sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Parte: Projeto Político Pedagógico, sob enfoque: Educação Inclusiva, O Currículo (universalização), Arte e sociedade plural

Autor(a): Lúcio José de Azevêdo Lucena (LÚCIO LEONN)
Escola: EMEIF PROFESSORA LIREDA FACÓ
Rede: Pública
UF: CE
Cidade: FORTALEZA-

Áreas temáticas, como: Combate a discriminação/Criança e adolescente/Direitos humanos/Idoso/Igualdade racial/Mulher e Portador de deficiência, fazem parte da nossa visão, aceitação e valores na Escola e em sociedade. EMEIF PROFESSORA LIREDA FACÓ / Secretaria Executiva Regional V

Que impacto curricular teria o estudo da história da humanidade a partir da história africana? Você acha que devemos continuar a construir currículos eurocêntricos?

Do estudo da história da humanidade a partir da história africana é de plena aceitação para alcançar e garantir o sucesso escolar, pedagógico, de respeito e comunhão pessoal e organizacional da escola, por meio da intertransculturalidade étnico-racial. Queremos abordar Uma África Continental, esplendor na pluralidade social. Um Manifesto de: culturas, costumes, contrastes e vivências ambientais de seu povo-homem/mulheres e crianças - para desvelar do passado na história aqui co-brasileira: o que não foi dito, ou subestimado, desconhecido, desumano, desrespeitado, incógnito durante séculos entre nós. Um olhar sobre um continente que merece indagações e respostas de hoje; estabelece assim solidariedade sob seu povo.

Busca enriquecer para fortalecer a verdadeira história da África no/pelo Brasil. Não devemos continuar a construir currículos eurocêntricos. Logo, a Escola precisa alerta-se para garantir a valorização e o respeito à diversidade no contexto pedagógico e circunstancial. Percebe-se em sala de aula, através do currículo e de práticas pedagógicas, só para exemplificar: “De uma ausência corpórea e/ou da não-fruição seja de maneira oral pelas músicas, no hábito de contar e ouvir histórias/estórias ou nas manifestações ou danças de origens africanas; não sabemos cantar uma música (cantigas do nosso povo) indígena ou africana”.

Enquanto que a cultura européia se demonstra em ‘culto’ no imaginário coletivo dos brasileiros desde tenra idade por cerca de 507 anos. ("Fui à Espanha... (...) Eu sou pobre... pobre de marré decê...") Isto é, é marcante a presença da cultura exclusivamente dependente não só de Portugal (européia) para aqui existirmos? Afirmo e pergunto. Uma vez que somos de identidade plural, de contrastes e divergências interraciais?

Já o ensino de geografia e de história da África deve ser condizente com o papel do continente africano na história mundial. Habilidades, como: De questionar; De criar; De trabalhar linguagens; De interpretar (o mundo, as normas, os conflitos, os outros e a si mesmo); De encantar; De estar atento; De entender o outro, o mundo e a si mesmo; De conviver com a diversidade; De falar; De trabalhar linguagens; De aguçar os sentidos (ser humano, natureza e si mesmo); De enxergar o outro sob um ângulo diferente; De perceber a interioridade humana; De realizar tarefas; De escrever. Da importância do negro na formação de nossa cultura; Do comportamento do ser humano diante das diversidades, para a reconstrução da identidade e encontrar idéias, valores de pertencimento. São princípios norteadores no currículo universal.

De reestruturar os currículos para sinalizar à humanidade, a verdadeira e real contribuição histórica - da cultura africana ou indígena, uma lacuna deixada e desrespeitada ao longo do tempo em nossa civilização. Avanços e mudanças quanto às questões de: respeito aos direitos humanos; de desmistificar o "desconhecido e ignorado" na Escola - referente à diversidade étnico-racial; cultuar para propiciar auto-estima de alunos(as) afro-descendentes etc.

Sob qual enfoque pedagógico devemos reestruturar o currículo (conteúdo programático) na EMEIF Profª. Lireda Facó e, como repensar a estrutura física da Escola de forma que garanta o atendimento e a promoção de uma educação mais inclusiva? (combate a discriminação, criança e adolescente, direitos humanos, idoso, igualdade racial, mulher e portador de deficiência).

Sob a luz de um novo enfoque pedagógico deve-se reestruturar e abordar o currículo (conteúdo programático) na escola. A fim de desenvolver novos espaços pedagógicos que valorizem e integrem as múltiplas identidades do indivíduo, por meio de um currículo que leve o(a) estudante a conhecer suas origens e a se reconhecer como brasileiro.

Então, devemos partir para elaboração de um projeto educacional vivenciado a temática das Relações Étnico-Raciais e a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no cotidiano escolar. Participação em oficinas de capacitação de professores para a implementação da Lei 10.639/03. A lei determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Deve-se então, garantir para implementar por base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e por um Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

A Reforma Curricular na Prefeitura Municipal de Fortaleza é outro grande desafio. Primeiramente esta sendo discutida com técnicos da Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social (Sedas) e das Secretarias Executivas Regionais junto com a assessoria pedagógica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Uma das formas são os cursos ofertados até recentemente, de Especialização em História da África aos professores da disciplina de História da rede municipal, numa parceria com a supracitada universidade.

