Nijinsky por Iréne Landau
Transcrição elaborada a partir do Jornal O
Grilo –– Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, por
Lúcio Leonn (2016)
Numa segunda feira à noite quando eu
estava na minha aula de ballet recebi a notícia:
“Nijinsky morreu”.
Não era possível! Nijinsky, o maior
bailarino do mundo, não podia morrer! Não! Aquilo era mentira!
Eu estava acostumada a pensar em
Nijinsky como se fora uma figura da eternidade, e uma figura de eternidade não
pode morrer! Eu conheço várias meninas que choraram ao sabê-lo e sem nunca
tê-lo visto e eu não estava longe.
O mais triste porém foi a vida dêle:
Quando o pequeno Vaslaw completou 10
anos sua mãe, antiga bailarina, colocou-o na grande escola de bailado do teatro
Marynski.
Vaslaw era polonês.
Ele
era uma criança como as outras e muito levado. Tendo sido abandonada pelo
marido, a mãe dele estava na miséria...
Depois de cursar 7 anos no teatro Marynski.Ele entrou na companhia
de Diaguilef onde se tornou o primeiro
bailarino e viajou muito.
Diaguilef brigou com Nijinsky quando êste casou com
Romola.
Sim!Diaguilef, o seu melhor amigo!
Depois veio a guerra que muito os afetou.
Eles tiveram uma filha Kyra que hoje é
uma bailarina pouco famosa na América do Norte.
Com a guerra, o rompimento comDiaguilef e
várias outras razões, Nijinsky perdeu a razão.
Li muita coisa sôbreNijinsky mas
quase tudo falava dêle durante a sua loucura. Pois eu vou parar justamente
nêste ponto, porque afinal é como se êle tivesse morrido.
Nijinsky foi o melhor bailarino do
mundo.
Era como um pássaro, mais leve do que o
próprio “espectro da rosa”. A sua mímica era fantástica e êle tinha um grande
desprêzo por tudo que era artifício. Até a sua mão guardava a pose natural, sem
levantar ou abaixar um dedo. Tinha uma técnica que ninguém conseguiu igualar.
Tinha pernas horríveis, o que não o impediu sua carreira.
Nijinsky também criou vários bailados,
bailados êstes que revolucionaram o publico snob na apresentação de “L’après midi
d’un faune”. Uns atiravam-lhes tomates e ovos podres e outros flores. Porque “L’après
midi d’un faune” e “Jeux” eram de uma técnica completamente diferente. Os
bailarinos não deveriam fazer caso das cinco posições e até foi dificílimo
acostumá-los a dançarem sem aqueles padrões de movimentos.
Estabeleceu-se uma grande luta contra “L’après
midi d’un faune”. Nijinsky tinha entre seus defensores Rodin e muitos outros
artistas.
Enfim, triunfou.
Toda a vida de Nijinsky foi um triunfo.
As pessoas que o viam batiam-se para arrancar-lhe um pedaço de roupa.
Pena eu não ter nascido há alguns anos
atrás para ter visto com meus próprios olhos a dança de Nijinsky.
(Apud Iréne Landau)
[Faço questão de manter o vocabulário e a gramática característica da escrita original jornalO Grilo––Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves|Década de publicação: 1950], Lúcio Leonn.
Fonte
consultada:
RODRIGUES,
AUGUSTO. Iréne Landau: A Morte de Nijinsky
– Jornal O Grilo, Rio de Janeiro:
Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, Ano I, n.3, p.2, abr.-mai. 1950. Acervo
pessoal (periódico) Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.
Notas de
contextualização (à parte) minhas:
1.Nijinski
nasceu em Kiev, no dia 12 de Março de 1890;
2.O
Teatro Mariinski foi inaugurado em 1860 - está localizado na cidade russa de
São Petersburgo;
3.Sergei
Diaghilev (nasceu em 1872 e faleceu em 1929): foi agente e diretor artístico,
idealizador dos Ballets Russes (1909-1929) - Uma companhia de grandes
bailarinos famosos;
4.Nijinski
e Diaghilev nutriram ambos, igualmente, os comportamentos de seu tempo: vidas entrelaçadas
entre a Arte (dança), o amor e os tormentos a dois;
5.Pois,
Nijinski se apaixonou pela também bailarina da mesma companhia, Romola de
Pulszkie quando se casaram em Buenos Aires, durante a turnê (ano de 1913). E,
Sergei Diaghilev o despediu da companhia. Atos de ciúmes, entre um e outro. Embora,
Nijinski retorna à companhia por Diaghilev, depois;
6.“O Espectro da
Rosa”
(Balé de um Ato - E o personagem do balé homônimo), interpretado por
Nijinskino Teatro de Montecarlo (França),
onde fez dupla com Tamara Karsavina, no papel da jovem moça, (ano de 1911);
7.Pelo
contexto refere-se à [Primeira] Guerra Mundial (1914-1918);
8.“L’Après Midi
d’un Faune”,
(À Tarde de um Fauno-1912) e “Jeux”
(jogos – em ano seguinte,1913) foram coreografadas\dançadas por Nijinsky – Vindo
a revolucionar à dança moderna como também, o apreciar de uma pernóstica plateia àquela época, acerca da Dança Clássica;
9.Iréne
Landau, também foi aluna de Augusto Rodrigues, época da Primeira Turma da
Escolinha de Arte do Brasil- (EAB).Leia
abaixo, seu depoimento;
10.Iréne Landau diz: “ ‘Tive a infância mais feliz que uma criança poderia ter e sempre que penso nela é a Escolinha que me aparece... No meu tempo todos tomávamos conta da Escolinha, tínhamos a impressão de que ela só existia porque cuidávamos dela e que os professores só estavam ali porque, afinal de contas, tinha que ter gente para ajudar a gente, para dizer que isso ou aquilo era formidável ou muito bom e também porque eles gostavam da gente. Ainda me lembro muito bem como tinha medo que a Escolinha fechasse por falta de dinheiro’.(Carta a Augusto de uma aluna — Irene Landau — da primeira turma da Escolinha, com data de 20 de agosto de 1961)”. Trecho do livro Escolinha de Arte do Brasil. Brasília: MEC/INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). In As crianças falam, (1980, p.47); 11. O Texto acima,
transcrito do Jornal O Grilo ––
Jornal da Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves e publicado por Iréne
Landau ––faz referência ao ano em que morre (em Londres, no dia 08 de abril de
1950): Vatslav Fomitch Nijinski - “Nosso
maior bailarino do mundo”;
12.Já
Diaghilev e o seu balé russo –– ponto de igualdade de composição de cenário
(arte figurativa); justapõem-se aos movimentos acústicos e coreográficos da
época.
