sábado, 14 de novembro de 2009

WikiTarefa alunos UnB): Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2

NOVAS TECNOLOGIAS PARA UMA "NOVA" EDUCAÇÃO
Imagens (acervo lúcio leonn) ALUN@S UnB

1. Um Novo Paradigma da Educação: As Novas Tecnologias

A palavra paradigma significa modelo, padrão, norma; por exemplo, o (dicionário Aurélio), quando falo em um novo paradigma educacional estou falando de um novo modelo de educação para uma nova sociedade. A sociedade pós-industrial trouxe consigo as sementes das transformações, instituindo, portanto, um novo arranjo social. A intensidade das mudanças provocadas pelas novas tecnologias e pela proliferação da cultura da informática, nas sociedades, nos convida à reflexão e à identificação do novo modelo de aprendizagem tendo como recurso a tecnologia da informática. Nesse sentido o processo de informatização da sociedade assume dimensões globais transformando-se num processo cultural e tecnológico em expansão. A grande disseminação da informática, em segmentos importantes da sociedade, revoluciona formas tradicionais de equilíbrio e institui um novo paradigma que alcança e modifica a comunicação, os modos de aprendizagem, as relações humanas e as organizacionais.

Compreendemos a ciência, tecnologia, arte, educação, como sendo produtos produzidos pela sociedade, que fazem parte do complexo conjunto cultural, enquanto produto, sobre o conjunto concreto ou virtual sobre quem os produz independente da possibilidade, ou não, de acesso, de determinado segmento a esses produtos, uma vez que todos os segmentos são partes constituintes da totalidade cultural e por ela são afetadas. Portanto a tecnologia se mistura a esse campo gerando um conjunto de ações, na sociedade e na educação. E, se revela um novo paradigma.

1.1 A Escola, a Aprendizagem e a Tecnologia


Atualmente para falarmos de Educação, somos também obrigados a falar no rompimento dos paradigmas, em especial na tecnologia e nas novas formas de aprendizagem vigentes. Vivemos numa sociedade denominada como sendo a sociedade da informação que é caracterizada pela globalização e a informatização. Assim a Escola torna-se obrigada a formar para a vida em sociedade e para o mundo do trabalho e do desenvolvimento, que é bastante diferente de treinar pessoas para realizar uma determinada atividade. É investir na criação de amplas competências e habilidades que permitam uma atuação efetiva na sociedade.

1.2 Tecnologia ou Metodologia?

A Tecnologia na Educação necessita de um olhar mais amplo, envolvendo novas formas de ensinar e de aprender condizentes com os novos rumos da sociedade e do conhecimento, o qual se caracteriza pelos princípios da diversidade, da integração, da interação e da complexidade. E, de métodos, ou de metodologias em abordagens.

Logo, compromisso com as questões educacionais precisa ser ampliado, por meio de várias possibilidades de organização, inclusive quando algumas fazem uso da tecnologia para superar os limites de espaços e tempos, a fim que pessoas diversas tenham acesso à informação e possam vivenciar diversas maneiras de representar o conhecimento. É preciso um novo pensar, uma forma de colocar a escola na comunidade que está em constante avanço junto à sociedade, e as pessoas que nela vivem e se inserem.

Durante anos, nós professores estamos constantemente nos questionando sobre o porquê de demorar tanto para que a escola também estivesse conectada ao mundo por meio das tecnologias contemporâneas especialmente a Internet, mas quando ela chegou nos deparamos com um outro grave problema "o uso desta tecnologia", como fazer? Para que fazer?

Enfim, os professores se encontravam despreparados para utilizar estes equipamentos tão esperados, de maneira que continuamos a utilizá-lo de forma tradicional e pouco reflexiva, uma vez que o objetivo da tecnologia é auxiliar o docente em atividades que propiciem uma reflexão por parte do aluno, realizando a interação entre as diversas disciplinas e os recursos que esta oferece.

Vide vídeo (retrata tal situação ainda presente em nossos dias, pois demonstra claramente que qualquer instrumento de ensino, desde o mais simples até o mais complexo só será válido quando o professor souber "como" utilizar o mesmo). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=xLRt0mvvpBk

E, diante de fatos evidenciados, acima; pergunta-se: mas, o que é abordagem?É o conjunto de idéias e crenças sobre a aprendizagem, são as teorias nas quais nos baseamos e nas quais acreditamos para desenvolvermos uma metodologia. A abordagem não determina um planejamento, mas indica os caminhos para o professor. Segundo BARBOSA, Ana Amália Tavares Bastos. O Ensino de Artes e Inglês: Uma Experiência Interdisciplinar. In: Capítulo 2: Abordagens Contextualizadas. Tópicos, (pp. 35-36): Abordagem, metodologia ou prática? São Paulo: Cortez, 2007.
E, da metodologia?

"Sempre ouvi dizer que metodologia é o professor quem faz em sua sala de aula e só recentemente isto ficou claro para mim. Quando adotamos uma teoria sobre o ensino precisamos criar possibilidades para desenvolvê-la em nossas aulas. Fazemos então um planejamento à luz destas teorias, destas abordagens, mas, temos que levar em consideração quem são nossos alunos, qual é o contexto (teórico), para direcionar nosso fazer em sala de aula." Ressalta Barbosa, idem.

1.3 A Sala de Aula, o Aluno(a) e o Computador

Na realidade, muitas escolas públicas brasileiras utilizam o computador por meio da sala multimídias, do Laboratório de Informática Educativa (LIE) convênio MEC / Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação–FNDE, parceria secretaria de educação de cada estado e município até mesmo de pequenos notebooks e de projetos intertransdisciplinares são evidenciados e norteados pelo campo da interface: educação e tecnologia - por parte de professores/alunos; ou de pesquisas científicas e artísticas, aliar o processo ensino-aprendizagem pelo uso da Internet.

Para a professora, arte educadora, Rosa Iavelberg (Artmed, 2003) numa perspectiva de pertencimento, ao encontro de fundamentação nossa, diz o seguinte: "a criança- ou o jovem de classe média- realiza em casa atos de cultura que favorecem a assimilação desses novos meios e costuma ter acesso a eles nas escolas da rede privada. Com os alunos da população de baixa renda ocorre o contrário: eles não têm acesso em casa nem na escola." Pontua, ela.

E, segue seu pensamento:

"para construir um saber competente são necessárias situações frequentes de uso/reflexão/uso das novas linguagens. Assim, o acesso precisaria ser garantido com número suficiente de computadores por criança, orientadas por professores com domínio para ensinar sobre o uso adequado dos equipamentos. Não há como "maquiar", oferecendo esparsas oportunidades de acesso (um computador para cem alunos)." Finaliza.

Logo, o computador é um forte aliando à educação, bem como, torna-se extensão de atividades em processo de ensino-aprendizagem presencial ou virtual na Escola.

2. Breve Histórico da Tecnologia Aplicada à Arte e à Educação, a partir da Década de 1990

No Brasil, o processo de reformas na área da Educação nos anos 1990 deu-se em duas frentes: uma, por meio da apresentação de um projeto global para a educação - a lei de Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394/96) – e outra, que se constituiu nas implementações de um conjunto de planos setoriais e decretos do Executivo (Ex. Plano Decenal da Educação-1997-2007). – Afirma Perone, Vera. (2003). Política educacional e papel do Estado: no Brasil dos anos 1990. São Paulo: Xamã, p.15).

Faz-se importante, evidenciar a década de 1990; período em que todas as artes convergiram para o conhecimento científico e de aliança tecnológica; e, não mais: “fazer por fazer”. Tempo de des\conexão via Internet por parte de (não-) usuários; principalmente, na esfera da educação básica dos países em desenvolvimento.

E, neste ínterim, houve a reorganização curricular do ensino de arte (proposta triangular), a formação de arte-educadores em nível de pós-graduação; a criação dos PCNs\arte e, a contar com um olhar desafiador, junto com a classe de professores (de arte) e grupos em diversos movimentos da sociedade organizada, advindo da década anterior, para o mundo da era globalizada. Principalmente, nos países de primeiro mundo, a tecnologia era elemento de ponta. Aqui, país emergente economicamente, ainda ecoa-se o lema da inclusão digital. E nas artes, por linguagens; sua interface de mediação instaura o corpo científico de o novo saber proceder-conhecer-fazendo.

2.1 O Professor(a) de Arte precisa saber ensinar Arte e saber-ser professor(a)

Saber Arte e saber ser professor de arte são premissas do livro, Arte na Educação Escolar, de Maria F. de Resende e Fusari e Maria Heloisa C. de T. Ferraz, (Cortez, 2001), e por isso, devem fazer jus e alusão, carinhosamente aqui, aos apontamentos e pensamentos coerentes com das autoras, em mediação da Arte-educação.

Segundo elas: "o compromisso com um projeto educativo que vise reformulações qualitativos na escola precisa do desenvolvimento, em profundidade, de saberes necessários para um competente trabalho pedagógico. No caso do professor de Arte, a sua prática-teoria artística e estética deve estar conectada a uma concepção de arte, assim como a consistentes propostas pedagógicas. Em síntese, ele precisa saber arte e saber ser professor de arte(p.53)."

E, ainda, sob pensar do campo teórico (Fusari e Ferraz); o que é ser professor de arte? E, com qual conhecimento e bagagem?

Para entendimento, "é atuar através de uma pedagogia mais realista e mais progressista, que aproxime os estudantes do legado cultural e artístico da humanidade, permitindo, assim, que tenham conhecimento dos aspectos mais significativos de nossa cultura, em suas diversas manifestações. (...) é preciso aprofundar estudos e evoluir no saber estético e artístico. Os estudantes têm o direito de contar com professores que estudem e saibam arte vinculada à vida pessoal, regional, nacional e internacional."

E, no mesmo patamar, "o professor de arte precisa saber o alcance de sua ação profissional, ou seja, saber que pode concorrer para que seus alunos também elaborem uma cultura estética e artística que expresse com clareza a sua vida em sociedade. O professor de arte é um dos responsáveis pelo sucesso desse processo transformador, ao ajudar os alunos a melhorarem suas sensibilidades e saberes práticos e teóricos em arte. (..)." Ressaltam, as autoras.

Assim, o professor de arte precisa também, apresentar a capacidade de entender os três momentos do processo artístico, junto às crianças e adolescentes: o fazer, o conhecer e o exprimir ou do refletir ao contextualizar.

