domingo, 27 de dezembro de 2009

Considerando o texto “A produção vocal em altas intensidades: uma revisão da Teoria Neurocronaxica de Raul Husson”

[06 de agosto de 2009]

Questão 1- As contribuições da Teoria Neurocronaxica para o treinamento do ator e do cantor.

É a única que aborda especificamente o estudo da produção de voz em altas intensidades, exigência para o trabalho do ator e do cantor; enquanto as outras focalizam nas patologias vocais surgidas da produção ‘coloquial/não- profissional’ de voz e palavra. A produção de voz e palavra são um requerimento primordial na vida profissional, como é o caso do ator, do cantor ou do professor. A produção de voz não é um fenômeno vibratório, mais um mecanismo neuro-muscular das pregas vocais. Porém, se bem a pressão de ar não causa o movimento das pregas, sem ela não se produzirá voz > ou seja, por meio de contribuições e experimentos de técnicas/teorias (Neurocronaxica), adquire-se condicionamento / comportamentos / regulagem / controle vocal / emissão/ respiração e realização de mecanismo de proteção (etc.) de pregas vocais em alta potência.

Questão 2- O mecanismo da atividade fonatória segundo a Teoria Neurocronaxica.

Em posição de repouso as cordas ou pregas vocais encontram-se unidas na sua inserção anterior, próxima à cartilagem Tiróides, e separadas na inserção posterior, onde se encontram as cartilagens Aritenóides, pequenas e móveis. Já em posição fonatória normal, as Aritenóides se aproximam e as pregas vocais juntam-se na sua inserção posterior, no ponto oposto ao da inserção anterior, enquanto que as bordas interiores das mesmas produzem oclusões periódicas, que determinam uma fenda glótica em forma de fuso estreito.

Quanto maior o número de oclusões por segundo, mais agudo o som vocal produzido. Cada contração do sistema de fibrilas neuromusculares das pregas vocais é resultado de uma descarga de impulsos nervosos que chega às pregas vocais através do nervo motor da laringe, o Recorrente. Cada descarga de impulsos nervosos propicia a contração simultânea das fibrilas neuromusculares provocando oclusões e aberturas fusiformes periódicas das mesmas.

Através do espaço definido periodicamente entre as pregas, em decorrência de suas oclusões e aberturas periódicas, circula uma coluna de ar impulsionada pela pressão de ar sub-glótica. A coluna de ar, cuja pressão aumenta graças ao bloqueio periódico imposto ao ar pelo mecanismo das oclusões periódicas da glote, produz a voz. Porém, as aberturas rítmicas da glote são independentes desse ar. Elas são resultado de um mecanismo neuro-muscular completamente diverso ao da circulação de ar. Em conseqüência, Husson afirma que a produção de voz não é um fenômeno vibratório, mais um mecanismo neuro-muscular das pregas vocais. Porém, se bem a pressão de ar não causa o movimento das pregas, sem ela não se produzirá voz.

Questão 3- Raul Husson considera o papel dos hormônios para a definição das vozes femininas, masculinas e infantis. Descreva o comportamento das vozes femininas, masculinas e infantis, segundo a Teoria Neurocronaxica.

Segundo a Teoria Neurocronaxica um homem e uma mulher adultos não produzem sons iguais, mas cantam em freqüências situadas a uma distância de uma 8a justa entre si. Tal diferença considera o papel dos hormônios para tais definições. Inclusive, a vozes infantis.

Logo, o homem produz voz normalmente no registro monofásico e a mulher no registro bifásico. Já as vozes infantis respondem no Segundo Registro, de forma similar às vozes femininas adultas (registro bifásico.).

Antes da muda, as vozes infantis apresentam cronaxias recorrenciais distribuídas por toda a escala de valores encontrada nos adultos. Durante a muda, da voz, que pode durar por muitos meses, a cronaxia reocorrencial apresenta variações anárquicas e freqüentemente aumenta. Há características individuais. Na puberdade o processo endócrino tem resultados mais drásticos em relação à voz no adolescente do sexo masculino, deslocando o registro infantil a uma 8a descendente, ou seja, respondendo no Primeiro Registro.

Homem e a mulher emitirão a uma distancia de uma 8ª justa com a mesma cronaxia recorrencial. Nas meninas, acarreta uma ligeira modificação no timbre, na extensão e na intensidade da voz.


Universidade de Brasília (UnB)

Instituto de Arte (IdA)

Atividade LABORATÓRIO DE TEATRO 2

Professoras Silvia Davine/Sulian Vieira Pacheco

Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-lucio leonn


Fonte: A Produção Vocal em Altas Intensidades: uma revisão da Teoria Neuro – Cronáxica de Raoul Husson. Silvia Davini e Sulian Vieira- CEN-IdA/UnB (2004)

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Seqüências de Treinamento -

1) As seqüências posturais propostas visam o relaxamento corporal. Não é, relaxamento; mas a flexibilização e controle do tônus muscular ou seja, a afinação do tônus muscular de acordo com as demandas do corpo em cena. As seqüências posturais visam produzir voz em altas intensidades e movimento (ação) quando os apoios do corpo no chão, do ar sobre a região pélvica e da voz a epiglote atuam de forma coordenada. E, se fundamentam no Princípio Dinâmico dos Três Apoios.

