sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Breve Pesquisa de Campo: a presença de grupos de teatro de formas animadas e\ou experiências pedagogicas com esta Linguagem - Comunidade Fortaleza-CE

O teatro de formas animadas é um campo composto por bonecos, objetos, sombras e máscaras.

Na pesquisa (breve), investiga-se se existe, ou existiu em comunidade cidade de Fortaleza alguma experiência artística e/ou pedagógica com esta linguagem.
Algum artista ou mesmo, tradições culturais que, na comunidade, utilizam alguma das técnicas descritas neste campo (boneco, máscara, objeto, sombras) mesmo que eles não estejam em atividade no momento da pesquisa ou que seja uma experiência que ocorreu no passado.

Onde o boneco ou a máscara está presente que não seja no teatro na comunidade?
Em Rondônia, por exemplo, há comunidade indígena que confecciona e utiliza máscaras.

Roteiro:

  • Nome do grupo/artista/professor – Data de criação/nascimento do grupo/artista/professor – Está em atuação no momento? Se sim, desde quando? Se não, atuou durante quanto tempo? Por quê interrompeu suas atividades com o teatro de bonecos? Com quem ou em que situação aprendeu a trabalhar com o teatro de bonecos? Quando aprendeu?
  • Descreva a (s) atividade (s) desenvolvida (s) pelo grupo/artista/professor – Quais são os artefatos utilizados e de que materiais são feitos? Qual o público a que se dirige? O grupo/artista/professor vive desta atividade? É uma atividade que gera sustentabilidade? Se sim ou se não, justifique.

O bonequeiro é o único que ressuscita os mortos através de seus bonecos. (Mestre bonequeiro Pedro Boca Rica (1963-1991).





Destaco via Pesquisa (além de recursos Internet) em minha cidade (Fortaleza-Ce) e com mais atenção: dois grupos com marcante presença quanto a seus atores\atrizes e de espetáculos em cena teatral (local) por meio de “corpos animados e formas de bonecos”. Outrora, revelam-se manipuladores autênticos e construtores da estética teatral em prol do Teatro de Formas Animadas.

Primeiramente, o Grupo Formosura de Teatro, 25 anos de estrada (desde sua origem fundada em espetáculos na tradição em manipulação de fantoches e bonecos; segue trajetória em 2010, com o espetáculo Heróis de Papelão, “em recurso manipulação ator\atriz em corpo de bonecos e vice-versa”, (grifo meu). Vide blog do Grupo Formosura de Teatro. Disponível em: http://www.grupoformosuradeteatro.blogspot.com/

Entretanto, não pude encontrar breves imagens da peça Heróis de Papelão em registro audiovisual. Mas, segundo a fonte de pesquisa (http://www2.secult.ce.gov.br/clipping/clipping.asp?codigo=17652) registra-se o seguinte:

O espetáculo "Heróis do Papelão" é uma reflexão poética acerca do universo dos recicladores autônomos de lixo. Dividido em quadros independentes entre si, compostos por canções e cenas aparentemente desprovidas de caráter dramático, o espetáculo expõe situações inspiradas em relatos e depoimentos colhidos ao longo de dois anos. (Imagem de reprodução, abaixo).


Heróis de Papelão” (ano 2010), texto de Ângela Linhares. Direção Graça Freitas. Grupo de Teatro Formosura. “Recurso manipulação ator\atriz em corpo de bonecos

Sigo abaixo com descrição acerca do Grupo de Teatro Formosura, a fim de comunicar a pesquisa.

Nome do grupo: Grupo Formosura de Teatro. Característica fundante: família de Artistas(-educadores).

Data de criação:

oriundo do Grupo Independente de Teatro Amador -“GRITA”-, nasce em 1985, no cenário artístico cearense, o Grupo Formosura de Teatro. O trabalho iniciou a partir da criação de espetáculos com bonecos, contudo o legado artístico trazido da vivência no GRITA (teatro de atores) levou o Formosura a ampliar seu campo de atuação. Constitui uma família de artistas, que se juntam a parceiros da sua arte, no difícil movimento de realizá-la em grupo. Somam-se ao trabalho a dramaturga Ângela Linhares, o ator Antônio Rodrigues, além de Marina Alves e Maria Vitória, atrizes e bonequeiras, e Rami Freitas, músico percursionista, os últimos filhos de Graça e Chico Alves. Experimentação através da pesquisa, montagem de espetáculos e também do ensino desta arte para jovens da periferia de Fortaleza, bem como a realização de oficinas e cursos para os diversos segmentos sociais da cidade em Arte-educação (segmento teatro de bonecos, cursos, oficinas, espetáculos e aulas temáticas etc).

Material na confecção e criação de Bonecos

A criação e feitura dos bonecos e acessórios cênicos ficam a cargo de Maria Vitória (filha) e Graça Freitas (mãe). Já quanto aos artefatos utilizados na confecção de bonecos - faz-se de materiais diversos - feitos de espumas, de papel marché, madeiras, tecidos de cores ou estampas diversas, linhas (de crochê) e agulhas; tintas de cores variadas, de colher de pau, de papelão etc.

O público a quem se dirigem seus espetáculos atinge todas as faixas etárias de idade. (Da produção e repertório do grupo em destaque a partir da década de 1990; ver Núcleo do Grupo, In: http://grupoformosuradeteatro.blogspot.com/2010/06/nucleo-do-formosura.html).

O grupo de artistas-educadores vive da atividade e de renda paralela em encomendas de bonecos; cursos e oficinas de teatro de bonecos ministrados em via de projetos sociais e de parcerias concedidas. É uma atividade que gera sustentabilidade, além de estarem em cartaz com espetáculos, na cidade.

Histórico do Grupo de Teatro Formosura

O trabalho iniciou a partir da criação de espetáculos com bonecos, contudo o legado artístico trazido da vivência no GRITA (grupo de teatro de atores) levou o “Formosura” a ampliar seu campo de atuação. (Logo, o mestre bonequeiro Boca Rica foi figura em destaque no teatro de bonecos do Ceará ao fazer peças de bonecos em madeira e de usar nos cabelos de fantoches a partir da crina de cavalos seu uso. Outrora, de participar com seu Bumba-meu-boi e de Reisado nos espetáculos do grupo de teatro Grita. Além de ministrar cursos e oficinas na cidade, é responsável por uma geração de artistas em compartilhar sua técnica do saber fazer Teatro de Bonecos.), enxerto textual meu.

Em sua bagagem a herança trazida do GRITA, com as montagens de "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, "O Evangelho Segundo Zebedeu", de César Vieira, "Fala Favela", de Adriano Spínola, "O Pão", "O Caldeirão", "O Filho do Herói", os três trabalhos de autoria de Oswald Barroso.

Sob a direção artística de José Carlos Matos (falecido em 1982), o GRITA propôs-se à importante tarefa de vincular o teatro à arte da periferia e aos movimentos sociais urbanos. É dentro desta articulação do universo da cultura da periferia urbana de Fortaleza e do teatro que se calcava fortemente na sua dimensão de práxis política e investigação estética, que surgirá o Grupo Formosura.

Ele unirá de início, Chico Alves (também já falecido) e Graça Freitas que atuavam no GRITA como atores. O Formosura passa ter sua história semelhante à dos tradicionais mamulengueiros nordestinos: constitui uma família de artistas, que se juntam a parceiros na sua arte, no difícil movimento que é realiza-la em grupo. Somando-se ao trabalho a dramaturga Ângela Linhares, os atores Antonio Rodrigues, Leonardo Costa, Diego Landim, Caio Dias, Roni Santos, Ronaldo Queiroz, Elisa Alencar, além de Marina Alves e Maria Vitória, atrizes-bonequeiras, e Rami, músico, percursionista (filhos de Graça e Chico Alves).