Fundamentamos, ainda, que: “do processo de escolarização da arte nasce seu principal protagonista: o professor de arte, cuja principal função foi, com a vigência da LDB 5692/71, trabalhar a ‘Educação Artística’ nas escolas. Embora a atual LDB 9.394/96 modifique esta nomenclatura adjetivada, substituindo-a mais corretamente para o substantivo Arte, os últimos 25 anos imprimiram marcas e conceitos para arte na escola que foram decisivos para a orientação de seu ensino.” Segundo Isabel Marques, (2007). Ensino de Dança Hoje: textos e contextos, (capitulo: vozes da dança na escola. Subcapitulo: Professor versus artista, (p.57). Grifo da autora

Por fim, o professor de arte precisa saber-ser pesquisador de si mesmo na busca de formação organizacional (pessoal-profissional-Escola\instituição) e diante da práxis pedagógica autônoma, de consistência no campo do saber arte e educação.

2.2 Saber Arte aliada às novas tecnologias e suas interfaces

As novas tecnologias e suas interfaces se desdobram na Educação, ao mesmo tempo de transição, de postura e de atitude do saber ser e do saber mediar arte. Logo, “ser contemporâneo de si mesmo é o mínimo que se pode exigir de um Arte-Educador.” (Segundo Ana Amália Tavares Bastos Barbosa apud Ana Mae Barbosa, 2008).

Tanto que:

"(...) As formas de comunicação das mídias podem ser trabalhadas pela construção de um espírito critico e de uma visão lúcida, que leve ao desenvolvimento do julgamento e da autonomia quando o aluno tenha capacidade para realizar análise comparativa entre experiências de baixa qualidade e experiências de boa qualidade artística e estética (...). Os antigos recursos de produção e apreciação de arte e acesso à produção de conhecimento sobre arte (livros, revistas, jornais, gibis de HQ, máquinas fotográficas, aparelho de vídeo, TV, filmadoras, rádios, máquina de reprografia) podem coexistir com as novas tecnologias, (Rosa Iavelberg, (idem); capitulo: o ensino de artes visuais e as novas tecnologias da comunicação e informação (NTCI), pp.99-100.): Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores.

No entanto, é preciso ter cuidado como professor e, de Arte, à frente da excessiva valorização do "novo" sem o conhecimento necessário para sua utilização. O entusiasmo pode levar a inadequação de uma aplicabilidade prática in/consciente. Estruturar as aulas de artes aliando-as aos novos recursos tecnológicos requer estudo, tempo, compromisso e de reflexão relacionada à uma nova abordagem metodológica que está em alta, porém ainda "engatinhando" no que se refere a qualidade, o campo de acesso midiático e de sua inclusão em informática educativa ou de um modo geral, intercomunicativa.

Assim, sob fundamentação teórica, (Iavelberg), concluímos que:

“(...) Os professores precisam investigar como os alunos aprendem as NTCI. A questão central passa a ser o fazer aprender, saber como o aluno aprende diferentes tipos de conteúdos (fatos, conceitos, princípios, procedimentos, normas valores e atitudes) ligados às NTCI. A recepção e a reconstrução de significados presentes nas NTCI serão conteúdo fundamental para a reflexão dos professores para criar, gerir e orientar situações de aprendizagem com novos meios e multimeios, e não apenas incluí-los mecanicamente em suas aulas." (idem, p.101).

2.3. Habilidades/Competências e de Conhecimentos/Atitudes/Valores - Professores(as) de Arte em interface educativa

O papel da arte na escola vai além do enriquecimento cultural e alívio de tensões. Deve ter como principal foco, o aprimoramento do conhecimento estético e de promover a vivência do aluno em Arte; de buscar sempre sua contextualização, de normas, valores e atitudes.

O professor deve saber ensinar arte e, uma de suas competências, é voltada ao meio tecnológico (uso educativo de vídeo, de textos em softwares pedagógicos, da criação/alimentação e manutenção de blogs em fruição escrita e de imagens digitalizadas, de desenhos de produção de alunos escaneados, de obras de artistas em figuras computacionais reproduzidas, ou de incentivar a pesquisa e atividades virtuais em rede ou comunidade de professores\alunos, etc.), de maneira a dar um significado sociocultural informatizado; lançando mão de um processo criador inconsciente pelo uso banal do computador e, de partir de diferentes linguagens aos seus elementos constituintes de captação\produção/recepção.

3. Da presença da Tecnologia na Escola: qualidade ou empobrecimento

Alguns estudiosos, principalmente da área da psicologia, tem defendido que a introdução da tecnologia (computadores) na educação prejudica o processo de aprendizagem. Segundo eles, o computador, por ser um meio de comunicação de massa distância a relação interpessoal entre aluno e professor, a impedir o aluno analisar a informação que está sendo absorvida, já que o professor é quem estimula tal reflexão.
Outro ponto julgado como prejudicial é a motivação como justificativa para o uso dos computadores em sala de aula. Quando a motivação é apontada como objetivo principal a aprendizagem pode não ocorrer e a ferramenta assume o foco principal, abandonando sua função de auxiliar.

"Por um lado, é verdade que, em nossos pais, a associação entre educação e desenvolvimento tecnológico foi propiciada por uma visão tecnicista, no quadro da ditadura militar, gerando uma resistência de natureza política à tecnologia. Mas há também razões culturais e sociais como certo temor pela máquina e equipamentos eletrônicos, medo da despersonalização e de ser substituída pelo computador, ameaça ao emprego, precária formação cultural e científica ou formação que não inclui a tecnologia. [(...) O valor da aprendizagem escolar está, precisamente, em introduzir os alunos nos significados da cultura e da ciência por meio de mediações cognitivas e interacionais que supõem a relação docente. (...)."]. Sinaliza Libâneo, José Carlos (Cortez, 2003).IN: tecnologia informática e substituição da relação docente,e: impactos das NTCI e resistência dos educadores escolares.(Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e profissão docente,pp.67-68.). Enxerto meu.

3.1 O Computador e o Professor(a): encontros de confluências e de divergências

Na busca de apontar encontros confluentes e divergentes entre o professor(a) e o computador; seguimos com os mesmos pensadores e obras (Libânio, p.59) e Iavelberg (Artmed, 2003, pp.99-101), já fundamentados, acima.

O primeiro destaca o avanço tecnológico e as necessidades de formação e as relações divergentes com:
as necessidades do novo paradigma produtivo (que falamos primeiro tópico) e a propalada universalização da escolarização básica;
a multiplicidade com os meios de comunicação na sociedade informacional e a morte da escola(desescolarização);
o uso da tecnologia informática na escola e a substituição da relação docente; o impacto das NTCI na escola e a pouca receptividade dos educadores escolares em relação aos processos de inovação tecnológica.

Por fim, segundo Iavelberg, “velocidade e fragmentação”, segundo Emilia Ferreiro, são conceitos pouco atraentes à educação. A “cultura da impaciência e da interrupção”, definida por Barbier Bouvert (1993), segundo a primeira, está pouco relacionada à assimilação e, para Ferreiro, a tentativa de queimar etapas em educação é um problema político, que não encontra ressonância no corpo biológico;
Os softwares educativos podem melhorar o rendimento do trabalho nas escolas, diminuindo as atividades mecânicas, deixando mais tempo para atividades mais importantes;
Um site interativo e um museu virtual (há muitos na internet) garante a alunos e professores acesso rápido à imagens e textos de vários gêneros (biográficos,informativos, críticos, históricos) e links com outros sites;
Nenhum meio eletroeletrônico substitui o professor; cita Iavelberg, segundo, (Nóvoa, 1995).

Na essência do saber-ser, o professor (não somente, de arte) precisa ser alfabetizado em linguagem do computador. Tanto no que diz respeito aos elementos do sistema software como do da parte hardware. Embora, ajustar tal encontro não se revela integrador. Há todo o campo do saber cientifico, de formação, de pesquisa e vontade de mudar a prática. De saber sobreviver num mundo profissional e de ser contemporâneo de si mesmo.

3.2 Massificação da Informação e da Comunicação Interativa Acessiva

Para não ocorrer massificação da Informação e da Comunicação Interativa Acessiva (pelo computador); vale sempre o uso da etiqueta net; do respeito às regras gramaticais da primeira língua (do operador) e, do código de conduta; do valor humano em detrimento da comunicação mútua, da solidariedade e da justiça. Assim, garante-se uma comunicação menos banalizada, não tanto tempestuosa, nem tampouco aética entre as diversas comunidades, mediadas pelo uso das novas tecnologias de informação e da comunicação.
3.3 Linguagem de Computador versus Linguagem Gramatical/Verbal

Linguagem de computador é uma coleção de cadeias de símbolos, de comprimento finito. Estas cadeias são denominadas sentenças de linguagem e são formadas pela justaposição de elementos individuais ou símbolos.

Internetês é um neologismo que designa a linguagem utilizada no meio virtual, onde as palavras são abreviadas podendo ser representadas por apenas três ou menos letras, sem pontuação ou acentuação. Linguagem informal que não prejudica o uso correto da linguagem já que, encontramos na rede trabalhos formais que não sofrem esse tipo de interferência. Ou mesmo em comunidades virtuais há uma demanda de abreviações de palavras, de termos ou estrangeirismos acrescentados e de uso à linguagem materna, pela interação entre o computador, os aspectos culturais, da gramática do sujeito em comando: o internauta. Vejam alguns exemplos:

porque=pq
muito=mto
casa=ksa
thau=xau
beijo=bjo
você=vc
cadê=kd
beleza=bz
sorrir=rs
gargalhada=kkk
teclar=tc
hoje=hj
até mais =ate+
também=tbm
adiciona(r)do=add(ed)

Com a inserção da tecnologia na educação a aprendizagem deve ser estimulada por atividades e/ou relacionamento humanos, capazes de desencadearem novos processos de construção, onde aprendemos construindo nossa própria estrutura cognitiva e não apenas registrando estímulos que, associados a conhecimentos previamente estruturados, levam-nos á capacidade de uma nova compreensão, atingindo novos objetivos.

E, uma delas é se fazer entender em diversos sentidos e meios de comunicação, ora pelo uso da língua nativa em contextos de fala (verbal) ora, da escrita informal ou da linguagem padrão em conexão do dia-a-dia ou recursos de programas pelo computador.

4. Conclusão
Quando se fala das finalidades e dos pressupostos teóricos do Ensino de Arte, é necessário o entendimento dos objetivos, dos conteúdos e de métodos da educação estética, também em interface com as demandas de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação em sociedade que se diz plural. Assim, esta se modifica conforme a concepção e visão do mundo e do homem, como do próprio meio que se organizada e se insere em ambiência de pertencimento. Logo, cada contexto econômico e social de momento, vem caracterizando o modo de pensar, de agir e os interesses das classes e de grupos sociais proativos e de valores dominantes.