“O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a educação das relações étnico-raciais, tal como explicita o presente parecer (CNE/CP 3/2004, aprovado em 10/03/2004), se desenvolverão no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, (3) particularmente, Educação Artística (Arte), Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais, em atividades curriculares ou não, trabalhos em salas de aula, nos laboratórios de ciências e de informática, na utilização de sala de leitura, biblioteca, brinquedoteca, áreas de recreação, quadra de esportes e outros ambientes escolares.” (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, p.21) (grifos meus)

((3) § 2°, Art. 26A, Lei 9.394/1996: Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileira.)

Aponto mais uma vez, programas de fomentos na escola junto à comunidade e seus profissionais do magistério; as metas e objetivos dos Projetos da Educação da Prefeitura Municipal de Fortaleza / Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social (SEDAS), convênio com o Ministério de Educação (MEC), como: o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade – (O objetivo é disseminar a proposta de educação inclusiva em todos os municípios brasileiros, favorecendo sua compreensão e a orientação sobre as diferenças); em outro, Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade – (O objetivo é disseminar a proposta de educação inclusiva em todos os municípios brasileiros, favorecendo sua compreensão e a orientação sobre as diferenças);

E, por ultimo no Projeto Educar na Diversidade – (cujo objetivo é desenvolver práticas inclusivas de ensino a fim de combater a exclusão e responder à diversidade de estilos de aprendizagens nas salas de aula.

Situação atual:

Está em fase de desenvolvimento através de oficinas pedagógicas que favorecem sua disseminação no contexto do ensino regular. Norteando aqui a busca e, visando à promoção de uma educação mais inclusiva e de inserir no currículo (conteúdo programático) da escola, indico as fundamentações e idéias, abaixo:

“¹A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º caput explicita que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”

As questões de gênero, raça, orientação sexual e classe social são fatores que influenciam no grau de exclusão. Desigualdades estas que se acentuam na medida em que nos aproximamos do ser atingido pela pobreza, seja ele negro, mulher, indígena, homossexual ou pessoa com deficiência.

Desenvolver estudos, projetos, debates e pesquisas relativos à promoção dos direitos da comunidade negra; E já, quanto à política nacional do idoso reger-se-á pelos seguintes princípios (Artigo 3°):

(...) II - o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos; III - o idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza; Sobre as ações governamentais, no artigo 10, a Lei (n.10.741/2003, Estatuto do Idoso), define as competências dos órgãos e entidades públicas e determina as seguintes ações:

Na implementação da política nacional do idoso, são competências dos órgãos e entidades públicas:

(...) III - Na área de Educação: a. adequar currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais destinados ao idoso; b. inserir nos currículos mínimos, nos diversos níveis do ensino formal, conteúdos voltados para o processo de envelhecimento, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto (...); Sob efeito na educação, com a temática - Mulher: promover reflexões do currículo em todos os níveis de ensino sob a ótica de gênero. Tendo inclusive, implantação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, cinco grandes eixos; o segundo dele, trata-se da Educação Inclusiva e Não Sexista (...) (Conselho Estadual da Condição Feminina (CNDM), indica em nível estadual, como sua atribuição). Outra, da promoção do acesso adequado às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, por meio da supressão de barreiras e obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios, nos transportes e nos meios de comunicação e informação é parte indissociável dos direitos humanos.

Da implementação da acessibilidade arquitetônica, urbanística e de transportes; com intérpretes de Libras, caracteres ampliados (para pessoas com visão subnormal), braille, cães-guia, ajudas técnicas, espaço de circulação, sinalização e transporte acessíveis (Tópico: conhecendo a situação das pessoas com deficiência no Brasil); A questão da acessibilidade é fator estruturante de desenvolvimento do país (não somente em nível educacional), uma vez que devem ser garantidos os direitos de ir e vir, de ter acesso à informação e à comunicação, de acesso às ajudas técnicas como requisitos de qualidade de vida digna e feliz.”

(¹fonte: Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos. Abril – Julho/2006; Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR.) (grifos meus)

Finalizando, repensar aqui a estrutura física da Escola, antes, se deve consiste em pôr em prática como base de tornar a educação inclusiva e acessível, os seguintes princípios:

²Da cultura inclusiva (é de caráter universal), também se dar no cotidiano escolar; e as políticas de inclusão (na EMEIF Professora Lireda Faço/PMF) e Práticas de inclusão (pelos/as professores/as, segmento funcionários etc.); E, a partir do projeto educativo:

equipar a Escola e as salas; garantir apoio pedagógico e formação (continuada) para os professores/as; construção de um projeto educativo com identidade pedagógica e linha de ação definida a curto, médio e em longo prazo; Aprimoramento da formação do/a professor/a: identificar dificuldades visando eliminar barreiras na aprendizagem; reflexão individual e coletiva; questões da prática (o fazer – procedimentos); aprendizagem cooperativa em detrimento da não-individualidade (competição); respeito aos diferentes estilos e maneiras de aprendizagem; reconhecimento, valorização e sistematização do saber pedagógico; Por último, um sistema educativo inclusivo: atendimento educacional especializado - Centro de Atendimento, ou na Escola. Professores especialistas em atendimento à Educação Especial. Atendimentos clínicos: fisioterapeutas / fonoaudiólogos / outros. Escolarização: Secretaria de Educação. Equipe intermediária: escolas / gestores / especialistas / professores/as / salas de apoio.