Em meio a uma história de décadas, pensando e pesquisando o que seria a cena popular e sempre atuando nela, o Formosura caracterizou-se por um tipo de teatro que ainda que guardasse a irreverência, espontaneidade e humor, comuns à tradição de brincantes populares, teve sempre uma ação de fuga a soluções fáceis em arte, (Informaçõe seguindo o blog do Grupo).

Hoje o exercício do grupo consiste na experimentação da linguagem do boneco e do ator. Experimentação através da pesquisa e montagem de espetáculos e também do ensino desta arte para jovens da periferia de Fortaleza, bem como a realização de oficinas e cursos para os diversos segmentos sociais da cidade (Vide arquivo em Vídeo Oficina realizada pelo Encontro Por Linguagem - Cênicas – FUNCI Na Casa De Bonecos do Grupo Formosura em 2009, Fortaleza-CE. IN: http://www.youtube.com/watch?v=AEwf4Nw2uQo).

O Formosura também se transformou em uma associação e passou a desenvolver oficinas de formação com jovens, filhos de mulheres presidiárias, através de uma parceria com o programa Comunidade Solidária, do governo federal. “Este ano ganhamos o edital da Funarte, prêmio Mirian Muniz, pelo projeto Cordão de Mamulengo, e vamos realizar cursos e espetáculos em uma escola itinerante numa carroça-palco, nossa carroça brincante, como chamamos nossa kombi”, informa Graça Freitas(diretora). A previsão é de começar, já em novembro, no Centro Social Urbano Adauto Bezerra, do José Walter, mesmo bairro onde vivia o mestre bonequeiro Pedro Boca Rica* “Depois, ainda este ano, vamos nos deslocando por outros bairros até parar no Centro da cidade”. O sonho continua, avalia-a. (*No final de todo corpo do Texto, vale lembrar (in memorian): quem foi Pedro Boca Rica.).

Em parte de conclusão aqui, ressalto que as atividades do Grupo de Teatro Formosura têm na sua árdua busca, a resolução de aprender e de ensinar; além da subsistência se redefinem no fazer teatral e no tempo da vida. Portanto, ao estarem em atuação atualmente com o espetáculo (“Homens de Papelão”), - é que o tem calcado seu trabalho ao longo de 25 anos de existência e de luta diária.

Imagem (reprodução), espetáculo “O Realejo”

E, o segundo destaque meu, (brevemente aqui em estudos), vai para o Grupo de Teatro Bagaceira, dentre muitos de seus repertórios, o espetáculo “O Realejo” (ano 2004) - Texto de Rafael Martins com direção de Yuri Yamamoto. Elenco: Edivaldo Batista, Paula Yemanjá, Rafael Martins, Ricardo Tabosa, Rogério Mesquita, Samya de Lavor e Tatiana Amorim. Vide arquivo audiovisual em fragmento d“O Realejo”, em: http://www.youtube.com/watch?v=tuwbgz3DFek

Yuri Yamamoto, diretor do grupo afirma sobre o espetáculo O Realejo o seguinte ponto de vista:

não há conhecimento de outra cia que tenha encenado de tal forma. Os bonecos são costurados no corpo dos atores. Apenas as expressões faciais são do próprio intérprete. As demais são feitas com um movimento do corpo bem específico, para mexer com as pernas e braços do boneco”, (fonte: http://cenacenica.blogspot.com/2005/12/o-realejo-grupo-bagaceira-ce.html).

Diante do supracitado espetáculo, confirmo: “eles conseguiram com maestria e talento unir por meio da encenação e da interpretação uma proposta de estética de atores bonecos\ manipuladores como contadores de histórias em ‘corpos de personagens bonecos’.” Grifo meu, Leonn (2011).

Por fim, o Grupo Bagaceira de Teatro, de Fortaleza-Ce - tem sede própria com sala de ensaios e acervo de figurinos e acessórios. Renda financeira oriunda de suas atividades teatrais ou de prêmios recebidos em concurso de peças a ser encenadas ou de produção em pesquisa cênica. Além de dividir a Sede e sala de ensaios com outro grupo, o Teatro Máquina (do espetáculo “O cantil”).

Atualmente o grupo “Bagaceira” (conhecido entre nós), viaja em excursão Brasil a fora com seu novo espetáculo, “In Certo” – em comemoração de aniversário 10 anos de atividades do grupo.

O texto, assinado pelo ator Rafael Martins, mergulha no universo de um grupo teatral que se prepara para a montagem do próximo espetáculo. Em cena, os atores Démick Lopes, Samya de Lavor, Tatiana Amorim, além de Rafael, Rogério e Yuri estão enfadados e sem inspiração, criticam as propostas alheias, debocham das ideias, perdem o controle. O processo vai se tornando cansativo e impaciente. Em meio às indefinições, os atores começam a se questionar sobre o próprio fazer artístico. É quando o espetáculo perde os limites da caixa cênica e entra no universo das pessoas comuns, “que se perderam de si mesmas e, insatisfeitas, lutam para retomar as rédeas da própria vida”, (segundo apresenta o folder da referida peça).

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Fontes consultadas

Relatos escritos e experiência do ator e artista-educador no Teatro de Fortaleza (CE), Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn). (Fonte Primária)

Arquivos digitais

Arquivo audiovisual em fragmento d“O Realejo”, Grupo de Teatro Bagaceira. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=tuwbgz3DFek Acesso em setembro de 2010.

Blog do Grupo Formosura de Teatro. História do Grupo. Disponível em: http://www.grupoformosuradeteatro.blogspot.com/ Acesso em setembro de 2010.

Blog Grupo Bagaceira de Teatro. Disponível em: http://itaperi.vilabol.uol.com.br/enter.htm Acesso em setembro de 2010.

Blog do Augusto Bonequeiro. Fala sobre Pedro Boca Rica. Disponível em: http://augustobonequeiro.wordpress.com/pedro-boca-rica/ Acesso em setembro de 2010.

Blog de Mirella Falcão. O Realejo, Grupo Bagaceira (CE). Disponível em: http://cenacenica.blogspot.com/2005/12/o-realejo-grupo-bagaceira-ce.html Acesso em setembro de 2010.

Notícias. centro latinoamericano de creaçión teatral. La escena iberoamericana. Brasil. Tudo(In)certo. Disponível em: http://www.celcit.org.ar/noticias_3085_tudo.incerto.html Acesso em setembro de 2010.

Clipping - Fonte Jornal Diário do Nordeste. Heróis de Papelão. Disponível em: http://www2.secult.ce.gov.br/clipping/clipping.asp?codigo=17652 Acesso em setembro de 2010.

Vídeo Oficina realizada pelo Encontro Por Linguagem - Cênicas – FUNCI Na Casa De Bonecos do Grupo Formosura em 2009, Fortaleza-CE. Arte-educadores do Programa Oficinas por Linguagens Artísticas\FUNCI - Cidade da Criança. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=AEwf4Nw2uQo Acesso: setembro de 2010.

Vídeo a servir de inspiração como fonte de trabalho ao espetáculo “Homens de Papelão” do Grupo Formosura de Teatro (imagens acima). Logo, não encontrei breves imagens da peça Heróis de Papelão em registro audiovisual portal you tube. Este disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=4-al_RBFhag Acesso: setembro de 2010.

Artigos em Jornais

Fantasia de singela formosura” (reportagem). Fortaleza-Ce, 19 de outubro de 2007. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=479829 Acesso setembro de 2010.

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*Vale lembrar (in memorian)

Quem foi Pedro Boca Rica

Homem de poucas letras e muita sabedoria, PEDRO DOS SANTOS OLIVEIRA, natural da cidade de OCARA-CEARÁ, nasceu em 16/11/1936 e faleceu em março de 1991. Desde menino, na casa do Pai, então admirador da cultura popular, aprendeu a ver e a admirar os Bonecos e o BUMBA MEU BOI, sua grande paixão.