Por outro lado, Educação é um processo unilateral, de personalidade complexa e a envolver a formação de qualidades físicas, morais, intelectuais e estéticas do povo. Tendo em vista a orientação da atividade humana em sua relação com o meio social que se ordena no sistema educacional do país. E, quanto à Educação Estética?Por outro, “Educação não é a resposta total para todos os desafios criados pela Era da Informação (bem como da educação artística), mas é parte da resposta, da mesma maneira que a educação é parte da resposta para uma gama dos problemas da sociedade (...). "A educação é o grande nivelador da sociedade, e toda melhoria na educação é uma grande contribuição para equalizar as oportunidades" Precisamos entender que é necessária educação tecnológica e informática de base, com sólidos conhecimentos científicos e éticos, onde as diferentes culturas sejam respeitadas e a solidariedade e a justiça entre os povos levem à superação do egoísmo humano". A arte de aprender em todos os modelos, desde que AS MAQUINAS FICAM MAIS INTELIGENTES, E NÓS?
É verdade que o uso dos recursos tecnológicos na prática docente nos possibilita uma grande mudança de paradigmas, as TIC's reforçam o apelo da sociedade capitalista, que está sempre em busca de inovações tecnológicas para suprir sua necessidade de consumo, quer seja um aparelho eletrônico com múltiplas funções ou o acesso à uma formação acadêmica em um menor período de tempo e de preferência que não nos obrigue a sairmos de casa, como o caso, da modalidade EAD.

Mas, contudo não devemos nos esquecer de sempre primarmos pela segurança, pois as mesmas facilidades que as inovações tecnológicas nos possibilitam veem muitas vezes recheadas de "surpresas" não muito agradáveis, que possibilitam o surgimento de um novo algoz para a sociedade, o crime virtual, em que vários sites de pesquisas enchem os nossos computadores de vírus, malwares e spywares, programas com finalidades maléficas que podem trazer grandes transtornos aos desavisados internautas, que podem resultar desde a perda de dados até as fraudes no mercado financeiro, por isso vai o aviso "se for navegar, então navegue com segurança".

Por isso a insistência de educadores como Paulo Freire (1997) de que venhamos a promover uma educação liberadora, que realmente provoque essa capacidade no aluno, de refletir, de pensar, de criar, não meramente uma educação bancária, meramente informática, a tecnologia veio para viabilizar essa educação, um mecanismo eficaz, pois a tarefa de educar não é uma tarefa fácil e o motivo da faculdade reside no fato de que ela não se resume a algo pronto, regrado, mas pelo contrário, suscita de muitas vivências e de muitos questionamentos novos que exigirão um repensar e recriar contínuo.

E, por fim, as novas tecnologias como suporte na educação como o todo, torna-se um novo paradigma nas escolas públicas municipais e estaduais quiçá nas particulares. Uma vez a educação sinaliza ao campo da Tecnologia para reorganizar a escola e todo seu segmento. E, todos precisam estar consonantes com tal paradigma. Além disso, Educação é um processo por constituir-se de transformações sucessivas e de incertezas na vida das pessoas, por revelar sentidos de incompletude e alteridade. (fonte consultada e citada ao longo do corpo do Texto)
***
Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2
Tutorias: Martha Lemos/Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena
Tarefa 3 WIKItarefa alunos UnB
Professor Christus Nóbrega
14/11/09 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Entrevista/Diário do Nordeste/Caderno 3: DANÇA (7/11/2009)- Novos passos (curso dança & pensamento,2007-2009)

A dança como área de conhecimento foi um dos focos do curso Dança e Pensamento, que terminou ontem depois de lançar questões para o cenário local.

Corpo e dança: curso buscou novas formas de pensar velhas questões relevantes ao universo da dança cênica. (Foto: Silvana Tarelho)


Foram dois anos de curso, divididos em 18 módulos que proporcionaram um mergulho no universo da dança por meio de pesquisas, reflexões, discussões e experimentações. Criado a partir de uma demanda percebida entre os representantes dos segmentos da dança local, o curso Dança e Pensamento, realizado pela Prefeitura Municipal de Fortaleza, por meio da Escola Pública de Dança da Vila das Artes, veio suprir uma lacuna de debates teóricos em torno da dança em Fortaleza. A dança tomada como campo do saber e área de conhecimento que vai além da técnica e da prática.

Agregando um conjunto de ações direcionadas à formação e aperfeiçoamento artístico e teórico da dança cênica, o curso teve seu encerramento ontem em meio à apresentação de trabalhos dos alunos, na Vila das Artes. Tendo como corpo docente nomes de destaque nacional e internacional, o curso propôs um pensamento crítico sobre o corpo, a dança e sua relação com outras linguagem artísticas (teatro, cinema, música) e tecnológicas. A iniciativa deu novo gás às discussões em torno da dança e movimentou pessoas de diferentes instâncias com a presença de pesquisadores, teóricos, pensadores e bailarinos como José Gil, Armando Menicacci, Thereza Rocha, Eliana Rodrigues, Isabel Marques e Isabelle Ginot, entre tantos outros.

Natureza híbrida

Surgido em meio a um cenário que privilegiava a formação técnica de profissionais, e em uma cidade que ainda não possui graduação em dança - lugar que proporcionaria a reflexão -, o curso nasceu com a proposta de privilegiar um olhar diferenciado sob a dança. "O curso convidou profissionais da dança e de áreas afins a refletir sobre questões de diversas ordens que atravessam o fazer da dança na atualidade", explica Ernesto Gadelha, bailarino profissional e coordenador da Escola Pública de Dança da Vila das Artes. "O curso tentou fornecer ferramentas que permitissem ao aluno problematizar o campo da dança na contemporaneidade em sua complexidade, nas interfaces com outras linguagens, dialogando com várias áreas de conhecimento, produzindo pensamento, constituindo seu próprio campo de conhecimento", argumenta.

Para Ernesto, o grande mérito do curso foi pautar a dança de uma outra forma, "como uma manifestação atravessada por uma infinidade de vetores de diversas naturezas, completamente ´impura´ e híbrida, trazendo-a para fora de uma moldura-território limitada em que ela normalmente costumava ser enquadrada e lida".

"Tenho a impressão de que muita coisa importante foi vista, discutida, (re)significada pelos alunos. Fica a forte impressão de que o conceito ´dança´ multiplicou-se em seus significados e territorialidades possíveis após esse curso", acredita o coordenador do curso.

Teoria e prática

Dividido em quatro módulos distintos (Histórias da Dança, Interfaces, O Olhar Analítico e Dança hoje - cenas e questões, a ideia foi debater temas e acontecimentos relevantes de diversas ordens que têm permeado a dança cênica em suas dinâmicas, sobretudo no século passado e nesse século. "As discussões importantes foram muitas e devem continuar acontecendo e reverberando na cidade", espera Ernesto. "Uma das principais virtudes do curso foi situar a dança, com suas práticas, saberes, crenças, em meio a um campo vasto e cheio de interseções, atravessado por forças e dinâmicas múltiplas, em constante processo de reconfiguração".

Para Sylvia Sousa, que pratica dança contemporânea há 12 anos, o curso possibilitou que ela aliasse seu desejo pela prática com o interesse pela teoria. "Acredito na dança como área de conhecimento e o curso veio, exatamente, possibilitar o aprofundamento e sistematização de um pensamento sobre a dança", destaca. Segundo ela, o curso pontuou uma série de questões que permearam vários campos da dança. "Em particular me interessei mais sobre os temas que envolveram o corpo e sua presença cênica na dança, na performance e a transposição desta presença para o vídeo", conta a bailarina. "Outra área que me despertou muito interesse foi a filosofia. Ela me ofereceu grandes ferramentas conceituais que possibilitaram a elaboração de um pensamento mais profundo sobre as questões que estão postas atualmente sobre a dança contemporânea".

O ator e bailarino Lúcio Leonn concorda e elogia a iniciativa. "O curso me possibilitou sair do espaço do fazer/criar para o da escrita, reaprendendo a refletir nas atividades propostas no curso por cada professor visitante", conta. "O verbo antes era só o fazer, no sentido prático e inaugural de produção/recepção em espetáculos, de formação em artes ou de ensino, em curto prazo", acredita. "Com o novo milênio, o mercado de trabalho, as universidades/escolas no ensino artístico, as exigências do intérprete-criador perante ele mesmo e à nova cena convergiram para o conhecer", pensa.

Como principal resultado da empreitada, a criação e estabelecimento de uma nova visão para a dança. Entre vídeos, textos e artigos produzidos pelos alunos, a informação passou a ser sistematizada, as ideias começaram a ser pensadas de modo mais articulado e a dança passou a ganhar um novo status na cidade. "Considero, talvez, como grande destaque do curso o processo que este iniciou na construção de um pensamento critico sobre a dança na cidade de Fortaleza", cita Sylvia Sousa. "Tivemos a oportunidade de absorver um conhecimento adquirido por meio de professores relevantes no pensar e no fazer da dança hoje", destaca Lúcio. "O curso também mobilizou a dança cearense para fomentar a presença do crítico nesse segmento no Ceará".

Dança e educação

Com a conclusão do curso, a Escola Pública de Dança da Vila das Artes já pensa em novos diálogos da arte com a cidade e se prepara para lançar um novo curso no próximo ano. "Nesse momento, estamos trabalhando no desenho de um curso a ser proposto cujo foco deve gravitar em torno de questões que se estabelecem nas relações entre dança, corpo e educação, com ênfase na metodologia e prática de ensino para dança", adianta Gadelha. "Estamos buscando estabelecer um diálogo com a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. A partir desse diálogo, vamos definir a natureza que esse curso deve assumir. Podemos adiantar que será direcionado a profissionais que estejam atuando no ensino de dança". Promessa de continuidade para os novos passos dados pela dança cearense.

FÁBIO FREIRE
REPÓRTER

Fonte digital
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=688257

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Serviço: Encerramento da primeira turma do curso Dança e Pensamento da Escola Pública de Dança da Vila das Artes

Vila das Artes celebra conclusão do curso Dança e Pensamento. Mostra de trabalhos acontece na sexta-feira, dia 6 a partir das 19h.

A Vila das Artes celebra no próximo dia 6 de novembro a conclusão da primeira turma do curso de extensão Dança e Pensamento. Ao longo de dois anos os alunos mergulharam no universo da dança através de pesquisas, reflexões e experimentações, produzindo um pensamento crítico sobre o corpo, a dança e sua relação com outras linguagens artísticas.

O curso recebeu, entre outros, professores e pesquisadores como o filósofo português José Gil, um dos maiores pensadores da contemporaneidade, Armando Menicacci, Thereza Rocha, Eliana Rodrigues, Isabel Marques e Isabelle Ginot. A cada disciplina, num total de 18 módulos, abriu-se vagas para alunos ouvintes, atendendo assim um público de mais 460 pessoas.