²(fonte: Lucena, L.J.A. Anotações/síntese – palestra/aula proferida por Adriana Limaverde, (Dra. UFC). Seminário Educação Inclusiva e Diversidade. “Abra as portas para a inclusão”. Promovido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza / Secretaria de Educação e Assistência Social - Sedas. Escola de Magistratura / Fortaleza-Ce, 19 de agosto de 2006.).


Como você redimensionaria a organização do trabalho pedagógico de sua escola?

A organização do trabalho pedagógico escolar seria redimensionada na dimensão administrativa, pedagógica, financeira e político-educacional.

Administrativa - Trabalho articulado com todo o conjunto escolar, (em rede municipal de ensino e de políticas educacionais); aumentaria o número de gestores e de agentes administrativos; encontraria um desenvolvimento organizacional para melhorar e garantir uma comunicação mais eficiente e um trabalho mais coletivo no contexto escolar.

Pedagógica – Capacitações, qualificações e cursos em formação contínua para professores em serviço à temática africanidades, direitos humanos, ciências das humanidades etc.; Campanha para os recursos, interesse, uso e aplicação dos materiais didáticos e pedagógicos na sala de aula;

Conselho escolar e conselho de classe - serem atuantes nas decisões e com os interesses da/pela comunidade escolar; programas especiais junto à ação pedagógica da escola: projetos (projeto escola aberta/projeto rádio escola / projeto de monitoria, em horta, arte-educação, cultura de paz etc.), atividades complementares (aulas-passeios-visita /gincanas /interclasse /LIE - laboratório de informática, de ciências, de línguas estrangeiras / cursos profissionalizantes, educação sexual etc.), eventos comemorativos da escola e da comunidade (datas comemorativas).

Financeira – Almejaria e disporia recursos financeiros de forma regular, gerenciando os recursos financeiros de maneira com que houvesse a participação de toda comunidade escolar; em grupos representativos nas decisões de compra; disporia também, de recursos financeiros para compra de material de apoio da Secretaria da Escola (armários embutidos, ar-condicionado, pastas etc.).

Político-educacional – Manter-se-ia atualizado com as políticas e diretrizes educacionais em nível nacional, estadual e nível municipal (Plano municipal de educação / Estatuto do magistério / PCCS - Planos de cargos, carreiras e salários, P.P.P, Secretaria Executiva Regional V etc.), socializando-as na Escola.

E, por último, disporia os recursos humanos, políticos, técnicos e financeiros para o cumprimento do P.P. P na escola e em âmbito da Secretaria Executiva Regional V (órgão administrativo gerenciador e mantenedor).

Dessa forma a organização do trabalho pedagógico alcançaria uma linha norteadora: baseada na pedagogia crítica social de conteúdos, no sentido do(a)aluno(a) participar como sujeito do processo ensino-aprendizagem e que o(a) professor(a) seja mediador/a e facilitador/a desses processo. Desejamos uma escola com um Conselho Escolar atuante, comprometido com os interesses da comunidade e que seus representantes possam desenvolver suas atividades propostas.

Esperamos gestores democráticos, críticos, justos, éticos, comprometidos com o processo educativo e com sabedoria de gerenciar os recursos financeiros justamente com a comunidade escolar. Desejamos que os distritos das regionais (secretaria executiva regional V) interliguem-se no sentido de garantir uma melhor estrutura e organização à comunidade e, dessa maneira, garantir um trabalho com competência, segurança e tranquilidade.

Por fim, direcionar, realmente, o Planejamento Pedagógico de maneira que atenda e cumpra seus objetivos na prática curricular junto às necessidades dos educandos e comunidade; Curso de formação em direitos humanos e temáticos aos diversos setores da escola; Interesse, utilização e aplicação dos Recursos e materiais didáticos na escola e em sala de aula, por parte do núcleo gestor e professorado.

Reestruturação física (demais setores) / humana e pedagógica da Escola junto com um projeto curricular (atividades educacionais) de inclusão e de diversidade cultural / étnico-racial, também, para atender portadores de necessidades educacionais especiais.

Fortaleza-Ce julho-2007.


FONTES CONSULTADAS:

ÁGERE COOPERAÇÃO EM ADVOCACY. Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos. Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR. Abril – Julho: 2006.

_____________________________. Curso de Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (2ª etapa). Apoio: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/MEC, Maio – Julho: 2007.

DEWEY, John. Democracia e educação. 3ª ed., Melhoramentos - São Paulo: 1959.

FREIRE, Paulo. Sobre educação (Diálogos). Paz e Terra, V. 1; Rio de Janeiro: 1982.

___________. Medo e Ousadia: o cotidiano do professor. Co-autoria com Donald Macedo; Paz e Terra. Rio de Janeiro: 1987.

FREIRE, Madalena. A Paixão de conhecer o mundo. Paz e Terra. Rio de Janeiro: 1983.

