sexta-feira, 18 de abril de 2008

PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE-FORTALEZA-CE

UM EIXO SOCIAL EM ARTE & EDUCAÇÃO


















E, mais: um pouco da história, de metodologia, da terminologia à formação - entender a Arte no conceito escolar e contexto de nossa cidade

TEXTO DE LÚCIO LEONN
OBJETIVO–ENSINO DE ARTE NO PROGRAMA (Teatro-Dança-Música e Artes Visuais)

Fortaleza-Ce, Ano, de 2003/2004
O Programa integração AABB Comunidade/Fortaleza, tem como um dos eixos geradores na inclusão social e educacional de crianças e adolescentes da grande periferia de Fortaleza-Ce (Santa Cecília/Bom Jardim/Genibaú): o campo da Arte-Educação. Sob coordenação de Arte, professor efetivo\especialista da área e mais, professores-estagiários(arte-dramática/artes cênicas, estilismo e moda, música, artes plásticas e dança). E, como educadores sociais em arte, pretendem desenvolver o potencial expressivo e criativo dos educandos, por meio de técnicas que englobam a consciência corporal/vocal, o equilíbrio emocional, a noção rítmica musical/espacial, a atenção, a cultura visual, etc.

O suporte pedagógico encontra-se nas modalidades artísticas: Teatro, Dança, Música, Artes Visuais e/ou Audiovisual. Isto é, por meio de elementos constitutivos (personagens, tipos de movimentos, composição musical, linhas, etc) de cada linguagem estabelecida, pretende-se assegurar o objetivo do Ensino da Arte pelo campo conceitual da: produção, fruição e reflexão. Onde os educandos possam ter a expressão de si mesmo, principalmente, o conhecer e o saber-fazer Arte.

Temos a Arte na Educação, ou Educação pela Arte. Seguem-se terminologias: ensino de Arte; Arte e Educação ou Arte-Educação(Arte/Educação). Portanto, no espaço educacional a Arte se propõe se situar como “veículo”, resgate de identidade e cidadania. É disciplina de Arte(s). Assim, o professor de Arte também difere metodologicamente, do Arte-educador. Ainda pelo ensino de Arte, agora no Programa, sobretudo, busca-se ampliar um espaço de convivência, e não a formação de artistas profissionais. Porque vários são os tipos de programas que uma escola ou instituição pode oferecer para estimular o desenvolvimento do talento e das habilidades daqueles alunos que se destacam em áreas artísticas. Um programa que venha garantir um futuro mais promissor. E por que não, profissional em todos os sentidos.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “O ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

No entanto, ainda na comunidade escolar, são vários os aspectos que não condizem com os princípios da atual lei. Isto é, no que se refere o ensino assegurado pela Arte. Um deles vai desde a formação do professor de Arte a sala de aula. Por este ser polivalente, deve lecionar as quatro linguagens, enquanto tem a formação em uma. Uma vez não procura educação continuada (aprender a aprender) para manter-se na rede de ensino como professor de Arte. Outro aspecto tão questionado e muito valorizado inconscientemente trata-se do “deixar-fazer”, ou seja, por um exarcebamento da livre expressão; da pedagogia da espera.

Falo de uma expressão obscura e ignorante de sentidos, isto é, acontece muito mais por parte do professor em seu ambiente de trabalho; não partir para uma ação-reflexiva por meio de procedimentos, conceitos artísticos ou encaminhar-se pela pesquisa em Arte. Ele(a) deve intervir junto ao aluno em sala de aula, estudar o verdadeiro objetivo da Arte na educação escolar. Tanto que, a preocupação recente de se democratizar o ensino de Arte, assumindo-se o compromisso de ampliar o acesso da maioria da população aos domínios estéticos e artísticos, tem por base os estudos e orientações no Brasil, difundida pela Professora Ana Mae Barbosa. Ela propõe o conhecimento da Arte sob três eixos: o fazer artístico, a análise de obras artísticas e a história da Arte.

Retomando ao Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, o posso classificar como Enriquecimento, que implica em oferecer paralelamente às atividades da série do(a) aluno(a), atividades extras, usualmente fora do período normal de aula, podendo incluir o desenvolvimento de projetos, investigação e estudo em nível mais avançado dos tópicos que estão sendo ensinados. Tal enriquecimento pode ser por via de oficinas de artes, e também por meio de modalidades esportivas e atividades de complementação educacional.

Três eixos temáticos desenvolvidos pedagogicamente, no Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, idealizados para realidade local, desde agosto de 2003.
















METODOLOGIA
São desenvolvidos após leituras de textos, debates, pesquisas, planejamentos de aulas, (com estagiários/coordenador de Arte-Educação/coordenador pedagógico do Programa), estudos direcionados ao conhecimento prático/ teórico via oficinas artísticas; concebe-se nesses estudos (estagiário-educando) a origem do teatro, a concepção da dança; a prática teatral com o uso do corpo em exercícios de condicionamento corporal, exercícios básicos de locomoção, exercícios de conhecimento espacial, exercícios de planos de movimento, exercício de equilíbrio versus desequilíbrio, modelagem e espelho corporal, etc.

Da prática teatral ao canto coral: a voz – desenvolve-se exercícios de respiração intercostal-diafragmática, sons orgânicos, respiração e expressão corporal, exercício de emissão vocal: impostação, a pronúncia dos sons vogais e seu desenho corporal, a projeção vocal, exercícios para colocação da voz: agudo/grave, exercício de articulação etc.

Na prática teatral: interpretação e Dança – temos atividades em improvisação livre/direcionada, análise e construção do personagem/peças coreográfica, exercícios de marcação orgânica/direcional, montagens de pequenas peças, coreografias etc. Além de dinâmica grupal, visitação a museus, teatros, aborda-se também as Artes Visuais e seus elementos constitutivos, a história da arte por linguagens, a cultura visual; tudo como processo de facilitação no ensino-aprendizagem, e nas Relações Humanas, pela formação de grupos e convívio em sociedade por meio da produção, do desfrute e da contextualização em Arte.















AVALIAÇÃO
Contínua, cumulativa e via produção em artes (espetáculos temáticos por meio de linguagens artísticas). Também segue as etapas curriculares da escola assistida.

Busca-se respeitar a habilidade real do educando; além do desenvolvimento das habilidades e competências (liderança, responsabilidade, solidariedade, diálogo, etc.), onde se procura reinserir o educando num contexto social, como também visa à redução de índice da violência na escola, no bairro ou na família, a não-repetência e /ou o fracasso escolar.














No decorrer do semestre (agosto a dezembro de 2003), pôde-se perceber através de relatos de pais e professores/as em reuniões nas escolas das crianças e adolescentes assistidas pelo Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza, mobilização para uma mudança de comportamento mais condizente para com a família e/ou até mesmo rendimento escolar satisfatório.

A PARTICIPAÇÃO DO PARCEIRO LOCAL: PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA/SECRETARIA EXECUTIVA REGIONAL V - DISTRITO DE EDUCAÇÃO: EM RECURSOS HUMANOS














O Programa Integração AABB Comunidade (da Fundação Banco do Brasil/Federação Nacional das AABB-Fenabb), cujo parceiro local, tem a Prefeitura Municipal de Fortaleza-Secretaria Executiva Regional V,(via Distrito de Educação), e dentre muitas de suas ações no Programa, é à responsabilidade de assegurar pagamento de coordenadores (professores efetivos da rede pública municipal). Onde a contratação de demais educadores, também, se concebe a participação de estagiários (junto às universidades/instituições de ensino superior/sabe-se da escolha de alunos de cursos de artes do ensino médio (música) e de extensão (artes dramáticas)).

No entanto, cabe à Equipe de coordenadores do programa, a seleção dos mesmos e de gerenciar ações pedagógicas durante a mediação do percurso social e local do Programa.

PERFIL DO(A) PROFESSOR(A): ALUNO(A)-ESTAGIÁRIO(A) DE ARTE - PARA O PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE/FORTALEZA-CE














Além de “formação” em uma linguagem específica da prática em universidade, o (a) professor(a)-estagiário(a) de Arte estando no Programa, deve procurar inserir-se em outras modalidades artísticas como sujeito pesquisador da arte (ensino/aprendizagem) ou até mesmo ele (a) buscará para conhecer e/ou estudar (in)voluntariamente as quatro linguagens. Sentir-se competente em alguma área de expressão artística. Aliar-se conjuntamente com os elementos constitutivos presentes em cada modalidade; embebedar-se de embasamento e pressupostos teóricos sobre a Arte e seu Ensino no contexto atual.

Enumerei aqui abaixo, um norte de desempenho e perfil para estágio em Arte. Olhar de acordo não só com realidade local; pois é um caminho não como prontuário ou camisa de força. Mas passos de uma busca, de encontros. De acertar mesmo que esbarrar, nas incertezas de cada ser Arte-educador em processo de formação inicial/contínua.

1. Ter formação universitária, técnica e/ou ensino médio, de extensão; em uma das seguintes modalidades / linguagens artísticas:Teatro, Arte-Dramática, Artes Cênicas/Música/Dança (clássico/moderno, contemporânea e/ou folclórico)/Artes Plásticas (Artes Visuais);Estilismo e Moda.
2. Saber-fazer e dominar os elementos constitutivos da linguagem em formação; noções básicas sobre Arte-Educação em formação inicial;
3. Conhecer e saber os princípios/conceitos que regem o ensino pela Arte ou Arte-Educação, no contexto pedagógico: a produção, o desfrute e a reflexão;
4. Apresentar capacidade de entender os três momentos do processo artístico, junto às crianças e adolescentes: o fazer, o conhecer e o exprimir;
5. Desempenhar ou satisfazer o estágio com excelente qualidade, executando-o com competência e habilidade junto às crianças e adolescentes, à universidade/instituição, aos coordenadores de área e coordenador pedagógico;
6. Saber-utilizar-se adequadamente, ou a partir da orientação do coordenador de Arte, os conhecimentos teóricos e práticos da linguagem em formação, para desempenhar condizentemente com a sua função no Programa;
7. Apresentar capacidade de utilizar o tempo com atividades significativas, fazendo uso do planejamento, do plano de aula, da preparação de materiais, e ter autonomia docente em formação;

imagem: (Lúcio Leonn (coordenador em Arte-Educação e alunos/as-intérpretes de Circo-Educação)-Programa Integração AABB Comunidade/Fortaleza na Abertura do 3ª Festival de Arte das Escolas Públicas Municipais de Fortaleza-2004.





8. Apresentar e utilizar idéias novas, ter iniciativas, tomar decisões coerentes e criativas para o ensino da Arte; para o trabalho da Equipe no Programa, sob o objetivo de dinamizar e aperfeiçoar o seu estágio, as atividades contextualizadas; atender para assistir às crianças e/ou adolescentes;
9. Defender o ensino de Arte (Teatro/Dança/Música/Artes Visuais) no Programa não como forma de “recreação”, de “lazer” e nem de “divertimento”, ou seja, sem o devido contexto;
10. Demonstrar ou adquirir competências corporais, comportamentais: saber movimentar-se, colocar a voz, estar atento a tudo o que se passa, dominar a agressividade, improvisar;
11. Procurar dominar os saberes didáticos relativos ao ensino de Arte por meio da interdisciplinaridade, da transdisciplinaridade e temas transversais;
12. Demonstrar facilidade na comunicação e no relacionamento com os demais estagiários, coordenadores, comunidade assistida, e no ambiente de estágio;
13. Demonstrar interesse em progredir com abertura para o aprendizado de novos procedimentos, conceitos, novas teorias, métodos e técnicas educacionais voltadas para o campo da Arte-Educação;
14. Estar sempre disponível durante as quatro horas de estágio, para colaborar no desenvolvimento do Programa, no Planejamento por Área/Global, nas atividades direcionadas às crianças e adolescentes;
15. Efetivar o estágio com seriedade demonstrando senso de responsabilidade, sendo pontual e assíduo(a).