Começou a talhar bonecos aos 18 anos e têm suas “criaturas” nas mãos de bonequeiros e museus do Japão, EUA, França, Brasil e muitos outros.

No Brasil tem uma admirável coleção exposta no Memorial da America Latina-Sp. E no Ceará, no Museu da Emcetur e no Centro Dragão do Mar.

Poeta e Compositor, Cantor, Topador de Boi, Artesão, escultor, Bonequeiro (...).

Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC

Módulo Historia do Teatro no Brasil

Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Leonn

Atividade 1 Relatório Descritivo da Pesquisa, (pp.01-07)

Professora: Kaise Helena Teixeira Ribeiro

12/09/10-

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Em Busca dO Fio de Ariane (Mnouchkine) !....

Imagem (acervo pessoal de lúcio leonn): O mestre Maurice Durozier -em 22 de julho de 2010.

O ator e diretor francês volta ao Ceará para uma nova edição da oficina "O teatro é o outro" - de 13 a 23 de julho(manhã\tarde) com apoio da Cultures France – Ministério da Cultura/Governo da França.
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"Je sais que s'enva le théâtre que j'ai connu. La 'Saudade' me presse le couer, mais le souvenir reste vivante". Lúcio Leonn, em homenagem ,(depoimento escrito e entregue aos franceses)-nov/1988. [sinto que vai embora o teatro que conheci. A saudade aperta-me o coração, mas resta a Lembrança"].
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¹Oficina “O TEATRO É O OUTRO”
(2ª residência) Fortaleza – Ce: 2010


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Abdias do Nascimento em texto: o Teatro Experimental do Negro: trajetórias e reflexões

Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)
(Resenha)

Imagem, (de José Medeiros): Abdias Nascimento numa cena de Otelo, de Shakespeare, Festival do 2º Aniversário do TEN. Rio de Janeiro, Teatro Regina, 1946.

O Texto em análise foi elaborado com a colaboração de Elisa Larkin Nascimento, a partir de outros ensaios do autor. Publicado originalmente na Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nº 25, 1997, (pp. 71-81).

De ante mão, aponta-nos e revela: exemplos de inquietações e indagações importantes na busca de resoluções ao Teatro do Negro Brasileiro; outrora, eloquentes reflexões focadas nas experiências pessoais, profissionais de Abdias do Nascimento, tendo dado o início, a partir da encenação da obra teatral de Eugene O’Neill (O Imperador Jones), apreciada em aversão, esteticamente, no Teatro Municipal de Lima, capital do Peru (1941); bem como discorre para sinalizar, o percurso trilhado; a busca de resoluções, a criação de um grupo sobre o olhar artístico, dramatúrgico e de intérpretes afro-brasileiros em cena, que resultou, primordialmente, na fundação (1944), no Rio de Janeiro (Brasil), o Teatro Experimental do Negro, ou TEN.
Segundo o texto em estudo, diz o seguinte:
O TEN se propunha a resgatar, no Brasil, os valores da pessoa humana e da cultura negro-africana, degradados e negados por uma sociedade dominante que, desde os tempos da colônia, portava a bagagem mental de sua formação metropolitana européia, imbuída de conceitos pseudo-científicos sobre a inferioridade da raça negra. Propunha-se o TEN a trabalhar pela valorização social do negro no Brasil, através da educação, da cultura e da arte. (...) numa sociedade que há séculos tentava esconder o sol da verdadeira prática do racismo e da discriminação racial com a peneira furada do mito da “democracia racial”, (p.210). Grifos nossos
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Imagem, (de José Medeiros): Aguinaldo Camargo, José Maria Monteiro e (a grande atriz) Ruth de Souza em O filho pródigo, de Lúcio Cardoso. Rio de Janeiro, Teatro Ginástico, 1947.
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Por outro lado, sem muita opção dramatúrgica em legado étnico\racial dos negros (em que o protagonismo era seus intérpretes afro-brasileiros em cena), o TEN seguiu seu caminho... Mobilizou a alfabetização do elenco negro, buscou palestras, aulas e exercícios; por outro, recebeu críticas cons(des)trutivas em estréia (1945) com, O Imperador Jones - a mesma peça impactante, de O’Neill, em que se impôs na fundação do grupo, como opção de encenação,naturalmente.
Entretanto, encenações de outras peças de O’Neill seguiram à frente. E, finalmente, só em ano seguinte de 1947 fez-se emergir a Literatura dramática negro-brasileira. Em contrapartida não se pode negligenciar entre nós, O teatro negro como agente de ação social no Brasil e no Exterior, promovido por ações históricas e de trajetória política via comissão, convenção, congresso e a inegável contribuição cultural, de luta e da promoção da coletividade afro-brasileiro por meio de seu principal mestre, Adias do Nascimento.

Encaminho agora, os seguintes Trechos em importância de breve Leitura e sua análise, abaixo:
Teríamos que agir urgentemente em duas frentes: promover, de um lado, a denúncia dos equívocos e da alienação dos chamados estudos afro-brasileiros, e fazer com que o próprio negro tomasse consciência da situação objetiva em que se achava inserido. Tarefa difícil, quase sobre-humana, se não esquecermos a escravidão espiritual, cultural, socioeconômica e política em que foi mantido antes e depois de 1888, quando teoricamente se libertara da servidão”, (p.211).

Conquistara o TEN sua primeira vitória. Encerrada estava a fase do negro sinônimo de palhaçada na cena brasileira. Um ator fabuloso como Grande Otelo poderia de agora em diante continuar extravasando sua comicidade,” (214).

(...) o encontro com o primeiro texto brasileiro escrito especialmente para o TEN: — O filho pródigo, um drama poético de Lúcio Cardoso, inspirado na parábola bíblica. Com cenário de Santa Rosa, o artista que renovou a arte cenográfica do teatro brasileiro, e interpretação principal de Aguinaldo Camargo, Ruth de Souza, José Maria Monteiro, Abdias do Nascimento, Haroldo Costa e Roney da Silva, O filho pródigo foi considerado por alguns críticos como a maior peça do ano teatral, (215).

(...) o TEN montou Aruanda, outro texto especialmente criado para ele, escrito por Joaquim Ribeiro. Trabalhando elementos folclóricos da Bahia, o autor expõe de forma tosca a ambivalência psicológica de uma mestiça e a convivência dos deuses afrobrasileiros com os mortais, (idem).

Há um autor que divide o Teatro Brasileiro em duas fases: a antiga e a moderna. É Nelson Rodrigues. Dele é Anjo negro, peça que focaliza sua trama no enlace matrimonial de um preto com uma branca. (...) Infelizmente, a encenação de Anjo negro (1946) não correspondeu à autenticidade criadora de Nelson Rodrigues. O diretor Ziembinski adotou o critério de supervalorizar esteticamente o espetáculo, em prejuízo do conteúdo racial. Foi usada a condenável solução de brochar um branco de preto para viver no palco o Ismael. Tal fato estava intimamente ligado a outro: Anjo negro teve muita complicação com a censura, (pp.216-217).

No Brasil, enfrentando o tabu da “democracia racial”, o Teatro Experimental do Negro era a única voz a encampar consistentemente a linguagem e a postura política da négritude, no sentido de priorizar a valorização da personalidade e cultura específicas ao negro como caminho de combate ao racismo, (p.218).

O TEN propunha-se a combater o racismo, que em nenhum outro aspecto da vida brasileira revela tão ostensivamente sua impostura como no teatro, na televisão e no sistema educativo, verdadeiros bastiões da discriminação racial à moda brasileira, (p. 221).
Para conclusão,

(...) o TEN se desdobrava em várias frentes: tanto denunciava as formas de racismo sutis e ostensivas, como resistia à opressão cultural da brancura; procurou instalar mecanismos de apoio psicológico para que o negro pudesse dar um salto qualitativo para além do complexo de inferioridade a que o submetia o complexo de superioridade da sociedade que o condicionava, (p.223).
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Imagem, (de German Lorca):(A grande Atriz) Léa Garcia como a velha em O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, Teatro São Paulo, São Paulo, 1953.