2) A voz é um instrumento do ator. O corpo é o instrumento do ator/atriz em cena e, em produção de altas intensidades vocais e movimento (ação), a partir de treinamento, organização sistemática e de registros. E tendo como presença, de referência básica, o processo.

3) As demandas corporais e vocais de professores, são demasiadamente diferenciadas das demandas de cantores e atores.

As demandas corporais e vocais dos professores em sala de aula são similares as dos atores e cantores em cena. Atores e cantores em cena são considerados, nesta proposta de treinamento, como fontes sonoras em movimento. As técnicas vocais tradicionais não contemplam que tanto atores quanto professores produzem som em movimento. Logo, atores e professores precisam garantir a produção de altas intensidades vocais, ou seja, de voz com considerável volume.

4) O diafragma é o coração da voz. Isso! E, como tal, é um músculo acionador e aparelho fonador de produção em altas intensidades, por meio do Princípio Dinâmico dos Três Apoios.

Assim, formular uma técnica que, objetivando atingir as altas intensidades vocais, dê conta das demandas da produção de voz, palavra e movimento, simultaneamente.

O diafragma é um músculo plano, amplo, em forma de guarda-chuva, que fica entre o tórax e o abdômen, e está preso nas costelas e na coluna. Ao se contrair o diafragma, suas bordas levantam as costelas, enquanto o seu centro se abaixa, empurrando os órgãos do abdômen”, (Mello, M. Celina M. B. e Bernini, Eduardo; p.16.). In: Fisiologia da Voz. Encontro por Linguagem. Material de Apoio aos Arte-Educadores. (FUNCI/NUARTE): Fortaleza-CE.

5) Cuidados com a higiene vocal (tais como não beber gelado, comer maçã, mascar gengibre) garantem o bom desempenho da produção de voz em altas intensidades. Os cuidados com a higiene vocal preservam-se de qualquer patologia. No entanto, a técnica respiratória para a produção de voz em altas intensidades resulta na expansão do eixo transversal, considerando a expansão das costelas e da cintura escapular. Assim, garante-se o bom desempenho da produção de voz em altas intensidades a proposta postural dos Três Apoios que, prepara o corpo para produzir um tipo de movimento (ação) que favorece o trabalho respiratório (controle).

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Qual é a diferença entre som e ruído?

Som é a vibração no ar motivado por um corpo sonoro. O som é agradável aos ouvidos. Já o ruído, não. Há os sons naturais e mecânicos. (Aulas minhas em música aplicada - 7ª serie disciplina de Arte.).

Consultei no dia 1º/09, para complementar essa Atividade, o aluno do 8º semestre (2009), do curso de licenciatura em música, Régis Ponte (Universidade Estadual do Ceará-Uece), também estagiário de Educação Musical na minha Escola (Emeif Herbert de Sousa).

Obtive o seguinte registro escrito: segundo Ele - na perspectiva da música - o ruído não pode ser identificado. Embora, sendo sons indefinidos, não há presença de notas exatas. Pode ser usado não de forma harmônica, mas como elemento musical do ritmo. Deu-me como exemplo, o pandeiro.

Indo para a definição de som, Ele segue: som é o resultado da vibração de corpos elásticos sobre o órgão da audição a complementar o sentido físico. Logo, as ondas sonoras são medidas em Hertz (Hz).

O que é som fundamental e o que são sons harmônicos?

Som fundamental e harmônico, segundo o aluno-estagiário Régis, ao definir o primeiro, é o som gerado por meio de uma série harmônica. Complemento: os sons, que ouvimos! Já os sons harmônicos, são sons secundários, gerados na emissão, [a partir] de um som fundamental. Complemento: há um paradoxo e ao mesmo tempo, percebo que são sons indissociáveis e complementares.

O que é timbre?

É a cor do som / da voz humana – podemos identificar pela coloração / qualidade do som e/ou hereditariedade da voz projetada. Também podemos identificar o timbre pela característica singular, encontrada em diferentes sons produzidos por instrumentos musicais diversos. (Música aplicada - 7ª serie minha disciplina de Arte.). Para finalizar, Timbre é a característica particular de cada som, organizado por meio de seus sons harmônicos. Segundo Régis.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Imagem produzida por mim,que reflete imageticamente os assuntos da unidade: Produção e Difusão de Informação Artística na Internet

"O status de 'artista como gênio' não pode ser mantido, visto que aquilo que mais impressiona está no poder da máquina que o artista usa. Consequentemente, o papel do artista está mudando e o processo criativo muda com ele para se tornar um processo de solução de problemas. A genialidade é substituida pela engenhosidade"(Santella (2005) apud Harward(1990).

