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Do lugar de onde morávamos, lá, “não há mais um só resquício de minha gente. Sinto-me como um deserdado em Terra de Ninguém”.
teatro, música, dança, artes visuais, proposições, biografias,resenhas,cursos meus\artigos, arte-educação... memórias.... cultura popular... Exercícios de escrita sobre: [Ou que os textos têm a dizer, após ler?] [Copyright©] 2007-2021*: proibida reprodução parcial/total de textos e/ou FOTOS sem prévia autorização do autor. (contatos>luciounb@gmail.com<).
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(RESENHA)
[Imagem fragmentada/reprodução (obra renascentista): "La Gioconda- Mona Lisa", (1502)- Leonardo da Vinci.]
Máscaras Comedian Dell'art: Senhor e Senhora Pantaleão, Matamor, Arlequim, Polichinelo e Madame Memepinha. Foto Eliza Günther. Acervo lúcio leonn.
Lúcio Leonn (Sr.Pantaleon) e Meire Virginia Cabral(Apaixonada.)Foto Eliza Günther-1988.acervo pessoal de meire virginia.
Imgem: atores franceses, a Secretária de Cultura, Violeta Arraes mais alunos-atores selecionados- Pausa para um registro. Teatro São José(1988). Foto Eliza Günther. Acervo pessoal.
(Imagens aqui, (2008) captadas por Lúcio Leonn, em caráter de ilustração pedagógica)
“O homem age de acordo com os seus padrões culturais. Os seus instintos foram parcialmente anulados pelo longo processo evolutivo por que passou, dependendo muito mais do aprendizado (‘endoculturação’ ou socialização, termos aqui equivalentes) que de atitudes geneticamente determinadas”. Segundo Makl (2008) apud Alfred Kroeber (1945), p.43.
Em labirintos de espelhos e sons de guitarras, em fios condutores; os bailarinos seguem em paragem e de semelhança coreográfica - reflexos de quem somos em igualdade de gestos, muitos vezes delineados por cotidiano de idéias. Isto é, vejo Maguy pontuar a “soberba” via signo da coroa de rei, que se inicia em "alta" e culmina em "baixa".
A "luxuria", a "gula", à procura, à discórdia, o "poder", a música (Arte), o ser/ter criança etc; são elementos estruturantes da obra quando estamos sempre em linha horizontal e a espreitar/apreciar. Também, se revelam em fragmentos tardio, várias vidas expostas de pessoas comuns, ou seja, o lado “podre” ou do estar em perigo, a (des)humanidade.
Para conclusão, o espetáculo fotografa imagens (de corpos) em frontalidade como numa espécie de "valsa leve", em compasso ternário (3/4); respira como reflexão, via pausa (paragem); à luz de cena outrora, pontua em baixa resistência, para que a platéia usufrua a situação e passe também a ser cúmplice (reflexo/espelho). O vento, o som, tudo é ambiente de repercussão e que, na realidade socioambiental, podem virar uma catástrofe.
Imagens (acervo pessoal): Projeto Teatro Aplicado à Educação/Laboratório de Informática Educativa-LIE (2008): Interpretação Cênica/Emeif Herbert de Sousa-alunos (3ª e 4ª série) sob coordenação/aprendizagem e ensino, Lúcio Leonn.
Tenho aqui, como parâmetro: os estudos, experiências de casos, teorias e práticas em abordagens, ou do aperfeiçoamento de pensadores, de estudiosos, especialistas do tema.[Imagem: aquecimento vocal/corporal.]
•O texto me apresenta a teoria Psicogenética de Jean Piaget. De seu desenvolvimento psicológico, que são: assimilação, acomodação, estruturas ou esquemas, adaptação e equilibração e estágios, fases de desenvolvimento. A Aprendizagem é global, funciona como base fundante do desenvolvimento humano.Imagem (Eduardo e Raquel): teatro de papel/contação e audição de histórias(Conto):
"Após o Dilúvio" .
• Também assimilo a teoria sócio-histórica de Vygotsky; a mediação simbólica; o desenvolvimento em dois níveis: o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial (Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)). A aprendizagem para Vygotsky depende da experiência e da história de vida pessoal em interação como meio. É uma abordagem sócio-interacionista.
[Arte & informática educativa]E, mais educandos à liderança.