PALAVRAS-CHAVE:

Movimento artístico social Teatro do Negro Brasileiro Fundação histórica do Teatro Experimental do Negro (TEN) Cultura afro-brasileira Política do movimento negro no Brasil Abdias do Nascimento ETC.

O autor: Abdias do Nascimento foi um dos fundadores da Frente Negra Brasileira (importante movimento iniciado em São Paulo) em 1931, criou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944, foi secretário de Defesa da Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Rio de Janeiro, deputado federal pelo mesmo Estado em 1983 e senador da República em 1997. É autor de vários livros: Sortilégio, Dramas para negros e prólogo para brancos, O negro revoltado, entre outros. Também é Professor Benemérito da Universidade do Estado de Nova York e doutor Honoris Causa pelo Estado do Rio de Janeiro.

Mais informação íntegra - Texto de Abdias do Nascimento - recebido e aceito para publicação em 5 de dezembro de 2003. - Teatro Experimental do Negro: trajetória e reflexões. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n50/a19v1850.pdf Acesso: junho de 2010.

E mais, sobre: O Teatro Experimental do Negro (Abdias do Nascimento). Visite: http://www.abdias.com.br/teatro_experimental/teatro_experimental.htm


Exposições Abdias do Nascimento-90 anos (biografia, na arte e cultura etc). Acesse: http://www.abdias.com.br/

O TEXTO (PEÇA): O Imperador Jones, de Eugene O’Neill. Disponível em: http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.eoneill.com/texts/jones/contents.htm Acesso: junho de 2010

Ativista do movimento negro, Abdias Nascimento morre no Rio aos 97 anos

Ele estava internado no Hospital dos Servidores com problemas cardíacos

iG Rio de Janeiro|24/05/2011 16:42- Atualizada às 19:01

Foto: Alaor Filho/Agência Estado

O ativista durante uma entrevista no Rio de Janeiro em 2004

Ativista histórico na luta contra o racismo, Abdias Nascimento, de 97 anos, morreu na noite da última segunda-feira (23), no Rio de Janeiro.

Jornalista, ex-deputado federal e ex-senador, Abdias estava internado no Hospital dos Servidores, no centro, vítima de problemas cardíacos.


http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/ativista+do+movimento+negro+abdias+nascimento+morre+no+rio+aos+97+anos/n1596975782474.html


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Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Historia do Teatro no Brasil
Tutorias Sanântana Vicencio \ Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena
Atividade 5 resenha do texto de Abdias do Nascimento, “Teatro Experimental do Negro: trajetórias e reflexões”
Professora: Rosemeire Gonçalves
05/07/10- Pólo Ceilândia-DF (19h25min


sexta-feira, 11 de junho de 2010

A TECNOLOGIA EM INTERFACE PEDAGÓGICA - REFLEXÕES DE ENSINO E PRÁTICA: ESTUDOS DIRIGIDOS (MÉMORIAS) SOBRE ARTE-EDUCAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

FORTALEZA-CE, CONEXÃO - UM ARTISTA EDUCADOR
[Lúcio José de Azevêdo Lucena -Lúcio Leonn]

“A escola não dará conta de ensinar todos os conteúdos da arte, mas precisa garantir um determinado conjunto que possibilite ao aluno ter base suficiente para seguir conhecendo.” PCN\Arte, (1ª Parte): Aprender e Ensinar Arte, 2001, (p.46).

INTRODUÇÃO
O presente texto procura refletir, brevemente, a contextualização de algumas descrições focadas em experiências\vivências\memórias da sala de aula, ao utilizar a tecnologia em Interface pedagógica (linguagens artísticas: campo da arte educação, conexão: mídia eletrônica), tendo como mediação um professor de arte (na escola) \ artista educador (intérprete de cena) - professor especialista em arte e educação - também aluno docente do *Curso Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC- Universidade de Brasília\Instituto de Arte (IdA).

Logo, percebe-se que, ao assumir o compromisso de tempo, do caminhar pelo processo investigativo via formação docente no ensino de *teatro virtual e mesmo que presencial, tem sido um desafio. Entretanto, para tornar-se completo como profissional, também da educação, situa-se que, o campo da educação tecnológica tende a revelar um professor antenado e alfabetizado, pelas novas tecnologias da informação e da comunicação digital.

Então, uma das possibilidades investigativas encontra-se em sinalizar atividades acadêmicas (a formação continuada em serviço - licenciatura no campo das artes-Teatro (UnB).), especificamente, em etapas de tarefas: Módulo(s) Tecnologia(s) Contemporânea(s) na Escola, dentre outras atividades modulares realizadas pelo professor-estudante junto a seus alunos(as) mediado pelo fazer\artístico, da avaliação em ambientes intertransdisciplinares: Escola(Trabalho aliado à prática\teoria(educação e sala de aulas)); Universidade\UnB (estudos acadêmicos); Arte(linguagens em produção\experienciação e instrumentalização artística\arte de intérprete.) e, as TICs(recursos da Web, difusão, etc.).

Imagens (acervo pessoal): Projeto Teatro Aplicado à Educação (2008): Interpretação Cênica/Emeif Herbert de Sousa-alunos-Laboratório de Informática Educativa (3ª e 4ª série) Bastidores-pátio - apresentação da peça: "Os Três Magos", de Érico Verissimo.

A ARTE NA REDE: O REGISTRO ON LINE

Metodologicamente, o olhar de educador aqui se caracteriza a partir de seus registros pessoais e profissionais via ensino\prática no campo de atuação em teatro, vídeo; também da investigação em docência artística nas (EMEIFs), Escolas Municipais de Ensino Infantil e Fundamental (três escolas distintas situadas na periferia) cidade de Fortaleza (Ce), em ambiência de risco pessoal\social.

Portanto, da motivação do professor aprendiz em aprender pelo “novo” sistema tecnológico, tem sido a mola propulsora a uma grande questão referente à formação profissional de hoje. Como adquirir as melhores estratégias em tempo de ensino e de aprendizagem à distância para nosso campo real de atuação, a sala de aula? Além de seleção de conteúdos, planejamentos, estratégias de ensino, do plano anual\disciplina e da didática. Uma das respostas pode estar no documentar (on line); em procedimentos de atividades; de pesquisa do professor(a). Tanto que, fundamenta-se com o seguinte, pensar:

“Neste plano, o professor também é um criador de formas de registrar e documentar atividades. Tais registros desempenham papel importante na avaliação e no desenvolvimento do trabalho, constituindo-se fontes e recursos para articular a continuidade das aulas e devem ser coerentes com o projeto da escola e do professor na sala de aula. São, entre outros, relatos de aula, as observações sobre cada aluno e sobre as dinâmicas dos grupos, a organização dos trabalhos realizados pelos alunos segundo critérios específicos, as perguntas surgidas a partir das propostas, descobertas realizadas durante a aula, os tipos de documentação, gravações, propostas de avaliação trabalhadas durante as aulas e as propostas de registros sugeridas pelos alunos, como fichas de observação, cadernos de percurso, “diários de bordo” e instrumentos pessoais de avaliação.” (PCN\Arte, 2001, p.97: (2ª Parte): OS INSTRUMENTOS DE REGISTRO E DOCUMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DOS ALUNOS.).

Consequentemente tem-se a partir do processo da investigação, perspectiva da ação escolar colaborativa, e como exemplificação aqui, perceberemos a criação de textos, de desenhos ilustrativos, etc.; do jogo didático intencional em sala de aula entre professor\aluno(a) e, por fim, de registro e difusão; acessos para consultas e leituras via Blog\on line.