(DA PROBLEMATIZAÇÃO DO(A) ESTAGIÁRIO(A) EM ARTE): FORTALEZA-CE














No que diz respeito a alunos-estagiários de Arte-Educação, (como coordenador de arte-educação no programa AABB Comunidade), averigüei que, tal busca em oferecer estágio, tem-se revelado em características atípicas-como a nossa própria formação de professor de Arte ou Arte-educador não somente na cidade de Fortaleza se concentra. Isso se deve também ao contexto histórico em políticas educativas e administrativas para o campo das artes de Fortaleza-Ce.

Durante muito tempo, passei pelas mesmas conseqüências de uma não-legitimação em Arte (Teatro) por meio de cursos profissionalizantes de nossa cidade. Hoje como pedagogo/especialista em Arte-Educação tenho realmente percebido ou sentido “grandes mudanças” e, como todo professor (de Arte) em formação contínua, partido de uma INVESTIGAÇÃO e reflexão na ação; compartilho da preocupação com questionamentos relevantes para com o ensino da Arte em sala de aula.

Mas por hora, quando se refere aos estagiários dos cursos de artes (linguagens); eles não atendem a prescrição normativa do 4º SEMESTRE, isto é, para estágio-remunerado na Prefeitura Municipal de Fortaleza. É porque alunos de arte-educação (Teatro, Dança e Artes Plásticas): estão todos no 3° semestre em 2004, em cursos superiores.

Portanto, nem acolhe e não aciona a lavanca da concepção de Arte-Educação para o Programa (por carência de alunos-estagiários de Arte), pois, tais cursos se encontram em legitimação e reconhecimento junto aos órgãos educacionais de acreditação e comunidade local. Tanto que sugeri à Secretaria de Desenvolvimento e Ação Social-SEDAS, baixar uma normativa, provisoriamente, para o estágio se efetuar na Prefeitura, a partir do 3º semestre em cursos de artes: (níveis superior e médio), ao invés de 4º semestre.

Porque temos também alunos em cursos de música do ensino médio do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará-CEFET-CE a partir do 3º semestre.
Já o Curso de Arte-Dramática da UFC (desde 1960), a carga horária total hoje, é até o 3º semestre. Analisemos abaixo, tal curso.

O também chamado, Curso Básico de Teatro, sob coordenação do Professor Gil Brandão (2008); é peça de efetiva importância no contexto artístico e cultural da comunidade fortalezense, seja pelo papel que desenvolveu antes (1960-1995), como única escola de teatro que manteve por todo esse tempo o ensino sistemático dirigido á preparação do ator, seja pela dimensão de seus espetáculos que,ou apontavam para a busca de uma nova linguagem ou no mínimo, estavam em acordes com o que de mais atual se concebia no palco.

Outro dado relevante, que diz bem a presença forte do CAD no movimento teatral da cidade até hoje (2002), é que, ao se fazer um levantamento estatístico, ficará constatado que, em sua composição, mais de 70% dos grupos de teatro, contam com atores egressos desse curso.

Outra informação importante referente ao CAD é a validade do Certificado do Curso Básico de Teatro quanto ao campo da Educação, principalmente no caso de professores de Arte, é ainda mais atípico. Isto é, “ao longo desses anos não obstante, as tantas inovações dos últimos 40 anos, ainda no dealbar da década de 1990 o Ceará não dispunha de cursos regulares para formações de professores de Arte-Educação. Tais professores eram preparados em cursos especiais promovidos pela Universidade em cursos de extensão ou equivalentes. É o caso, por exemplo, da Universidade Federal do Ceará que autorizou sua Pró-Reitoria de Extensão, a oferecer Curso Básico de Teatro, cujo certificado ensejou a oferta de professores de Arte-Educação para a escola regular de ensino fundamental da Comunidade cearense, até recentemente”.(Parecer nº: 0641/ 2.001; Aprovado em: 11.12.2001/Conselho de Educação do Ceará: Câmara da Educação Superior e Profissional; (pp.1-4)).

“O curso em apreço não é de nível superior, mas é equivalente ao curso de nível superior, enquanto exigência legal para o exercício de magistério. No caso da Arte seu reconhecimento, como certificado de proficiência profissional decorre de circunstâncias históricas de inscrição do ensino de Arte na escola sem prévia organização legal do profissional da Educação na área, que no Ceará, só foi iniciado, de 1997, para o segmento do candidato. Cabe, pois ao nosso ver (...) o direito a participar do concurso para o magistério de Arte no Ensino Fundamental”.(Ibidem, p.4/4; o grifo é meu.)

Agora a meu entender, o Curso de Arte-Dramática da UFC/CAD, assim como outras instituições de ensino de Teatro em Fortaleza (já supracitados), o Colégio de Direção Teatral-CDT (extinto em 2004), do Instituto Dragão do Mar, por exemplo, que pode ir para a 4ª turma ou o Projeto Piane (?), dando uma análise pessoal e especificando essas instituições, projetos locais; seus currículos precisam é adequar-se na própria lei vigente- (Lei de Diretrizes e Base da Educação-LDB), quanto às cláusulas legais para reconhecê-los como instituições ou escolas de ensino de teatro regular ou superior, ou quanto ao magistério. O Instituto Dragão do Mar, ainda não é reconhecido juridicamente quanto à sua certificação.

Então, eles podem cair no “obsoleto” e gerar mais dificuldades profissionais quanto à não regulamentação de ensino e aprendizagem em Arte (Teatro) para o campo formal.
No entanto, na ocasião em que chegava para a comunidade fortalezense, o Curso Superior em Artes Cênicas (2002) pelo Cefet-Ce, o Professor do CAD -(disciplina História Geral do Teatro), e também ator, Gil Brandão, explicava paralelamente em entrevista acerca do Curso de Arte Dramática-CAD, da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, com o seguinte ponto de vista: “O CAD é um curso de formação profissional, mas não é de graduação. Ele oferece um certificado que permite que o ator tire sua carteira profissional junto aos sindicatos. Mas não dá para ser professor numa escola”, (O Povo Vida e Arte, 02.08.2002; “Vestibular para o teatro”, p.7).

Hoje 2004, o CAD possui uma carga-horária total de 960h/aula / “currículo reduzido” (compreende-se o tempo integral de três semestres com direito a estágio a partir do 2° semestre, segundo apontava na época, o Coordenador do curso, Professor Edilson Soares.

Entretanto, Brandão vai mais além quando faz referência ao Magistério. Logo para ele (ator), lecionar é “uma alternativa para que os profissionais não dependam financeiramente de atuar no cenário cearense. Falta organização dos professores e falta sensibilidade e interesse da UFC para o ensino das antes cênicas. Até hoje não temos no Ceará um curso de licenciatura ou bacharelado em teatro”, (Ibidem).
Porém, informo que, nem vai ser agora, com o curso tecnológico. Então, é sob este ponto de vista e ainda na mesma entrevista, o Coordenador e Professor do Curso Superior em Artes Cênicas do Cefet-Ce, Paulo Ess, atesta que o curso “capacita na prática, com ele o graduado pode fazer mestrado em artes, mas não é uma licenciatura. Isso, por enquanto, porque o nosso objetivo é esse”. Confirma Ess.

Em 2008, cumprindo esse ideal, tal órgão federal reorganiza seu currículo e apresenta à comunidade de Fortaleza-Ce, seu Curso em Licenciatura em Teatro.
Mas, enquanto ficarmos somente na vontade da real certificação do CAD e do Colégio de Direção Teatral, vale indagações; primeiro como aqueles artistas que não podem, ou que não conseguem viver da sua própria Arte, ou egressos destes cursos aqui apontados, ficarão num mercado de trabalho cada vez mais competitivo carente de mão de obra qualificada? Tudo bem, quanto a excelência dos mesmos. Isto não é tão discutido aqui. Porém, é mesmo contraditório. Da questão é a legitimação dentro do sistema de ensino.

Desenvolvem tais candidatos (apontados pelos cursos aqui) outras habilidades e competências, ou a não ser aquelas adquiridas pós-curso (ator, atriz, diretor, etc), que é propriamente o campo da atuação teatral, ainda sem legitimação? Acho que depende das habilidades e competências, do conhecimento prévio que possui cada candidato, pois estou tratando desse nosso contexto, quando o mundo diz-se globalizado e conseqüentemente sob tais efeitos.

Segundo, por que o Instituto Dragão do Mar, através do curso Colégio de Direção Teatral lidou apenas com a qualidade de ensino em teatro, esquecendo do prioritário, que é também da autenticidade na certificação, quanto à conclusão de curso para o mercado de trabalho?

Sabemos que a alternativa é a sala de aula, sim, digo como Arte-educador ou professor de Arte. Embora há uma sutil diferença entre ser Artista e mediador de conhecimentos artísticos, ou seja, na polivalência da disciplina de Arte por meio das linguagens: Teatro, Dança, Música e Artes Visuais, isto é tomando como base, a visão dos Parâmetros Curriculares Nacionais -PCN-Arte, (MEC-1988), ou pelo o que reza a Arte-Educação na pós-modernidade, e mais ainda, na habilidade que se tende ao Magistério. No caso do artista esta atividade pode ser muitas vezes vocacional ou apenas uma necessidade imediata.

Da realidade do Professor de Arte é desdobrar-se em sala de aula para mediar as quatro linguagens, quando ele tem muitas vezes, uma formação específica. Assim, como também o Arte-Educador precisa ir mais além, estar á frente de seu tempo, precisa ser professor-pesquisador aliando-se sempre a novos desafios profissionais.

Outra para finalizar, percebe-se por parte de muitos professores de Arte, apenas formação em uma. Além disso, não há universidades ainda co-responsáveis pela formação plenamente, ou total dos (as) professores (as). Existe uma concepção de ensino/aprendizagem para a formação artística e/ou profissional e, não ao campo docente. Aqui, abre-se exceção para o curso de Licenciatura em Música da UECE(?).

Portanto, o que temos na cidade são bons artistas de Teatro, da Dança, da Música e das Artes Plásticas. Há um sólido ensino/aprendizagem para esta formação. Mas não para a docência via curso de licenciatura. E, pelo contexto, tais profissionais vêm suprindo sim, a carência de docentes para Arte-Educação na rede pública/particular de ensino fundamental e médio da cidade de Fortaleza. No entanto, procuro indicá-los que, é preciso ensina Arte, sabendo ensinar.

Fontes consultadas:
-BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação no Brasil. São Paulo: editora Perspectiva, (1999).
- , Ana Mae. (org.) Inquietações e mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: editora Cortez, (2002).
-BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: editora Ática, (2003).
LUCENA, Lúcio José de Azevêdo Lucena (Lúcio Leonn). Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).
-LOWENFELD, Viktor / CABRAL, Alvaro / BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da Capacidade Criadora. Editora Mestre Jou, (1977).
-NÓVOA, Antônio. (org.) Os Professores e sua Formação. Lisboa/Portugal: editora Dom Quixote, (1992).
-Prefeitura Municipal de Fortaleza. Secretaria de Administração do Município. Grupo Ocupacional Magistério/Avaliação de Desempenho/Estágio Probatório. Fortaleza/Ce, (2001):Adaptação minha transcritas para o Programa.

PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA - SECRETARIA EXECUTIVA REGIONAL V
DISTRITO DE EDUCAÇÃO / PROGRAMA INTEGRAÇÃO AABB COMUNIDADE/FORTALEZA-2004
FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM TEATRO/MÚSICA/DANÇA/ARTES VISUAIS

NOME _____________________________CURSO____________SEMESTRE__INSTITUIÇÃO/UNIVERSIDADE: _______________________________________

(¹)I. Na sua opinião, o que significa educação? E, qual sua importância na formação do Homem?
II. Para você estagiário(a), quais as qualidades fundamentais para tornar-se um(a) educador(a) social?
III. Por que você deseja participar do Programa AABB Comunidade/Fortaleza?

IV. Tomando por base a especificidade do seu curso, como você pretende contribuir para o bom andamento do referente Programa/Projeto?