PEIXOTO, Maria Inês Hamann. Arte e Grande Público: à distância a ser extinta. (Coleção polêmicas do nosso tempo, 84), Autores Associados – Campinas, SP: 2003.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Características da linguagem Teatro ao relacionar seu valor




















o Teu corpo é cênico e diferente de mim; logo, estou no teatro;
p Ersonagem duma outra esfera e dimensão... Vivo, o famoso "Se". Então,
a Angustia, o medo ou mesmo alegria posso experienciar. Mas, digo:
o Tempo de vivenciar em cena, diante dum público é efêmero... Embora,
o Riso ou a dor, ultrapasse fronteiras do indizível... É arte milenar. Há
o O autor, ator/atriz e UMA platéia – tríade fundamental de eterna fruição.
O que dirá hoje um Édipo Rei, Efigênia ou Electra? MENSAGEIROS DE COMUNICAÇÃO?!


Imagem acima, por lúcio leonn, (São Genesius: o santo padroeiro dos Artistas!) - Theatro José de Alencar (TJA), 2007.


Tem como característica principal: conduzir para vida e ao mundo - a
Expressão de si e dos Outros. Esse é o seu valor. No entanto, é uma das
Arte mais completa por querer
Trabalhar o corpo e a mente em cena ou, dia-a dia. Além de fazer
Refletir o Homem como espelho de seus atos; é testemunha
Ocular da Realidade, noutra realidade/Arte. Viva o Teatro!

Fortaleza-Ce, 16/03/09.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

É no breve balanço das artes (2005) - memórias seguem no dealbar de 2006

TEXTO ESCRITO EM DEZEMBRO DE 2005
A cada ano posterior somos tomados de desejos de mudanças, ou mais que isso, obrigados, involuntariamente, a refletir sobre o que não foi “bom” em ano anterior.

Confesso que, meu olhar aqui de observador somente revelará a você leitor(a), uma partilha de meu cotidiano. São pontos de vista, outrora, extremamente pessoais e profissionais no campo das artes. Imagens essas, (re)construídas e produzidas ou encontradas, apreciadas em nossa capital.
Começaremos com imagens simples e “positivas” realizadas no decorrer do ano de 2005.

Pergunto: você teve tempo para parar ou, já observou e enxergou os muros que circundam o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paula, bairro Parangaba? Parece algo fugaz ou excêntrico, mas, não é. Logo, depois de décadas, revelou sua entrada principal com bancos de cimentos, árvores e jardins. A seguir na mesma avenida e entremeio, numa só estética, avistamos o Colégio Juvenal de Carvalho-Irmãs Salezianas, (Damas), também se revelou. Ambos se “humanizaram” - saiu de clausura, de muros arquitetônicos, herança do passado opressor.

Já os Terminais de Ônibus, ao interligarem a grande Fortaleza, estamparam cores muito vivas pelo movimento hip hop, - Ah, o elemento grafite! (as artes plásticas).

Até mesmo no centro da cidade, anexo do Theatro José de Alencar, pela Rua 24 de maio, em sua fachada externa, o tema grafitado era: “Iracema”, em circunstâncias dadas, pelo autor José de Alencar, o pai do romance. Homenagens do próprio artista-grafiteiro (Funci/projeto Crescer com Arte) à casa de espetáculos, em seus 95 anos de existência.

Outros elementos, como: dança (break) e as músicas (o rap) criaram expressão de vida, sob o planetário, aos sábados, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, intitulado, Planeta Hip Hop.
Ao refletir aqui tais ações in locus, não se deve analisar, sob o aspecto desta cultura ser ou, e só agora, permanecer incluída socialmente através de imagens gravitadas em concretos de terminais de ônibus ou outrora, veiculadas vias comerciais de tevê - campanha pelo governo do Estado do Ceará. Mas, elas devem ser compreendidas em sua essência como mais um movimento social da zona urbana, que cresceu e, encontraram no Brasil, em nossa região, elementos constitutivos do samba, da capoeira. Seus atores, ou até mesmo outros produtores de diversas linguagens, - tais artistas, necessitam é de mais espaços, de oportunidades sempre garantidas.

Não é somente servir de vitrine ou algo inaugural, como tantas outras ações governamentais em metas ou planos de gestores de anos anteriores reservaram. Falo isso, como ator profissional e professor de Arte, experiências estabelecidas e reconhecidas em terra natal.

Para o campo teatral de Fortaleza, cada vez nos sentimos deserdados, sem ações concretas, que nos motivem continuar fazendo e produzindo Teatro/arte. Criar e manter a identidade na arte teatral local. Há ações isoladas de grupos ou editais de concursos em artes ciências, que procuram estabelecer o fazer teatral, esporadicamente. O mínimo.

No entanto o Festival de Teatro de Fortaleza, promovido pelo órgão da Prefeitura Municipal de Fortaleza – Funcet, para criar um evento, acontece em sucessivas e estanques edições. Ele, ainda não se fixou e nem ocorreu ao ano de balanço (2005).