Em relato da imagem abaixo, sob o perfil humano, também configura uma imagem em spectrum. E, como pano de fundo, ao mesmo instante, circunda em captação, uma tal figura (entidade) em fumaça - trata-se de minha imagem junto ao céu e núvens, a cidade de Brasília-DF- projetada em contraposição, a partir de reflexo do vidro da janela do hotel, entre arranha-céus e de encontro com a câmera em mão minha.

Em processo de recurso, em captação da simples imagem, o que ficou externo, durante o clique e manuseio foi o ângulo, somente. O mundo real (externo), mesmo que não muito visível, para o leitor contemplativo, virtualizou-se no momento, ao mundo interior(quarto de hotel) sob meu perfil.

Segundo Rossi (2003) segundo apud Debray (1993) conta que, certa vez, um imperador chinês pediu ao pintor de sua corte para apagar a cascata que havia pintado na parede do palácio, porque o ruído da água não o deixava dormir. Parece que desde sempre, a imagem teve o poder de se impor a nós. Ela nos seduz por sua própria presença; já a palavra pressupõe uma linearidade na sua leitura. A palavra evoca algo que está ausente; a imagem é (já) presença, aqui e agora.

O poder da imagem não diminui, pelo contrário, hoje vivemos na chamada “civilização da imagem”. É a era da visualidade, da cultura visual. Há imagens por toda a parte. E, com, a entrada da tecnologia na produção das imagens, modificaram-se as bases do conhecimento humano (...). [In: Introdução: ler imagens, ler o mundo, (p.9).]

Continuando e, para finalizar a descrição, via imagem, há presença da territorialização entre o mundo real e a ideia\imagem virtual. Uma irônica possibilidade de virtualização e de sentidos estéticos se demanda em leitura óptica.

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Imagem em descrição e apresentação,(captada câmera digital - kodak easy share C813Zoo- produzida em dez de 2008).
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"No uso correto, a palavra virtual é empregada com freguência para significar a pura e simples ausência de existencia, a 'realidade' supondo uma afetuação material, uma presença tangível. O real seria da ordem eu 'tenho', enquanto o virtual seria da ordem do terás, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso da ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização." Segundo Pierre Levy (2005(o que é virtual?), p.15: o atual e o virtual. Capitulo: o que é virtualização?)

E, ainda sob foco de leitura, imagens que falam; segundo Rossi (idem) há necessidade, então, de conhecer a leitura\interação nessa nova forma de acesso à rede, proporcionada pela tecnologia. o que diferencia a compreensão gerada na interpretação de imagens fixas, daquelas advinda da interatividade eletrônica? Existem diferenças entre o "velho" espectador e o novo interagente que, por sua ação, faz a obra existir? Nos pergunta Rossi.

No entanto, é com ênfase no leitor imersivo, que Lúcia Santella nos aponta, olhares convergentes em seus textos; leitor imersivo é, "aquele que emerge de novos espaços incorpóreos da virtualidade."

Assim, se projeta e sinaliza os assuntos da unidade sob ambiência e ar de produção, de difusão de informação artística na Internet, por meio da foto em análise.

Por outro lado, viso sinalizar para codificar espaços: hiperpalco, perfomance online etc. E, de perceber dimensões em leituras possíveis no campo da interatividade anunciada em textos ao longo da semana de estudos, por meio do módulo TECNOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS NA ESCOLA 2 .

Por fim, ao levantar a bandeira de leitor imersivo, a meu ver, converge na relação imagem mudo; na intencionalidade em que o artista escolhe e produz a sua realidade e entorno. E, em seguida ao montar sua cena, dinamiza também, diversos leitores em habilidades perceptivas e cognitivas em espaço de cultura visual e virtual, cada vez, co-movente.

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Fontes consultadas
LÉVY, Pierre. O que é virtual? Tradução de Paulo Neves. – São Paulo: Ed. 34, (Coleção TRANS)1996. 160p.
ROSSI, Maria Helena Wagner. Imagens que falam: leitura da arte na escola. Porto Alegre: Mediação, 2003.144p.
SANTAELLA, Lúcia. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (Coleção questões fundamentais da Comunicação; 5/coordenação Valdir José de Castro). São Paulo: Paulus, 2005. 71p.ver:http://notasdator.blogspot.com/2009/12/resenha-apresentacao-de-livro-santaella.html
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Atividade de proposição Universidade de Brasília. Universidade Aberta do Brasil -Instituto de Artes Departamento de Artes Visuais Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 2.Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-lúcio leonn. Professor: Christus Nóbrega.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Produzida por Salvador Dali (o Livro Árvore) tal imAgem, reflete imageticamente, os assuntos de Produção e Difusão de Informação Artística na NET

Os surrealistas propunham a fusão de dois estados - os sonhos e a realidade.

Podemos dizer o mesmo com, Produções e Difusão de Informação Artística na NET.
Os sonhos virtuais e a realidade.
N a r r a t i v a s
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ideias
Ou, acontece o mesmo com a imagem (aqui) : "O LIVRO ÁRVORE", produzida pelo mago Salvador Dali que, imageticamente, concedo à sua pintura, reflexões, ideias, críticas construtivas aos assuntos relevantes em Unidade de estudos.