• Por último, a teoria do desenvolvimento psicológico na teoria psicogenética de Henri Wallon. O campo da afetividade, o campo da motricidade, da sociabilidade, e o da inteligência. Os estágios e fases de desenvolvimento; a formação da personalidade; a favor duma educação e aprendizagem em dimensão estética, norteia-me Wallon.
• Em seguida, o texto em estudo, encaminha-me aos processos motivacionais e de inclusão escolar. Desde: contribuições à formação do professor de Arte. Quando tenho de ter: “prazer de causalidade, liberdade de escolha, sistema de crenças e motivação para a realização de minha práxis, etc”. Alenta-me por um movimento pela educação inclusiva e de pedagogia artística. Por uma escola para todos! Esta, pautada nas necessidades de educação especial - amparada por lei (LDB nº 9.394/96), dentre outras resoluções.
• Confirmo que, pelo estudo e inclusão da Arte e da Psicologia via escola, permite a mim, professor ou estudante, diversas experiências estéticas. Ao mesmo tempo, promove o equilíbrio emocional, o jogo perceptivo e consciente das mentes ou, do estranhamento da vida pela cartase. Pelo fazer/conhecer e expressar arte, o sujeito se apodera, de uma educação artística, desmistifica o Eu, intersubjetivamente.
Logo, as concepções aplicáveis a minha prática docente, segundo as abordagens de Piaget, Vygotsky e Wallon, que considero importantes no Ensino Arte (teatro), brevemente, enumero abaixo as seguintes:
• Via Piaget – (meu PRIMEIRO EXEMPLO): “pela prática e estudo do teatro/TEXTO (peça, espetáculo) a criança assimila a fala/o andar do personagem e acomoda pela repetição (ensaios direcionados/jogos dramatizados etc) o enredo. Vivencia a peça ou personagem”.
Imagens abaixo (Alexsandra/ Thayana)Momentos de improvisação dramática livre e direcionada.
Sua personalidade vai ao mesmo tempo, como sujeito, a se estruturar em busca de adaptação e equilibração.
Imagem(Thayana/Cláudiohenrique e Pedro Weslley): teatro de papel/contação e audição de histórias(Conto):"A Flecha Quebrada" .
[Dinâmica: eu tenho 5 qualidades e 5 defeitos(?). ]
Faz-se importante eu compreender e entender também os estágios/fases de desenvolvimento, segundo Piaget. Porque, de acordo com, será a minha aplicação metodológica ao ensino de arte (teatro) e idade da criança.• Via Vygotsky – (meu SEGUNDO EXEMPLO): “o enredo da peça se resume ao tema da violência entre as pessoas, (roubo/fome/falta de diálogo)”.
A partir da vida da criança (meio) e de minha intervenção como professor (debates, “o que é certo/errado”, ou o viver em comunidade etc) e também do aluno (processo de criação/ensaios na escola, suas indagações/comparações), há uma aproximação entre a mediação simbólica (o teatro e vida real);
Imagem acima(Lucas/Alexandra/Jeniffer): teatro de papel/contação e audição de histórias (Conto):"Ângelo, Bia e O Senhor dos Ceús".
o nível de desenvolvimento real do educando e o nível de desenvolvimento potencial, (há Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)), ou seja, da experiência e da história de vida pessoal em interação / domínio - tenho uma aprendizagem de meu aluno pela linguagem teatro, em abordagem sócio-interacionista. A criança passa a ter autonomia, visão - sem precisar de outros quando a temática tratar-se de “violência”.
[apreciação de cenas improvisadas]
• Via Wallon –(meu último EXEMPLO): O campo da afetividade (“pode acontecer pela emoção de experienciar e vivenciar os ‘estados psicológicos’ de personagens em situação ficcional para o mundo real do educando”.);
Imagem: exercício em bioenergética:aquecimento vocal/corporal
o campo da motricidade (“pelo movimento e espontaneidade corporal em exercícios livres ou direcionados por ensaios ou em processo de criação do corpo, da fala etc”.), da sociabilidade (“acontece pela cumplicidade com outro aluno-ator em jogo cênico e busca de acertar o que se quer alcançar”.), e o da inteligência ("de mobilizar conhecimentos em ação via elementos da linguagem teatro".)".