Conclusão, também permanece uma lacuna, quanto ao real fomento da dança. Salvaram-se de relance, os seguintes eventos: a Bienal ou projeto Quinta com Dança. E, pelo próprio órgão da prefeitura supracitado, o projeto Quarta em Movimento. Ou, projetos de grupos permanentes de dança e o curso técnico, ou instituições/Ongs “particulares”, por meio da Arte-educação, se evidenciaram.
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Em 2005, uma estréia cênica “singela”

Refiro-me, tanto por parte do Curso Tecnológico em Artes Cênicas, quanto pela instituição mantenedora, o Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará/Cefet-Ce.

Digo Estréia sem eloqüência na divulgação por se tratar do primeiro curso superior em artes cênicas do Estado. E, ao mesmo tempo, a encenação do espetáculo da 1ª turma (2002), no Teatro Dragão do Mar, “A Caravana da Ilusão”, de Alcione Araújo; contraditoriamente, tenha ocorrido de forma “primorosa e sutil”, pela perseverança e interpretação do elenco. Por fim, ou, de “ajustes” da equipe técnica no desenrolar do evento, ou ainda mais, a preocupação permanente e o profissionalismo de sua coordenação, ou de alguns professores, em querer manter o nível de formação do Curso, também.
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Arte e Educação não se sinalizam em prática de gestão na Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secretaria de Educação e Assistência Social – SEDAS.

Ações encaminhadas às Secretarias Executivas regionais (SERs: I, II, III, IV, V, VI); ambas não realizaram a edição do IV Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais de Fortaleza.

O festival (em processo de construção, para que a Arte no sentido real se integre à Escola), Torna-se um dos poucos alentos de projeção municipal, porém, priorizado talentos e divulgando diversas linguagens artísticas – estas experiências no âmbito escolar “a valorizar” também, os poucos Arte-educadores em rede municipal de ensino.

Já nas escolas estaduais, professores e alunos de Arte não se projeta (ra)m mais para eventos intitulados, Festal.

Entretanto, técnicos em educação do Estado, sem consultar os professores de Arte da rede, estabeleceram em documento, diretrizes para a reorganização curricular da educação básica, nível Ensino Médio, em 2005. Isto significa que além da má distribuição e diminuição de carga horária da disciplina de Arte, que compõe a matriz curricular base Nacional Comum; (especificamente, a disciplina de Arte-Educação está inserida na área de Linguagem e Códigos), Ela deve agora ser readaptada na matriz curricular Parte Diversificada e não permanecendo, como antes.

Segundo eles, é para assegurar maior tempo de aprendizagem ao corpo discente, com o acréscimo de mais hora/aula às disciplinas de Português e Matemática.

A meu ver, tal ação vai de encontro a um currículo escolar de Arte-Educação sintonizada em nosso século. Há toda uma luta de nós, Arte-educadores, pautada na defesa e na organização do seu ensino e de uma aprendizagem significativa e emancipatoria em Arte.

Para concluir este breve balanço tomando de minhas memórias do ano anterior, gostaria que no ano que se anuncia (2006), possa ser mais recheada de otimismo, perseverança, amor, respeito aos ideais e realizações de sonhos de toda classe e segmento da arte e da aducação.

São palavras tão repetidas (utópicas?), gastas pelo tempo... Logo, é porque ela nos revela um ser inacabado de desejos que cada um de nós, se anuncia sempre, EXTERNAMENTE.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Para melhorar (ou implementar) o Ensino do Teatro na Escola

[12 de outubro de 2009]    
                                                                                                                                        Por Lúcio Leonn
Considero como essencial um espaço físico adequado, como a Sala de Teatro; também de capacitação continuada, permanente, para professores em cursos, oficinas e palestras; além de professor de arte com formação específica, para lecionar a linguagem Teatro. E, de contar com sua disposição pessoal em apreciar sempre, eventos de peças de teatro (festival/congresso/peças em cartaz por mostras/temporadas etc.).


Imagens, aula de Teatro Aplicado/Emeif Herbert de Sousa)

Descaracterizar o ensino/aprendizagem polivante por linguagens e da formação docente em cursos iniciais (IES) e, de oferecer na unidade escolar (educação básica), um currículo diversificado em Arte – a partir do leque de atividades artísticas – a visar o gosto pessoal e de sondagem artística do aluno(a), via disciplina de Arte/teatro.

Indico uma Biblioteca especializada e disponível para pesquisa/estudos sobre o teatro local, brasileiro e/ou estrangeiro. Um computador e diversos suportes de multimídias para pesquisas, intercâmbios e estudos virtuais em Teatro.

Por outro lado, como promover uma interação entre a escola e a comunidade, a visar parcerias; aponto projetos de formação de grupos de teatro, por meio de oficinas e cursos profissionalizantes de capacitação técnica (direção/maquilagem/cenografia/iluminação etc.) em contraturno, de montagem de peças curtas e temáticas em textos da dramaturgia nacional e de texto de criação coletiva pelo grupo egresso e/ou permanente.

De outro, oferecer à comunidade e de produzir espetáculos na escola, sem fins lucrativos. Procurar dramatizar as palestras e reuniões de pais em assuntos pertinentes à comunidade/escola. Promover festival de (teatro) esquetes - peças curtas e temáticas, em que, cada aluno(a) possa experienciar diversas habilidades e competências de função e cargo profissional na linguagem teatro(ator/atriz/diretor/contraregra/operador de som etc.).