Imagem: [Arte & informática educativa]. E, mais, educandos à liderança na Emeif Herbert de Sousa. Laboratório de Informática Educativa (LIE). Fortaleza-CE.

Abaixo, segue - Atividades Pedagógicas e Artísticas, em contextualização descritiva em ordem de apresentação aqui, focadas em experiências\vivências\memórias da sala de aula ao utilizar a tecnologia em Interface pedagógica\ locação portal Internet.

Experienciar... Ação de Formação Docente\discente: a Tecnologia e a Telepresença do corpo em ambientes - Atividades Pedagógicas e Artísticas

Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém. Isto é valido tanto para a criança que se movimenta inicialmente chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista com suas equações. Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o individuo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que o que ele tem para ensinar. ‘Talento’ ou ‘falta de talento’ tem muito pouco a ver com isso.” (A Experiência Criativa,Viola Spolin (2006, p.3).

O ambiente experienciado da sala de aula (espaço real) se prolifera através de exercícios pedagógicos em relação arte\tecnologia no ensino de arte (espaço virtual) e\ou, vice-versa.

Assim, nas escolas públicas municipais da cidade de Fortaleza (Ceará) o suporte pedagógico em arte-educação e da sala de aula - Ensino Fundamental II - 6ª a 9ª série, encontra-se nas modalidades artísticas: Teatro Dança, Música, Artes Visuais; seguindo o Projeto Político Pedagógico da escola, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN/Arte-1997), das diretrizes pedagógicas da Prefeitura Municipal de Forataleza(PMF)\Secretaria Municipal de Ensino (SME). Além de familiarização com as três ações básicas (de ler obras de arte, de faze arte e contextualizar (anteriormente, (1987) em lugar de contextualizar, apontava-se a história da arte, como eixo de abordagem).) - Proposta Triangular para o ensino de artes visuais (na época metodologia triangular), sistematizada pela professora e pesquisadora, Ana Mae Barbosa. E, por fim, o plano anual do professor – disciplina Arte. Do ensino\aprendizagem mediada pela informática educativa, via laboratórios (LIEs).

No entanto, da realidade do/a Professor/a de Arte, (não somente na PMF), é desdobrar-se em sala para mediar às quatro linguagens, quando ele tem muitas vezes, formação específica em uma. Assim, como também o Arte-Educador/a precisa ir mais além, estar á frente de seu tempo, precisa ser professor/a-pesquisador/a aliando-se sempre a novos desafios profissionais; como de lidar com ensino da Arte e acesso às tecnologias contemporâneas em serviço.

Logo, PORTELLA (2002), diz o seguinte:
“A Internet é um instrumento poderoso de ação artístico–cultural, por sua inédita capacidade de levar imagens, textos, e documentos hipermídia, possibilitando assim gerar novos paradigmas no âmbito das propostas do ensino de Arte. Entendendo a arte como uma maneira de organizar variadas experiências, é fundamental integrá-la ao processo educativo, principalmente ao definir sua contribuição para o desenvolvimento de processos mentais.” (Capitulo 11: Aprendizagem da Arte e o Museu Virtual do Projeto Candido Portinari. Subtópico Internet: cultura e poder, (p.124).

Vejamos abaixo algumas atividades de exercícios em proposições de experiências organizadas, a fim de ilustração, de exemplificação e da avaliação de ação didática, em diversos meios pedagógicos, de acesso digital.

Atividades de Contextualização Descritiva - pontos de vista de aluno(as)
"A palavra performance em inglês, significa em sua tradução: execução, desempenho, interpretação, espetáculo... E tem relação, porque a arte da performance estar na execução, no desempenho do artista em cena." (aluno Edson Rafael Santos (9 ano C, 2009.) - Emeif Professora Lireda Facó

Da primeira atividade pedagógica ILUSTRATIVA realizada fora direcionada aos alunos do 9º ano Emeif José Ayrton Teixeira; logo em seguida, aos alunos, (mesma série) da Emeif Profª LiredaFacó, que ordenou-se, assim:

• Recursos de abordagens: sala de aula\Internet\estudos domiciliares.
 Performance: O quê move o corpo (?). 1, 2, 3... Vídeo You Tube (ano 2009): Acessar: http://notasdator.blogspot.com/2009/11/performance-o-que-move-o-corpo-1-2-3.html
Parte 1: Barbear_dor
Parte 2: Trans_maker
Parte 3: Privado_a
[Intérprete criador Lúcio Leonn, (professor da disciplina).]

1. Parte teórica:
I) Responda a partir de suas pesquisas e estudos direcionados em sala de aula sobre “Performance” – as indagações, abaixo:
a) em sua opinião, o que é Performance?
b) no Brasil, quando se iniciou o movimento em prol da Performance?
c)ao traduzirmos a palavra: “Performance” - do inglês para o português – o que pode significar? Há realmente, uma relação em grau de semelhança ou, de diferença também, com a palavra (o termo), em português? Justifique sua resposta.

2. Parte analítica:
II) assista e analise um dos (03) três vídeos locados no portal You Tube - sobre Performance (http://notasdator.blogspot.com/2009/11/performance-o-que-move-o-corpo-1-2-3.html). Escolha apenas um Vídeo. Em seguida, descreva a partir de seu ponto de vista, a cena apresentada.

Imagens: Parte 1: Barbear_dor (Centro). Parte 2: Trans_maker (à esquerda). Parte 3: Privado_a (à direita)

Do resultado (REFERENTE PARTE II: análise de vídeo, de Estudos sobre a Performance), fiz algumas seleções da escrita de alunos, a fim de compor o texto, abaixo, em depoimentos.

– Sobre o vídeo “Trans_maker” (Imagem à esquerda, acima)
–“No vídeo ele começa a dançar e a mover o corpo, mostrando que o corpo se move sem precisar ter sido ordenado a mover daquele jeito. Ele (professor) só se moveu e depois pegou uma sacola, antes disso, ele pega uma camisa próxima à tela e, logo depois a veste. Antes da sacola, ele ficou com uma peruca e depois a tirou. E, continuou a dançar. Pega uma vasilha\máscara e coloca dentro da sacola. Em seguida, mostra em imagem final, o que Ele utilizou ou o que moveu o corpo para realizar no vídeo: o radio, a mochila, a peruca e o CD\música que ele utilizou nos três vídeos.” (aluno Benedito Alves)
 -“Pelo que entendi do vídeo ele mostra que o corpo move-se como robô e no dia-a-dia o nosso corpo não precisa mover-se como máquina e sim, normal.” (aluna Lara Silva)

-Sobre o vídeo “Barbear_dor” (Imagem centro, acima)
-“O nosso corpo nos permite fazer escolhas. Muitas delas são feitas através de sensações. Sensações como a dor. Muitas vezes, fazemos escolhas sem saber suas sensações; uma delas é a escolha da higiene e de estar “bem”, de ficar bonito. (...) Aquelas escolhas promovem reações de ‘dor’; no caso de barbear, também. (...) Quando nos cortamos, não paramos o nosso corpo mesmo sentindo dor, em nome da beleza exterior. Quer demonstrar isso no vídeo.” (aluna Rosália)
 - “Quem olha para a maçã e para o barbeador; percebe dois elementos que move o corpo. (...) a maçã que ele come mexe com o corpo e logo depois começa a barbear seu próprio rosto; movimentando seu corpo todo. Ele deu uma expressão de dor ao falar do barbear ‘dor’, se movimentando. Ao terminar lavou o rosto e mostrou ser outro homem, através de movimento a barbear seu rosto.” (aluna Rosiane Moura)
 -“Esse vídeo mostra que qualquer movimento que você queira fazer mexe com seu corpo por inteiro.” (aluna Nágila Maria)
 -“(...) No meio do vídeo, para se distrair ele começa a cantar; tira a barba muito rápida. No final do vídeo, Ele canta novamente, enxágua o rosto; tira a camisa e joga sobre a tela. E, por todos esses pontos do vídeo, o achei super interessante.” (aluna Esterlane)
 -“O vídeo (...) fala sobre uma indecisão. O que pode mover o nosso corpo? O ator fica indeciso entre o barbeador e a maçã. Então, acaba se decidindo a comer a maçã a se barbear. Só que, o que chama a atenção é que seus dentes são falsos. Ele os tira para comer a maçã. Quando ele se barbeia (...) ele usa a câmera como espelho. Em fim, o que move o corpo nesse vídeo? São as nossas escolhas no dia-a-dia. Isso move o nosso corpo.” (alunos Lucas e Sabrina)