Dança e Pensamento é um curso gratuito de extensão certificado pela Universidade Federal do Ceará e realizado pela Prefeitura de Fortaleza através da Escola Pública de Dança da Vila das Artes. A Escola foi criada na Vila das Artes em 2007 a partir de discussões realizadas entre representantes dos segmentos da dança local, bem como de demandas identificadas junto à população da cidade.

O programa pedagógico propõe um conjunto de ações direcionadas à formação e ao aperfeiçoamento técnico, artístico e teórico em dança cênica. O próximo curso, previsto para 2010, refletirá sobre as relações entre dança e educação.

O encerramento da primeira turma acontece a partir das 19h na Vila das Artes (rua 24 de Maio, 1221, centro) com uma exposição de trabalhos dos alunos. O encontro é aberto ao público.

Fonte:
forum_danca_ceara@yahoogrupos.com.br
, dancaepensamento@googlegroups.com
Data: 05/11/2009 16:34. Escola Pública de Dança da Vila das Artes: (Ernesto Gadelha).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tarefa (UnB) 2- Pequeno texto teatral ("O Último Dia do Computador de Mesa") e a abordar os impactos das novas tecnologias de informação e comunicação

Ouça as músicas indicadas nesta unidade. Escolha uma e a partir da interpretação de sua letra, crie um pequeno texto teatral de duas laudas. O texto deve discutir os impactos das novas tecnologias de informação e comunicação na sociedade contemporânea. Este deve ser estruturado com um título, um primeiro parágrafo com o prólogo, onde se introduz a história, e logo em seguida os diálogos dos personagens, com suas respectivas rubricas indicando suas ações e intenções. Na construção do seu texto pense em responder as seguintes questões: “o que?”, “quem?”, “como?”, “onde?”, “quando?” e “por quê?”. Publique o seu texto aqui e em seu blog.


CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI
Computadores Fazem Arte
DAFT PUNK
Technologic
Television Rules The Nation
GILBERTO GIL
Pela Internet
KRAFTWERK
Antenna
Computer Love
Computer World
Mini Calculateur
Numbers

Technologic
Composição: Daft Punk

Buy it, use it, break it, fix it,
Trash it, change it, mail - upgrade it,
Charge it, point it, zoom it, press it,
Snap it, work it, quick - erase it,
Write it, cut it, paste it, save it,
Load it, check it, quit - rewrite it,
Plug it, play it, burn it, rip it,
Drag and drop it, zip - unzip it,
Lock it, fill it, call it, find it,
View it, code it, jam - unlock it,
Surf it, scroll it, pause it, click it,
Cross it, crack it, switch - update it,
Name it, read it, tune it, print it,
Scan it, send it, fax - rename it,
Touch it, bring it, pay it, watch it,
Turn it, leave it, start - format it.
Technologic. technologic. technologic. technologic.

Música: Tecnológico
Composição: Daft Punk (tradução)

Compre, use, quebre, arrume
Jogue no lixo, mude, envie e-mail, faça upgrade
Carregue, aponte, dê zoom, aperte
Agarre, trabalhe, rápido - apague
Escreva, corte, cole, salve
Ligue, cheque, saia - reescreva
Plugue, jogue, queime, ripe
Arraste e solte, comprima - descomprima
Tranque, preencha, ligue, ache
Veja, bloqueie, atole - desbloqueie
Navegue, faça scroll, pase, clique
Atravesse, destrave, troque, atualize
Nomeie, leia, ajuste, imprima
Scanneie, envie, passe um fax - renomeie
Toque, leve, pague, assista
Gire, deixe, comece, formate.

Tecnológico, tecnológico, tecnológico.

por Lúcio José de Azevêdo Lucena

"O Último Dia do Computador de Mesa"
(criação de Lúcio Leonn)

É noite. Sala de estar. Nilvado, gerente da loja de sapatos chegou à sua casa todo contente, porém cansado do Trabalho. Finalmente, desembrulha da caixa, o seu novo portátil notebook móbile, que perante seus olhos, brilhava de tamanha satisfação. Seus dias de se trancar em casa - no escritório - diante do velho Pc de mesa e afazeres do trabalho estavam contados (pensou Ele).

Agora, quem não gostara muito e a começar a reclamar era o seu computador de longas datas, aperreios e dias de glórias, o PC.
(Voz de Nivaldo no escritório)

Nivaldo: Agora só falta recarregar bateria em 12 horas. Pronto! E, não vejo a hora de ganhar tempo levando meu portátil notebook móbile à qualquer lugar. (Sorrindo com satisfação).
E você, vai para sucataria semana que entra. (Indicando papo ao velho PC ao lado sobre a mesa em que, também estava o novo notebook mobile, recarregando bateria.).

PC: Compre, use, quebre, arrume outro. Mesmo assim, eu não torno as pessoas mais egoístas. Aqui na sua casa, eu mesmo velho, atendo e sirvo toda a sua família. Jogue-me no lixo, mude, envie e-mail informando seu novo intento, faça upgrade na sua vida. Carregue, aponte, dê zoom, aperte sem mouse, agarre, trabalhe, rápido – apague-me da sua vida pessoal e profissional. (Disse alarmando o PC, em tom de braveza.).

Nivaldo: Mas quem estar a falar? A perturbar meu serviço de contemplação e de desejo?

PC: Sou eu... Aqui ôôô... Seu Nivaldo!!! (Chamando, apagando e acendendo o visor). Eu não estou a te perturbar, meu chapa! Estou a te alertar...

Nivaldo: Mas, aonde já se viu computador falando com gente e ainda mais velho?! Que historia é essa... “Tornar as pessoas mais egoístas. Aqui em casa, mesmo velho, atender e servir toda a família?” Olha PC, você não presta mais e ainda por cima, não posso escrever ou digitar, cortar, colar ou salvar tão bem... E só liga, checa, pluga quando quer. Você não pode ir e vir comigo e nem acessar Internet em qualquer lugar (Tom enfático). Pronto! Você estar em seus últimos dias aqui.

PC: Calma, calma!! Eu sei que tenho muito tempo de uso. Esse tempo, de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, que não para de cessar e mudar. Esse mundo, Tecnológico, tecnológico, tecnológico... (Resmungando)

(Mudando de tom, a querer convencer Nivaldo.)

PC: Mas seu Nivaldo, tenha paciência comigo. O Senhor já pensou? Agora só quem terá o direito de acessar esse aí (se referindo ao notebook mobile) será o senhor, e ninguém mais... O senhor vai se fechar tanto em si, que ele vai tomar toda suas forças, atenção, tempo... E, não mais terá tempo para com os outros e sua família. Aqui, enquanto o Senhor me acessava, podia dar vez à sua filha, a seu neto. O Senhor piscava os olhos, diante de mim e, ainda tinha tempo de conversar com sua esposa. Atender telefone... Tomar café e pés nos sofá... Preste atenção no que eu vou falar... Eu ouvi no radio: “quem não pisca diante do Pc pode ficar com olhos secos”. Surgiu uma nova pesquisa, em que uma máquina faz o sujeito piscar diante de qualquer computador mesmo que não queira...

Nivaldo: Olha aqui rapaz! Atravesse sua nova fase de vida. Destrave sua CPU e, troque, atualize sua família. Não quero mais você aqui!. Meu notebook nomeia-me afazeres, ler, ajusta, imprime meus documentos. Scanneia tão bem e além de enviar, passa fax – renomeio tudo com um toque leve, outro toque apaga. Assista depois sua exibição comigo. Gire, deixe-me, comece, formate outra vida.

(Mudando de idéia) Já sei... Amanhã vou lhe doar a uma instituição educacional com Laboratório de Informática Educativa, O LIE. É isso!

PC: Obaaaaaaaaa! Vou ter vida nova! Plugue-me, não me jogue na sucata, nem me queime, ripe, ripe... Uhrraaaaaa! (Disse todo contente).

Nivaldo: Está bem! Você me fez refletir sobre todo esse aparato tecnológico; de mundo solitário e distante da família; até mesmo de navegar com mais rapidez; conhecer novas pessoas e de fica só, diante de uma máquina. De exercitar a fraternidade pela doação, “coisas” que para nós - não fazem mais sentidos.
(Pausa) Mas, parou para pensar do que seria de nós “pobres humanos” sem os avanços tecnológicos, do ciberespaço; de imagens fractuais que forma um Todo.

(Mudando de assunto) O mundo estar muito violento. Cada vez mais estamos em nossas casas, quartos, escritórios de trabalho, trancados e a conversar com alguém, virtualmente? Sei que há perigo nisso, sim. Por fim, mas, cabe a nos decidirmos o que queremos acessar e nos policiar diante do “desconhecido” mundo virtual. É preciso tomar as coisas para o bem. Mesmo na presença física ou virtual o perigo corre solto...

PC: Pode parar... Você estar com papo de humano! Estou a entender pouco... Você sabe da minha programação em software. Não consigo articular sensação e afetos. Pelo menos, enquanto hardware já sabe que terei novos amigos. Eu já estou ficando fraco de falar e de raciocinar... Eu não nasci para isso... Chega seu Nivaldo!

(Nesse ínterim, o notebook mobile alerta e soa um bip conotando que a bateria já estava completamente carregada. Seu Nivaldo notara que dormiu encostado, debruçado e sentado sobre a mesa por 12 horas. Olha no relógio de pulso. Marcava-se 7h12 minutos do dia seguinte. A porta do quarto trancado. O velho computador (PC) embalado sobre a mesa e, um papel escrito nele, que dizia: Doação.).

FIM!

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Para saber mais:
segundo divulgação restrita aos cursistas/Para conhecer mais sobre a biografia e produção artísticas dos músicos, acima, visite o site http://www.wikipedia.org/
Para ouvir essas e outras músicas procure-as em rádios na Internet
http://radio.musica.uol.com.br/
http://radio.terra.com.br/

Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2.
Tutorias: Martha Lemos/Maria Cristina.
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena. Tarefa 2 Pequeno texto teatral\ autoria
Professor Christus Nóbrega.
30/10/09 DF (18h25min)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tecnologias e Sociedade- tarefa 1 (UnB):Tecnologias Contemporâneas na Escola 2:

Pesquise sobre a relação de novas tecnologias e suas Interfaces por Lúcio José de Azevêdo Lucena

Arte & Tecnologias
"No cinema a imagem que vemos na tela também passou por um texto escrito, foi primeiramente 'vista' mentalmente pelo diretor, em seguida, reconstruída em sua corporeidade num set, para ser finalmente fixada em fotogramas de um filme. (...) Esse 'cinema mental' funciona continuamente em nós - e sempre funcionou, mesmo antes da invenção do cinema e - não cessa nunca de projetar imagens de nossa 'tela interior'. (Segundo Lúcio Leonn, segundo Maria Isabel Leite, (2004) apud Italo Calvino, p.104.).
(Imagem reprodução)


“A tecnologia aproximou essas áreas [arte/ciência/indústria] da ação humana numa nova integração, e arte técnica, em especial a informática, aproximou de forma dominante os campos artísticos. A multimídia, integrando imagem, som e texto, promete pôr abaixo quatro séculos de isolamento e autonomia das linguagens artísticas”- (Segundo Lucio Leonn apud Cristina Costa, 1999), grifo meu.