No entanto, o trabalho de teatro na escola, a basear numa técnica com fins sociais com a preocupação também de lançar alunos egressos em estudos/ensinos acurado - na indicação de instituições e ensino de teatro, visando sua profissionalização futura. Também de contar com apoio/promoção e parceria técnica-didática pedagógica do grupo gestor, supervisão dos conselhos escolares nas atividades teatrais, da secretaria de educação e de demais técnicos locais, em tal missão sociocultural.

Sobre meu papel como arte-educador

Formulação de Questões:



1. por que no âmbito e na prática escolar não se considera, ainda, a disciplina de Arte/teatro tão importante quanto a matemática, o português?

2. se a disciplina de Arte, é obrigatória em todos os níveis e modalidades de ensino da educação básica (conforme, LDB, 9.394/96 -Artigo 26; § 2º., que diz: “ O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.”); pergunto: por que ensina-se Arte, somente até a 1ª série do Ensino Médio em algumas escolas públicas; e, além do ensino/aprendizagem em maioria de escolas particulares, insere-se tal estudo, só a partir de projetos extracurriculares?

3. o ensino/aprendizagem de Arte/teatro na figura do(a) professor(a), conota-se ao longo do tempo, diversas possibilidades em (re)organização / de procedimentos /ou de problematizações teórico-práticas etc.; logo, uma delas, trata-se do quesito formação inicial e de especificidades institucionais de ensino ou de, aprofundamento cientifico e estético na linguagem artística, por parte de quem ensina e/ou de quem apreende. Indago: em sala de aula (ensino (in)formal / projetos, ONGs), pode qualquer pessoa ser professor(a) de Arte/teatro?

(Imagens, idem)
4. A disciplina de Arte/teatro tem avançado status e perspectivas de disciplina tão importante quanto qualquer outra matéria. -confirmo em minhas pesquisas junto à disciplina de módulo e também ao encontro dos PCNs/Arte- (1ª a 4ª série) - Fáceis de Entender (MEC 97,98, via revista nova escola, p.63.) e logo lá, preconiza que: “aula de arte é divertida, mas não é recreio.” Diante do exposto, ainda registra-se o regime de ensino polivante, à formação especifica por linguagens e o procedimento de “deixar fazer” na escola. Então, pergunto: como assegurar e compreender um ensino/aprendizagem em arte/Teatro, também por diversão e por prazer, sem deixar as aulas no contexto dum ensino-aprendizagem supérfluo?

5. No que diz respeito à montagem teatral no ambiente escolar, (conduzido não somente pelo professor de arte). Por que, em pleno século 21, leva-se em conta, por parte de certos professores, só o espaço de exibição (apresentação, de peças de teatro, exposição de trabalhos visuais etc.) de aluno(as) durante as festividades da escola - , sem lançar o olhar crítico do/no processo junto a eles, e de correlação aos pressupostos teórico-práticos da Disciplina de Arte?

Para concluir, também durante o Curso, despertei em Fóruns, as seguintes indagações*, abaixo (as primeiras não obtiveram respostas dos cursistas):

*Primeiras questões:
– sobre os caminhos teóricos (abordagem triangular, a cultural visual: por projetos de trabalho em Barcelona; apontados e traduzidos em nosso país/ do PcN-Arte), ou de pesquisas sistematizadas (museu de arte contemporânea da universidade de são paulo) em Arte-Educação – tudo é linguagem, em/de expressão plástica; ora, ambos fundamenta(ra)m-se nos estudos teóricos fora do Brasil. Em que lado deve ficar e a conjugar em sala de aula ou, de opor-se o Arte-educador brasileiro? Há um olhar de currículo e de panorama eurocêntrico? Vale à pena, enfocar o Ensino de Teatro e seus componentes constituintes, nesse embate teórico? É de fato, um embate teórico entre dois pensadores? E, ainda: pode-se ter em sala de aula práticas dissonantes?

– se consideramos o conhecimento em arte, a partir da Proposta Triangular do Ensino de Arte, (artes visuais): o fazer, o ler e o contextualizar; quais alternativas abaixo indicadas e construídas ao longo do tempo, apontam os pontos de partidas, dos elementos essenciais básicos do proceder, apreciar/fruir e contextualizar o Ensino do Teatro. Ou, de como conhecer as práticas e comportamentos espetaculares organizados em cena, a partir de/do: (A) – Personagem, conflito e situação dramática. (B) – Ator/atriz, texto e recepção (público). (C) – Corpo, autor e texto. In: [Fórum - Re: Discutindo questões. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - sexta, 18 setembro 2009, 21:27.].