-Sobre o vídeo “Privado_a” (Imagem à direita, acima)
-“O vídeo nos mostra uma situação cotidiana, mas abordada de uma forma artística, quase surreal, que parece não ter sentido algum. No entanto, se prestarmos atenção, notamos que é uma pessoa comum, em seu momento íntimo; no banheiro.” (aluno Thiago)
 -“O vídeo mostra uma forma engraçada de um momento de ir ao banheiro. O personagem parecia estar dançando com a própria roupa. Sem falar nada ele vai embora; assim, como veio: sem sentido.” (aluno Rafael)
 - “O personagem estava 'nu', segurando sua roupa e de máscara. Começou a dançar de forma engraçada; fez suas necessidades fisiológicas e foi embora. Não tem sentido, mas dá para rir um pouco...” (aluno Ismael).

Da segunda atividade pedagógica ILUSTRATIVA realizada e direcionada aos alunos 4º ano na EMEIF Herbert de Sousa (Laboratório de Informática Educativa-LIE), segue.

(reprodução)
• Recursos de abordagens: sala de aula (LIE)\ plano de aula\Internet\site
O Menino Buliçoso Um menino exercitando sua curiosidade dentro de casa... SÃO ALGUNS RESULTADOS DE ATIVIDADES-Textos com Contos infantis ilustrados sem texto _ Leituras de imagens digitais narrativas e da escrita no Caderno. >Vide resultado ON LINE (como também, há o plano de aula para execução), em: http://notasdator.blogspot.com/2010/01/plano-de-aula-em-arte-disciplinariedade.html

Da terceira atividade pedagógica ILUSTRATIVA realizada e direcionada aos alunos 3º e 4º ano na EMEIF Herbert de Sousa (Projeto Teatro Aplicado), configurou-se.

• Recurso de abordagens: sala de aula (LIE)\Internet\ registros on line
–JOGOS dramáticos e teatrais-(conceito: Ação (espaço/tempo)): SUGESTÕES DE ATIVIDADES - via Projeto de Teatro Aplicado. Jogo de Espelho Corporal (imagem, acima).>Vide resultado em: http://notasdator.blogspot.com/2009/10/jogos-dramaticos-e-teatrais-conceito.html

Ler também outros textos\exercícios\imagens propostas em situação de aprendizagem significativa:

"Igualdade, diversidade e inclusão social do negro no Brasil: A presença negra nas artes brasileiras." Acesso: http://notasdator.blogspot.com/2008/04/plano-de-aulaigualdade-diversidade-e.html

Para melhorar (ou implementar) o Ensino do Teatro na Escola. Acesso: http://notasdator.blogspot.com/2009/12/para-melhorar-ou-implementar-o-ensino.html

PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CE
UM EIXO SOCIAL EM ARTE & EDUCAÇÃO. Acesso: http://notasdator.blogspot.com/2008/04/programa-integrao-aabb-comunidade.html
Sob à luz de saberes, estudos e interação da psicologia - constrói-se conhecimento pedagógico. Acesso: http://notasdator.blogspot.com/2008/11/sob-luz-de-saberes-estudos-e-interao-da.html
***
Conclusão

“A interatividade é a palavra chave das tecnologias digitais propiciando a interação no sentido estrito do termo. A contemplação estéril, baseada ma mera interpretação de ordem mental é trocada pelo conceito de relação. A interatividade se dá através de dispositivos de acesso que permitem ao antigo espectador provocar mutações no que lhe é proposto, num diálogo, numa partilha com o pensamento do artista. Muitas obras nem mesmo existem se não houver esta participação.” (Diana Domingues, Alguns conceitos básicos para pensar arte\tecnologia): As tecnologias digitais favorecem a arte da participação, a arte da comunicação, (Item 4, 1999, p. 44.)

Da tecnologia e da (tele)presença de corpos em ambientes experienciados (real\virtual)- Atividades Pedagógicas e Artísticas, possibilitaram aos educados experienciar antes, de maneira breve e modo geral; o saber fazer em proposições de conteúdos instigados em sala de aula, exercícios problematizados.
Segundo MARTINS (1998), capitulo Ensino de Arte: Uma Atitude Pedagógica, ela diz: “Ensinar arte é viver arte. Para vivê-las, os artistas operam idéias e sua concretização. E a escola?” (Subtópico, Projetos em ação para o ensino de arte, (p.165.)

Muitos dos educandos presentes em situações didáticas apresentadas aqui, se observaram em registro de avaliação informatizadas em ação artístico-didática, pela primeira vez. Como também, de contato imediato com um artista educador em ação. Nesse caso seu professor de Arte.
Ainda, em fundamentação teórica, MARTINS (idem): capitulo Em Busca de Uma Aprendizagem significativa; confirma: “O educador é um mediador entre a arte e o aprendiz, promovendo entre eles um encontro rico, instigante e sensível.” (Subtópico, A nutrição artística, p.141.)

Um encontro divergente, ao mesmo tempo confluente de sentidos artísticos ou, de estranheza ímpar. E, no dizer dos educandos: “é engraçado vir o professor no vídeo, fora da sala de aula.”
Em outro caminho, educandos nortearam suas reflexões para o campo contemporâneo da arte da performance; de escrita da palavra articulada pela leitura visual, por meio da ampliação e da análise\percepção descritiva em situação de aprendizagem coletiva; com sentido de: aprender a aprender para olhar com possibilidade de ato de invenção\criação, de atribuir significados pessoais e estéticos.

Por fim, além de contribuir para manter em documentação_disposição_locação e da recepção de tais atividades pedagógicas e de apontar um rigor artístico\cientifico em registros; busca-se à apreciação do telepúblico via Internet (blog Notas D'Ator/educador, [Copyright©-2007-2010], como parte e notas de divulgação; de cumplicidades, mesmo que, imagéticas.
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* Atividade: Trabalho de produção do texto final Módulo. Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC. Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 3.Tutorias Eliana Severino dos Santos\ Maria Cristina. Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena. Professora: Luzirene Rego. 28/05/10 -E- 11\06\10-Pólo Ceilândia-DF (manhã)

Fontes consultadas

Arquivo pessoal e experiência do ator e Artista-educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.

BARBOSA, Ana Mae (org.). Inquietações e mudanças no Ensino da Arte. In: Capitulo 11: Aprendizagem da Arte e o Museu Virtual do Projeto Candido Portinari. (Subtópico Internet: cultura e poder, (p.124) de Adriana Portella. São Paulo:Cortez, 2002.

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental, Parâmetros curriculares Nacionais: Arte, Brasília: MEC/SEF 1, – 1998. 130p.

CELESTE, Mirian Celeste Martins; PICOSQUE, Gisa Picosque e GUERRA, Maria Terezinha Telles. Didática do ensino da arte: poetizar, fruir e conhecer arte. IN: Capitulo: Em Busca de Uma Aprendizagem significativa; Subtópico, A nutrição artística,(p.141). Capitulo Ensino de Arte: Uma Atitude Pedagógica. (Subtópico, Projetos em ação para o ensino de arte, (p.165.) - São Paulo: FTD, 1988. 198p.