Imagem abaixo(acervo pessoal de), Lúcio Leonn(cangaceiro Coqueiro), em filme curta-metragem, de Iziane Mascarenhas - "Querença", 2008.

“E, com o surgimento de novas tecnologias, a dança ganha mais espaço alternativo: o espaço virtual, ou seja, a tela do aparelho de TV, dos computadores, das máscaras virtuais. Assistir a uma dança em um programa de TV ou em vídeo é bem diferente de vê-la no espaço real, pois a falta de contato altera nossas sensações. Isso não quer dizer que não sentimos nada, mas as sensações e os sentimentos são provavelmente bem diferentes.” (As danças virtuais, Lúcio Leonn, segundo Coll e Teberosky (2004), p.168.).

“Desde sempre, o artista desempenha a função de convocar o olhar para o que antes não era visto. (...) A tentativa é encontrar tecnologias capazes de introduzir a arte em domínios não antes explorados para corporificar novos modos de expressão artística capazes de criar impactos.” (Convocações multissensoriais da arte do século XX. Segundo Lúcio Leonn, segundo Oliveira (1999), subcapitulo: o Artista, ainda um demiurgo, pp.91-92.).

Logo,

“Quem pensa a dança hoje inquieta-se com as múltiplas articulações entre tecnologia e movimento. (...) A hibridação entre corpo e tecnologia é o nosso destino. Que a dança encontre a sua estética!” (Segundo Lúcio Leonn apud Paulo Vaz e Mauricio Lissovsky, (2006), subcapitulo Tecnologias e Movimento, p.49.)
C
O
R
P O
Cibernético -@###############@################@###############@
“As performances de Stelarc (imagem, (reprodução) acima) envolvem robótica e outras tecnologias relativamente modernas. Nesse trabalho, permitiu que seu corpo fosse controlado remotamente por estimuladores eletrônicos de músculos conectados à internet.”

Educação & Tecnologias
"No ensino presencial ou virtual, há uma comunidade de ensino/aprendizagem em rede, mediada pelo ambiente e seu cotidiano. É espaço de possibilidades. Para isso, faz-se importante à aproximação das pessoas, um salutar relacionamento com o professor/tutor/supervisão acadêmica e demais membros de equipe. (...) Assumir compromisso de tempo, caminhar pelo processo investigativo via formação docente no ensino de teatro virtual e mesmo que presencial, tem sido um desafio. Logo, para nos tornar completo como profissionais da educação, penso que, o campo da educação tecnológica tende a revelar um professor antenado e alfabetizado, pelas novas tecnologias da informação e da comunicação digital.” Segundo Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn, (2008).



Alunos da Universidade de Brasília-UnB/Instituto de Artes-IdA. Licenciatura em Teatro do Programa Pró-Licenciatura - Teatro a distância (UnB/UNIR/MEC): Aula Inaugural
Fotografia & Tecnologias
“(...) a manipulação computacional da imagem ou processamento da imagem implica o poder do computador para produzir mudanças até mesmo em imagens que não foram originalmente criadas dentro dele. Assim, imagens previamente existentes, como fotos, reproduções fotográficas, filmes e vídeos, são digitalmente armazenados no computador para serem trabalhadas em uma multiplicidade de modos possíveis, desde a edição e intensificação da cor até a indetectável adição, rearranjo, substituição ou remoção de certos traços ou partes da figura”. (Por que as comunicações e as artes estão convergindo? Segundo Lúcio Leonn, segundo apud Santaella, (2005). Capitulo: as afinidades & atritos entre fotografia e arte, p.28.).


***Em 1872, Leland Stanford, o magnata ferroviário e ex-governador da Califórnia, questionou Muybridge sobre a possibilidade de comprovar se um cavalo galopando ficava, mesmo que por pouco tempo, com as quatro patas fora do chão. A fotografia naquela época não estava muito desenvolvida mas, mesmo com essas restrições técnicas, Muybridge conseguiu satisfazer Leland e seu amigo Frederick MacCrellish.


Com o auxílio de três baterias de máquinas fotográficas, era possível registrar o movimento de vários ângulos. As fotografias eram tomadas numa velocidade de 1/6000s. (Vide imagens (de reprodução), acima.)
Novas Tecnologias & A Sociedade
“Ao invés de ANTES, escrever... O verbo agora é digitar, clicar...” Lúcio Leonn, 2009.



“Com o advento da Internet, passou-se a ter acesso a bancos, supermercados, restaurantes, farmácias, entre muitas outras facilidades do cotidiano, sem sair de casa. Todavia não se pode deixar de observar o lado negativo destas novas tecnologias e facilidades. O lado que contribui com a segregação do homem. Enquanto a tecnologia barateia os custos do deslocamento da informação para o usuário doméstico, as grandes empresas também se utilizam desta mesma benesse, o que pode acarretar em uma força que age em detrimento da sociedade.

Nesta análise não se pode pensar apenas na máquina da unidade de produção, que faz muitas vezes mais rápido o mesmo serviço que o ser humano, que por conseqüência desta perde o emprego. Há de serem considerados os prejuízos trazidos de uma maneira muito mais ampla.
Não deve ser esquecido que as novas tecnologias fazem parte de um processo muito maior que é a globalização. Considerando este mesmo processo é sábio afirmar que as novas tecnologias contribuem e muito para a segregação dos mais pobres, a qual a globalização propaga.

Esta mesma tecnologia, que serve para tantas coisas úteis no dia-a-dia, também serve como facilitadora da mobilidade do capital, e, por conseqüência disso, da própria empresa, que emprega centenas de habitantes de uma determinada cidade. Quando vislumbra que pode haver mais lucros em outro local, abandona facilmente esta região, tendo como base de mobilidade a mesma tecnologia facilitadora da mobilidade de informação.

Por certo que não se pode renunciar a toda esta tecnologia, por possuir valiosos prós, e mesmo que se optasse por fazê-lo, não haveria como. Tais tecnologias fazem parte de um processo que não pode ser freado, apenas acompanhado, analisado, sendo de grande valia manter-se ciente de toda esta situação, tornando-se última opção alienar-se com relação às coisas que ocorrem no cotidiano.” [Segundo, Lúcio Leonn Apud Filipe P. Mallmann In: “As Novas Tecnologias & A Sociedade”, de 06 de junho de 2007.].

Música & Tecnologias
Tornou-se freqüente relacionar a música eletrônica com o desenvolvimento das tecnologias digitais, designando aquela como um típico fenômeno da cibercultura (Lévy, 1999). Ainda que também consideremos esta articulação relevante, interessa-nos aqui distinguir diferentes abordagens acerca da cibercultura. Primeiramente, buscamos nos afastar de certa perspectiva marcada por uma abordagem determinista, utópica, de matriz técnico-libertária, que entende a comunicação medida por computador como a base de um novo espaço público em que se reconfiguram e otimizam as interações sociais, criando um ambiente propício à troca, à reciprocidade, à criação de laços afetivos. Nesse ambiente informacional descentralizado e rizomático, relações mais democráticas entre todos os indivíduos emergiriam “naturalmente” tão logo todos possam, sem prévia restrição, produzir e fazer circular informação. (...).” [Segundo Lúcio Leonn (2009) apud Simone Pereira de Sá e Leonardo Marchi, (2003). In: MÚSICA E NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO, subtópico, pp.47-48.].]

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Fontes consultadas onlines digitais

blog pessoal de Lúcio José de Azevêdo Lucena-Lúcio Leonn. Acesso online: outubro de 2009. Fragmentos de Textos disponíveis num Todo em:
http://notasdator.blogspot.com/2009/03/questoes-de-estrategias-de-ensino.html
http://notasdator.blogspot.com/2008/12/anlise-via-d-v-d-performance-su-ohad.html
http://notasdator.blogspot.com/2008/08/anlise-coreogrfica-obra-smoke.html
http://notasdator.blogspot.com/2009/07/amelia-via-dvd-de-edouard-lock.html
http://notasdator.blogspot.com/2009/07/relacao-em-triade-modulo-tecnologias-de.html

Outras fontes consultadas onlines digitais

http://conceito.wordpress.com/2007/06/06/19/
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=641364
http://www.cotianet.com.br/photo/great/Muybridge.htm
http://www.pos.eco.ufrj.br/ojs-2.2.2/index.php/revista/article/viewFile/213/208

Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura. UnB/UNIR/MEC
Módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola 2
Tutorias: Martha Lemos/Maria Cristina
Aluno Lúcio José de Azevêdo Lucena -Lúcio Leonn
Tarefa 1 Pesquise sobre a relação das novas tecnologias e suas Interfaces
Professor Christus Nóbrega
31/10/09 Pólo Ceilândia-DF (18h00min)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Anexo VIII - Registros de Cursos via Prefeitura Municipal de Fortaleza:

Panorama Secretaria Executiva Regional V-Linguagens: Arte/educação
por Lúcio José de Azevêdo Lucena
Emeif Jose Ayrton Teixeira (2001): alunos de Arte\Teatro e seu professor
1. 1º Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens: teatro, dança, música e artes visuais. Ano 2001.

2. II Festival Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens: (idem). Ano 2002.

3. Seminário Professor de Arte, realizado no Salão Azul do IMPARH- Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2002. Ministrante: professora Eliane Lobo (COORD. GT ARTE/PMFSMDS). Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza-PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Conteúdo Programático: PCN/Arte. Discussão/Elaboração de Proposta de Conteúdo Arte etc.

4. Curso de Capacitação na Área de Superdotação e Talento/Altas Habilidades. Período de 04 a 07 de Junho de 2001, nas dependências do SEST/SENAT. Promoção Prefeitura Municipal de Fortaleza/PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministério da Educação (MEC). Ministrante: professoras Eunice Alencar (Universidade Católica de Brasília/ e Natalícia Gaioso (Secretaria de Educação em Atendimento Pedagógico de Necessidades Especiais-MEC). Curso destinado, principalmente, aos professores das séries iniciais e uma parcela aos professores de Arte, ensino fundamental. Duração de 100 h/aula, (32 horas presencias e 68 a distancia).