*Segunda questão (formulei durante Encontro Presencial em minha cidade Fortaleza-Ce e lancei ao Fórum):
– a profissionalização do ator/atriz é de responsabilidade da educação inicial, em cursos profissionalizantes e superior em Artes Cênicas / arte-dramática / teatro (?). Então, quais atribuições por meio da linguagem teatro nós professores de Arte podemos assegurar no contexto escolar? In: [Fórum de Discussão. Re: Re Um Texto abordando a importância do Teatro no meio escolar por Lúcio José de Azevêdo Lucena - sábado, 3 outubro 2009, 10:36.].Sobre segunda questão, obtive uma resposta, da cursista Jucélia Ferreira Rocha segunda, 5 outubro 2009, 15:57.

– 1- texto abordando as seguintes questões: o que você considera essencial para melhorar (ou implementar) o ensino do teatro na escola? Como promover uma interação entre a escola e a comunidade? Quais as formas de implementar essa parceria tão importante? Qual o seu papel enquanto arte-educador(a)?
-->Atividade Universidade de Brasília (UnB)
Instituto de Arte (IdA)
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-lucio leonn
Disciplina HISTORIA DA ARTE EDUCAÇÃO 1
Professor Graça Veloso

Considerando o texto “A produção vocal em altas intensidades: uma revisão da Teoria Neurocronaxica de Raul Husson”

[06 de agosto de 2009]

Questão 1- As contribuições da Teoria Neurocronaxica para o treinamento do ator e do cantor.

É a única que aborda especificamente o estudo da produção de voz em altas intensidades, exigência para o trabalho do ator e do cantor; enquanto as outras focalizam nas patologias vocais surgidas da produção ‘coloquial/não- profissional’ de voz e palavra. A produção de voz e palavra são um requerimento primordial na vida profissional, como é o caso do ator, do cantor ou do professor. A produção de voz não é um fenômeno vibratório, mais um mecanismo neuro-muscular das pregas vocais. Porém, se bem a pressão de ar não causa o movimento das pregas, sem ela não se produzirá voz > ou seja, por meio de contribuições e experimentos de técnicas/teorias (Neurocronaxica), adquire-se condicionamento / comportamentos / regulagem / controle vocal / emissão/ respiração e realização de mecanismo de proteção (etc.) de pregas vocais em alta potência.

Questão 2- O mecanismo da atividade fonatória segundo a Teoria Neurocronaxica.

Em posição de repouso as cordas ou pregas vocais encontram-se unidas na sua inserção anterior, próxima à cartilagem Tiróides, e separadas na inserção posterior, onde se encontram as cartilagens Aritenóides, pequenas e móveis. Já em posição fonatória normal, as Aritenóides se aproximam e as pregas vocais juntam-se na sua inserção posterior, no ponto oposto ao da inserção anterior, enquanto que as bordas interiores das mesmas produzem oclusões periódicas, que determinam uma fenda glótica em forma de fuso estreito.

Quanto maior o número de oclusões por segundo, mais agudo o som vocal produzido. Cada contração do sistema de fibrilas neuromusculares das pregas vocais é resultado de uma descarga de impulsos nervosos que chega às pregas vocais através do nervo motor da laringe, o Recorrente. Cada descarga de impulsos nervosos propicia a contração simultânea das fibrilas neuromusculares provocando oclusões e aberturas fusiformes periódicas das mesmas.

Através do espaço definido periodicamente entre as pregas, em decorrência de suas oclusões e aberturas periódicas, circula uma coluna de ar impulsionada pela pressão de ar sub-glótica. A coluna de ar, cuja pressão aumenta graças ao bloqueio periódico imposto ao ar pelo mecanismo das oclusões periódicas da glote, produz a voz. Porém, as aberturas rítmicas da glote são independentes desse ar. Elas são resultado de um mecanismo neuro-muscular completamente diverso ao da circulação de ar. Em conseqüência, Husson afirma que a produção de voz não é um fenômeno vibratório, mais um mecanismo neuro-muscular das pregas vocais. Porém, se bem a pressão de ar não causa o movimento das pregas, sem ela não se produzirá voz.

Questão 3- Raul Husson considera o papel dos hormônios para a definição das vozes femininas, masculinas e infantis. Descreva o comportamento das vozes femininas, masculinas e infantis, segundo a Teoria Neurocronaxica.

Segundo a Teoria Neurocronaxica um homem e uma mulher adultos não produzem sons iguais, mas cantam em freqüências situadas a uma distância de uma 8a justa entre si. Tal diferença considera o papel dos hormônios para tais definições. Inclusive, a vozes infantis.

Logo, o homem produz voz normalmente no registro monofásico e a mulher no registro bifásico. Já as vozes infantis respondem no Segundo Registro, de forma similar às vozes femininas adultas (registro bifásico.).

Antes da muda, as vozes infantis apresentam cronaxias recorrenciais distribuídas por toda a escala de valores encontrada nos adultos. Durante a muda, da voz, que pode durar por muitos meses, a cronaxia reocorrencial apresenta variações anárquicas e freqüentemente aumenta. Há características individuais. Na puberdade o processo endócrino tem resultados mais drásticos em relação à voz no adolescente do sexo masculino, deslocando o registro infantil a uma 8a descendente, ou seja, respondendo no Primeiro Registro.

Homem e a mulher emitirão a uma distancia de uma 8ª justa com a mesma cronaxia recorrencial. Nas meninas, acarreta uma ligeira modificação no timbre, na extensão e na intensidade da voz.