((¹)colaboração prof. Henrique Gomes de Lima)

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM TEATRO
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos constitutivos do teatro:
A) formas, cores, e textura
B) personagens, espaço, texto e cenário
C) ritmo, movimento e intensidade
D) personagem, figurino, palco e texto

5ª) No teatro, ao buscar soluções criativas e imaginativas na construção de cenas, os alunos afinam a percepção sobre eles mesmos e sobre situações do cotidiano. São conteúdos do teatro:
I. participação em improvisação.
II. criação de cenas escritas ou encenadas.
III. experimentação na adaptação de textos
São afirmativas verdadeiras:
A) apenas I e II C) apenas I e III
B) apenas II e III D) I, II e III

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM MÚSICA
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos estruturantes da Música:
A) letra, melodia e andamento
B) acordes, letras, e ritmo
C) tonalidade, timbre, andamento e ritmo
D) tonalidade, ritmo, letra e melodia.

5ª) Quanto à classificação dos instrumentos, circule a opção FALSA.
A) instrumentos ideofônicos são aqueles que vibram por si mesmos
B) membranofones são aqueles que o som resulta de vibração
C) cordofones aqueles que vibram através de corda distendida
D) aerofones são os que sopram em virtude da passagem do ar por tubo, soprado.

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM DANÇA
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta ou conforme o enunciado da questão.

1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos estruturantes da Dança:
A) ritmo(música), tipos e níveis de movimentos/partitura, um tema coreográfico e indumentária
B) ritmo, música e movimento
C) andamento e ritmo
D) tonalidade, ritmo, letra e melodia.

5ª) Segundo alguns especialistas em dança podemos classificá-la basicamente em três categorias, circule a opção abaixo que não corresponde a nenhuma delas
A) erudita (balé) C) popular
B) folclórica D) espontânea (comum)/dramática

*FICHA DE SONDAGEM PARA ALUNOS-ESTAGIÁRIOS EM ARTES VISUAIS
Com base nos seus conhecimentos sobre Arte-Educação, circule a alternativa que você considera correta.
1ª) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) Nº 9.394/96, estabelece em seu artigo 26, parágrafo 2º: “o ensino de Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Portanto, com vistas de assegurar o ensino de Arte qual item, que os PCN-Arte NÃO reconhece como campo conceitual.
A) produção
B) fruição (desfrute)
C) reflexão
D) manifestação

2ª) O processo de ensino visa alcançar determinados resultados em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores sociais. Tendo por base esta afirmação, é correto afirmar que esse processo tem um caráter:
A) intencional e sistemático C) seletivo e casual
B) unilateral e planejado D) afetivo e comparativo

3ª) Segundo as educadoras Fusari e Ferrraz em “Arte na Educação Escolar” a compreensão dos significados da Arte pode ser vista em três definições tradicionais.
A) A Arte como fluir, produzir e conhecer
B) A Arte como fazer, como conhecer ou como exprimir
C) A Arte como conhecer, como exprimir, como produzir
D) A Arte como exprimir, como conhecer, como sentir

4º) São elementos constitutivos das Artes Visuais:
A) movimento, desenho e composição
B) desenho no espaço, ritmo e movimento
C) linhas, formas, cores e texturas
D) linhas, desenho no espaço, cores e movimento

5ª) O conjunto de idéias filosóficas com o qual se procede a uma análise, investigação ou especulação a respeito da Arte ou da beleza, denomina-se:
A) poética C) estética
B) semântica D) hermenêutica

*Fonte de pesquisa adaptada: Secretaria de Educação Básica do Ceará-SEDUC-2000/ Ensino Fundamental e Médio/ Universidade Estadual do Ceará-UECE-2003.

Obs: Nenhuma questão abordada aqui tem caráter de eliminação; no entanto, visam avaliar os conhecimentos teóricos e práticos em Arte-Educação. E, assim, possibilitar aprofundamento teórico/prático na referida área.(Coordenação em Arte-Educação/Programa Integração AABB Comunidade/ Fortaleza)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"Igualdade, diversidade e inclusão social do negro no Brasil: A presença negra nas artes brasileiras"

Reprodução/imagem de Francisco José do Nascimento (1839-1914): vulgo, "Dragão do Mar".
* PLANO DE AULA
Autor: Lúcio José de Azevêdo Lucena (LÚCIO LEONN)
Princípio: "Igualdade, diversidade e inclusão social do negro no Brasil"
Tema: Tema 5 - A presença negra nas artes brasileiras

Título: 

Classificação de (re)produções artísticas em âmbito nacional/regional (Ceará)- Artes Visuais

Público Alvo :
• Ens. Fund. - 6ª Ano
• Ens. Fund. - 7ª Ano
• Ens. Fund. - 8ª Ano
• Ens. Fund. - 9ª Ano
• Ens. Médio - 1ª Série
• Ens. Médio - 2ª Série
• Ens. Médio - 3ª Série
• Outros: Projeto Teatro Aplicado / Interpretação Cênica
Disciplinas:
• Arte-Educação (Artes Visuais)
• Outras: Teatro\Educação

Objetivos:
-Desenvolver a percepção para diferentes estilos artísticos e identificar a cultura afro-descendente nos estilos artísticos brasileiros;

-Conhecer para identificar os artistas cearenses afro-descendentes: história/memória/espaço;

-Perceber e classificar obras cearenses de cultura afro-descendente - seus estilos, sua contribuição e difusão no/pelo Ceará;

-Experienciar juntos aos alunos e alunas pela prática do fazer(artes visuais) e do olhar, a (re)produção de obras temáticas -seguindo a idéia e estilo de cada artista-, à contribuição pessoal do(a)aluno(a)e sua auto estima;

-Relacionar os conteúdos programáticos(linguagens-teatro-dança-música e artes visuais)presentes na disciplina de Arte-Educação do Ensino Fundamental e Médio ao tema proposto.

Arte NAÏF/ Reprodução- obra de Chico da Silva -GALO -1978.
O pintor e desenhista Francisco Domingos da Silva (CHICO DA SILVA - 1910-1985) nasceu na cidade de Alto Tejo, no Estado do Acre, em 1910 ou 1922. Começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores, no bairro Pirambu, em Fortaleza-Ce, por volta de 1937. Vide mais Biografia \ obras - disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9894/chico-da-silva

Conceitos:
• Valorizar a comunidade negra, contribuindo para a elevação de sua auto-estima.
• Conhecer a arte negra presente na formação histórico-cultural em situação de pertencimento - nível local e nacional.
• Reconhecer a história da arte do Brasil contada, ilustrada sob perspectiva do negro em diversas situações: de contrastes/acertos e desacertos, pela Missão Artística Francesa, de artistas, entre outros grupos.
• Reconhecer a constante presença da identidade étnica racial negra nas artes brasileiras, ao encontro do ser que age, pensa e vive em sociedade.
• Valorizar a história da arte negra cearense, sua resistência e próprio estilo.
• Perceber a presença e contribuição negra, como primeiros artistas de produção(trabalhos manuais) na Era Brasil-Colônia (dependência\descolonização).
• Compreender para perceber estilos.
• Reconhecer a diversidade artística e cultural.
• Analisar e perceber/ apreciar a estética da cultura afro-brasileira.

Habilidades:
• De questionar
• De criar
• De trabalhar linguagens
• De interpretar (o mundo, as normas, os conflitos, os outros e a si mesmo)
• De criar novos pressupostos
• De se adaptar
• De retórica e jogo
• De estratégias e idéias
• De estar atento
• De entender o outro, o mundo e a si mesmo
• De conviver com a diversidade
• De falar
• De se organizar e organizar
• De trabalhar linguagens
• De agir multidisciplinarmente
• De aguçar os sentidos (ser humano, natureza e si mesmo)
• De enxergar o outro sob um ângulo diferente
• De estar atento
• De perceber a interioridade humana
• De realizar tarefas
• De criar produtos e artefatos
• De usar tecnologias
• De escrever
• De operar com lógica

Imagem reprodução: Busto Mestre Valentim
O Mestre Valentim (Valentim da Fonseca e Silva) nasceu em 1745 em Minas Gerais, provavelmente no distrito diamantino de Vila do Príncipe (atual município do Serro). Assim como o mineiro Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), era bastardo, filho de mãe escrava, mestiço.) Saber, mais em [atualizado]: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/11/conheca-um-pouco-da-historia-de-mestre-aleijadinho.html

Valores:
• Respeito a si mesmo como sujeito-étnico-racial, - ser presente na História da Arte do Brasil.
• Reconhecimento da presença do negro em movimentos artísticos, ressaltando suas idéias, obras, períodos históricos e estilos.
• Interesse pela História da Arte Brasileira.
• Autonomia na manifestação pessoal para fazer e apreciar a arte (étnica inter-racial).
• Atenção ao direito de liberdade de expressão e preservação da própria cultura.
• Cooperação com os encaminhamentos propostos nas aulas temáticas de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (não somente relacionados com o tema abordado).
• Disposição e valorização para realizar produções artísticas, expressando e comunicando idéias, sentimentos e percepções.
• Identificação e valorização dos artistas negros cearenses.

Recursos Didáticos :
Cartões, figuras ou imagens de reproduções de quadros artísticos que representem estilos e períodos históricos diversos.
Oficina/Prancha arte br.
Papel A4, lápis de escrever, de desenhar,estojo de caneta hidracor,régua etc.
Livros de: História da Arte Brasileira/do Ceará.
Textos e imagens históricas xerocopiadas.
Registro por meio de exercícios práticos de artes visuais (desenho/pintura).

Procedimentos: (Baixar Arquivo)
Materiais de Apoio:
Debret, Jean-Baptist \ Biografia Disponível em http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa18749/debret
Linkhttps://www.portalafro.com.br/editoria/artes/artes-plasticas/
Linkhttp://casadasafricas.org.br/wp/
Joachim Lebreton \ Missão Artística Francesa. Link: http://www.educacional.com.br/reportagens/missoes/francesa.asp

Observações:
Tal Plano de Aula consiste especificamente, o enfoque nas pinturas, imagens e desenhos da arte brasileira local e nacional - Cultura visual produzida por artistas negros, ou a partir da visão de vários artistas de pertencimento étnico racial-branca (dependência \ arte descolonial).

Outras linguagens, como: o teatro, a dança e a música, podem e/ou devem contribuir na realização e sistematização deste plano de aula, no que diz respeito às interlinguagens.

Torna-se pertinente o Estudo à Classificação de (re) produções artísticas em âmbito nacional/regional (Ceará)- em linguagem de artes visuais, tendo como parâmetro a História da Arte Brasileira.

Também pode ser adaptado às questões locais, a partir de aprendizagem e ensino da comunidade. Não  fazendo esquecer mais uma vez, é claro, o olhar na História da Arte Brasileira, seus períodos históricos e estilos.

Referência Bibliográfica:
A África está em nós: história e cultura afro-brasileira e africana(1º e 2º volume)- Roberto Beijamin. - João Pessoa, PB. Editora Grafset, 2004.

Arte;Luxo? Lazer? Trabalho Manual? Tarefa "Feminina"? - Sandra Regina Ramalho de Oliveira (1996)fenomenologia da Experiência Estética: uma alternativa na preparação de educadores. Dissertação de Mestrado-UFRS.

Arte, História & Produção: Arte Brasileira/ Carla Paula Brondi Calabria, Raquel Valle Martins. -São Paulo: FTD, 1997.

Imagens que falam:leitura da arte na escola- Maria Helena Wagner Rossi. - Porto Alegre:Mediação, 2003.

História da Arte. Maria das Graças Vieira Proença dos Santos. Editora Ática:2001.

Manual de apoio. Ed. Artística/volumes de, 6ª a 8ª série. Secretaria de Educação do Estado do Ceará/Fundação de Teleducação do Ceará/FUNTELC, 2001.

O Olhar em Construção. Anamelia Bueno Buoro. Editora: Cortez Editora, 2003.

Para gostar de aprender arte- Sala de aula e formação de professores.Rosa Iavelberg.-Porto Alegre:Artmed,2003.

¹Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte- 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental/Arte (Volume 6),Secretaria de Educação Fundamental.-Brasília;MEC/SEF,1997.

²Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (Ensino Médio): Parte II - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Conhecimento de Arte. Brasília:MEC/CNE, 2001.
_________________________
Curso de Extensão/Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana ((*)1ª parte 2005 / 2ª parte 2007). Realização: Ágere Cooperação em Advocacy. Apoio: Ministério da Educação-MEC. Certificação: Faculdade FINOM(Paracatu)-MG

domingo, 6 de abril de 2008

*Atividades de Orientação em direção/interpretação cênica com os atores de Fortaleza

Imagem: Curso Colégio de Direção Teatral-CDT, 1ª turma 1996-1999-Instituto Dragão do Mar.
(Por Lucio Leonn, 2002)










                                                                                                                                                                                                                                                   
                                                                                                                                      *Atividades de Orientação em direção/interpretação cênica com os atores de Fortaleza, para o Curso Colégio de Direção Teatral do Instituto Dragão do Mar, à Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia-UFBA, e o Curso Técnico para Formação de Atores da Escola de Arte Dramática-EAD/ECA-USP
Sempre que certos alunos-atores recorrem a mim, como forma de pedido pessoal e profissional na orientação do trabalho de ator (conjunto de interpretação cênica ou direção) seja por meio de exames ou audição para concorrer uma das vagas aos Cursos de Teatro, Direção ou Arte-Dramática, simplesmente, não sei dizer, não. E este meu “não” vem respaldado nas razões abaixo:

primeiro, é uma das possibilidade de pôr em prática, fixar meus conhecimentos apreendidos via cursos e oficinas. E, segundo, é compartilhando que acredito eu ter esvaziamento do tal saber absorvido. Digo um vazio para depois preenchê-lo de outras informações, algo acerca do universo teatral. Logo, todo conhecimento é dinâmico, e assim tem sido o nosso contexto social.

Costumo filosofar com o seguinte pensamento: se você não esvazia tal conhecimento apreendido, maturado, pode-se chegar ao momento de uma explosão extremamente egoísta. Isto é, no sentido de reter saberes, revelar puro comodismo pessoal. Esse saber-ser precisa está circulando, mas também ser útil como forma de aprendizagem.

















Imagem (Gabriel Castro e Paula Yemanjá)reprodução "O Destino à Deus Pertence", de Ricardo Bessa,CURSO PRINCIPIOS BÁSICOS DE TEATRO. Direção PAULO ESS,(1998): Breve orientação em interpretação cênica de atores/atrizes, Lúcio Leonn.


Portanto, somente dominar tal assunto ou técnica e não saber como conduzir didaticamente tal conhecimento também é uma barreira. Não podemos nos ausentar da linha horizontal que deve unir sempre o professor e o aluno, pois ela é responsável pela busca de instrução mediadora de saberes, valores e atitudes. Aqui, revelo meu lado de educador. Embora existam certos educadores que não sabem dominar o tal mecanismo do processo ensino-aprendizagem, fazem até vigorar o velho sistema de ensino tradicional de nossas escolas ou métodos arcaicos de teatro. Diante de tais dados, percebo que, na realidade, o profissional das artes cênicas, como sujeito mediador do conhecimento, necessita de um parâmetro no campo da didática, na organização de um currículo que atenda tais princípios norteadores do saber ser professor/orientador de teatro no contexto atual.

Imagem (Lucas Sancho) reprodução/espetáculo "Linha Férrea", de Tercia Montenegro, direção Lucas Sancho -Grupo Cabauêba, (produção de 2004): também orientação em interpretação cênica de atores/atrizes, Lúcio Leonn.

Assim, esvaziando aprendizagem na busca de re-aprendizagem pessoal e profissional, tenho sido procurado e indicado para orientar jovens atores e atrizes que revelam extremo interesse em cursar teatro seriamente.

Tenho sempre aceitado esses desafios e faço tudo o que posso para orientá-los na busca de vagas nas universidades ou em cursos das artes cênicas.Como o candidato está mais familiarizado com a cena que deseja representar, não interfiro em sua escolha.Peço suas impressões acerca do texto a partir da leitura completa da obra do autor da análise das unidades de cena da situação dramática onde o personagem exibi-se por estar em mais evidência cênica, etc.

Sigo, então, para análise ativa do texto (cena escolhida), junto com o aluno-ator, e somente, a partir de estudos anteriores e individuais do candidato, adentro com intervenções. Apenas depois de instalado tal aluno-ator na situação dramática (onde vive a personagem), ou também num elemento de cena (cadeira, mesa, adereços, etc), é que o encaminho para improvisação livre, a marcação orgânica, o levantamento de cenas, pondo em prática tal concepção cênica.

Ora trabalho a divisão circunstancial em pequenas unidades de cenas, ora respeito o estilo do autor da obra encenada. Nada, então, nos é definitivo, pois precisamos de tempo e de ensaio para tomar uma "forma" e então se tornar teatro-vivo.

Para concluir este trecho do trabalho tentei demonstrar, acima, quais as ferramentas teórico-práticas que costumo utilizar nas atividades de direção para testes em audição de atores/atrizes. Já quanto à interpretação, ela costuma ser meticulosa, instigante ou "enfadonha", na busca de gestos certos, da inflexão vocal, da presença do corpo do ator na partitura física da personagem, etc.


Cena de, "Os Bobos" - orientação em interpretação e expressão corporal cênica de atores/atrizes, por Lúcio Leonn. Espetáculo "Simulacro: Uma História Sequestrada...." (1992) Theatro José de Alencar. Foto: Nely Rosa. Acervo Jorge Luis Viana - 1º espetáculo do Curso Princípio Básicos de Teatro/originário da Oficina O Ator o Tempo e o Espetáculo.

Portanto, a descrição acima indicada como processo não se revela por completa, também não é nenhuma receita a ser seguida. Mas mostra um caminho de possibilidades, porque tem funcionado à minha maneira, por meio de ações reflexivas/teóricas e práticas como professor-ator em intercambiar tais procedimentos teatrais.Esse esquema possibilitou a seleção de alunos-intérpretes em todas as turmas do Curso Colégio de Direção Teatral desde a sua 2ª fase(1998) até ao ano de 2002. Como também ao curso de teatro da Universidade Federal da Bahia-UFBA e Escola de Arte Dramática-EAD/USP. Por sinal, duas escolas de referência na formação do ator brasileiro. Assim, comprovo em registro abaixo:

A princípio, para seleção na fase para a turma do Curso Colégio de Direção Teatral (1998), as orientações no trabalho de direção/interpretação possibilitou e resultou na seleção de duas vagas para os seguintes alunos-intérpretes:

-William Mendonça-Texto: "Gota d'água", de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes;
-Nádia Aguiar-Texto: A "Falecida", de Nelson Rodrigues.

Em seguida, na seleção para a 1ª fase da turma do Curso Colégio de Direção Teatral (1999), também conquistaram vagas (04) quatro alunos-atores:

-Davidson Caldas Miná-Texto: "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna;
-Rodrigo Frota/Benígna Soares-Texto:"Perdoa-me por me traíres", de Nelson Rodrigues;
-Eduardo Lopes-Texto: "Bagana", de Rui Carneiro.

Rendeu-nos frutos nas atividades de seleção para alunos-intérpretes, na fase da turma do Curso Colégio de Direção Teatral (2001). Foi selecionada:

-Lívia Guerra-1º momento/ Texto: "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams;
-2º momento/Texto: "O Santo e a Porca", de Ariano Suassuna.

Um pouco mais longe, anos depois, no vestibular da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia-UFBA (2002.1), em Exame de Interpretação, conquistamos vaga para :

-Rodrigo Frota-Texto: "Eu, Feuerbach", de Tankret Dörst.

Da Bahia fomos a São Paulo, e, no final de 2002, por meio de seleção de candidatos ao Curso Técnico de Ator da Escola de Arte Dramática-ECA-USP, turma 2003, tivemos uma vaga representado Fortaleza-Ce:

-Lívia Guerra- 1º Etapa/ Exame de Interpretação -Texto: "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams;
3ª Etapa/ Exame Público de Interpretação-Texto: "Alzira Power" , de Antônio Bivar.

Vale ressaltar que a maioria dos alunos-intérpretes aqui destacados cursou Princípios Básicos de Teatro-CPB, antes de participar do Curso Colégio de Direção Teatral, comprovando, assim, na prática tais aprendizagens. Percebe-se portanto, em ambos os cursos ministrados, ou através da formação dos candidatos citados, uma coleta da soma de resultados obtidos por meio do processo ensino/aprendizagem em teatro indo muito além do nosso estado.

Concluo este trabalho consciente de que estou colaborando com as artes cênicas do Estado do Ceará e, caso não tenha citado algum curso, certamente o farei em outros registros posteriores ao lançamento desta obra. Tudo que relatei aqui é fruto de uma reflexão como aluno, ator, orientador e educador que viveu e sentiu a arte cênica de Fortaleza desde os meados dos anos 80 e toda a década de 1990.

* Parte integrante de sua pesquisa de pós-graduação, intitulada: "Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator." Fortaleza: UECE/CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).

Resenha disponível em: http://www.artenaescola.org.br/pesquise_monografias_texto.php?id_m=62

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Desfazendo a fantasia do sujeito (dançante). ‘Still acts’ em The Last Performance de Jérôme Bel”.

TRABALHO DE CONCLUSÃO DO MÓDULO 1: Dança contemporânea: impasses e perspectivas do Curso Dança e Pensamento - FICHAMENTO.
por Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.
Referência
Lepecki, André. Desfazendo a fantasia do sujeito (dançante). ‘Still acts’ em The Last Performance de Jérôme Bel. –Tradução de Thereza Rocha e revisão de Frederico Paredes. Ensaio retirado da publicação BELDER, Steven de, TACHELET, Koen (ed.). The Salt of the Earth on Dance, Politics and Reality: Writins and opinions from a seminar at Klapstuk 1999. Bruxelas: Vlaams Theater Instituut, 2001. (segundo nota de roda pé, via tradutora)

(imagem, Jèróme Bel/reprodução)

Resumo
Inicialmente o texto discute e apresentam os mais (não só) recentes estudos e ensaios ou pesquisas sobre a paragem no mundo da dança (still’s acts). Antes mesmo de levantar questões e de adentrar em: The Last Performance de Jérôme Bel (criado em 1995), ou mesmo na Fifth Performance Studies Conference (1999), em Wales; o autor analisa anteriormente, as dinâmicas históricas na dança ocidental sob às luzes de críticas ou pensamentos de Rivière, Duncan, Nijinski e Paxton. Este último, ele cita e esclarece sobre o seu invento: the stand. Ainda, “desfazendo a fantasia do sujeito (dançante)”, André Lepecki, adquire seu contato e de olhar sob o pensamento reflexivo de Gil, até a paragem das práticas dançantes de coreógrafos dos anos de 1990: Yochiko Chuma. E, devido às circunstâncias sócio-políticas e da conjuntura sob a força da parada; denomina-se ato de (paragem e) resistência. Já com Seremetakis, ela faz uso da expressão “poeira histórica”; suscita-se Susan Buck-Morss em sua análise crítica sobre o ato. Ou do engajamento histórico dançante - onde mais uma vez, o autor cita o pensar de Huberman e o seu: act imobile. Boa parte do ensaio, “toma posse” e descreve detalhadamente ao leitor: a obra de Bel. Reafirma o “desconserto/desconsenso” criado entre a platéia, com seu olhar inquietante e perturbador às atitudes corporais e dançantes de seus intérpretes/Jérome Bel. Além de uma ampla discussão sobre a invenção da dança, cria-se um paradigma incessante e eloqüente no universo dançante. Logo, o texto também se contrapõe e se ajustam aos pensamentos citados de Francis Baker, a presença de Suzanne Linke, os versos de Yeats até os comentários de Phelan. Não esquecendo que agora a dança hoje, devém de um outro presente. Um olhar – dançante e transgressor, digno da contemporaneidade.


Palavras-chave
Atos (parados) na dança (still acts)
The Last Performance, by Jérôme Bel
Fenomenologia da dança
Re-invenção da dança hoje

Frases mais relevantes
(,,,) (still acts) (...) o dançarino (...) Não mais sujeito à mobilidade contínua, ele pode enlaçar o ato parado como movimento de resistência.

Relevância
Sua leitura torna se importante não só para os pensadores, estudiosos e fazedores da dança, mas, a todo um ser cognitivo e sensorial, por instigar o corpo-no-corpo, de proceder e levar a uma pesquisa sob um “novo conceito” artístico: atos (parados) na dança (still acts). O estudioso pode ter como prática diletante, o acesso descritivo a partir das narrativas e lembranças do autor (André Lepecki) ao encontrar Jèróme Bel e sua grande obra. É um estudo de caso fenomenológico e de uma escrita sobre a re-invenção da dança hoje.