PILLAR, Analice Dutra (org.). A Educação do Olhar no Ensino das Artes. In: Capitulo 3 – Tecnologias, produção artística e sensibilidade dos sentidos. (Subtópico: Alguns conceitos básicos para pensar arte\tecnologia): As tecnologias digitais favorecem a arte da participação, a arte da comunicação, (item 4, p. 44.), de Diana Domingues. Porto Alegre: Editora Mediação (Cadernos de Autoria), 1999.

SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro / Viola Spolin; [tradução e revisão Ingrind Koudela e Eduardo José de Almeida Amos]. - São Paulo: Perspectiva, 2010. - (Estudos; 62 / dirigida por J. Guinsburg.), 349p.

Artigos de acesso digital:

A Figura presencial do/a Professor/a de Arte ou do Arte-educador/a. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2009/10/figura-presencial-doa-professora-de.html

Blog Notas D'Ator/educador, [Copyright©-2007-2010]. Acesso online: http://notasdator.blogspot.com/

Jogo de Espelho Corporal –JOGOS dramáticos e teatrais-(conceito: Ação (espaço/tempo)): SUGESTÕES DE ATIVIDADES - via Projeto de Teatro Aplicado. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2009/10/jogos-dramaticos-e-teatrais-conceito.html

Plano de Aula em Arte [InterDisciplinaridade Língua Portuguesa]: Alunos 3ª \ 4ª série do fundamental I. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2010/01/plano-de-aula-em-arte-disciplinariedade.html

Performance: O quê move o corpo (?). 1, 2, 3... Trata-se de performance em série de três, com o intérprete-criador Lúcio Leonn. [série gravada em take 1 - sequência 1 (in); locação (noite): Kasa-Sede e gravação da parte 2: Trans_maker em Vila das Artes-Escola de Dança.]- Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2009/11/performance-o-que-move-o-corpo-1-2-3.html

Para melhorar (ou implementar) o Ensino do Teatro na Escola. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2009/12/para-melhorar-ou-implementar-o-ensino.html
Sob à luz de saberes, estudos e interação da psicologia - constrói-se conhecimento pedagógico. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2008/11/sob-luz-de-saberes-estudos-e-interao-da.html

Questões de Estratégias de ensino-aprendizagem no Ensino de Teatro Virtual ou de modo Presencial: minhas futuras apropriações. Disponível em: http://notasdator.blogspot.com/2009/03/questoes-de-estrategias-de-ensino.html

domingo, 18 de abril de 2010

Elaboração de Plano de Aula: portascurtas em sala de aula.

Curta Escolhido: “Juro que Vi: O Boto”

por Lúcio José de Azevêdo Lucena.

Proposta de Plano de Aula
 (Imagens\divulgação)
Curta Escolhido:
“Juro que Vi: O Boto”
Gênero Animação
. Diretor Humberto Avelar. Elenco Regina Casé (voz). Ano 2004. Duração 11 min. Cor Colorido Bitola 35mm. País Brasil. Local de Produção: RJ. Produção da MultiRio - Empresa Municipal de Multimeios. Produção Patrícia Alves Dias Roteiro Alunos das escolas da Prefeitura do Rio.
Sinopse:
Um caso de amor entre uma moça e um golfinho, história baseada em lenda do folclore brasileiro.

Justificativa de escolha: ampliar e complementar a aprendizagem sobre o Folclore Brasileiro, especialmente Lendas, - conforme revisão de estudos em aulas anteriores (vide abaixoConceitos), inclusive, sobre outras manifestações folclóricas (Literatura de Cordel).
Área: Arte.
Interdisciplinaridade: Geografia\História\Educação Religiosa\Língua Portuguesa\Artes Visuais.
Tema Transversal: Pluralidade Cultural
Série: 6ª ano - Ensino Fundamental II.
Fruição com alunos (as) \ Objetivos:
Despertar o interesse e reconhecimento para o Folclore Brasileiro, especificamente, no que diz respeito as nossas lendas, ou entre outras manifestações folclóricas (danças: dramáticas e/ou espontâneas).
Discutir as relações sociais entre membros familiares, pessoas\comunidade: valores\pertencimento.
Complementar aulas anteriores, como: Literatura de cordel \ Literatura oral\Lendas.

Conceitos:
-O que significa a terminologia Folk-Lore e suas Manifestações Folclóricas.
-Origem e Evolução da Lenda: O Boto Cor- de-Rosa.
-Lendas (origem e variações folclóricas por região/comunidade).
-Literatura Oral (causos) versus Literatura de Cordel (definição, formato, tema, capa\artes visuais etc).
-As Relações Humanas: Um bem necessário.
-Exibição\apreciação do curta (recepção).

Tempo: quatro aulas, de 1h30min cada.

Procedimentos:
a)Em sala de aula e\ou no Laboratório de Informática Educativa (LIE), após estudos anteriores (trabalhados conceitos acima) sobre o Folclore Brasileiro (Lendas); é exibido o referido curta (supracitado) onde os alunos\as deverão no final responder em forma de Debate às seguintes indagações, abaixo:

- onde se passa a história narrada e exibida (área geográfica)? E, o que acontece na cena? (durante o inicio - meio e fim - (resumo oral)
-quem são os personagens e suas relações pessoais? Como se comportam e se relacionam entre si?
-quem é o boto cor- de- rosa? E, por que o boto cor–de- rosa é considerado uma Lenda? Qual fenômeno da natureza faz com que o Boto se torne gente (homem), e durante a comemoração de qual festa? Por que ele, o Boto usa (indumentária)\ chapéu?
-outras questões poderão surgir no desenrolar do debate. Como: onde e como as pessoas da história vivem\moram em comunidade ribeirinha. Etc.


b)Contextualização:
• Criação de desenhos, utilizando elementos visuais (linhas, planos, cor etc.) com temática Boto Cor-de-Rosa, para ilustração de texto.
• Criação de texto cordelista sobre o tema assistido (rima, etc) ou texto simples: registro (síntese) da história apreciada em vídeo\curta.
• Leitura em sala de aula, apreciação e\ou troca da produção de alunos entre eles.

BREVE BIBLIOGRAFIA INDICADA

HADDAD, Denise Akel e MORBIM, Dulce Gonçalves. Arte de fazer Arte. 6ª série-1ª edição. São Paulo: Editora Saraiva: 1999.

ROSA, Nereide Schilaro Santa. Arte na Sala de Aula - 5º Ano Ensino Fundamental. 1ª edição. São Paulo: Editora Escala Educacional: 2007.

ZINGONI, Rita Helena de A. M.. História de Mindinho, um Boto Cor-de-Rosa que nasceu na bacia Amazônica. Editora: Gryphus: 2003.

MEIO ELETRÔNICO
Onde encontrar- Visite o PortaCurta e assista: “Juro que Vi: O Boto” –- Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=3306&Exib=1 (2002-2009 Portacurtas.com.br - Alguns Direitos Reservados)

E mais, visite:

Minhas Histórias Infantis (blog) - (boto cor-de-rosa): http://minhashistoriasinfantis.blogspot.com/2009/07/boto.html Acesso: 18 de abril de 2010.

Aprenda fazer um cordel
(Noções de métrica e rima) http://www.cordeldobrasil.com.br/aprenda%20a%20fazer%20um%20cordel.html Acesso: 18 de abril de 2010.

Suplemento didático: lendas e personagens, terminologia folk-lore, etc... Disponível em: http://www.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-02831-3.pdf Acesso idem.

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Atividade 3- Elaboração de Plano de Aula: portascurtas em sala de aula. Aluno-Professor Lúcio José de Azevêdo Lucena. Professora formadora: Luzirene Rego. 19/03/10-DF (1h33min)Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC. Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 3.Tutorias Eliana Severino dos Santos\ Maria Cristina. Universidade de Brasília(UnB)/Instituto de Artes (IdA)

terça-feira, 13 de abril de 2010

*Síntese do artigo de Maria Candida Moraes: tecendo a rede, mas com que paradigma?