É uma árvore (tronco), mas é um livro; embora, sendo uma àrvore; portanto, é uma janela para um mundo. Processo de alteridade. Cerne do espaço virtual, real (o livro origina-se da àrvore), que cabe todo um mar... Múltiplas janelas. Informação, hipermídia, as multiplas janelas. Portal. Plasticidades... Comunicação... Leitores contemplativos, imersivos...

Ele aberto, revela uma metáfora para o conhecimento em segredo ou, de desdobramento em interfaces. Outra, consubstanciado em árvore, a imagem\janela, é sinônimo do ciberespaço\hiperdramas\hiperpalcos\ interatividades\webs... linguagens artísticas na contemporaneidade.

Tanto que:

“(...) Pensando sobre a relação teatro/espaço/tempo, poderíamos então nos perguntar sobre qual (ou quais) seria (seriam) o(s) espaço(s) do teatro do século 21. Com a contemporaneidade presenciamos o nascimento de um novo espaço. As novas tecnologias de informação e comunicação impulsionaram o nascimento do que William Gibson chamou de ciberespaço; espaço este virtual, conectado, desterritorializado, interativo e não linear. Logo, se o teatro se propõe a ocupar os espaços da humanidade, como poderíamos começar a pensar uma proposta de teatro para o ciberespaço? Como construir um palco neste território virtualizado? Como propor uma linguagem cênica para este espaço digital?
Pensar o teatro para estes novos espaços virtuais ainda é um desafio em fase inicial.

Contudo, as profundas transformações sociais provocadas pelas novas tecnologias digitais já se consolidam. Cabe a arte a urgência de pensar poeticamente sobre estas transformações e propor produtos culturais voltados para esta sociedade que povoa e ajuda a construir o ciberespaço. É chegado o momento de edificar um novo teatro, um novo palco; um hiperpalco. Nele criaremos novos dramas; hiperdramas.

Pensar uma dramaturgia para o ciberespaço é pensar nas particularidades da linguagem da hipermídia; a interatividade, o hipertexto e as múltiplas janelas. Assim, é preciso investigar como construir uma cena passível de interatividade, para que o público se torne também parte desta, manipulando-a, alterando-a, editando-a, resignificando dessa maneira a figura do autor/diretor. É do mesmo modo importante pensar na fragmentação da narrativa, pois no ciberespaço o texto é construído com links onde o internauta tem a opção de escolher onde e quando clicar, e com isso tem acesso a uma narrativa fragmentada que vai se construindo pela navegação. A isto se dá o nome de hipertexto. O hiperdrama abre-se para uma narrativa não fechada, múltipla e não linear. Outro aspecto fundamental a linguagem do ciberespaço é a possibilidade do usuário abrir varias janelas simultaneamente. Em cada janela um mundo particular. Em cada janela um universo comunicacional. É próprio da cibercultura saber lidar com a multiplicidade simultaneamente, por isso, no hiperdrama podemos pesquisar a construção de performances recorrendo a estética da simultaneidade de ações. Com isso, ampliamos os limites da representação dramática tradicional e começamos a construir um ambiente de expressão ainda desconhecido, mas pleno de possibilidades de interação. Por possuir características que o relacionam diretamente com as questões do espaço contemporâneo (ciberespaço) o hiperdrama poderia ser entendido como uma dos possíveis caminhos para pensar a dramaturgia do século 21."
(In: Hiperpalco. NÓBREGA, Christus. Acesso: dez de 2009.).
No sentido poético, as intervenções artísticas em ciberespaço têm um quer de surrealismo, um “trago de loucura” que revela toda a genialidade.

Por fim, outro pintor Surrealista!
Imagem - reprodução-"Os Amantes", de René Magritte
O seu trabalho é sempre complexo e obriga ao raciocínio, à interpretação e ao estudo.
“Os quadros de Magritte não podem ser simplesmente vistos”. Precisam ser pensados.
Logo, a obra deste pintor é marcada pela criação de cenas simples nas quais um único detalhe é suficiente para provocar no espectador um sentimento de absurdo e uma impressão de mistério.
"Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós queremos sempre ver o que está escondido pelo que vemos”. (RENÉ MAGRITTE, 1898-1967).

Conclusão poética, podemos também, comparar os vídeos-hiperpalcos- (ou nem só os artísticos, mas os locados e apreciados com intuito de serem sentidos via internet) com a corrente do impressionismo; do surrealismo em destaque. Logo,"todo o surrealismo tem um trago de loucura que revela toda a genialidade”.
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Informação:
O Ustream (http://www.ustream.tv/) é um portal de veiculação de vídeos ao vivo pela Internet. Nele você poderá criar um canal e apresentar performances em tempo real para milhões de espectadores que estejam conectados na Internet.
Para Download Para a performance on-line sugerimos a utilização do software Kompozer. Faça o download aqui. Para aprender a usá-lo veja o nosso tutorial. Kompozer Geral