Comentário
O ensaio de Lepecki discute e apontam importantes eventos na (sobre a) dança; assim como em outras décadas (com: Cage/Cunningham(imagem, abaixo/Reprodução) ou Bausch etc.). Acontecimentos estes históricos e ocorridos em meados da década de 1990: onde a dança parou por um sentido não só de vida, mas de resistência dançante. Merecem destaque e estudos acurados o caso do coreógrafo francês Jérôme Bel e seu espetáculo intitulado: The Last Performance. Sua dança suscita questionamentos e impactos do pensar e conceituar a Dança hoje. Porém, com um Dè já vu no mundo da dança moderna. Levar-nos e faz pensar seus conceitos, re/transformações e impactos sob a dança contemporânea. Como também de reorganizar a origem ou o limiar dançante do corpo de seus intérpretes. Conclama e marca um ser histórico de um tempo futuro. Logo, coloca-nos diante de Bel, critica e, nos faz perguntar ao mesmo tempo: o que é DANÇA.



Citações
“(...) na busca da ‘origem natural da dança’: de pé parada; (...) duas mãos, (...) seios, cobrindo o plexo solar (...) descobri a fonte central de todo movimento”.

“No corpo (...) todo um sistema de linhas que o inclinam para o movimento”

”The Stand: (...) tudo o que você tem que fazer é ficar de pé e relaxar (...)  você percebe que relaxou tudo o que podia, mas ainda está de pé e este ficar de pé é um bocado de micromovimentos (...) posição ereta malgrado você estar mentalmente relaxado (...) consciente de não a estar ‘fazendo’, E sua mente não está imaginando nada nem procurando por respostas, (...)

“(...) sujeito  ao introduzir fisicamente uma disjunção no fluxo da temporalidade ‘Contra o fluxo do presente’, ‘há uma parada na matéria cultural da historicidade; coisas como espaços, gestos e contos que representam a capacidade perceptiva de criação histórica elementar. A parada é o momento em que o sepultado, o descartado e o esquecido escapam para a superfície social da consciência tal como oxigênio vital. Trata-se do momento de tirar a poeira histórica’(...)”.

“(...) Finalmente alguém segue a música segundo padrões reconhecíveis daquilo que chamamos ‘dança’! Fluxo, música, corpo, presença, mulher, feminilidade, mobilidade ininterrupta, belo vestido branco  finalmente adentra-se o território do conhecido e relaxa-se com o familiar (...)”.
“(...) ‘Ich bin (cita ela, consubstanciando em Jérôme Bel) Susanne Linke’ (…)”.
“(...) Estamos em face daqueles momentos que Seremetakis chama de still acts, uma suspensão do fluxo contínuo da temporalidade pela inserção de um ‘gesto (...) que expressa a capacidade perceptiva para criação histórica elementar’ “.

“(...) fantasia ótica do sujeito (...)”

“(...) O fato da dança Ocidental moderna ser sempre remetida de volta ao bailarino é mais do que prova lógica do caráter incontornável da ecoante pergunta de Yeats, e ainda um sintoma do desejo de se ver o corpo do outro como um espelho e uma tela para seu próprio corpo re/lance(t)ante (..).”

“(...) E lá está um ato imóvel (ele não foi imobilizado, não, ele fora sempre, essencialmente imóvel), evento discreto, mas perturbador da memória... (...)”

“(...) uma dança para além do lastro de Hamlet e de uma modernidade exausta e obcecada pelo movimento(...)”

“(...) ‘O body swayed to music, O brightening glance. How can we know the dancer from the dance ?’(...)”

“(...)‘O fato da dança Ocidental moderna ser sempre remetida de volta ao bailarino é mais do que prova lógica do caráter incontornável da ecoante pergunta de Yeats, e ainda um sintoma do desejo de se ver o corpo do outro como um espelho e uma tela para seu próprio corpo re/lance(t)ante’ (...).”


“(...) Dança e dançarino acontecem para além e para trás do campo de visão. Mas enquanto o dançarino permanece invisível, a dança se mantém forçosamente no nosso campo perceptivo  nós podemos ouvi-la, sentir sua presença farfalhante atrás da tela, seguir seus indícios nas contrapartidas de movimento do tecido negro, testemunhar suas influências kinesféricas nos movimentos que os dois dançarinos visíveis, segurando a tela, têm de fazer para manter a dança escondida (...)”

“(...) Por despir a dança do dançarino, este pode ser habitado por outros passos não pré/codificados. (...), o dançarino pode reivindicar outros modos de lidar com o visível. Não mais sujeito à música, pode procurar profundamente por subtons (...)”.


O 1º módulo "Dança Contemporânea - Impasses e Perspectivas", ministrado pela Mestre em Comunicação e Cultura Thereza Rocha, aconteceu de 05 a 09 de novembro, das 19h às 22h, e 10 de novembro, sábado, de 09h às 12h. Por Lúcio José de Azevêdo Lucena - Lúcio Leonn.

TRABALHO DE CONCLUSÃO DO MÓDULO 1: Dança contemporânea: impasses e perspectivas do Curso Dança e Pensamento - RESUMO DE AULAS.

Por Lúcio Leonn


“A Arte consiste em ocultar a Arte”
Segundo Leonn cita Andréi Tarkovski, segundo apud Ovídio, (1990).

Inicio por meio de minhas breves anotações transcritas aqui; -Dança - processo continum. -Filosofia/Estética.-Educação contemporânea - adquirir parceria - atitude de: coletividade. - Produção do saber e ser autônomo na elaboração e proliferação do conhecimento/pensamento em Dança. Rede de afetos. - Dança – sob eixos temáticos da: pesquisa (ciência/arte/técnica); de seu ensino (idem); da produção (do fazer) e na elaboração de espetáculos via intérpretes (fruir); do escrever sobre (conhecer); etc. Logo, da formação do/a bailarino/a educador/a: há muito a fazer entre nós. E, que tal postura política (dança)(?).-Arte contemporânea (?): - O que é dança? Ela se insere (?). O que faço, é, ou não é < href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjj1ZTgWhFG3ziSQ0ZoiVohkfX7WZnOT1Wm6FzMXySFJkRDw38ot43bsUslb9tZJQB-Ttv5_rdyRyoVqL8Gf5aXpQPxt_37wa_hXS27n-uwEMZYi6UyHH_vLN2PEJ6_s0TLx9IctW8mj7Xb/s1600-h/fonte.jpg">Marcel Duchamp, Fountain, 1917, Porcelain Plumbing Fixture and Enamel Paint

A dança contemporânea não é modular. Ela denuncia a lógica aristotélica do predicado. -Dissensos. -Dança e Pensamento. -Sentido da Dança. Até que ponto suporto o corte no fluxo? Fluxo e ação sobre... Experiência... Deslocamento do eu - sujeito. IrReal/Estranhamento. Corpo dicotômico. Idéia autoral. -Deleuze: diferença em relação à origem. -Dança vs. Sentido da Dança: dançar é descobrir no corpo o sentido da dança. -Começar, em diferença em relação à origem. -Como começar? The show must go on / exibição e apreciação: Jérôme Bell.------------Estudos de Casos: do Ângelo /da Rosa 1 e Rosa 2 /da Girafa /do Ovo. Modo de pensar sobre as coisas - base fundante - significado. A razão da mudança (sentido das coisas?).-Devemos realocar o discurso aristotélico centrado no predicado e perguntarmos do sujeito desse mesmo discurso, nesse caso a dança, a arte. –Leitura/cópia do livro/Vídeo-exibição e apreciação: “quem tem medo da arte contemporânea?” O autor, Fernando Cocchiarali, nos revela: busca-se o Universalismo na arte contemporânea. E, meu pensamento trouxe uma palavra: a intertransculturalidade (segundo Pádua).
-“A memória é o presente”. @@@@@-Vídeo: Pollock, dançando com suas tintas. -Fenomenologia da Arte. Metafenomenologia do Corpo. Filosofia / Estética da dança. Dança-Teatro. Equilíbrio dançante. Mímesis – representação (Isadora Duncan, em sua dança, é o próprio mar). A Comunicação da dança é metacinética.
Simpatia muscular. Empatia sensual. -Possibilidade ≠ Probabilidade. Devir (nunca é) ≠ vir a ser (em algum momento será).
Invenção ≠ Reinvenção. -Relação: surfista-onda. Público e artista/proponente que conclama: vamos surfar? Consubstanciar-nos. -Experiência defunta. -O Marcel Duchamp e sua fonte. O que fazer depois dele? Há um limite artístico? Momentos inaugurais. Da arte da procura. Possibilidades de encontros: obra e apreciador.

E, “Como começar?” Eis, uma indagação que nem nos fez e, não nos faz calar diante do hoje. Indagações minhas fluíram também, fizeram-me refletir e assuntar: até que ponto a arte contemporânea é um campo de possibilidades e, de diversas leituras e releituras de um saber, de um conhecimento artístico e científico? Qual o limite? E, não, piração? Muitas vezes, um saber-dizer é revelado ou atribuído pelo olhar apreciador, desbravador e subjetivo do público - digo via obra apreciada. Consubstanciada. E, da re/evolução por meio das artes. Do superexistir.
Subsistir. Fim. De um olhar não somente percebido sob a dança. Mas, da visão de mundo. Outra: que dimensão artística e estética a dança contemporânea poderá proceder e fruir hoje; entre os grupos, companhias, festivais de danças e também junto a seu público?

Logo, a arte contemporânea une: o autor-expectador-crítico. Tríade indissociável. O que tem de devir no mundo da dança, em pleno século XXI? Ainda há, de devir um Maurice Bèjart (1927-2007)? O ser se diz de muitas maneiras (Aristóteles). E, qual a natureza da mudança? É, opcional, escolha ou predestinação?

Para concluir, confirmo: não existe Dança só com expressão - ela exige conhecimento específico, como tal. Então, todas as artes (linguagens artísticas) convergem para o “não-só-fazer” Arte, mas o conhecer. No caso da dança, ocorre a fusão do corpo e da mente. Do pensar e do agir sobre.



O 1º Módulo "Dança Contemporânea - Impasses e Perspectivas", ministrado pela Mestre em Comunicação e Cultura Thereza Rocha, aconteceu de 05 a 09 de novembro, das 19h às 22h, e 10 de novembro, sábado, de 09h às 12h.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

[Li]a(do encontro 2º sigo),pergunta-me: Lúcio Leonn, para você ator tem de ter talento? E, o que consistiria talento?

"Talento não tem localidade, é cosmopolita." Machado de Assis(1839-1908) Escritor brasileiro, autor de obras primas como Dom Casmurro.

"Abapuru", de Tarsila do Amaral

Depende!!!!!!!!!
Um ponto de vista: posso ter talento nenhum e de imediato apresento ou resolvo algo sublime... Intuitivo. Talentoso. Mas se tenho pouca vivência /experiência, aí se esvai; Talento, penso, é algo intrínseco, pessoal demais (subjetivo)...Temporal e, com o “Esculpir o Tempo”: (Andréi Tarkovski (1932-1986). Meu grande cineasta e escritor para Ver e Ler durante a vida...) à pessoa adquire, exterioriza; somando com: estudo, dedicação, à ambiência: são conjunto de fatores, etc; e são influenciáveis para sua personalidade de pessoa talentosa.

Também pode ser desenvolvido e adquirido, porque é velado no ser humano. Acredito que todo ser é talentoso e, para tudo... Logo, a superdotação e as altas habilidades de um determinando tema (assunto/competência) estão presentes em nossas vidas e depende das possibilidades e de campo de oportunidade e de trabalho..., Dedicação. Busca-se desenvolver e se firmar.

exercício de meus alunos em Artes Visuais / caricaturas, alunos 6ª série na Emeif Profª Lireda Facó / Secretaria Executiva Regional V): 2007.

"Aos 15 anos eu sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças". Pablo Picasso, pintor espanhol (1881-1973)

veja: Talento e Vocação.
1


imagem, acima: um dos meus alunos não queria ser fotografado no Museu. Sua opção e, há respeito.
2



já, Outros...