5. I Seminário de Sensibilização para Atendimento de Crianças e Adolescentes Superdotados e Talentosos. Realizado no dia 06 de dezembro de 2001. Auditório Editora FTD. Ministrante: Emilio Reña Hernandez- “projeto pelos caminhos da excelência na rede de escolas publicas de educação em atenção aos superdotados e talentos.” Parceria entre diversas entidades do estado, universidades e municípios/Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS: secretaria executiva regional v/participação de alunos da Emeif José Ayrton Teixeira e professor de arte (coord.) Lúcio José de Azevêdo Lucena na produção de arte via projeto superdotação e talento da referida escola.

6. Oficina de Confecção de Bonecas de Pano, realizada dia 08 de maio de 2002. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministrante: professora Quintela Almeida (PMF/SMDS).

7. Capacitação para Professores de Arte de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, realizada nas dependências do IMPARH, de 18 de maio a 9 de outubro de 2002. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Ministrante: professor de Arte, artista e arte-educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn (PMF/SER V: escola municipal dr josé airton teixeira). Conteúdo Programático: Conceito de artes. As artes: possibilidades no campo artístico. Arte/educação entre nós. Arte e a criança.
Linguagem e Arte. PCN/Arte etc.

8. Projeto de Capacitação dos Professores de Arte de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental, realizado nos dias 03, 05 e 07 de junho de 2002. Ministrante: professora de cultura folclórica e popular Lurdes Maçena (CEFET-CE). Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SMDS. Conteúdo Programático: Dança do Ceará. Coco, Caninha Verde e Torém. Dança da Bahia: maculelê etc.

9. Oficina de Xilogravura, realizada de 02 a 04 de abril de 2003 - dentro da exposição: “Com as Cordas do Coração: Xilogravura e Cordel.” Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: Memorial da Cultura Cearense. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

10. I Seminário de Arte e Educação – “Redescobrindo a Cultura Popular Cearense”, no período de 14 a 17 de agosto de 2003. Universidade Federal do Ceará - UFC Fortaleza. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

11. PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CEFUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL PARCERIA: Prefeitura Municipal de Fortaleza (SEDAS/SME) e Secretaria Executiva Regional – SER V. coordenado do projeto: Fcº Firmiano. Coordenador em arte/ professor de Arte, artista e arte educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn; contemplando a contratação de estagiários em arte/instituições e universidades e promovendo alfabetização em arte-educação/ linguagens de dança/teatro/cultura visual e música (canto coral/flauta). Ano de realização: 2003- 2005. Hoje, extinto na PMF. Mas continua via Fundação Banco do Brasil, desde final da década de 1980.

12. III Festival Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais, por linguagens, em sua última versão que aconteceu no ano de 2004; logo, tornou-se extinto.

13. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Proposta Triangular: Aprendizagem Significativa em Artes Visuais. Dia 09 de outubro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: Núcleo de Ação Cultural Educativa. Parceria: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

14. Oficinas Um Canto em Cada Canto - ações de fortalecimento da linguagem musical nas Escolas Municipais. Promoção Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS e Associação de Corais Infantis. Ano 2004. Tinha como objetivo a implantação e desenvolvimento de corais infantis em 16 unidades escolares. Mas não foi à frente por falta de verbas municipais.

15. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Objetivos do Ensino da Arte, Seleção de Conteúdos e Planejamento Curricular. Dia 09 de outubro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

16. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Pedagogia de Projetos, Interdisciplinaridade e Arte-Educação. Dia 13 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

17. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Avaliação em Arte-Educação - Excelência no Ensino de Arte. Dia 11 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arte-educadora Marília de Matos Brito. Idem.

18. Projeto Encontros com a Arte e a Educação – Arte, Educação e o “Modo Simbólico de Estar no Mundo”. Dia 04 de novembro de 2004. Ministrante: professora e arteeducadora Marília de Matos Brito. Idem.

19. Encontro Pedagógico/Professores de Arte, realizado em 08 de novembro de 2004 – Auditório das Sedas. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

20. I Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado entre os dias 09 a 11 de novembro de 2005. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

21. Encontro Pedagógico/Professores de Arte, - tema: Reflexões Sobre o Saber Fazer Arte/artes visuais: ISOGRAVURAS. Ministrante: professor de Arte, artista e arteeducador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn. Realizado em 21 de novembro de 2005 – Auditório da Ser V. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS.

22. Curso de Arte para Professores, realizado nas dependências do Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos/IMPARH. Promoção: Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social- SEDAS. Parceria Pólo Arte na Escola UECE. Período de 15 de fevereiro a 25 de março de 2006. Ministrante: professora Edite Colares (Pólo Arte na Escola UECE/coordenadora). Conteúdo Programático: palestras: I - A Dimensão Estética da Educação. II – Os Objetivos da Área de Artes. III – O Ensino de Arte Especificidade e Currículo. Oficinas: Arte/br: Arte Brasileira I. Arte Brasileira II.

23. II Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado entre os dias 22,23 e 24 de novembro de 2006. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME.

24. III Seminário Sobre a Formação do Arte-educador, realizado do dia 10 a 17 de agosto de 2006. Parceria Pólo Arte na Escola UECE/Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME.

25. XII Mostra de Teatro do Estudante. Período de 03 a 08 de setembro de 2007. Parceria FESTA-Federação Estadual de Teatro/Prefeitura Municipal de Fortaleza -PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. A Secretaria Executiva Regional fora convidada a receber espetáculos nas dependências de suas escolas municipais e viabilizando a participação de grupos de teatro existentes.

26. Curso Dança e Pensamento. (1ª TURMA), pela Prefeitura Municipal de Fortaleza - via Secretaria Municipal de Cultura/SecultFor, (antes, Funcet) / Programas de Formação Dança da Secultfor, parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC). Com duração de dois anos. Além do curso pertencer à Escola de Dança de Fortaleza - está situada na Vila das Artes, o supracitado Curso, também permitiu espaço aos professores de Arte da Prefeitura e de suas respectivas regionais que, de uma forma geral puderam participar e experienciar ao longo de 8 módulos(setembro de 2007 a setembro de 2009), ações do fazer, do pensar e de mobilizar a Dança, como conhecimento e de interfaces.

27. Seleção Público-Pedagógica de Alunos/as (artes cênicas-(Cefet-CE e FIC} - estagiários de Arte (em Teatro e Dança). Prefeitura Municipal de Fortaleza/SME e Secretarias Executivas Regionais-SERs, realizado em 05 de outubro de 2007, por Lúcio Leonn, Ednéia Tutti, Goretti Quintela e Quintela Almeida. Espaço: Academia Goretti Quintela.

28. Curso de Especialização em Arte-Educação. Inicio: fevereiro (?) de 2008. Término: 31 de 0utubro de 2009. Formação continuada em serviços Professores da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Realização Secretaria Municipal de Educação/SME. Pareceria Universidade
Estadual do Ceará- UECE.

29. Elaboração de Proposta de Avaliações Diagnósticas para o Ensino Fundamental 6ª a 9ª Série. Dia 22 de fevereiro de 2008. Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. Uma iniciativa do Distrito de Educação/Equipe de Acompanhamento ao Ensino da Secretaria Executiva Regional V/GT Arte. Professor convidado/co-organizador: professor de Arte, artista e arte-educador Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn; em parceria pedagógica com professor Henrique Gomes de Lima. (técnico da SER V).

30. IV Seminário de Arte-Educação – “Círculos de Cultura de Paulo Freire”. Período de 23 a 28 de setembro de 2008. Universidade Federal do Ceará – Pró Reitoria de Extensão da UFC/Faculdade de Educação-FACED-CE. Realização Programa de Extensão Brincantes Cordão do Coroá Parcerias: Prefeitura Municipal de Fortaleza- PMF. Secretaria Municipal de Educação/SME. (Obs.: segue sucessivamente, a participação por contra própria, outrora em parceira PMF/ professores/as da Rede, durante versões do I (ano 2005), II e III Seminário de Arte-Educação – numa promoção da supracitada universidade/programa.

Fonte: Arquivo pessoal e experiência do artista e arte-educador professor de Arte, Lúcio José de Azevêdo Lucena -Lúcio Leonn, PMF-SER V: ( 2001- 2009).

*A Figura Presencial do/a Professor/a de Arte ou do Arte-educador/a


(*) - Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): Perspectivas via Secretaria Executiva Regional SER V - (E, um pouco mais, de histórias...)

por Lúcio José de Azevêdo Lucena

Imagem: XII Mostra de Teatro do Estudante. Período de 03 a 08 de setembro de 2007. Parceria FESTA-Federação Estadual de Teatro/Prefeitura Municipal de Fortaleza-PMF.  Secretaria Municipal de Educação/SME. A Secretaria Executiva Regional fora convidada a receber espetáculos nas dependências de suas escolas municipais e viabilizando a participação de grupos de teatro existentes.
Por Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn)

“A nova humanidade será universal e terá a atitude do artista; isto é, reconhecerá que o imenso valor e a beleza do ser humano residem precisamente no fato de pertencer ele aos dois reinos da natureza e do espírito”. Segundo Thomas Mann apud Bilbao, (2004).

Historicamente, a figura presencial do/a professor/a de Arte ou Arte-educador/a, (120h/aula) via concurso público (Edital nº 006\2000-fragmento imagem, abaixo) e de investidura no cargo em 2001 e, quanto à organização e estruturação de ensino em escolas públicas da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), é bem recente. Em 2010, suas ações em serviços na(s) EMEIF(s) – (escola municipal de ensino infantil efundamental), completarão 09 anos. E aponto que, a partir de 2006, tal professor pôde ampliar sua carga horária para mais tempo em serviço; totalizando assim, 240h/aula(distribuídas, em: aulas de artes entre quatro paredes/planejamentos pedagógicos/sábado letivo, atender ações da LDB etc.).

Vale lembrar que, antes de 1997, funcionava no Município de Fortaleza (escolas de 1º grau, CIES - Centro Integrado de Educação e Saúde, escola ambiental, centro educacional, escola municipal); o sistema de telensino (pelas Escolas Integradas e o Centro Educacional). Pode-se registrar de início, 1974 no Estado, até (1997) ou, final de 2000, término no: (Município de Fortaleza) – Teleaulas, pela Fundação de Teleducação do Ceará/FUNTELC/Secretaria de Educação – SEDUC-CE e outrora, professores - eram orientadores de aprendizagens, via aparelho de tevê, Manual de Apoio e Caderno de Atividades/aluno (a), - contemplando os conhecimentos em Educação Artística, como uma das disciplinas de estudos.