Fontes consultadas
  1. HADDAD, Denise Akel e MORBIM, Dulce Gonçalves. Arte de fazer Arte. 6ª série-1ª edição. São Paulo: Editora Saraiva: 1999. In: Aula de arte e experiência do ator e Artista-educador Lúcio Leonn.
Documento de acesso digital
  1. Tutorial_Hiperpalco. Universidade de Brasília Universidade Aberta do Brasil Instituto de Artes Departamento de Artes Visuais Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 2. Professor: Christus Nóbrega. Acesso ir\restrito aos cursistas : dez de 2009.
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Atividade de proposição Universidade de Brasília. Universidade Aberta do Brasil -Instituto de Artes Departamento de Artes Visuais Disciplina: Tecnologias Contemporâneas na Escola 2.Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-lúcio leonn. Professor: Christus Nóbrega.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vide Vídeo Internet: "Smoke" imageticamente, Via -Youtube

É darmos por graças, à captação, Produção e Difusão de informação artística na Internet, que podemos obter para apreciar obras que estão muitas vezes em espaços longínquos de nós ou, disponíveis em DVDs.
"A câmera de vídeo tornou-se uma parceria das performances de diversos artistas como meio de registro de ações ritualizadas e por vezes íntimas. (...) A mais atual revolução é aquela que permite que milhões de pessoas com renda média possam se tornar produtores de suas próprias imagens, de suas próprias mensagens, de seus próprios sites na internet, enfim, que se tornem produtores sem sair de casa. As máquinas interativas incorporaram e automatizaram as ferramentas pictóricas e as técnicas textuais e sonoras que foram desenvolvidas nos últimos dois mil anos"(Santella,(2005).p. 54:(o video & as artes) e p.58: comunicação digital & as artes interativas).)
É o caso da performance o, Dvd\Evidentia. © Warner Vision. Obra “Smoke”, coreografia de Mats Ek. Performance de Sylvie Guillem & Niklas Ek. Embora, antes de tudo, é preciso dar-créditos- seus direitos autorais.
(Apreciamos, então, via portal link Youtube).
-Imagem de reprodução-
"O VÍDEO nos coloca a par da diversidade em espetáculos da dança-cênica, da cultura virtual, que envolve o corpo em experimentação e de integração com as tecnologias em tempo-(virtual)-espaço-(visual)-real. Ou, de muitos percursos, de encontros entre Arte & Tecnologia Digital. Ao mesmo tempo, nos alenta que, este diferencial hoje apresenta justamente, o fazer artístico contemporâneo - digno da própria formação em dança-teatro/tecnologias; de um olhar alterado, este antenado numa educação estética, do aqui agora. "

And the smoke? "The smoke which comes from their clothes & mouths is what they say to each other." (Mats Ek)

“Smoke”, dividida em quatro partes (o classificarei), assim:

*Vide via you tube -1ª parte (o despertar do encontro\http://www.youtube.com/watch?v=tBCIFuqdjvw -2ª parte: (o sublime)(LINK): http://www.youtube.com/watch?v=hik5QkWz0fc)

*Vide via youtube -3ª\http://www.youtube.com/watch?v=RTaFQlGJbWA-4ª parte(LINK): http://www.youtube.com/watch?v=PapxE1xTWM0 (o desaforo entre pessoas e, por fim: o pulsar pela vida), logo se dá sempre pelas indagações e respostas, mutuamente proferidas pelos corpos dos intérpretes - de Um para o Outro ou, em Solos. De encaminhar ou receber, oferecer, “um verbo”. Do ir e retornar. Há momentos de ataque, mas defesas de/em espaço pessoal/total. Direções diversas, (o uso da parede).
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Fonte consultadas
Digital: vide informações escritas detalhadas sobre o video DvD-coreografia- em: http://notasdator.blogspot.com/2008/08/anlise-coreogrfica-obra-smoke.html
SANTAELLA, Lúcia. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (Coleção questões fundamentais da Comunicação; 5/coordenação Valdir José de Castro). São Paulo: Paulus, 2005.

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Fonte apreciação em vídeo: youtube. Acesso dez 2009.

Resenha (apresentação de livro) SANTAELLA, LÚCIA. Por que as comunicações e as artes estão convergindo?

Apresentação de livro
Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)
(Resenha)
SANTAELLA, LÚCIA. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (Coleção questões fundamentais da Comunicação; 5/coordenação Valdir José de Castro). São Paulo: Paulus, 2005. 71p.

O título acima,Trata de uma das questões fundamentais que a autora indaga para entendermos a Arte e suas interfaces hoje. Ao mesmo instante, acena para a reflexão e à compreensão da comunicação aliada a uma nova estética em emersão. Por outro rumo, faz-se entre as comunicações e as artes; seguem caminhos ou encontros confluentes ou, possíveis. Assim, sinalizam-se em Um deles quando, “os artistas foram se apropriando sem reserva desses meios para as suas criações”, pontua Santaella,(p.13).