"A Arte não é só talento, mas sobretudo coragem." Segundo Leonn apud Glauber Rocha - cineasta brasileiro, criador do Cinema Novo

Talento(ex.: no teatro): “num exato momento, Fulano sabe "mudar" de estado emocional de personagem (Transição); de tristeza para o ódio, rapidamente e de técnica orgânica/ intrínseca (sem artificialidade ou mecanização), conhece seu personagem. Mas quando se agenda ensaio, para domingo à noite; Ele falta (nem telefona ou não justifica). Aí, não há ensaio para os presentes. Então, este Fulano tem talento/consegue mobilizar ações físicas ou conhecimentos da sua área (teatro). Mas não tem vocação para continuar seus aprofundamentos ou caminhos, dedicação... Não tem responsabilidade, atitude ou não dar valor, nem vocação de dedicar-se à sua arte.”

Ele poderá se perder; canalizar para outras áreas de conhecimentos. Vocação é a possibilidade de se doar, plenamente, em prol de algo inesperado, na busca de aprendizagem e de aperfeiçoamento, é um encontro de uma eterna busca na incerteza.

Assim, de uma hora para outra, ouve-se dizer: “Beltrano é talentoso. É..., mas por que ele se rendeu ao trabalho - seu ofício; conjunto de técnicas por meio da mobilização da sua inteligência ou de conhecimento”.


alunos no Mauc-Salão de Abril-2007/Museu da UFC(Emeif Profª Lireda Facó / Secretaria Executiva Regional V)

Moral: colhem-se frutos.

Sabia? Altas Habilidades e Competências (superdotação e talento) fazem parte da educação em necessidades especiais cognitivas, sociais e afetivas?

No Brasil, a prática não é “muito difundida”, penso ainda.
(Exceção no DF/Universidade Católica de Brasilia, ou atividades em políticas pedagógicas pelo MEC, entre outras) ou, nem há respaldo entre faculdades e escolas.). Há um livro acadêmico (Talento Criativo: expressão em múltiplos contextos / Angela M. R. Virgolim (org.) –Brasília; Editora Universidade de Brasília, 2007; 197p), que fala, assim:

"(...), observa-se que a maior parte das escolas não está preparada para estimular a criatividade. Práticas educacionais variadas, comuns no sistema tradicional de ensino, tendem a reduzir a capacidade de criar do aluno para níveis muito aquém de suas reais possibilidades. Alunos de divesos níveis do sistema educacional não vem sendo preparados para pensar de forma criativa e independente, tampouco instigados a apresentar traços de personalidade como autoconfiança, iniciativa e persistência, que favorecem um melhor aproveitamento do potencial para criar. No que diz respeito à superdotação, observam-se, no Brasil, muitos mitos e idéias esteriotipadas sobre esse tópico,incluindo uma resistência à implementação de programas especiais para alunos que se destacam por seu potencial superior." (...), p.9;(Subcapitulo- Por que estudar temas como criatividade e superdotação?

Fiz curso de formação em (Educação Especial em Altas Habilidade) 2001; é reconhecido por lei, assegurar altas habilidade e competências. No país, há o prêmio jovem cientista, privilegiando a ciência. Bolsas de estudos pela Capes, às artes etc.

Seu projeto de teatro (Lia) na escola, pode ser um deles. Mas precisa se apoiar em fundamentação teórica sobre o Tema; oferecer grades de atividades e vivências de espaço em altas habilidades. (Lúcio Leonn)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Atividade de Conclusão do Curso (2º Módulo) "Dança cênica no Ceará - origens e desdobramentos", ministrado pela Profª Mestre em Sociologia, Rosa Primo

ANTEPROJETO: DANÇA-EDUCAÇÃO – BREVE ESTUDO DE CASO OU, DE PROCESSOS DE (IN) FORMAÇÃO EM DANÇA / CONEXÃO REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA-CE – O (A) ARTE-EDUCADOR (A).

Por Lúcio Leonn

SUMÁRIO
1. Considerações Iniciais (Contextualização de um problema): breve histórico sobre a formação de professores/as de Arte ou de artistas-educadores em Fortaleza-CE, partindo de instituições de ensino (p.1)
1.1. Questões e objetivos da pesquisa (p.3)
2. Justificativa (p.5)
3. Delimitação do problema (p.7)
4. Procedimentos Metodológicos da Pesquisa (p.9)
5. Referências bibliográficas (p.10)
6. Breve Levantamento bibliográfico (p.12)

Lúcio Leonn em 1996, ainda cursando ballet clássico, entra para o Ballet Municipal de Fortaleza/Fundação Cultural de Fortaleza - hoje Funcet, dançando o “Ballet Divertssment”, sob direção geral do mestre Hugo Bianchi.

1.1. QUESTÕES E OBJETIVOS DA PESQUISA
A pesquisa deverá, portanto, responder às seguintes e possíveis indagações:
a) o que embasa/fundamenta a política de formação de profissionais de Arte-Educação em Fortaleza/CE, especificamente, a dança-educação na rede municipal de ensino(secretaria executiva regional v)? E, do artista da dança junto à sua Arte, (sob à luz da estética voltada para o sensível na educação)?
b) como tem sido a formação pedagógica de professores (as) de Arte ou Arte-educadores (as) junto às universidades e à educação básica na cidade de Fortaleza por meio da linguagem dança?
c) até que ponto as disciplinas de Didática, Prática de Ensino-Planejamento, Metodologias de Aprendizagem, podem fornecer subsídios para o trabalho pedagógico dos profissionais de Dança no CE (formação complementar e adequação de currículo/ de disciplinas em cursos de artes/dança, sem licenciatura), porém, inseridos na educação, e, em serviço?
d) os currículos e certificados dos cursos de artes/dança e de pedagogia (educação inicial), ofertados e ministrados a partir de meados da década de 1990 até hoje, estão assegurados na forma da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no que diz respeito à licenciatura plena e, por conseguinte, consonantes nas matrizes curriculares em ofertar disciplina em Metodologia Aplicada ao Ensino de Arte/dança?
e) o que podemos conceber como alternativas ou encaminhamentos de formação em dança-educação, vinculados à política de planos e/ou metas de projetos de gestão pública governamental e municipal?
f) onde atuam os egressos dos cursos de capacitação e formação em dança de Fortaleza?
g) que ações do/no fazer pedagógico de artistas, arte/educadores da dança, apontam confluências ou divergências para o aprendizado/conhecimento de dança-educação na escola? Há toda uma sistematização teórico / prática entre o ato de saber fazer, fruir e alfabetizar em dança/arte?


Imagem acervo Lúcio Leonn, (produção de alunos em hip hop 2007): EMEIF Prof. Lireda Facó, fica no Bom Jardim / Secretaria Executiva Regional V

OBJETIVOS AMPLOS:
Caracterizar e re-significar os processos de formação docente entre os professores/as de Arte / Arte-educadores (as) em dança na rede pública municipal de ensino de Fortaleza-Ce, no que diz respeito aos procedimentos de ensino/aprendizagem de Arte (via linguagem dança/escola). E, desse modo, contribuir para a (in)formação, revalorização e compreensão do professor/a de dança e, de seu ensino.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
a) caracterizar, brevemente, as práticas em linguagens artísticas no que diz respeito à formação técnica, empírica e metodológica dos artistas e/ arte-educadores em dança;
b) examinar currículos e cursos de formação do professor de Arte/Arte-educador, no que se refere às metodologias do ensino de artes nas seguintes modalidades: cursos de licenciatura plena, graduação, especialização em Arte e Educação, capacitação/formação em linguagens artísticas, equivalentes os cursos de graduação/licenciatura plena;
c) consultar, dialogar com supostos professores-artista da dança que atuam em sala de aula da Prefeitura Municipal de Fortaleza, para amostra de resultados referentes à qualificação docente (ensino de Dança) e traçar um perfil do campo de atuação.



(imagem acima, idem)

2. JUSTIFICATIVA
Esta pesquisa procurará documentar a política de capacitação profissional de educadores em artes/dança, artistas, e, ao mesmo tempo, buscará construir um referencial teórico tanto no que diz respeito à formação artística docente, como sobre o mercado de trabalho no ensinar Arte (dança–educação).



{Imagem, idem anterior}mudança de indumentária, de acordo com concepção musical.

No florescer da década de 1990, o Ceará não dispunha de Cursos que regulamentassem a formação de professores de Arte, oriundos do teatro, da dança e das artes plásticas nem da graduação ou de Licenciatura Plena para seus artistas/professores de Arte em formação. Salva exceção à arte-educadores de formação na linguagem musical. Tendo uma visão contemporânea da LDB, Lei 9.394/96, no que se refere ao processo ensino e aprendizagem em Curso Superior, seja num Curso de Arte-Dramática, Artes Plásticas, Dança ou Arte-Educação. Tanto que o teatro, a dança vem se desenvolvendo no Ceará ao longo dos anos somente pela prática/pesquisa de encenações e cursos “relâmpagos”. Embora deixando marcas e indagações futuras. Pergunto: seria somente uma realidade da cidade de Fortaleza-Ce? E, em outras capitais, como está a arte, a formação e seu ensino?

Imagem, abaixo (acervo pessoal)- seleção de alunos/as {artes cênicas-Cefet e FIC} estagiários de Arte{teatro e dança) para Prefeitura Municipal de Fortaleza, realizado em 2007, por Lúcio Leonn\Ednéia Tutti Goretti Quintela. Espaço: Academia Goretti Quintela.




No Brasil em outras regiões, amplos estudos em livros, reflexões de pensadores e atuais contribuintes sobre a temática de arte e do ensino (linguagens artísticas), também suscitam uma dimensão estética e de problematização quanto à formação do/a arte-educador/a e de seus procedimentos em sala de aula.

Os estudos teóricos e as contribuições de Ferraz e Siqueira (1987), já apontavam e questionavam:
“Quem seria o ARTE-educador? Seria apenas um professor formado nos bancos de universidade ou o artista na sua função de experienciação junto ao atelier? O artista não teria um papel significativo na transmissão dos conceitos pertinentes à Arte? (...) Assim fica evidente porque nos cursos de formação de professor a experienciação no atelier ocupa um papel preponderante”. (Arte-Educação: vivência, experienciação ou livro didático? - grifos das autoras, p.47)

Para base desse estudo reflito: sabemos que há aqueles artistas que não conseguem sobreviver da sua própria arte / atuação / performance. O artista-educador sabe arte, vivencia e experiencia, (produz). Precisa também, saber ser educador de Arte na escola? A confluência pode revelar em doces caminhos ou divergentes passos para o magistério. Da ação do meio artístico é sempre um resultado inesperado. Digo não um ato de irresponsabilidade. Mas de magia, de beleza estelar. É preciso usufruir e desvelar conhecimento. O professor é constituinte do percurso criador junto aos alunos/as. Ele também necessita de uma ação artística e de docência.

Ainda sob o pensar de Ferraz e Siqueira, complementando aqui minha escrita, se estabelece assim:
“A formação do arte-educador não é só fazer. Ela se complementa quando acompanhada de estrutura teórica–prática e equilibrada. O embasamento teórico consolida atuação do professor, pois, propicia a reflexão crítica e o coloca em alerta diante de ocorrências que poderiam passar desapercebidas. A teoria funcionará como consciência da prática, se estiver interligada a todos os momentos da ação do professor.” (ibidem, p. 48)


Imagem acima,apreciação da XII Mostra de Teatro do Estudante-2007.(Lúcio Leonn e alunos/as da EMEIF José Ayrton Teixeira, que fica no Mondubim / Secretaria Executiva Regional V.}

Portanto, minha trajetória, nessa pesquisa, também é refletir sobre o papel da Arte e o perfil do (a) Arte-educador (a) no processo de desenvolvimento da escola situada na cidade de Fortaleza-Ce, partindo de um olhar autobiográfico, quero abordar o sentido do Ensino de Arte quanto à sua Didática e Formação Docente nos diversos segmentos escolares e artísticos e, em outros breves pressupostos teóricos da Dança-Educação.