No entanto, encontrei perspectivas de transição com o seguinte dizer:

O Sistema de Ensino do Município de Fortaleza e sua rede de escola, desde o ano de 1997 passa por significativas mudanças tanto no que diz respeito à sua organização quanto a sua estruturação. Essas mudanças devem-se à implantação e implementação do novo modelo organizacional e administrativo da própria Prefeitura de Fortaleza e também, à implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB, de 20 de dezembro de 1996. As mudanças estabelecidas pela LDB são significativas e, principalmente, reorganizar e redimensionar a educação brasileira caracterizando as responsabilidades das diversas esferas administrativas do poder público, quanto à oferta de ensino. Essas mudanças exigem que os sistemas de educação, tanto estaduais quanto municipais, reorganizem e reestruturem suas redes e escolas para oferecerem a população usuária de seus serviços, os níveis e modalidades de ensino sobre os quais tem responsabilidade legal. (Segundo Francisco Arlindo Araújo, (chefe do núcleo de programação, avaliação e controle. In: Fortaleza Constrói uma Nova Educação – de 1997 a 2000, (2000, p.11): Minha Escola tem Nome e tem História, de José Murilo Martins. Prefeitura Municipal de Fortaleza.
(Fonte pessoal acervo do artista-educador Lúcio Leonn- FRAGMENTO Edital nº 006\2000) - 1º Concurso para Professor efetivo de Arte\Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): 97 vagas distribuídas, assim: 13 (SER I); 13 (SER II); 13 (SER III); 06(SER IV); 30 (SER V); 22 (SER VI).  No mais, por falta de cursos de formação em educação inicial de professores de Arte em nossa Cidade e/ou demais problematizações (má remuneração)\candidatos não contemplar vagas ofertadas em concurso\ diplomas (Licenciatura em Música e/ou Educação Artística) hoje 2009; restam-se pouco menos de 30 professores de Arte na Rede, oriundos desse certame.

Também, se registra da passagem, em 1996 – a Secretaria da Educação do Município, na criação da Cartilha de Folclore, “com o objetivo de suprir uma necessidade que sempre foi externada quando das visitas do Grupo de Arte Educação nas Escolas da Rede Municipal de Ensino.” (Segundo Texto escrito na sua Introdução)

Atualmente, o Ensino/aprendizagem, conta com professores generalistas (séries finais) no Ensino Fundamental e pedagogos (séries iniciais). Sem contar com a ausência de Sala Ambiente de Arte e/ou Livro Didático/Arte, do Programa Nacional do Livro Didático/PNLD, (outra eterna discussão, o LD/Arte).

Logo, o suporte pedagógico em arte-educação e da sala de aula - Ensino Fundamental II - 6ª a 9ª série, encontra-se nas modalidades artísticas: Teatro, Dança, Música, Artes Visuais; seguindo o Projeto Político Pedagógico da escola, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN/Arte-1997), das diretrizes pedagógicas da Secretaria Municipal de Ensino (SME). Além de familiarização com as três ações básicas (ler obras de arte, fazer arte e contextualizar (anteriormente, (1987) em lugar de contextualizar, apontava-se a história da arte, como eixo de abordagem).) - Proposta Triangular para o ensino de artes visuais (na época metodologia triangular), sistematizada pela professora e pesquisadora, Ana Mae Barbosa. E, por fim, o plano anual do professor – Disciplina de Arte.

Da realidade do/a Professor/a de Arte, (não somente na PMF), é desdobrar-se emsala para mediar às quatro linguagens, quando ele tem muitas vezes, formação específica em uma. Assim, como também o Arte-Educador/a precisa ir mais além, estar á frente de seu tempo, precisa ser professor/a - pesquisador/a aliando-se sempre a novos desafios profissionais.

Fundamento, que:

Do processo de escolarização da arte nasce seu principal protagonista: o professor de arte, cuja principal função foi, com a vigência da LDB 5692/71, trabalhar a ‘Educação Artística’ nas escolas. Embora a atual LDB 9.394/96 modifique esta nomenclatura adjetivada, substituindo-a mais corretamente para o substantivo Arte, os últimos 25 anos imprimiram marcas e conceitos para arte na escola que foram decisivos para a orientação de seu ensino. [Segundo Isabel Marques, (2007). Ensino de Dança Hoje: textos e contextos, (capitulo: vozes da dança na escola. Subcapitulo: Professor versus artista, (p.57).]. Grifo da autora

Outrora, professores (nem só de arte), não procuram educação continuada (aprender a aprender) para manter-se na rede de ensino como professor (de Arte).

Outro aspecto tão questionado e muito valorizado, inconscientemente, trata-se do “deixar-fazer”, ou seja, por um exacerbamento da livre expressão; da pedagogia da espera.

Mas, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, já reuniu seus professores de Arte durante: 1º Festival de Arte das escolas públicas municipais, por linguagens (2001) e no ano seguinte o II festival e, em sua última versão III, ano de 2004.

Também, configurou-se em seminário (2002) e cursos (idem), por linguagens (anexo I - Professores/as de Arte - 5ª A 8ª Série – relatório final do curso -10 encontros pedagógicos/documento), à discussão e reflexão dum ensino de qualidade de Arte; de fomentar um Plano Anual de Metodologia Pedagógica por disciplinas; a visar um currículo de aprendizagem seqüencial em arte, comprometido com tal exigência como fator de construção estética sistemática de agir e refletir em relação às experiências do educando em Arte. Além de Oficina de Dança, ministrada ano, de 2003, (ver anexos III e IV).

Ainda, no encontro Seminário Professores de Arte (2002), resultou na construção e elaboração duma Proposta (versão) Preliminar Disciplina de Arte (anexo II), em que tópicos de ensino/linguagens foram discutidos pelos professores. E, de tornar oficial o presente Documento, respaldado pela atual LDB e PCN/Arte, nas características de desenvolvimento do aluno de 5ª a 8ª série (hoje, 6º a 9ºano).

Outra, visar à organização curricular em favor da efetivação do trabalho pedagógico (aprendizagem seqüencial para sala de aula). E, “ao priorizar as linguagens/séries, busca-se também, permitir a flexibilização e/ou o intercruzamento de linguagens”, ressaltava a coordenação, junto aos professores/as, na época.

No entanto, teve a seguinte distribuição:
5ª. Série: Artes Visuais / 6ª. Série:Música / 7ª. Série: Dança / 8ª. Série: Teatro. Currículo seriado e sequencial.

No final do seminário, vale lembrar, como professor de arte militante(igualmente, com formação em dança), tornei-me responsável pela elaboração e redação final da proposta em linguagem dança-versão preliminar sob a coordenação geral professora Eliane Lobo (secretaria municipal de educação e assistência social-SEDAS, hoje SME.), mediante também, à inclusão de referências bibliográficas minhas,  tais assuntos\temas abordados no corpo da Proposta, (anexo II).

No mais, o Núcleo de Assistência à Educação, através da Equipe de Arte/ na época Sedas e (GT) coordenação e demais professores, na época buscou adotar para a Rede de Escolas Municipais de Fortaleza, em 2002, os objetivos gerais de cada linguagem (a partir do PCN/Arte) para que fossem em cada Unidade Escolar, trabalhado as especificidades, além de adaptar à realidade, aos interesses e às possibilidades de seus alunos.

Indo para o ano de 2009, apenas alguns professores hoje, egressos do concurso de Professores de Arte (2000) e de capacitações, de discussões apresentadas em seminários e cursos (ver anexo VIII - registros de cursos via prefeitura municipal de fortaleza: panorama secretaria executiva regional v/ linguagens: arte/educação) e/ou (anexo III e IV-2003 -oficina de dança), buscam seguir a proposta (versão) preliminar-Arte. Outros professores agregados a desconhecem, assim como a própria gestão municipal vigente.

Por outro lado, as secretarias executivas regionais (técnicos em educação) via SME,estão a investir atenção pedagógica numa “nova demanda” (a educação inicial); a contratação de estagiários de arte (oriundos do teatro, música, artes plásticas, (dança). Ver anexo VII ou, perfil do(a) professor(a): aluno(a)-estagiário(a) de arte – para o programa integração aabb comunidade/fortaleza-ce. Disponível em: (http://notasdator.blogspot.com/2008/04/programa-integrao-aabb-comunidade.html) na promoção de encontros pedagógicos ou, em eventos como, mostras de artes/por linguagens.

Do outro, tais ações práticas esquecem-se do professor de arte, (figura permanente e efetiva) entre os muros e paredes das escolas. Não há um engajamento pedagógico do estagiário junto à proposta educativa do professor efetivo de arte, e nem de políticas públicas municipais de arte em educação continuada e/ou em serviços em rede atual. Se há uma articulação, não chega junto às atividades e nem se avulta capacitação do professor na escola, num sentido amplo/irrestrito/horizontal. Há uma demanda de professores sem especialização, agregados e efetivos no ensino de arte, a concluir o curso de especialização em arte-educação, parceria UECE/SME - observo que, a maioria não se encontra em sala de aula, enquanto professor e, de arte.

Porém, das confluências e de divergências encontradas nas escolas municipais, ainda registro aqui, o seguinte: da polivalência do professor de Arte (em um conhecimento específico qualificado por linguagem); carga horária/disciplina escassa ((1 (uma) aula por semana e/ou geminada com a disciplina de Educação Religiosa- quinzenalmente, ou 50 minutos)); o quadro técnico de professores concursados habilitados em Arte, minoritário; o currículo seriado apontado acima e da aprendizagem de seus alunos, pode ser “sacrificada” em atingir tal sistematização por serie/anual; (espaço esse, onde uma minoria de educadores não discute sequer como avaliar seus alunos ou buscar adquirir em rede, formação específica ou contínua na área de arte).

Outro entrave, a perceber, é o encaminhamento, em cada início do ano letivo, a ser lotado nas escolas por parte das secretarias executivas regionais, para completar turmas, professores de áreas afins, sem a devida formação especifica em arte (linguagem).

Logo, há carência de arte-educadores como apontado aqui; além é claro, de tratar duma ação técnica que revela, simplesmente, oferecer a disciplina de Arte-ensino regular como complemento de “carga horária ociosa” aos professores da disciplina de Português, de Matemática, etc - Há na cidade de Fortaleza, Ceará, a realidade de 06 (seis) secretarias executivas regionais, com alguns professores de Arte efetivos. Logo, em 2009, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, anuncia um “novo concurso público” para professores (de Arte), com nvestidura de cargo, em 2010.

Em outro sentido, projetam-se cursos de Licenciatura em Artes (programa governo federal/formação de professores/fundo nacional de desenvolvimento da educação-FNDE/MEC-plataforma freire), em 2010.1, pela Uece e IFET-CE. 20 vagas por demandas.

Outrora, remete-se no passado, à falta de curso superior em Artes Cênicas (só a partir de 2002) e de Licenciatura em Teatro (2009) e da Dança (hoje, somente e, ainda, de pósgraduação), entre outros aspectos relevantes, apontados em textos acima.