Que caminhos interatuantes as comunicações e as artes vieram percorrendo, especialmente, no último século e meio, desde que o campo das comunicações passou ocupar lugar cada vez mais dilatado nas culturas das sociedades industriais e pós-industriais? Que consequências a revolução tecnológica trouxe a partir da invenção da fotografia? Quais foram as reações dos artistas diante da hegemonia dos meios de comunicação? Que apropriações e usos os meios de comunicação têm feitos da arte? Que papéis sociais vitais a arte pode desempenhar na ambiência cultural das mídias? Por que as comunicações e as artes estão convergindo? (São perguntas relevantes, que a autora nos faz.)

O livro (índice) traz ainda, os seguintes pontos discursivos:

-Introdução
1. Pontos e partida para reflexão
2. As afinidades & atritos entre a fotografia a arte
3. O cinema experimental & o cinema como arte
4. A arte & a industrialização da cultura
5. As mídias & as imagens artísticas
6. A pós-modernidade & a desterritorialização da cultura
7. O video & as artes
8. A comunicação digital & as artes interativas

Tanto que, em breve compreensão de leitura, escolho dois tópicos que, transcrevo aqui abaixo:

“(...) a manipulação computacional da imagem ou processamento da imagem implica o poder do computador para produzir mudanças até mesmo em imagens que não foram originalmente criadas dentro dele. Assim, imagens previamente existentes, como fotos, reproduções fotográficas, filmes e vídeos, são digitalmente armazenados no computador para serem trabalhadas em uma multiplicidade de modos possíveis, desde a edição e intensificação da cor até a indetectável adição, rearranjo, substituição ou remoção de certos traços ou partes da figura.” (As afinidades & atritos entre fotografia e arte, p.48.)

Por fim:

“O vídeo também produz uma sensação de intimidade e de extensão do gesto do artista, uma gestualidade até então associada à pintura, especialmente ao expressionismo abstrato na sua ênfase do ato físico de pintar. Com o vídeo, o gesto do artista podia ser registrado e seu corpo observado no próprio ato de criar. Esse foi um outro fator responsável pela entronização relativamente rápida do vídeo nos ambientes artísticos. Um fator adicional para isso encontrava-se ainda no uso do monitor como uma escultura.” (O vídeo & as artes, p.54)

PALAVRAS-CHAVE:

Arte/Arte Visuais/Técnica/Religião/Filosofia/Natureza/Humano/Finalidades & Função da Arte/Indústria Cultural/Cultura de Massa/Os Meios de Comunicação\ Cinema/Televisão/Educação/Tecnologias Midiáticas/Pós-Modernidade/ Industrialização da Cultura/Hipertexto /Matemática/ETC.

Sobre a autora:
Lucia Santaella é professora titular da PUCSP com doutoramento em Teoria Literária na PUCSP em 1973 e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP em 1993. É Diretora do CIMID, Centro de Investigação em Mídias Digitais, da PUCSP e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos (Grupo de pesquisa cadastrado no CNPq). Coordenou o lado brasileiro do projeto de pesquisa Probral (Brasil-Alemanha/Capes-DAAD, 2000-2003) sobre relações entre palavra e imagem nas mídias. Coordenou ainda três outros projetos de pesquisa coletiva de grande porte: “ Imagens Técnicas: do mundo industrial-mecânico ao eletrônico-pós-industrial”, convênio PUC/SP-FINEP, 1989-1991; o projeto de pesquisa temático sobre “O Advento de Novas Tecnologias e Novas Gramáticas da Sonoridade”, financiado pela FAPESP, de 1992 a 1995; o projeto coletivo, modalidade multiusuários, “Produção e Difusão da Pesquisa Científica na Era Digital”, financiado pela FAPESP, 1999-2002.É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e Vice Presidente da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, México, desde 2004. É membro correspondente brasileira da da Academia Argentina de Belas Artes, eleita em 2002. É membro do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianapolis, USA.

Possui aproximadamente 40 livros publicados, entre eles se destacam:

• O que é Semiótica? (Brasiliense)
• Cultura das Mídias (Experimento)
• Cultura e Artes do Pós-Humano (Paulus)
• O Método Anti-Cartesiano de Charles Sanders Peirce
• Matrizes da Linguagem e do Pensamento (Iluminuras) - Ganhador em 2002 do Prêmio Jabuti, na categoria Teoria Literária Linguística.

Relembrando, sob sua autoria, a Paulus publicou Culturas e artes do pós-humano, Corpo e comunicação e Navegar no ciberespaço.

Mais informação:
Onde encontrar: POR QUE AS COMUNICAÇOES E AS ARTES ESTÃO CONVERGINDO?

Disponível em: http://www.martinsfontespaulista.com.br/site/detalhes.aspx?ProdutoCodigo=250909

E, mais: outros textos sobre o livro (resenha detalhada) em:

[PDF] RESENHAFormato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat- Visualização rápida intersaberes.grupouninter.com.br/arquivos/resenha.pdf – Semelhante Acesso: dez 2009.