Finalmente, são tantas indagações a serem feitas, cujo tema central será a formação e a docência artística em Arte & Educação e a peça fundamental será um ator/professor como artista e professor em seu (s) processo(s) de formação e no ensino de Arte via conexão, a Rede Pública Municipal de Ensino (secretaria executiva regional v) de Fortaleza-Ce.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BILBAO, Giuliana Gnatos Lima. Psicologia e Arte. Campinas, SP: Editora Alínea, 2004. 96p.

FERREIRA, Sueli, (org). O Ensino de Artes: Construindo caminhos / Sueli Ferreira et al. Papirus, 2001. - (Coleção Ágere). 3ª edição, Campinas, SP: 2004. 224p.

JANÔ, Antonio Januzelli. A aprendizagem do Ator. (Série princípios, nº 64). 2ª Ed., São Paulo: Ática. 1992. 96p.

LUCENA, Lúcio José de Azevêdo. (Lúcio Leonn) - Os Processos de Formação Teatral em Fortaleza na década de 1990: Memórias de um ator. Fortaleza: UECE / CEFET-CE. 2002; (Monografia de Especialização em Arte e Educação, 177p).

NACHMANOVITCH, Stephen. Ser criativo - o poder de improvisação na vida e na arte / Stephen Nachmonovitch; [tradução de Eliana Rocha].-São Paulo: Summus, 1993. 186p.

PERONI, Vera. Política educacional e papel do Estado: no Brasil dos anos 1990. São Paulo: Xamã, 2003. 207p.

STANISLAVSKI, Constantim. Manual do ator/C. Stanistavski: [trad. Jefferson Luís Camargo: Revisão de tradução João Azenha Jr.]. São Paulo: Martins Fontes, 1988. 169p.

SIQUEIRA, Idméa Semeghini Próspero et al. Arte-Educação: vivência, experienciação ou livro didático? (São Paulo, SP: Edições Loyola), 1987. 93p.


Periódicos

Arquivo pessoal e experiência do Ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

Artigos de Jornais consultados
Jornal Tribuna do Ceará. Ex-repórter estudantil da Tribuna na Escola é hoje ator reconhecido. TC e escolas incentivam lado artístico do aluno. Fortaleza, 20 de janeiro de 1994.

6. BREVE LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO
BIASOLI, Carmen Lúcia Abadie. A formação do professor de arte: Do ensaio... à encenação/ Carmen Lúcia Abadie Biasoli.-Campinas, SP: Papirus, 1999. (Coleção Magistério: Formação e trabalho pedagógico). 213p.

BARBOSA, Ana Mae (org). Inquietações e mudanças no ensino da arte/Ana Mae Barbosa. -São Paulo: Cortez, 2002. 184p.
__________. Ana Mae. Arte-Educação no Brasil. /Ana Mae Barbosa. 3ª ed. (Coleção Debates nº 139/Educação). -São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.132p.

CALAZANS, Julieta, Jacyan Castilho, Simone Gomes (Coord.). Dança e Educação em Movimento – São Paulo: Cortez, 2003. 271p.

DORFLES, Gillo. O devir das artes / Gillos Dorfles; tradução Píer Luigi Cabra; revisão da tradução Eduardo Brandão.- (Coleção A).- São Paulo: Martins Fontes, 1992. 245p.

FUSARI, Maria Felisminda de Resende e. Arte na Educação Escolar/ Maria Felisminda de Resende e Fusari, Maria Heloisa Corrêa de Toledo Ferraz. (Coleção Magistério 2º grau. Série Formação Geral).- 2ª ed. revista.-São Paulo: Cortez, 2001. 154p.

FUSARI, Maria Heloísa C. de Toledo Ferraz e. Metodologia do Ensino de Arte/ Maria Heloísa C. de Toledo Ferraz, Maria Felisminda de Resende e Fusari. (Coleção Magistério 2º grau. Série Formação Geral).- 3ª ed. revista.-São Paulo: Cortez, 2001.160p.

GADELHA, Rosa Cristina Primo. A Dança Possível: as Ligações do Corpo numa Cena. / Rosa Cristina Primo Gadelha. – Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora Ltda., 2006. 376p.

GUEDES, Maria da Salete Saraiva. A Dança com Livre Expressão – Em Busca de uma Linguagem Própria. ANAIS: XX Congresso Nacional das APAES. Fortaleza–CE. EIXO TEMÁTICO I – Artes, Linguagens e Comunicação. Pp. 37-38, 10 a 13 de julho de 2001.

IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de professores /Rosa Iavelberg .-Porto Alegre: Artmed, 2003. 126p.

NANNI, Dionisia. Dança-Educação - pré-escola à universidade / Dionisia Nanni - Rio de Janeiro; 4ª edição: Sprint, 2003. 192p.

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. PCN Arte / Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3ª ed. Brasília: a Secretaria, 2001; volume 6; 130p.

PEREIRA, Roberto e Silvia Solter (Coord.). Lições de Dança1. 2ª edição – Rio de Janeiro: UniverCidade Ed., 2006. 190p.

PILLAR, Analice Dutra (org.). A educação do olhar no ensino das artes / Analice Pillar Dutra. -Porto Alegre: Mediação, 1999. 205p.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Referenciais Curriculares Básicos (RCB)-Ensino Médio / Quinto Ciclo (versão preliminar) SEDUC / Fortaleza-Ce, 2000; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: o sentido de aprendizagem na área. (pp.33-34).

Periódicos
Arquivo pessoal e experiência do Ator e Arte-educador Lúcio Leonn.

DOCUMENTO SOBRE A VALIDADE DO CERTIFICADO DO CURSO BÁSICO DE TEATRO-CAD; Governo do Estado do Ceará - Conselho de Educação do Ceará-Câmara da Educação Superior e Profissional. PARECER Nº 0641/2001. APROVADO EM: 11.12. 2001.

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES GOVERNAMENTAIS REFERENTES AO TRIMESTRE: jan/fev/mar/96; Assessoria de Planejamento; Programa de Desenvolvimento Institucional Serviços Gerais de Administração. Estruturação e Adaptação Espaços Culturais; Difusão Cultural. Pp.01-14. Biblioteca Carlos Câmara: Theatro José de Alencar/TJA.

RELATÓRIO DE ATIVIDADES. Ministério da Cultura – MEC. SECULT. Theatro José de Alencar, 1995: pp. 01-04. Biblioteca Carlos Câmara: Theatro José de Alencar/TJA.

Artigos de Jornais
Jornal Diário do Nordeste. Instituições discutem planos para reativar a área cultural no CE.-Fortaleza, 30 de setembro de 1988.

Jornal Tribuna do Ceará. Oficina Teatral: Uma experiência que deu certo em Fortaleza / Texto de Lúcio Leonn.-Fortaleza. 15 de fevereiro de 1989.

Jornal O Povo Vida & Arte. Artes Cênicas - Vestibulares para o teatro. Fortaleza, 02 de agosto de 2002.

O 2º módulo "Dança Cênica no Ceará - Origens e Desdobramentos", ministrado pela mestre em Sociologia Rosa Primo, aconteceu entre os dias 03 e 08 de dezembro, das 19h às 22h (segunda a sexta) e 09h às 12h (sábado).

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dança contemporânea: impasses e perspectivas do Curso Dança e Pensamento - EXERCÍCIO/Proposição

*UMA ELABORAÇÃO COREOGRÁFICA E EXIBIÇÃO CÊNICA
(Para Término de Curso - A Dança para Atores/Atrizes)

por Lúcio Leonn



Professora Thereza Rocha, em Fortaleza-CE, durante o Curso Dança & Pensamento,(2007), imagem acervo pessoal

A coreografia é obra de arte do ensino da Dança, para alguns, o “produto” do trabalho. Toda a aprendizagem da dança pode encontrar sua mais alta expressão plástica no trabalho coreográfico. Então, supondo ser professor e coreógrafo de dança aqui; O objetivo será de cunho didático com a finalização de término de curso ou, de levar em conta o trabalho corporal/cênico ou a motivação de alunos (as)-atores/atrizes para a aprendizagem da Dança.

Para se compor uma coreografia, levarei em conta as diferentes etapas de elaboração de um breve projeto. Cada artista de dança tem a sua marca, carrega sua personalidade; faz-se importante que nem sempre serão utilizados os itens descritos. Como: o público, o local, a divulgação do evento, o tema, a música, o desenho coreográfico (o como), o figurino, o cenário, a iluminação e, quem vai dançar (outra problematização).

Agora abaixo, elaborarei um pré-projeto de coreografia e de exibição cênica a utilizar todas as etapas descritas acima.

1) Da apresentação será direcionada a um público pagante, à classe artística, convidados e familiares, ou seja, a um público em geral.
2) O local será o Theatro José de Alencar. Em 03(três) dias consecutivos, de sexta-feira a domingo, de dezembro, às 20h. Aluguel de pauta ou captação de recursos financeiros via parcerias ou apoios.

3) A divulgação do evento contará com o professor ministrante; material impresso (folder e cartaz); Jornais locais, etc. Entrevistas com ensaios televisionados. Convênios institucionais; parcerias artísticas e apoio logístico.

4) O tema será: “A Dança para Atores/Atrizes: dançar para poder voar, na vida e na arte” – pretende-se demonstrar a possibilidade de observar e apreciar atores/atrizes a dançar (problematização). Concepção: “experienciar os mais diversos tipos de movimentos cotidianos, transportando-os para o extraquotidiano. Revelar ações e partituras corporal-físicas, sentimentos de mecanização e de aprisionamento. O tornar-se máquina em seu habitat natural - perder seu senso crítico e humano, ao mundo da competição, sem tempo de parar e de não refletir sobre seus próprios atos e de nem valorizar o próximo”. A coreografia: utilizar-se-á de níveis de movimentos (alto-médio-baixo), justapondo-se a seqüência de movimento extracotidiano - quotidiano (exemplos: acordar, andar, vestir-se/despir-se, tomar banho, escovar os dentes, tomar café, pentear cabelos, saudar, falar, reclamar, trabalhar, pegar ônibus, dirigir, trabalhar..., dormir, etc.), seguindo de cada fluência e de direções de movimentos. Pode-se usar métodos Laban, técnicas do ballet clássico moderno, ações físicas do teatro, elementos circenses, etc.

5) Da música: clássica, MPB, romântica a heavy metal. 1º Momento: acordar/despir-se/tomar banho/vestir-se/tomar café/ trabalhar. Música: “Spring”/The Four Seasons, Antonio Vivadi. 2º Momento: O Retorno ao Lar/Cansar-se. Música: “Polanaise, Op. 26, nº 1”, Frederic Chopin. 3º Momento: Relaxar/Mente sã/corpo são. Música: “Desenredo”, Nana Caymmi. 4º Momento: Revoltar-se/Mecanizar-se. Música 1: “Bonzo’s Montreux”, Led-Zeppellin. Música 2: “2001, Uma Odisséia no Espaço”. 5º e último/Momento: Apaixonar-se/Vencer. Música 1: “Fly Me to The Moon”, Frank Sinatra. Música 2: “O Terceiro Homem” (Orson Welles), tocada pela The Action Orchestra.

6) Já o desenho coreográfico, (o como), de acordo com cada música e momentos acima (item 5), será o seguinte: 1º) movimento: Prólogo. 1. a dança se inicia com um grupo imóvel de 08 (oito) intérpretes, em plano baixo (chão). Cobertos por um lençol branco e corpos horizontais / adormecidos. 2. acordar-se bruscamente com um lençol jogado para cima (teto), enquanto os braços e pernas acompanham sua fluência. 3. em plano alto: movimento de despir-se e banho (luz em resistência), percebendo sombras de corpos. Ao terminar a ação, todos saem de cena pela Direita. 4. (luz) entra um casal pela Esquerda com roupas de escritório (trabalho) e xícara de tamanho grande numa mão, com movimentos em plano alto e médio. Saem. 2º/3º) movimentos (unificados): Cansar-se/Relaxar. 1. andar apressado; caminhar com braços (pasta de trabalho em mãos) e tensidade nos ombros; precipitar-se ao chão; um grupo entra em fila a Esquerda, outra fila entra a Direita no fundo do palco em direção à boca de cena. 2. sentar-se de lado e de frente. Relaxar. Esperar. Levantar. Pensar e sair.