Imagem:exercício em bioenergética:aquecimento vocal/corporal
Por fim, os estágios e fases de desenvolvimento; a formação da personalidade (“do educado deve ser levado em conta em processos artísticos”.); a favor duma educação; de aprendizagem e ensino em dimensão estética, segundo cito aqui, Wallon.Licenciatura em Teatro do Programa Pró-licenciatura UnB/UNIR/MEC
MÓDULO 06 ATIVIDADE Psicologia e Construção do Conhecimento
Porta-fólio Digital- ALUNO (A) Lúcio José de Azevêdo Lucena -Leonn
TUTOR (A) LURDIANA COSTA ARAÚJO DATA 16/11/2008
12h52min. PROFESSORA FORMADORA Profa. Formadora Sandra Regina Santana Costa
do Contact Improvisation, (desde 1978).
(Imagem ao lado, idem)
por Lúcio José de Azevêdo Lucena“A Educação Somática não pretende substituir o treinamento técnico da dança. Mas ampliá-lo”. Silvia Soter, 2006.
O Método Feldenkrais se sustenta no procedimento dum corpus in locus, sua saúde interna, como mola propulsora; a espinha dorsal de acionar para organizar e controlar membros ou funções motoras; indo muito além dos sentidos sensoriais; do campo perceptivo da visão corporal, da ação física – ou, do não-movimento – visa desvelar no corpo, o domínio do movimento, desenvolver no indivíduo, seu espaço pessoal / global/ cênico / corpo de intérprete consciente.
“De acordo com a pesquisadora canadense Sylvie Fortin, (1996), três elementos-chaves permitem explicar como a Educação Somática age em beneficio da dança. A educação somática (i) age na prevenção e na cura de lesões; (ii) facilita o progresso do dançarino quanto aspecto técnico; e (iii) amplia sua capacidade expressiva”. (Segundo Silvia Soter, (2006): A educação somática e o ensino da dança, p.115.)
Por outro lado, é a percepção corporal de si mesmo. A busca da consciência do corpo expressivo para a origem, e do desdobrar/direcionamento liberado pelo fluxo do movimento em (não-) ação. A liberação se processa em três planos: no plano fisiológico, no plano psíquico/cognitivo e no plano técnico.
Já a dança na arte, o espaço abre também, em três dimensões: altura, largura e profundidade. Pode-se dizer aqui e de tratar o corpo, como numa pintura(bidimensional). Uma figura espacial, em 3D/escultura. É imagem de leitura, do campo visual.
Logo, um corpo é pessoal, preparado para a vida. Ele deve se efetivar e proporcionar diversos sentidos e de possibilidades na Arte/Dança/Vida.
“O gesto dançado, assim como o gesto cotidiano, carrega em si aspectos da história orgânica do sujeito, associada a aspectos culturais e simbólicos” (Silvia Soter, idem, p.117.).
Resultam em imagens, símbolos de uma “bela postura” corporal. Elabora a integração educativa entre mente sã em corpo são.
Concluindo, o Método Feldenkrais, evidencia-se para o sustentáculo, sempre em tríade. E, se desdobra também, via número 3; em três planos, em três dimensões; por fim, três elementos-chaves, para um dançar, viver...
Para isso, se faz necessário apreender e se (re) educar, a busca do conhecer, do pensar, do “aprender-fazendo”, de habitar o método na consciência do corpo e da prática em Educação Somática.
Referências Bibliográficas
PEREIRA, Roberto e Silvia Solter (Coord.). Lições de Dança 1. In: Silvia Soter, p.115 e 117: A educação somática e o ensino da dança.-, 2ª edição – Rio de Janeiro: UniverCidade Ed., 2006. 190p.
PORCHER, Louis (Org.). Educação Artística - Luxo ou Necessidade? Tradução de Yan Michalski. Coleção Novas Buscas em Educação, volume 12- São Paulo: Summus, 1982. 197p.

Isabelle Ginot – Professora do Departamento de Dança da Universidade Paris VIII é praticante do método Feldenkrais. Seu ensino e sua pesquisa abrangem da análise de obras coreográficas contemporâneas (Dominique Bagouet, un labyrinthe dansé, edição do Centre National de la Danse, 1999) à análise das práticas dos dançarinos, especialmente o trabalho em torno da questão da imagem do corpo. Colabora regularmente com intérpretes e coreógrafos contemporâneos na Europa (Rosalind Crisp, Julie Nioche, entre outros) e um dos eixos de sua prática Feldenkrais é a reflexão sobre o uso desse método pelos dançarinos.