[Imagens captadas para o momento, por lúcio leonn]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Estranhamento em Brecht, em textos de estudos e a peça Mãe Coragem

“Aquele que não ensina divertindo e não diverte ensinando não tem nada a fazer no teatro”. (Bertolt Brecht, imagem reprodução,abaixo)


Discutir o efeito de estranhamento na obra de Brecht, tendo como perspectiva a peça, Mãe Coragem, é falar da “quebra da 4ª parede no Teatro”, (influência do teatro chinês) de revelar a curiosidade e a diversão entre o espectador e de seus atores-personagens que, diante de tais acontecimentos em cenas, não se podem ir tão longe nem da próxima esquina de si mesmo.
Por outro lado, em estudos dirigidos de seus textos; do aspecto –efeito D– encaminha-se leituras e discussão, em entendimento e re-compreensão minha, para não-identificação do ator versus seus personagens. Assim, “em momento algum deve o ator transformar-se completamente na sua personagem”, (pequeno organon para o teatro, nº 48). Resume-se em tese, via Organon, sua concepção sobre teatro épico.

Por outro:

“(...) Montar um Brecht de hoje sem perder as características de estranhamento (verbo na 3ª pessoa e tempo no passado, narrar, comentar, informar a cena, exemplificar as ações do ator personagem etc.) sem esses elementos constituintes de Brecht citados e nem presentificados em cena não o fazem ser teatro épico (...).” (Fórum: Re: DICUTINDO BERTOLD BRECHT. Por Lúcio Jose de Azevêdo Lucena - quarta, 18 novembro 2009, 23:41.).

Ser teatro épico, (a seguir seus textos de estudos dirigidos aqui); o ator-narrador deve rejeitar qualquer impulso prematuro de empatia e trabalhar o mais demoradamente possível, como leitor que lê para si próprio. Deve representar os acontecimentos dando lhes aspectos de eventos históricos. Por isso do caráter épico, da narração.

E, transcrevo mais:

Sobre o espectador e seu ator de seu teatro, ele diz: do público ter atitude analítica e crítica perante os acontecimentos em quadros-vivos (...); em cena não se projeta qualquer atmosfera mágica; o ator deve ser nítido no gesto que demonstra e "não viver (...) os verbos de ação são: questionar, estranhar, ter curiosidade, criticar... (...) O personagem é sempre um estrato social. Tem o caráter de narrar ou criticar (ou a si mesmo), de organizar as cenas, os acontecimentos em 3ª pessoa, embora possa se projetar na 1ª como apresentação, criticas comentários; e, ao contrário de Stanislavski, o personagem deve viver a cena, em, Eu lírico - 1ª pessoa- subjetivo. GRIFOS MEUS. (Fórum: Re: DICUTINDO BERTOLD BRECHT. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - segunda, 23 novembro 2009, 19:00.).

Continuando, o ator deve ler o papel assumindo uma atitude de surpresa e, simultaneamente, de contestação perante suas falas e ações de cenas. Também de intromissão; dar indicação sobre a encenação e de servir comentários à parte. De se divertir e embriagar se pela música em inspiração operística ou da comédia musical presente em momentos de entradas; apresentação e comentários etc.; de querer romper com o gênero convencional do teatro dito dramático. Há sempre no ar, algo ensaiado e concluído. E, de atmosfera menos inaugural de sentidos; suspendem-se as não imagens mágicas; de fugir de poesias contemplativas.

Ao contrário, conta-se sempre com a presença da neutralidade e da mutação quanto aos comportamentos de caracteres, em atribuir o sentido da técnica da dúvida, da contestação, de descrição, de admiração, da revelação, de sugestão e narração, em função do que deve se justapuser no efeito D.

Veja como alguns exemplos - de fala –(uso de verbo: admirar\revelar) o estudo da peça, Mãe Coragem, abaixo:

“Mãe Coragem - Me chamam de Coragem, Sargento, porque uma vez; para escapar da falência , eu atravessei o fogo da artilharia de Riga, com cinqüenta pães na carroça; eles já estavam dando bolor, não havia tempo a perder, e eu não tinha outro jeito.”


Imagem reprodução\Louise Cardoso faz o papel de Mãe Coragem - montagem da Armazém Companhia de Teatro para "Mãe Coragem e Seus Filhos"-texto de Bertolt Brecht, sob direção de Paulo de Moraes-2008.

O ator épico deve decorar qual a razão da sua surpresa [admiração\revelação] e, em que momento contestou. Logo, ele descobre, revela e sugere o Texto como uma citação ou, outrora, um enunciado de fala ou da próxima cena a seguir – um quadro parcial dos acontecimentos em movimentos constantes.
Já o gesto (um estrato social – supracitado e, pela em minha escrita em fórum), deve ser básico – como uma cópia, embora, de caráter material de um gesto humano, afirma-se.

Por fim, Bertolt Brecht admite a presença da emoção em seu teatro e toda obra, desde que tais emoções venham carregadas de sentidos racionais; de alavancar a dialética do sujeito operante ou, de mobilizar em conhecimento cientifico UMA CAUSA - como uma força geradora e motriz de decisões.

Para isso, em seu Teatro (que bebeu na fonte do teatro chinês), deve-se contar sempre, com efeito, distanciamento - em linha oposta à emoção, contida no teatro dramático (unidade aristotélica de ação).