Imagem acima, idem.

4º) movimento: Revoltar-se / Mecanizar-se. 1. oito intérpretes um por um vai entrando em cena e executando a seqüência de movimentos (quando todos em cena); acontece a ação de: revoltar-se; desequilibrar-se; mecanizar-se, tornar-se máquina; (saem de cena). Entram em dupla, após a última seqüência anterior (1.). 2. saltar ao espaço vertical; parar. Duplas: um (a) intérprete corre e, salta em outro intérprete, este último permanece estático/parado a espera. Repete-se a seqüência de movimentos (1.) e (2.).Cada dupla vai saindo de cena, logo após a movimentação. 5º) último movimento: Apaixonar-se/Vencer. 1. entram em casais (dupla) de intérpretes, executam a primeira seqüência de movimentos. Quando terminar a execução; (1ª dupla ainda com primeira seqüência de movimentos) entra em cena, 2ª dupla, sucessivamente, enquanto que 1ª dupla passa para a seqüência, seguinte letra: 1.A e, assim, por diante. 1.A: aproximação; 1.B: repulsa; 1.C: aceitação. 5. todas as duplas de intérpretes em cena (05 duplas); surgem em movimentos de encontros e de cumplicidades. Seqüência 5.A: movimento de comemoração. Repetir seqüência última, sucessivamente. Seqüência 5.B: movimento em círculo direção esquerda ao centro de cena/palco. Todos os intérpretes giram por três vezes; seqüência 5.C: param e deitam-se (chão) com braços e pernas ao longo do corpo. (Fim).

Veja imagem: Desenho coreográfico, abaixo,(clique a direita com mouse para aumento da imagem)














7) Os figurinos, inicialmente, serão básicos (malha de diversas cores). No decorrer da cena, os demais acessórios e vestimentas, irão se justapor ao corpo/figurino básico, até que no final, deverá voltar à origem inicia. Roupa de malha masculina: bermudas e camiseta-cores diversas; sapatos sociais. Roupa de malha feminina: short e camisetas-cores estilo para escritório; Palitós; gravatas, calças longas para ambos e suéteres - cores escritório; sapatos de salto alto. Acessórios: pasta 007 (valise) para ambos (m/f); xícaras - tamanho-G.- Na maior parte, o balé será dançado pelos integrantes descalços e/ou com uso de sapatilhas sem pontas.

8) Quanto ao cenário, será basicamente “limpo”. Não haverá Ocorrerá aberto sem urdimentos laterais e, saída quando fora do campo de visão da platéia.(Ver imagem 2, junto à proposta de Iluminação, a seguir).


9) Da iluminação (imagem, acima ), cores básicas e neutras: branca; âmbar; azul; violeta e vermelha. Cores e nuances, estas se alternarão na variação e conjunto quando em operação e movimentação cênica. Uso de luz em resistência (semi-blackout), no finalzinho do 1º movimento, para passagem do 2º. (Blackout no final).

10) Quem vai dançar a coreografia: elenco de atores/atrizes egressos do curso temático (05 atores e 05 atrizes). Totalizando 10 (DEZ) integrantes no balé. E, mais, professor ministrante na concepção, direção coreográfica e cênica.

Portanto, a dança e a exibição coreográfica terão um olhar contemporâneo. E, usaremos toda a área do palco à encenação do Tema.

O 1º Módulo "Dança Contemporânea - Impasses e Perspectivas", ministrado pela Mestre em Comunicação e Cultura Thereza Rocha, aconteceu de 05 a 09 de novembro, das 19h às 22h, e 10 de novembro, sábado, de 09h às 12h.

sábado, 29 de março de 2008

Atividade de Conclusão do Curso: Uma Biografia - (3º Módulo) "Dança cênica no Ceará - origens e desdobramentos", ministrado pelo Prof. Roberto Pereira

Valeska Mariano de Castro -(Uma Biografia em Contexto Social Feminino): da bailarina à rodar... de educadora física... à socióloga...

Sua infância fora, sonhar: “ver aquela bailarina e acompanhá-la com um pequeno olhar e fitar seu gesto pleno e estático; ‘ver à bailarina a rodar... a rodar, com o tema musical de “Lara” ao fundo’. Embora, o grande estimulo para Dança, veio da pequena caixinha de música, que ela hoje, ainda a guarda em corpo de mulher, como relíquia nostálgica; houve demora de ser, e de estar a bailar...

Depois dos 15 anos de idade que recomeça a sonhar... Era a exigência do corpo na Dança e vice-versa, a vida querendo driblar...Ter o Mundo ao alcance dos dedos, dos pés na Dança, no ar. Uma fascinação!

Mas, a Vida começa aos 40, 50, 60...? Não fora por falta de sonhos de sua mãe, de ver a filha bailarina ou, nem mesmo seus... Voar...

Como criança, Valeska Mariano de Castro, ou adolescente menina, era sempre gordinha... "cheinha de corpo".

(Abrem-se as cortinas):
Primeiramente, a Dança-Educação esteve presente em sua vida pessoal, no desenvolvimento e projeção escolar; no grupo de dança do Colégio Cearense, até completar seus 15 anos. Indo em seguida, para o Colégio Geo Studio e lá, faz considerando seu verdadeiro trabalho, a produção em dança-escolar,sob som musical de Marisa Monte: (DEIXE ME IR PRECISO ANDAR... VOU POR AI A PROCURAR...).

Com a Dança vieram as mudanças... pelo seu corpo... no pensamento, deixou-se ir.

Ainda na cidade de Fortaleza-Ce, Espaço Rosana Pucci, depois dos 15, começou a dançar Ballet. Aliando ao sonho de menina e o brilho, pela Arte de dançar... Tudo começara de forma estelar e projeção de algo cênico, entre bailarinas, sonhos, à platéia e refletores, participando de inúmeros espetáculos do grupo, mas sempre como coadjuvante de cena.

Por várias vezes, tornou-se “garota mil coisas”. Waleska Mariano de Castro, agora passa a desfilar,exibir o corpo, mas nada a agradava de antemão.

Convidada pela Banda Acaica, faz parte do seu corpo de dança de salão. Um sonho... "Dançar", em vários lugares... Em cima de trio elétrico! Aracati-Ce... Salvador...

(Conflito):
Sua família exigia seus estudos acadêmicos, em favor da questão financeira. Deixando-a completamente sem palco, rumo ou ânimo.

Aos 20 anos... Queria cursar Educação Física. Porém, é com as Ciências Sociais (habilitação em Sociologia e Antropologia), a partir de 1998, pela Universidade de Fortaleza (Unifor), encontrou seu “porto seguro”.

(Adversidades, de um tempo):
Um episódio inusitado em sua vida, (o caso da lata de leite moça),- ela foi parar no hospital. Hoje ela ri(nós rimos), mas segundo o escritor português,Eça de Queiroz, (1845 - 1900), 'O riso é a mais antiga e ainda a mais terrível forma da crítica.'

Definitivamente, parou seus estudos acadêmicos por mais ou menos 3 a 4 anos. Logo, perdeu em tal dia, a prova de vez, de uma das disciplinas.

Nesse intervalo, casa-se... Retorna à Sociologia (licenciatura plena) pela mesma universidade de outrora, e conclui o Curso, em 2003 -, ingressando também ao mercado de trabalho.

No entremeio de tempo e espaço, consegue nos braços de seu ex-marido, aprimorar mais ainda seu interesse pela Dança, passando a admirar os trabalhos em sustentabilidade social,-os serviços da bailarina cearense Janne Ruth e, passando a trabalhar como socióloga-técnica, ela não aparecia nos espetáculos, mas ao lado das atividades socioculturais de Ruth, via Secretaria da Ação Social do Estado do Ceará, de 2005 a 2006.

(Mais mudanças):
Torna-se coordenadora geral e professora de dança contemporânea e curso de ballet clássico no Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável - CIEDS (Organização Não-Governamental), por um período de seis meses no ano de 2007.(ver Imagem, abaixo)

Neste período, recomeça seu velho sonho; o de cursar a faculdade de educação física...

-(Uma pausa)-

Fora chamada pelo Estado, por meio de concurso público, para lecionar a disciplina de Sociologia, na Escola de Ensino Municipal Fundamental e Médio Centro Educacional Moema Távora, até 2006.

No entanto, é professora de História e Geografia (Projovem) na Prefeitura Municipal de Fortaleza, de 2005 a 2007.

Antes, fora coordenadora pedagógica na EMEIF Affonso de Medeiros em Caucaia-Ce, em 2004. E, depois, coordenadora escolar/gestão, na E.E.F.M Centro Educacional Moema Távora, em 2005.

Possui no currículo apresentação de trabalhos científicos, palestras e oficinas realizadas, como: “Historicidade indígena e aculturação feminina: um estudo de caso sobre os índios Tapeba”, no VII Encontro de Iniciação à Pesquisa, realizado no período de setembro, de 2002, Universidade de Fortaleza (Unifor);

“Imigração e Pobreza: um estudo em Horizonte-Ce”, IX Encontro de Iniciação à Pesquisa, realizado no período 2003,pela Universidade de Fortaleza; no ano de 2005 - Seminário História, Cultura e Cidade, pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), participando da mesa de comunicações coordenadas, tema: “A importância dos centros comunitários de Fortaleza para as comunidades atendidas”.

Participação da Oficina de trabalho para construção do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Étnico-Racial, como palestrante, pela Secretaria da Ação Social do Estado do Ceará, em 2006.

Tem atuação e protagonismo em movimentos sociais e políticos: sindicatos, escolas e associações diversas, explicitando sua participação, abaixo;

Coordenação e formação de associações comunitárias, bem como na preparação de lideranças comunitárias; aconteceu na E.M.E.F João Antônio da Silva (Horizonte-Ce) de maio de 1998 a setembro de 2001, com detalhamento da atividade: Trabalho de mobilização na comunidade do Catolé, município de Horizonte, junto ao conselho comunitário. Além da Associação de Moradores do Conjunto Santa Terezinha -ABC Mucuripe, em Fortaleza-Ce, no período de Maio de 2003, a junho de 2004.

Por alguns instantes, se empenhou nas atividades de circuito de aulas em academias de musculação, como professora do Sistema "Body Systems" (Body Pump e Body Attack) e instrutora de musculação, pela Academia Planeta Corpo, em 2007.

(Retornando à Cena):
Valeska Mariano de Castro se considera uma mulher romântica, reside em Fortaleza-Ce, mora no bairro Pan Americano. É Pós-graduanda em Especialização em Administração Escolar (2008), pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA); e também cursa pela mesma universidade, Licenciatura em Educação Física (5° semestre).

(Um desejo):
Não quer deixar nunca, a Dança de lado. E,como educadora física, pretende nas escolas municipais de Caucaia, inserir projetos sociais e fazer deles: “motivação de crianças e jovens”, ministrando também, aulas de Educação Física/Dança.

(Cenas anteriores):Castro, tem passagem também em livre formação, como bailarina, da Cia de Dança Janne Ruth.

(Conclusão):
Aluna do curso "Dança e Pensamento” (1ª turma),pela PMF-(Funcet) e, parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2008.

Hoje, se sente feliz com o que faz e com o que sonha: “ter um espaço onde a Dança seja valorizada como possibilidade de viver bem... que a Dança possa ser mais reconhecida entre nós, como essência vital de todo ser humano”.

(Fecham-se às cortinas, fim do 1º Ato.)


Não foi encaminhado até a presente data, (29/03/08); cenas ou momentos; imagens; de seu trabalho artístico, entre outras. Há um registro de imagem acima (foto), de atividade social (reportagem de jornal(?), s.d.), como possibilidade de ilustração, desta página. Fica para posterior publicar aqui, tais ilustrações. O show não deve parar...

(Abrem-se às cortinas: movimento, música..., 2º Ato). Fim.

O 3º módulo "Dança Cênica no Brasil" - Origens e Desdobramentos" foi realizado entre os dias 21 a 26 de janeiro, das 19h às 22h (segunda a sexta) e 09h às 12h (sábado), sendo ministrado pelo doutor em Comunicação e Semiótica, coordenador do Curso Superior de Licenciatura em Dança do Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro, Roberto Pereira.