Pergunto: seria somente uma realidade da cidade de Fortaleza-Ce? E, em outras capitais, como está a arte, a formação e seu ensino?

No Brasil em outras regiões, amplos estudos em livros, reflexões de pensadores e atuais contribuintes sobre a temática de arte e do ensino (linguagens artísticas), também suscitam uma dimensão estética e de problematização quanto à formação do/a arteeducador/a e de seus procedimentos em sala de aula.

Na vista do que foi exposto, prestei vestibular e tornei-me estudante de graduação licenciatura plena em teatro pela Universidade de Brasília (UnB). Instituto de Artes (IdA)–Programa Pró-licenciatura em Teatro/MEC – governo federal - 2008.1.

Logo, os estudos teóricos e as contribuições de Ferraz e Siqueira (1987), já apontavam e questionavam:

Quem seria o ARTE-educador? Seria apenas um professor formado nos bancos de universidade ou o artista na sua função de experienciação junto ao atelier? O artista não teria um papel significativo na transmissão dos conceitos pertinentes à Arte? (...) Assim fica evidente porque nos cursos de formação de professor a experienciação no atelier ocupa um papel preponderante”. (Arte-Educação: vivência, experienciação ou livro didático? -grifos das autoras, p.47).

Para base desse estudo reflito: sabemos que há aqueles artistas que não conseguem sobreviver da sua própria arte / atuação / performance. O artista-educador sabe arte, vivencia e experiencia, (produz). Precisa também, saber ser educador de Arte na escola? A confluência pode revelar em doces caminhos ou divergentes passos para o magistério. Da ação do meio artístico é sempre um resultado inesperado. Digo não um ato de irresponsabilidade. Mas de magia, de beleza estelar. É preciso usufruir e desvelar conhecimento. O professor é constituinte do percurso criador junto aos alunos/as. Ele também necessita de uma ação artística e de docência.

Ainda sob o pensar de Ferraz e Siqueira, complementando aqui minha escrita, se estabelece assim:

A formação do arte-educador não é só fazer. Ela se complementa quando acompanhada de estrutura teórica–prática e equilibrada. O embasamento teórico consolida atuação do professor, pois, propicia a reflexão crítica e o coloca em alerta diante de ocorrências que poderiam passar despercebidas. A teoria funcionará como consciência da prática, se estiver interligada a todos os momentos da ação do professor. (ibidem, p. 48)

Do sistema educacional vigente em Fortaleza-Ce por meio da falta de políticas públicas educacionais ou de universidades em formação de Arte, muitos professoresartistas, eram, são “vítimas” da carência de cursos sem licenciatura ou superior em Arte.

Da falta de informação ou até mesmo do desconhecimento de novas conjunturas políticas e de medidas educacionais, no que diz respeito à arte e seu ensino, em décadas anteriores, causaram desrespeito e prejuízos não só financeiros aos seus profissionais e/ou artistas em Artes/Educação do Ceará, quiçá do Brasil.

No Brasil, o processo de reformas na área da Educação nos anos 1990 deu-se em duas frentes: uma, por meio da apresentação de um projeto global para a educação - a lei de Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394/96) – e outra, que se constituiu nas implementações de um conjunto de planos setoriais e decretos do Executivo (Ex. Plano Decenal da Educação-1997-2007). – Afirma Perone, (2003, p.15).

Um desses planos, sem dúvidas questiona também a qualificação dos professores de Arte, dos artistas e seu ensino num paradigma de mudança na educação. Exigindo para o magistério, professores (as) formados, exclusivamente, em cursos de licenciatura plena.

Logo, a Arte é um “veículo” e como tal resgata o lúdico, o apreciativo-reflexivo, a ação artística e de conhecimento sócio-educacional.

Em vista do que foi exposto, uma das convergências sinaliza sim, para a sala de aula e não somente para a formação técnica e/ou empírica desse artista como fazedor, mas aquele/a Arte-educador/a que necessita de preparo científico em cursos de graduação e licenciatura plena.

O Reencontro com a Dança Aplicada hoje. Ponto de reflexão final: o artista/educador / Programa Dançando na Escola (Vila das Artes)

“Em 1997, a Dança foi incluída nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e ganhoureconhecimento nacional como forma de conhecimento a ser trabalhado na escola." Segundo Isabel Marques. Dançando na Escola. Subtópico: para onde vai o ensino de dança?

Um profissional que possa tornar-se reflexivo, gerenciador, ter consciência do verdadeiro sentido da práxis pedagógica em sala de aula (formação contínua do educador/artista). Alguém capaz de ler o mundo através da ciência, sem perder a sensibilidade. Ele deve lutar a favor dum ensino de Arte autêntico, permeando também sua atuação como professor-artista-pesquisador capaz de encaminhar situações de conflitos, vibrarem com os acertos, sentir angústias, caminhar nas incertezas, saborear vitórias e conquistar indivíduos, pessoas. Isto é, marcar-se no tempo.

Busco reconstruir nesse ponto da reflexão: o desenvolvimento cognitivo - retomar a função social da Arte e do Artista-educador (em linguagem dança), quando este se preocupa em encontrar nele mesmo o sentido pedagógico da Arte. Isto é, por meio da mediação/do conhecimento de elementos constituintes em Arte; inferir no educando, a saber-ser consciente de si próprio e do mundo de possibilidades que nos cerca pela reflexão, pelo fazer artístico, pela leitura de imagens, no dançar, vivenciar personagens e musicar a vida. Parece-nos fácil não é, porque ainda prevalece o velho sistema educacional e com ele, a visão arcaica sobre a Arte. Aí sim, é complicado como a própria formação de professores - não somente de Arte - está sendo nos bancos acadêmicos.

Segundo Strazzacappa (2001), ela nos indaga:
“Será que os cursos de formação de professores no Brasil dão informações suficientes para que eles atuem também na área artística? Com dança?” (capítulo: Dançando na Chuva... E no Chão de Cimento, p.47. - O ensino de artes: Construindo caminhos. Sueli Ferreira, (org.))
E, vai mais além:

“Professor esse que não apenas é formado na técnica que ensina, mas que tem uma vasta formação como docente e freqüenta cursos específicos voltados à formação do professor de arte.” (ibidem, pp.52-53, grifo da autora)

O que vem a ser o processo de ensino/aprendizagem na perspectiva da formação da Dança Aplicada na Prefeitura Municipal de Fortaleza? DANÇA, é conhecimento em voga, mas como tal, exige estudo acurado e específico; necessita dum campo teórico e prático (saber-fazer-ensinar/dialogar e encenar com muitas platéias). Uma delas é a da Escola. Outras, pelos estudos do corpo em movimentos e fluxos contínuos: espetáculos, videoarte, interfaces tecnológicas, das demandas corporais em altas intensidades (performance) etc.

Outro ponto de vista se refere ao professor que, em sua trajetória de vida adquire a docência artística ou do artista quando vai ao encontro investigativo do saber ser professor de arte/dança. Ambos se complementam (professor/artista). E quando se têm, interiormente, o gostar de ensinar ou do fazer dança? Suas ações se confluem para um fazer/ensinar Arte com responsabilidade/valores/atitudes, aliando sempre práticareflexiva; do campo da pesquisa teórico-cênica (?).

Já Isabel Marques (2007): Ensino de Dança Hoje: textos e contextos - afirma e nos alerta com seguinte, pensamento:

(...) O processo de transmissão de conhecimento imposto pela escola torna-se rígido e estipulado por normas externas à arte, de modo a perpetuar e a cristalizar aquilo que se acreditava revolucionário. Dançarinos-professores, ao inovar por um lado, tornam-se conservadores por outro (...) Se por um lado artistas parecem desconhecer – ou não se interessar – por teorias educacionais que ao lado dos séculos vêm repensando e sugerindo práticas pedagógicas condizentes com processos histórico-culturais, por outro, teorias educacionais dominantes na tradição ocidental vêm influenciando o pensamento 'pedagógico' dos artistas, de modo a alijar a arte ensinada do contexto da arte criada. O canal de comunicação existente entre escolas básicas e as escolas de dança, embora muitas vezes encoberto pela ausência da dança no currículo escolar, como é o caso do Brasil, está aberto a recorrências conceituais que acabam por homogeneizar e universalizar atitudes e comportamentos que regem o ensino de dança em ambas as instituições. (Capitulo: Vozes da dança na escola. Subcapitulo: O processo de escolarização da dança,(pp.46-47).). Grifos da autora.

Do respeito pelo intérprete/espectador/interlocutor em diversas linguagens do saber/apreciar se concretiza pelo Corpo. De uma educação estética contínua e humana, em diálogo; respondo a pergunta acima; logo aponto o Programa Dançando na Escola (anexos V e VI), como o de sinalização da Dança Aplicada na Prefeitura Municipal de Fortaleza/SME, com o hoje.

Para concluir, o Programa supracitado, levanta um olhar de reorganização para asdemais linguagens curriculares desenvolvidas no cerne das escolas municipais via PCN/Arte/Mec. Concretiza a necessidade de reformar espaços físicos inadequados, repercutir o profissional de arte, em sua real formação, e do desfrutar alfabetização estética digna da educação básica, nos caminhos (in)certos da Arte-Educação.

Vide: Anexo VIII - Registros de Cursos via Prefeitura Municipal de Fortaleza: Panorama Secretaria Executiva Regional V/ Linguagens: Arte/educação. Ver clicar - LINK http://notasdator.blogspot.com/2009/10/anexo-viii-registros-de-cursos-via.html

*Parte integrante da sua pesquisa para conclusão do Curso de Extensão Dança e Pensamento (2007-2009), Universidade Federal do Ceará(UFC) e Vila das Artes:  Contextualização do/a Professor/a de Arte/arte-educador/a: pontos de convergências e de divergências para: (re)encontrar a Dança Aplicada hoje – Conexão Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF): Secretaria Executiva Regional V / Rede de Ensino Fundamental II (6ª a 9ª serie) - Sob orientação da Profa. (Dra.) Isabel Marques (2009).
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Vide também:
. Contextualização de um problema: Breve (In)formação (histórica) de professores/as de Arte ou de artistas-educadores em Fortaleza-CE: partindo de Instituições de Aprendizagem/Ensino Disponível em http://notasdator.blogspot.com.br/2008/05/contextualizao-de-um-problema-breve.html

. ANTEPROJETO: DANÇA-EDUCAÇÃO – BREVE ESTUDO DE CASO OU, DE PROCESSOS DE (IN) FORMAÇÃO EM DANÇA / CONEXÃO REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA-CE–O (A) ARTE-EDUCADOR (A). Disponível em http://notasdator.blogspot.com.br/2008/04/dana-educao-breve-estudo-de-caso-ou-de.html