Diante do Texto, nos coloca a par do avanço da tecnologia, interface nos cursos modalidade EAD, da escola, (projetos informativos educacionais). E com a evolução surgem diversas questões: a formação do professor\a perante as TIC em defasagem; do uso operacional; de cunho didático; da concepção errônea sob o processo de ensino\aprendizagem (informativos; instrutivos e obsoletos), a partir da fruição de ferramentas computacionais em rede.
Enfim, “do novo” convivendo com “o velho” sistema educacional. Oposto à concepção educacional que, privilegie vertentes em construção de conhecimento criativo e de reflexão pelo uso adequado e hábil dos procedimentos computacionais (saber fazer, ser, conviver); de ambiência virtual de aprendizagem\ensino cumulativo e colaborativo, mediados entre o sujeito e a pesquisa; do saber em foco\ambiente de comunidades virtuais.

Indica-nos ainda, o paradigma da ciência em construção da inteligência humana por meio de valores sociais, de ambientes em aprendizagens interativas justapondo-se às novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e não, o simples acesso tecnológico.
A autora, ao nortear o percurso do professor\a junto as TIC, indica a busca de raízes ontológicas para compreender o total e entorno da realidade, ao mesmo tempo, visa entender sua prática educacional em estado inovador.

Conclusão, o pensamento eco-sistêmico (em parâmetros: organização, de auto-organização e conectividade ou, transdisciplinar) é a saída apontada; convergir na Educação e em rede virtuais com novas metodologias em consciência ecológica renovada; outrora, de pensar ao novo currículo escolar eco-sistêmico. De assumir a dimensão humana como base total de cultivo da existência; dos momentos de aprendizagens\ensino e saberes virtuais mobilizados pela ação em grupo. De estados de valores humanos em evolução tecnológica para causar desenvolvimento de igualdade planetária e não desigualdade, em nome da construção do conhecimento multidimensional.
___________
Texto completo em: http://inforum.insite.com.br/arquivos/6226/Tecendoa_Rede.pdf

“Tecendo a rede, mas com que paradigma?” foi o questionamento da conferencista Maria Cândida Moraes, da Universidade de São Paulo (USP) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na 5ª Educática – Tecnologias da Informação e da Comunicação Educacional. Realizado em: 04/06/2004.

*Atividade 2- síntese do artigo: tecendo a rede, mas com que paradigma? Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena. Professora: Luzirene Rego. 13/03/10- Pólo Ceilândia-DF (16h40min)Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC. Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 3.Tutorias Eliana Severino dos Santos\ Maria Cristina

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cada máscara cobra um tipo específico de gestualidade: qual é o corpo de sua máscara? Qual é o seu modo de se locomover?

Com qualquer outra forma de máscara -Experimente e comunique sua vivência através de uma cena estática. Lembre-se que cenas estáticas potencializam o sentido da máscara e devem traduzir seu trabalho gestualSobre a importância da preparação corporal do ator teatral,

Preparação-1ª imagem neutra, pondo a máscara (adquirida em Rio 2008), “tradicional”
Imagem 1>
Atuando com máscaras: economia e funcionalidade



(Roubine, (1987) - A Arte do Ator: O Gesto e O Corpo) deve-se considerar que o corpo e o gesto são a interação viva entre as possibilidades reais (corpo biológico) e da criação (corpo artesanal). Assim, os procedimentos das ações e do saber estar em cena, resulta teatralidade (corpo arquitetônico), logo, exalta o contexto do processo e, acima de tudo, revela o trabalho do intérprete, como todo o conjunto cênico em uníssono (Enxerto meu). IN: Jean Roubine - A Arte do Ator (pdf) (rev)

[Imagens captadas sem flash-fotocelular mega pixels: f=45mm1:2.6]















Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Laboratório de Teatro 3
Tutorias: Sanântana Vicencio/Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena
Atividade 3 – TAREFA 2 : uso de máscara
Professora Felícia Johansson
12/03/10- DF (20h10min)

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1. Ver corpo inanimado pelo uso da mesma máscara-fotos aqui pelo aluno-ator, em outra situação video-dramática em (O quê move o corpo(?). Parte 3: "Privado_a," performance em série de três, com Lúcio Leonn.): http://www.youtube.com/watch?v=FwEYdNL0pgY

terça-feira, 6 de abril de 2010

“Tecnologia na escola: criação de redes de conhecimentos”

Artigo de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, (pp.71-73).
Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)
(Resenha)
O Texto nos aponta à formação de educadores orientada pela transição inovadora contemporânea e do saber-fazer pedagógico pela prática, alicerçada em processo de saber-ser educador, tendo como eixo a realidade escolar (epistemologia da prática) e de base em procedimentos pedagógicos (o currículo) com o uso das TIC.

A autora, Elizabeth Bianconcini de Almeida ressalta a preocupação com os altos índices de analfabetos funcionais, considerados pelo IBGE (nas quatro primeiras séries do Ensino Fundamental incompleto). Por outro aspecto, ela converge nosso pensamento à análise do mundo tecnológico quando invade nossas vidas e tornar-se imperioso inserir-se na sociedade do conhecimento. E, como superar essa contradição? Assim, nos persuade a pensar em seu texto os vários dilemas e de processos de mudanças na Educação em interface com a Tecnologia e o olhar do professor em sala de aula.

No entanto, não basta inserir-se na sociedade da informação nem acesso à tecnologia de informação e comunicação (TIC), mas principalmente saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informações que permitam a cada pessoa mobilizar conhecimento e de mediar conflitos. De compreender o dia a dia e de agir pela visão de mundo solidário e igualitário.

Como criar redes de conhecimentos? O que significa aprender quando se trabalha com redes de conhecimentos? Como inserir o uso de redes de conhecimentos na escola? O que cabe ao educador nessa criação?
Tais indagações nos fazem refletir. E, para breve compreensão de nossa leitura, transcrevo ao encontro da formação de educadores, o seguinte ponto de vista:

“O professor que associa a TIC aos métodos ativos de aprendizagem desenvolve a habilidade técnica relacionada ao domínio da tecnologia e, sobretudo, articula esse domínio com a prática pedagógica e com as teorias educacionais que o auxiliem a refletir sobre a própria prática e a transformá-la, visando explorar as potencialidades pedagógicas da TIC em relação à aprendizagem e à conseqüente constituição de redes de conhecimentos, (p.72).

Portanto, confere ao educador as habilidades e competências em aprender a aprender a ser professor e a aprender a fazer pelo uso das TIC e da mediação em processo de ensino-aprendizagem via rede colaborativa.

PALAVRAS-CHAVE:
Educação\Conhecimentos em rede\uso da TIC\Internet na criação de rede de conhecimento\Aprender e Ensinar em rede\Aprendizagem colaborativa \Processo colaborativo\coautoria\papel do professor\formação \ Incorporação da TIC\domínio da TIC na Escola\ Rede Colaborativa\Interação social\ Ambientes de aprendizagem e a TIC\ Mudança\ Mediação de Ensino-Aprendizagem.
A autora: Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida é Mestre e doutora em Educação, PUC-SP. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo e do curso de Tecnologias e Mídias Digitais, da PUC-SP. ; especialista em Informática na Educação; licenciada e bacharel em Matemática. Atua em projetos de pesquisa e formação de educadores midiatizados por tecnologias e em educação a distância. Consultora desta série (Tecnologia na Escola).

Mais informação íntegra do Texto - Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2001/tec/tectxt2.htm

Onde encontrar: “O aprender e a informática - a arte do possível na formação do professor” – outro texto e sob organização da autora, em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=40245

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Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 3
Tutorias Eliana Severino dos Santos\ Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena
Atividade 1- Resenha
Professora: Luzirene Rego
06/03/10- Pólo Ceilândia-DF (19h10min)