“Do not move unless there is a reason to move, and desire for variety is not enough of a reason”. (Bertolt Brecht, 1898-1956.)
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Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Aluno PROFESSOR Lúcio José de Azevêdo Lucena- Lúcio Leonn
Tarefa Semana 5: Estranhamento em Brecht, em textos e a peça Mãe Coragem
Professor Marcus Mota -

Comentário sobre o conceito ou as expectativas de espetáculo que são negadas a partir de " Ato sem palavras I", de Samuel Beckett

Imagem (reprodução, 2009): ator Sérgio Brito, em "Atos sem Palavras I", de S. Beckett

As mãos não são verdadeiras nem reais, são mistérios que habitam em nossas vidas. Às vezes, quando olho para as minhas mãos, tenho medo de, Deus.” [Fala 2ª veladora no poema dramático (teatro estático), peça: “O Marinheiro”, segundo Lúcio Leonn segundo Fernando Pessoa.] Adaptação textual por Ueliton Rocon.

“Uma imagem vale mais que mil palavras”, já diziam por meio da célebre sentença de Kunf Fu Tsé (Confúcio), conhecido sábio chinês.

Portanto, o que nos faz agir pelas mãos? – Tal imagem\ideia também remete à citação inicial que trago acima, em alusão à obra do português, Fernando Pessoa.

De contraposição dum teatro estático, só de palavras (queria Pessoa), temos em estudos a obra de Beckett, teatro da dramaturgia do corpo... Em situação de Teatro do Absurdo. O que aproximam ambos trata-se da metafísica.

Mas, o que vale mesmo as imagens mais que o texto, ao longo da obra, “Ato sem Palavras I”, de Samuel Beckett?

São as idéias construídas e desmaterializadas com precisão em composição de imagens e de ações físicas. Dualismo entre o sujeito e objeto em consequência de suas ações.

O assobio de início, antes provido do corpo humano, gera a repetição contínua em outro corpo, o da cena\espaço do palco superior.

Da articulação de pensamento, torna-se o ponto referencial de toda ação seguida.

Da ação se repete: o homem fica em paralelo e põe-se a pensar, ao contrário da “finalização da cena”, da ação: “o homem não se move nada.”

Há contínuo ato em ciclo do cotidiano humano. Vejam os elementos da cena:

Árvore pequena um galho simples (ação cessa aqui)\ moita de poucos galhos e folhas\sombras\suas mãos\tesoura de alfaiate (lâminas)\ pequeno jarro d’água (elemento quase central de desejo de toda cena): (retorna) \ primeiro cubo grande, segundo cubo menor, terceiro e ainda menor cubo\uma corda com nós \ (retorno) da tesoura\pedaço de corda\um laço de corda\tronco\gola de sua camisa\o não-movimento: (homem não se move nada) \ seu rosto voltado para a audiência\ ele olha para suas mãos(\ cortina.

Do silêncio se faz presente. Os sentimentos se instauram. O ato des\contínuo, do início-meio-fim. Ou reinício de tudo... O Homem, em corporificação de ações posteriores, nega ao mesmo tempo, os movimentos anteriores (o presente torna-se passado e vice-versa); no palco: aparição (entrada) e retorno (saída) à direita, têm-se a negação e materialização ou não, de si mesmo. Ou do próprio ato teatral, enquanto linguagem. Como também, de origem à Lei do retorno (consequências). Da negação da (não-)Existência.

ACT WITHOUT WORDS (1956): “Pantomima para um ator”, sob a tradução de Marcus Mota (2008), confirma a presença de unidades de ações físicas de cena (aspecto visual ao materializar do ponto de vista de atuação ator-personagem e de elementos constitutivos do palco), outrora, de re(la)ação codificada e difundida pelo mestre Stanislavski - nos dar entendimento corpóreo do personagem-homem.

(Imagem(espetáculo de 2009), idem.)

Assim, contrapõe-se à palavra articulada (dimensão acústica de cenas), antes, não-proferidas em âmbito das expectativas de espetáculo teatral de caráter convencional.

Por fim, são negadas expectativas de sequências contínuas de unidades de movimentos de tempo de ações em progresso sustentado; de espaço (lugar, situação dramática racional) em construção dramatúrgica de texto não-linear; de personagem em caracterização teatral ou mesmo de ausência de diálogos quando se trata de um monólogo corporal.

(...) Da obra e do dramaturgo em estudo, nos remete ao *teatro do absurdo. As personagens clamam por sua existência por isso, perpassam pela corrente também, do Existencialismo. Dos diálogos em cena, sem conexão convencional, de rubricas ou movimentos (temos ação psicológica e corpo visível) de outrora, o não-convencional em cena; de concepção cênica muitas vezes atemporal, de imediato estamos diante duma situação de não-lugar. Somos presos pelo tempo ou pela espera ou pela angústia de quem nunca virar como na peça, Esperando Godot. (...).” Re: dúvidas \ Discutindo Beckett. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - sábado, 5 dezembro 2009, 18:17."

Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC

Professor Marcus Mota (UnB) Universidade de Brasilia/IdA Instituto de Artes

Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn.

Tarefa 7 Comentário Beckett