13.Sobre o Jornal O
Grilo –– Jornal da Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves; pesquisei:
“O primeiro jornal da Escolinha (ainda
chamada Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves), intitulado ‘O Grilo’,
não traz data, mas circulou com as normas diretoras definidas pelos alunos em
conjunto com o professor Augusto Rodrigues, destacando-se: ‘o jornal é dirigido
por uma comissão de cinco membros. Só podiam ser votadas para a comissão,
crianças com mais de dez anos’. Sendo de espírito livre, os artigos deveriam
ser corrigidos o menos possível. Pedia-se sempre ao redator de um artigo que o
revisasse ele próprio. O número um do jornal, mimeografado e colorido a lápis,
exemplar por exemplar, foi lançado sem data e ano, mais provavelmente em
janeiro de 1950”.(Texto do livro
60 anos de Arte-Educação, através da Escolinha de Arte do Brasil. Org: Jader de
Medeiros Britto. In:Capítulo ESCOLINHA DE ARTE DO BRASIL: CRONOLOGIA DOS
60 ANOS – 1949. Rio de Janeiro: Ed. do Livro, 2008, p.19);
14.Ainda,
o supracitado livro, nos indica mais uma vez, sobreJornal O Grilo:
“Em março, foi publicado o número dois do jornal ‘O Grilo’, e o número três
circulou em maio, encerrando a breve e significativa história do jornalzinho.
Os dois últimos números foram impressos, [...]”,(Idem. In:Capítulo ESCOLINHA DE ARTE DO BRASIL: CRONOLOGIA DOS 60 ANOS – 1950. Rio de Janeiro: Ed. do Livro,2008 p.22);
15.No
período do jornal O Grilo, a
Escolinha, ainda, estava instalada numa pequena sala de passagem (corredor)
para a Biblioteca Castro Alves (sua primeira sede), prédio do Instituto de
Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (Ipase), centro do Rio de
Janeiro;
16.Foi a partir de setembro do ano de 1970 somente, é publicada a primeira edição (o número
zero) do jornal oficial “Arte &
Educação”. Partindo da ideia primordial da professora Zoé Chagas Freitas, a cargo seu
também, coube à editoração geral do jornal e, edição-executiva teve à frenteJader de Medeiros Britto. Contando, ainda com apoio
inicial da educadora, Iara Rodrigues e do cartunista Ziraldo, idealizador do
logotipo do jornal. Além de artigos de Anísio Teixeira. Lúcia Valentim, Nise da
Silveira, Augusto Rodrigues, Ilo Krugli, Maria Helena Novaes, demais
colaboradores; o jornal “Arte & Educação” era formatado e impresso na
gráfica do jornal o Dia;
17.As
cinco posições básicas dos pés no balé; além de coordenar os movimentos de
braços; o equilíbrio (o eixo gravitacional); seguiam o padrão; a codificação - a
técnica criada pelo coreógrafo francês, bailarino e mestre de dança, Charles-Louis-Pierre
de Beauchamps,(que nasceu em
Versalhes, 30 de outubro de 1631 e faleceu em Paris, fevereiro de 1705) –“Porque “L’après midi d’un faune” e “Jeux”
eram de uma técnica completamente diferente [...]. Foi dificílimo acostumá-los
a dançarem sem [esses]padrões de
movimentos.”[...]. (Iréne Landau, segundo Leonn, 2016). Grifos meus
18.René-François-Auguste Rodin. Importante
artista e escultor francês, influenciado pela
corrente do impressionismo e simbolismo (Nasceu em Paris, em 12 de novembro de
1840 e morreu em Meudon, no dia 17 de novembro de 1917). Rodin teve como assistente
de atelier, a também escultora Camille Claudel(1864-1943), com quem viveu um tórrido
romance.
19.SobreDiaghilev Ballets Russes. Vide: http://www.russianballethistory.com/ballethistories.htm 20. Destaco especialmente (às crianças), na época, aos escritos no Jornal O Grilo –– Jornal da Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves: Iréne Landau e Newton Augusto Goldman. Igualmente, "Na reunião em que se consideram fundada a Biblioteca [de Arte, (1950)] fez-se a eleição por voto secreto para os cargos de bibliotecários. Foram eleitos Iréne Landau e Newton Augusto Goldman" (In: Biblioteca de Arte – Jornal O Grilo, Rio de Janeiro: Escolinha de Arte da Biblioteca Castro Alves, ano I, n.3, p.5, abr./mai. 1950, (segundo AUGUSTO RODRIGUES (1950): segundo LUCENA, 2016.).
21. (Vídeo) Les Ballets Russes de Nijinsky
Notas de contextualização (à parte) por [Lúcio José de Azevêdo Lucena(Org.)-Lúcio Leonn].