Universidade de Brasília (UnB)

Instituto de Arte (IdA)

Atividade LABORATÓRIO DE TEATRO 2

Professoras Silvia Davine/Sulian Vieira Pacheco

Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-lucio leonn


Fonte: A Produção Vocal em Altas Intensidades: uma revisão da Teoria Neuro – Cronáxica de Raoul Husson. Silvia Davini e Sulian Vieira- CEN-IdA/UnB (2004)

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Seqüências de Treinamento -

1) As seqüências posturais propostas visam o relaxamento corporal. Não é, relaxamento; mas a flexibilização e controle do tônus muscular ou seja, a afinação do tônus muscular de acordo com as demandas do corpo em cena. As seqüências posturais visam produzir voz em altas intensidades e movimento (ação) quando os apoios do corpo no chão, do ar sobre a região pélvica e da voz a epiglote atuam de forma coordenada. E, se fundamentam no Princípio Dinâmico dos Três Apoios.

2) A voz é um instrumento do ator. O corpo é o instrumento do ator/atriz em cena e, em produção de altas intensidades vocais e movimento (ação), a partir de treinamento, organização sistemática e de registros. E tendo como presença, de referência básica, o processo.

3) As demandas corporais e vocais de professores, são demasiadamente diferenciadas das demandas de cantores e atores.

As demandas corporais e vocais dos professores em sala de aula são similares as dos atores e cantores em cena. Atores e cantores em cena são considerados, nesta proposta de treinamento, como fontes sonoras em movimento. As técnicas vocais tradicionais não contemplam que tanto atores quanto professores produzem som em movimento. Logo, atores e professores precisam garantir a produção de altas intensidades vocais, ou seja, de voz com considerável volume.

4) O diafragma é o coração da voz. Isso! E, como tal, é um músculo acionador e aparelho fonador de produção em altas intensidades, por meio do Princípio Dinâmico dos Três Apoios.

Assim, formular uma técnica que, objetivando atingir as altas intensidades vocais, dê conta das demandas da produção de voz, palavra e movimento, simultaneamente.

O diafragma é um músculo plano, amplo, em forma de guarda-chuva, que fica entre o tórax e o abdômen, e está preso nas costelas e na coluna. Ao se contrair o diafragma, suas bordas levantam as costelas, enquanto o seu centro se abaixa, empurrando os órgãos do abdômen”, (Mello, M. Celina M. B. e Bernini, Eduardo; p.16.). In: Fisiologia da Voz. Encontro por Linguagem. Material de Apoio aos Arte-Educadores. (FUNCI/NUARTE): Fortaleza-CE.

5) Cuidados com a higiene vocal (tais como não beber gelado, comer maçã, mascar gengibre) garantem o bom desempenho da produção de voz em altas intensidades. Os cuidados com a higiene vocal preservam-se de qualquer patologia. No entanto, a técnica respiratória para a produção de voz em altas intensidades resulta na expansão do eixo transversal, considerando a expansão das costelas e da cintura escapular. Assim, garante-se o bom desempenho da produção de voz em altas intensidades a proposta postural dos Três Apoios que, prepara o corpo para produzir um tipo de movimento (ação) que favorece o trabalho respiratório (controle).

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Qual é a diferença entre som e ruído?

Som é a vibração no ar motivado por um corpo sonoro. O som é agradável aos ouvidos. Já o ruído, não. Há os sons naturais e mecânicos. (Aulas minhas em música aplicada - 7ª serie disciplina de Arte.).

Consultei no dia 1º/09, para complementar essa Atividade, o aluno do 8º semestre (2009), do curso de licenciatura em música, Régis Ponte (Universidade Estadual do Ceará-Uece), também estagiário de Educação Musical na minha Escola (Emeif Herbert de Sousa).

Obtive o seguinte registro escrito: segundo Ele - na perspectiva da música - o ruído não pode ser identificado. Embora, sendo sons indefinidos, não há presença de notas exatas. Pode ser usado não de forma harmônica, mas como elemento musical do ritmo. Deu-me como exemplo, o pandeiro.

Indo para a definição de som, Ele segue: som é o resultado da vibração de corpos elásticos sobre o órgão da audição a complementar o sentido físico. Logo, as ondas sonoras são medidas em Hertz (Hz).

O que é som fundamental e o que são sons harmônicos?

Som fundamental e harmônico, segundo o aluno-estagiário Régis, ao definir o primeiro, é o som gerado por meio de uma série harmônica. Complemento: os sons, que ouvimos! Já os sons harmônicos, são sons secundários, gerados na emissão, [a partir] de um som fundamental. Complemento: há um paradoxo e ao mesmo tempo, percebo que são sons indissociáveis e complementares.

O que é timbre?

É a cor do som / da voz humana – podemos identificar pela coloração / qualidade do som e/ou hereditariedade da voz projetada. Também podemos identificar o timbre pela característica singular, encontrada em diferentes sons produzidos por instrumentos musicais diversos. (Música aplicada - 7ª serie minha disciplina de Arte.). Para finalizar, Timbre é a característica particular de cada som, organizado por meio de seus sons harmônicos. Segundo Régis.